{"id":252,"date":"2016-06-20T01:46:14","date_gmt":"2016-06-20T04:46:14","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/e-inteligencia-artificial-estupido\/"},"modified":"2016-06-20T01:46:14","modified_gmt":"2016-06-20T04:46:14","slug":"e-inteligencia-artificial-estupido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/e-inteligencia-artificial-estupido\/","title":{"rendered":"\u00c9 intelig\u00eancia artificial, est\u00fapido"},"content":{"rendered":"<div class=\"article-resume\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none; font-size: 12px; line-height: 20px;\">\n<p style=\"margin-top: 7px; margin-bottom: 0px; outline: none; border: none; list-style: none; font-size: 12px;\">O executivo Noberto Tomasini, l&iacute;der de tecnologias emergentes da consultoria PwC, precisava realizar uma s&eacute;rie de exames m&eacute;dicos. Para agilizar a consulta, ele entrou no site de um laborat&oacute;rio e, por meio de um chat, conversou com uma atendente, tirando d&uacute;vidas e agendando o servi&ccedil;o. S&oacute; depois ficou sabendo que, do outro lado do bate-papo, n&atilde;o estava um ser humano, mas sim um rob&ocirc;, conhecido no jarg&atilde;o de tecnologia como &ldquo;chatbots&rdquo;, programas de computadores que tentam simular conversas com pessoas. &ldquo;Tinha certeza que falava com um atendente de um call center&rdquo;, afirma Tomasini. A experi&ecirc;ncia do executivo da PwC n&atilde;o se trata um exemplo de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Cada vez mais, voc&ecirc; vai falar e negociar com um rob&ocirc; &ndash; e, na maioria das vezes, talvez voc&ecirc; nem perceba.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\"><br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\">Bem-vindo ao admir&aacute;vel mundo novo dos rob&ocirc;s e da intelig&ecirc;ncia artificial. Empresas dos mais diversos portes est&atilde;o tirando proveito do avan&ccedil;o desses sistemas para automatizar uma s&eacute;rie de tarefas. &Eacute; o caso da companhia &aacute;rea Latam (fus&atilde;o da LAN com a TAM), que conta com a assistente virtual Julia, respons&aacute;vel por 276 mil atendimentos mensais para clientes que procuram informa&ccedil;&otilde;es sobre compra de passagens, despacho de bagagens, reembolso, documenta&ccedil;&atilde;o, pontos do cart&atilde;o fidelidade e d&uacute;vidas sobre embarque. O Hotel Hilton, em McLean, na Virginia, &ldquo;contratou&rdquo; um simp&aacute;tico robozinho batizado de Connie, em homenagem ao fundador da rede, Conrad Hilton. O androide ajuda os visitantes com dicas de turismo e acomoda&ccedil;&otilde;es. No segundo semestre deste ano, o Bradesco ir&aacute; testar um sistema capaz de fazer recomenda&ccedil;&atilde;o de investimentos aos clientes baseado no computador Watson, da IBM. Nessa primeira fase, s&oacute; os gerentes poder&atilde;o conversar com a m&aacute;quina. A expectativa &eacute; que, em 2017, os clientes j&aacute; poder&atilde;o utilizar a ferramenta, tamb&eacute;m por meio de chats escritos, escolhendo produtos financeiros, como empr&eacute;stimos e seguros. &ldquo;O Watson n&atilde;o vai tirar emprego de ningu&eacute;m e vai melhorar rela&ccedil;&atilde;o com o cliente&rdquo;, diz Marcelo Frontini, diretor de Pesquisa e Inova&ccedil;&atilde;o do Bradesco.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\"><br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\">Essa nova revolu&ccedil;&atilde;o dos rob&ocirc;s e dos sistemas de intelig&ecirc;ncia artificial est&aacute; capitaneada pelos tit&atilde;s do Vale do Sil&iacute;cio, nos Estados Unidos. Empresas como Facebook, IBM, Google, Apple e Amazon est&atilde;o em uma disputa ferrenha para saber quem conquistar&aacute; os cora&ccedil;&otilde;es e as mentes dos consumidores com seus sistemas. Todas est&atilde;o brigando por uma fatia de mercado bilion&aacute;ria, que pode atingir US$ 153 bilh&otilde;es em 2020, de acordo com estimativas do banco de investimento Bank Of America Merrill Lynch. Os impactos da rob&oacute;tica e da intelig&ecirc;ncia artificial atingir&atilde;o diversas &aacute;reas da economia, como os setores de agricultura, da ind&uacute;stria, de ve&iacute;culos, de entretenimento, sa&uacute;de e financeiros (confira tabela na p&aacute;g. 43). Os carros aut&ocirc;nomos, como o do Google, por exemplo, devem se tornar um mercado de US$ 87 bilh&otilde;es em 2030. Mas nada ser&aacute; t&atilde;o afetado quanto o setor de call center. A empresa de pesquisa americana Gartner estima que at&eacute; 85% dos centros de atendimento ao cliente ir&atilde;o ser virtuais em 2020.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\"><br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\">O Facebook est&aacute; dando um impulso e tanto para reduzir o tamanho dos call centers &ndash; e quem sabe, por consequ&ecirc;ncia, acabar com o gerundismo das atendentes aqui no Brasil. Em meados de abril, Mark Zuckerberg deu um de seus passos mais ousados para ganhar terreno no universo dos chatbots, ao anunciar uma plataforma aberta para que empresas criem seus pr&oacute;prios sistemas. Eles funcionar&atilde;o integrados ao aplicativo de mensagens Messenger e ser&atilde;o uma esp&eacute;cie de call center virtual. &ldquo;Penso que voc&ecirc; deveria ser capaz de mandar uma mensagem para uma empresa da mesma forma que envia para um amigo&rdquo;, disse Zuckerberg, durante a apresenta&ccedil;&atilde;o da nova plataforma, em um evento em S&atilde;o Francisco. &ldquo;Voc&ecirc; nunca mais ter&aacute; de ligar para um call center.&rdquo;<br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\"><br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\">Com o uso de sistemas de intelig&ecirc;ncia artificial, que est&atilde;o ficando cada vez mais sofisticados, o Facebook tem o poder de levar esses &ldquo;rob&ocirc;s&rdquo; invis&iacute;veis a outro n&iacute;vel. E isso j&aacute; est&aacute; acontecendo. A rede de not&iacute;cias CNN, por exemplo, lan&ccedil;ou um &ldquo;chatbot&rdquo; capaz de entender as prefer&ecirc;ncias dos leitores e sugerir artigos para ler. O site de buscas de hot&eacute;is Skyscanner desenvolveu uma aplica&ccedil;&atilde;o integrada ao Messenger capaz de interagir com o consumidor, sugerir destinos e fazer pesquisas de pre&ccedil;os. &ldquo;Estamos pr&oacute;ximos a uma nova era, na qual a intelig&ecirc;ncia artificial vai se tornar muito mais &uacute;til para n&oacute;s como consumidores, como nunca antes na hist&oacute;ria&rdquo;, diz Filip Filipov, diretor do Skyscanner.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 7px; margin-bottom: 0px; outline: none; border: none; list-style: none; font-size: 12px;\">Esse &eacute; apenas o come&ccedil;o do desenvolvimento de aplicativos inteligentes que v&atilde;o funcionar como verdadeiros call centers digitais. Nas pr&oacute;ximos meses, uma enxurrada de novos &ldquo;chatbots&rdquo; v&atilde;o chegar ao mercado. O aplicativo MeCasei.com, que promove o com&eacute;rcio eletr&ocirc;nico de produtos e servi&ccedil;os relacionados a casamentos, e o Zappizza, aplicativo ligado a 120 pizzarias de S&atilde;o Paulo, j&aacute; enviaram para o Facebook seus projetos. &ldquo;&Eacute; a nova onda&rdquo;, afirma M&aacute;rcio Acorci, cofundador do Mecasei.com. &ldquo;Antes, as empresas precisavam de aplicativos, agora precisam de rob&ocirc;s que entreguem valor com intelig&ecirc;ncia.&rdquo; O MeCasei est&aacute; avan&ccedil;ado no uso de intelig&ecirc;ncia artificial. H&aacute; dois meses lan&ccedil;ou a Meeka, uma assistente pessoal que foi retirada da costela do sistema Watson, a plataforma de intelig&ecirc;ncia artificial da IBM. A Meeka pode ajudar uma noiva, por exemplo, a encontrar um vestido para seu casamento. Com base em sua localiza&ccedil;&atilde;o e recursos que a noiva possui para a compra, a assistente apresenta uma s&eacute;rie de op&ccedil;&otilde;es. Por enquanto, nenhuma transa&ccedil;&atilde;o comercial &eacute; feita pelo sistema, mas &eacute; uma quest&atilde;o de tempo para que isso ocorra.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\"><br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\">N&atilde;o &eacute; apenas o mercado de call center que sentir&aacute; os efeitos da intelig&ecirc;ncia artificial. O setor financeiro j&aacute; vive uma &eacute;poca em que os algoritmos s&atilde;o mais importantes do que os homens para a venda e compra de a&ccedil;&otilde;es. Nos Estados Unidos, seis dos oito gestores de fundos de hedge que mais obtiveram rendimentos em 2015, segundo levantamento &ldquo;Rich List&rdquo; da revista americana Alpha Institutional Investor, utilizaram intelig&ecirc;ncia artificial em suas estrat&eacute;gias de investimento. O superintendente geral da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima), Jos&eacute; Carlos Doherty, explica que j&aacute; existem os chamados robot advisers, gestores de fundo puramente eletr&ocirc;nicos, que substituem pessoas que estudaram para essa fun&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Teremos de descobrir qual &eacute; o limite do robot adviser e onde ele consegue ser eficiente&rdquo; diz Doherty. O executivo &eacute; o representante brasileiro na International Organization of Securities Commissions (Iosco), que agrupa todos os reguladores do mercado financeiro no mundo e que vem debatendo o que fazer para regular as opera&ccedil;&otilde;es comandadas por sistemas de intelig&ecirc;ncia artificial no mercado financeiro.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 7px; margin-bottom: 0px; outline: none; border: none; list-style: none; font-size: 12px;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\">E a&iacute;, Siri?<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-top: 7px; margin-bottom: 0px; outline: none; border: none; list-style: none; font-size: 12px;\">Os &ldquo;chatbots&rdquo; s&atilde;o apenas uma das facetas da nova revolu&ccedil;&atilde;o da intelig&ecirc;ncia artificial. Outra briga acontece entre as assistentes digitais. Os protagonistas dessa batalha s&atilde;o Amazon, Apple e Google. Nessa disputa, a gigante do com&eacute;rcio eletr&ocirc;nico liderada por Jeff Bezos parece estar alguns passos &agrave; frente de seus rivais com o Echo, um objeto cilindrico negro que mais parece uma caixa de som. &ldquo;&Eacute; o come&ccedil;o de uma era de ouro&rdquo;, disse Bezos, no evento Code Conference, no fim de maio deste ano, nos Estados Unidos. A Amazon conta atualmente com mil funcion&aacute;rios trabalhando com intelig&ecirc;ncia artificial e Bezos acredita que o Echo pode ser o quarto pilar de sua estrat&eacute;gia. O primeiro deles &eacute; o com&eacute;rcio eletr&ocirc;nico. O segundo &eacute; a Amazon Prime, servi&ccedil;o premium de assinatura, e o terceiro, a Amazon Web Services, sua plataforma de computa&ccedil;&atilde;o em nuvem.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\"><br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\">Sempre conectado pela rede Wi-Fi, o Echo pode responder a perguntas sobre como est&aacute; o tempo, requisitar um Uber, tocar podcasts ou ler as principais not&iacute;cias do dia. Quem sempre responde &eacute; uma voz batizada de Alexa. O servi&ccedil;o de buscas de hot&eacute;is Kayak tem uma aplica&ccedil;&atilde;o desenvolvida para funcionar com a assistente virtual da Amazon. &ldquo;Voc&ecirc; pode dizer: &lsquo;Alexa, pergunte ao Kayak onde eu posso viajar por US$ 300?&rsquo; E o sistema faz a busca e responde em linguagem natural&rdquo;, afirma Nicolas Scafuro, diretor para a Am&eacute;rica Latina do Kayak.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\"><br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\">A vantagem da Amazon come&ccedil;a a ser amea&ccedil;ada pela Apple. O assistente virtual Siri, que est&aacute; em todos os iPhones da Apple, agora vai funcionar tamb&eacute;m nos computadores Mac. O an&uacute;ncio foi feito na segunda-feira 13, durante um evento, em S&atilde;o Francisco. No palco, diante de cinco mil desenvolvedores, a Apple mostrou ainda o uso da Siri para envio de mensagens aos aplicativos de mensagens WeChat e WhatsApp para chamar um carro do Uber, Lyft ou Didi (um servi&ccedil;o chin&ecirc;s) ou para realizar pagamentos. Assim como a Alexa, o Siri conversa com o consumidor. Em geral, come&ccedil;a-se o bate-papo com um simp&aacute;tico &ldquo;e a&iacute;, Siri?&rdquo; para depois requisitar buscas na Web ou chamadas telef&ocirc;nicas. Mais atrasado est&aacute; o Google, que publicou recentemente um v&iacute;deo sobre o seu assistente digital, o Google Home. Pelo que se viu, a intelig&ecirc;ncia por tr&aacute;s do aparelho est&aacute; em produtos que os celulares do sistema operacional Android j&aacute; conhecem: o Google Now.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 7px; margin-bottom: 0px; outline: none; border: none; list-style: none; font-size: 12px;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\">Eu, rob&ocirc;<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-top: 7px; margin-bottom: 0px; outline: none; border: none; list-style: none; font-size: 12px;\">O computador Watson, da IBM, &eacute; capaz de compreender e responder &agrave; linguagem humana. Ele est&aacute; por tr&aacute;s da iniciativa do Bradesco e &eacute; tamb&eacute;m usado na medicina, ajudando no diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer no Memorial Sloan-Kettering, de Nova York. Analisando a literatura m&eacute;dica e um amplo banco de dados com exames da doen&ccedil;a, ele indica o melhor tratamento. Mas a face mais simp&aacute;tica do Watson &eacute; o rob&ocirc; Pepper, produzido pela empresa de telecomunica&ccedil;&otilde;es japonesa SoftBank. O Watson &eacute; a alma desse humanoide que &eacute; vendido aos milhares no Jap&atilde;o, onde trabalha na demonstra&ccedil;&atilde;o de produtos e assistente de consumidores em lojas. No in&iacute;cio de junho, o Pepper ganhou um novo emprego. A MasterCard divulgou um projeto de utilizar o Pepper para trabalhar como caixa em restaurantes da Pizza Hut, na &Aacute;sia. O rob&ocirc; de 1,20 metro de altura foi projetado para conversar com clientes, responder a suas perguntas e permitir que fa&ccedil;am pagamentos por meio de sincroniza&ccedil;&atilde;o com seus celulares. &ldquo;N&atilde;o estamos tentando substituir coisa alguma&rdquo;, disse John Sheldon, diretor de administra&ccedil;&atilde;o de inova&ccedil;&otilde;es da companhia. &ldquo;Haver&aacute; pessoal humano&rdquo;.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\"><br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\">A intelig&ecirc;ncia artificial, no entanto, j&aacute; &eacute; capaz de substituir os humanos em atividades criativas, talvez sem o mesmo talento (ainda). Tome como exemplo o curta-metragem &ldquo;Sunspring&rdquo;, dirigido por Oscar Sharp e estrelado por Thomas Middleditch, o mesmo ator do seriado &ldquo;Silicon Valley&rdquo;. Seu roteiro foi todo escrito por um algoritmo de nome &ldquo;Benjamin&rdquo;. Para isso, o t&eacute;cnico de intelig&ecirc;ncia artificial Ross Goodwin alimentou um computador com centenas de roteiros de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e, em poucos minutos, recebeu da m&aacute;quina uma hist&oacute;ria completa, com di&aacute;logos e at&eacute; posturas em cena. Lan&ccedil;ado no dia 9 de junho pelo site Ars Technica, o filme &eacute; uma narrativa misteriosa, que se passa no futuro ou no espa&ccedil;o e parece girar em torno de um tri&acirc;ngulo amoroso e assassinatos, num roteiro confuso &ndash; um claro sinal de que a m&aacute;quina ainda precisa aprender muito para substituir, de fato, o ser humano na arte de contar boas hist&oacute;rias. &ldquo;Assim que fizemos a primeira leitura do roteiro, todos na mesa estavam morrendo de rir&rdquo;, contou Sharp.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\"><br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\">Nada disso parece ser, de fato, um problema t&atilde;o s&eacute;rio para essa tecnologia que ainda est&aacute; na primeira inf&acirc;ncia. Os sistemas de intelig&ecirc;ncia artificial est&atilde;o perto de cruzar os limites do tempo. Falecido h&aacute; 17 anos, o &iacute;cone da publicidade David Ogilvy conceder&aacute; uma entrevista para o &ldquo;The Drum&rdquo;, especializado na cobertura do setor de marketing e comunica&ccedil;&atilde;o. A conversa p&oacute;stuma ser&aacute; poss&iacute;vel por conta do computador Watson, que est&aacute; sendo alimentado pela equipe editorial da publica&ccedil;&atilde;o com informa&ccedil;&otilde;es sobre a sua carreira, vida, vis&atilde;o criativa e os livros publicados pelo publicit&aacute;rio, como &ldquo;Confessions of Ad Advertsing Man&rdquo;. No fim do m&ecirc;s de junho, a entrevista ser&aacute; publicada. Ser&aacute; que os jornalistas est&atilde;o tamb&eacute;m com os dias contados? A ag&ecirc;ncia Associated Press j&aacute; usa um rob&ocirc; capaz de escrever not&iacute;cias econ&ocirc;micas. O sistema autom&aacute;tico para publica&ccedil;&atilde;o de informes financeiros foi desenvolvido em parceria com a Automated Insights e faz uso da plataforma Wordsmith. O rob&ocirc; jornalista &eacute; revelado no fim de cada mat&eacute;ria gerada automaticamente e foi desenvolvido para fazer a cobertura econ&ocirc;mica, uma &aacute;rea do jornalismo cheia de n&uacute;meros e estat&iacute;sticas.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\"><br style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border: none; list-style: none;\">Ao mesmo tempo em que encanta e pode revolucionar diversos setores, a intelig&ecirc;ncia artificial tamb&eacute;m assusta. A fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; farta em hist&oacute;rias nas quais os homens s&atilde;o subjulgados pelas m&aacute;quinas. Essa preocupa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m est&aacute; presente nas mentes de algumas das pessoas mais brilhantes do mundo. O fundador da Microsoft, Bill Gates, a chama de &ldquo;superintelig&ecirc;ncia&rdquo;. Ele sabe do que est&aacute; falando. Em maio deste ano, a assistente virtual Tay, da Microsoft, interagiu com os usu&aacute;rios do Twitter. Em menos de 24 horas, ela publicou coment&aacute;rios racistas, homof&oacute;bicos e de apoio a Hitler. Diante disso, a Microsoft se viu obrigada a tir&aacute;-la do ar. O fundador da fabricante de carros el&eacute;tricos Tesla, Elon Musk, acredita que essa &eacute; a &ldquo;maior amea&ccedil;a &agrave; nossa exist&ecirc;ncia&rdquo;. O f&iacute;sico Stephen Hawking diz que essa tecnologia &eacute; &ldquo;o maior feito da hist&oacute;ria da humanidade&rdquo;. Mas faz um alerta: &ldquo;O desenvolvimento da intelig&ecirc;ncia artificial total poderia significar o fim da ra&ccedil;a humana&rdquo;, afirmou ele, em 2014. Ou, como diz Tomasini, da PwC, que no come&ccedil;o dessa reportagem n&atilde;o conseguiu identificar a diferen&ccedil;a entre uma pessoa e uma m&aacute;quina. &nbsp;&ldquo;Os computadores, em breve, saber&atilde;o que nada sabem, como dizia o fil&oacute;sofo grego S&oacute;crates. Esse ser&aacute; o momento em que a intelig&ecirc;ncia artificial ser&aacute; realmente forte.&rdquo; Vida longa e pr&oacute;spera aos rob&ocirc;s?<\/p>\n<\/div>\n<p id=\"fonte\" style=\"margin-top: 7px; margin-bottom: 0px; outline: none; border: none; list-style: none; font-size: 11px; line-height: 20px;\">Isto &Eacute; Dinheiro&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O executivo Noberto Tomasini, l&iacute;der de tecnologias emergentes da consultoria PwC, precisava realizar uma s&eacute;rie de exames m&eacute;dicos. Para agilizar a consulta, ele entrou no site de um laborat&oacute;rio e, por meio de um chat, conversou com uma atendente, tirando d&uacute;vidas e agendando o servi&ccedil;o. S&oacute; depois ficou sabendo que, do outro lado do bate-papo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[10],"tags":[],"class_list":{"0":"post-252","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-estudos-prospectivos"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=252"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}