{"id":249,"date":"2016-06-14T21:50:26","date_gmt":"2016-06-15T00:50:26","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/futuro-preocupa-estudantes-proximos-de-formatura\/"},"modified":"2020-10-07T20:26:42","modified_gmt":"2020-10-07T23:26:42","slug":"futuro-preocupa-estudantes-proximos-de-formatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/futuro-preocupa-estudantes-proximos-de-formatura\/","title":{"rendered":"Estudantes pr\u00f3ximos de formatura temem o futuro"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 12.8px; line-height: 1.5;\">Maior concorr&ecirc;ncia e falta de experi&ecirc;ncia s&atilde;o os principais entraves&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>O mercado de trabalho brasileiro est&aacute; enfrentando um dos piores momentos das &uacute;ltimas d&eacute;cadas: de acordo com o levantamento mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lio Cont&iacute;nua (PNAD Cont&iacute;nua) do IBGE, atualmente, 11,2% dos brasileiros est&atilde;o desempregados. Resultado da crise econ&ocirc;mica enfrentada pelo pa&iacute;s, este cen&aacute;rio afeta principalmente a popula&ccedil;&atilde;o mais jovem: o &uacute;ltimo levantamento do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Avan&ccedil;ada (Ipea) detalha que um em cada quatro trabalhadores com menos de 25 anos foi diretamente impactado pelo corte de vagas.<\/p>\n<p>Diante disso, o grupo enfrenta um desafio ainda maior: conquistar uma vaga para adquirir conhecimento profissional num momento em que o mercado prioriza a experi&ecirc;ncia. Soma-se ainda a necessidade de custear os estudos, atuar em sua &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o e, muitas vezes, complementar a renda familiar. Todos esses fatores t&ecirc;m afetado consideravelmente a expectativa dos jovens em rela&ccedil;&atilde;o ao emprego e renda, for&ccedil;ando-os a buscar alternativas que auxiliem na acirrada busca pela coloca&ccedil;&atilde;o profissional.<\/p>\n<h2>O paradoxo da experi&ecirc;ncia<\/h2>\n<p><span style=\"font-size: 12.8px; line-height: 1.5;\">O cen&aacute;rio desfavor&aacute;vel aos jovens entre 18 e 24 anos pode ser explicado por diversos fatores: crescimento significativo no n&uacute;mero de estudantes buscando coloca&ccedil;&atilde;o profissional, mais jovens precisando colaborar com a renda familiar e queda brusca na oferta de cargos voltados para profissionais com pouca ou nenhuma experi&ecirc;ncia. Somente em 10 anos, o pa&iacute;s apresentou um incr&iacute;vel aumento no n&uacute;mero de jovens cursando o ensino superior: ao final de 2014, esse &iacute;ndice j&aacute; era 25 pontos percentuais maior do que em 2004, representando 58,5% do total de estudantes. Infelizmente o mercado n&atilde;o cresceu no mesmo passo e foi incapaz de absorver tantos profissionais e, diante do rev&eacute;s econ&ocirc;mico, muitas empresas foram obrigadas a cortar postos de trabalho menos essenciais, reduzindo o n&uacute;mero de vagas que normalmente eram ocupadas por iniciantes.<\/span><\/p>\n<p>Esse aumento no n&iacute;vel de escolaridade tamb&eacute;m tornou o mercado mais implac&aacute;vel: os n&uacute;meros da PNAD Cont&iacute;nua apontam que aqueles que n&atilde;o conseguiram completar o ensino m&eacute;dio sofrem mais &ndash; a taxa de desemprego entre esses estudantes &eacute; 7,31% maior em compara&ccedil;&atilde;o com aqueles que possuem o ensino superior (7,64%). Uma das raz&otilde;es para tal &eacute; que a oferta de programas de est&aacute;gio &eacute; maior entre estudantes que cursam a faculdade. Mesmo seguindo a tend&ecirc;ncia da retra&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de vagas, esses programas representam uma oportunidade de ingresso no mercado de trabalho ainda que o jovem n&atilde;o tenha experi&ecirc;ncia, al&eacute;m de oferecerem a chance de efetiva&ccedil;&atilde;o ao fim do per&iacute;odo.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, a urg&ecirc;ncia em conseguir um diferencial no curr&iacute;culo &eacute; sentida at&eacute; mesmo entre esses candidatos. De acordo com Tiago Mavichian, diretor da&nbsp;Companhia de Est&aacute;gios, consultoria especializada nesse tipo de programa &ldquo;As condi&ccedil;&otilde;es do mercado de trabalho para os jovens mudaram bruscamente num curto per&iacute;odo de tempo. Considerando-se que um curso superior tenha dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 4 anos, muitos jovens est&atilde;o enfrentando uma realidade muito diferente do que imaginavam no in&iacute;cio dos estudos. Se antes a expectativa era conseguir um emprego formal na sua &aacute;rea de estudo antes mesmo da forma&ccedil;&atilde;o, agora os jovens lutam para conseguir uma oportunidade de est&aacute;gio, porque caso n&atilde;o seja efetivado ao final do est&aacute;gio quando se formar, com um e st&aacute;gio no curr&iacute;culo as chances de se colocar no mercado s&atilde;o bem maiores &ndash; seria pior se formar sem nunca ter estagiado ou trabalhado.&rdquo;<\/p>\n<h5>Desemprego afeta a expectativa do candidato<\/h5>\n<p>Um&nbsp;levantamento recente&nbsp;feito pela consultoria apontou que a expectativa desses candidatos reflete a inseguran&ccedil;a do mercado. O estudo que contou com mais de 1.700 estudantes de todo o pa&iacute;s, 68% deles compreendidos na faixa et&aacute;ria mais afetada pelo desemprego, demonstrou que a maior preocupa&ccedil;&atilde;o dos jovens &eacute; justamente n&atilde;o conseguir adquirir a experi&ecirc;ncia profissional necess&aacute;ria para se destacar no mercado de trabalho. Essa urg&ecirc;ncia &eacute; demonstrada tamb&eacute;m pela busca antecipada pela est&aacute;gio: muitas vezes requerido somente nos &uacute;ltimos per&iacute;odos do curso, 57,2% desses jovens j&aacute; procuram uma vaga de est&aacute;gio logo nos primeiros anos de faculdade.<\/p>\n<p>A preocupa&ccedil;&atilde;o em atender as exig&ecirc;ncias do mercado faz com que muitos deles aceitem ganhar menos, desde que o aprendizado seja contemplado pela oportunidade. A remunera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; fator primordial nesse tipo de programa, afirma&ccedil;&atilde;o corroborada por aqueles que j&aacute; conquistaram uma vaga: mais de 33% dos entrevistados que j&aacute; estagiam recebem bolsa de at&eacute; 1 sal&aacute;rio m&iacute;nimo, enquanto 17% deles o fazem apenas &agrave; t&iacute;tulo de profissionaliza&ccedil;&atilde;o, sem ganho salarial. Por&eacute;m, isso n&atilde;o significa que o est&aacute;gio n&atilde;o ofere&ccedil;a boas condi&ccedil;&otilde;es financeiras: 10,5% deles recebe bolsa auxilio superior &agrave; R$ 1.500.<\/p>\n<p>Para o diretor da consultoria esse fen&ocirc;meno pode ser explicado pela <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-e-singularidade\/\" target=\"_self\" title='Singularidadesubstantivo feminino1. qualidade ou propriedade do que &eacute; singular.\"a s. de uma ideia\"2. ato, dito ou coisa singular.\"o que atra&iacute;a o p&uacute;blico era a s. dos discursos\" &Eacute; um conceito desenvolvido por cientistas da computa&ccedil;&atilde;o que apostam na perspectiva de uma evolu&ccedil;&atilde;o das tecnologias ao ponto de superar a intelig&ecirc;ncia humana. Singularidade &eacute;, ent&atilde;o, o&hellip;' class=\"encyclopedia\">singularidade<\/a> do programa: &ldquo;O estudante que busca realiza&ccedil;&atilde;o profissional tem consci&ecirc;ncia de que a perspectiva oferecida pelo est&aacute;gio &eacute; muito mais abrangente: boa parte das empresas que oferecem esse tipo de vaga direcionam os melhores participantes para cargos efetivos ao fim do per&iacute;odo. Isso ocorre pois a inten&ccedil;&atilde;o desses empregadores n&atilde;o &eacute; apenas ocupar postos de trabalho, mas investir em treinamento e qualifica&ccedil;&atilde;o dos jovens para que se tornem funcion&aacute;rios no futuro. Para os jovens isso representa mais do que conseguir uma coloca&ccedil;&atilde;o: &eacute; a chance de iniciar a carreira e aprender.&rdquo;<\/p>\n<h5>O caminho at&eacute; a vaga<\/h5>\n<p>Com uma oferta 35% menor em rela&ccedil;&atilde;o ao &uacute;ltimo ano, as vagas de est&aacute;gio est&atilde;o cada vez mais concorridas. Por&eacute;m, de acordo com Mavichian, alguns recursos podem encurtar o caminho at&eacute; essa coloca&ccedil;&atilde;o. O levantamento realizado pela Companhia de Est&aacute;gios revelou que o uso da tecnologia e uma boa rede de contatos podem ser de grande ajuda na hora de encontrar a oportunidade desejada: mais de 26% dos entrevistados que conseguiram uma vaga de est&aacute;gio o fizeram com o aux&iacute;lio de plataformas de recrutamento enquanto 24% contaram com a ajuda de algum contato profissional. T&atilde;o importante quanto manter um bom networking, &eacute; ficar atento &agrave;s redes sociais e aos sites especializados: &ldquo;Muitas vezes as vagas s&atilde;o divulgadas diretamente no site e p&aacute;ginas de relacionamento das pr&oacute;prias empresas e\/ou das consultorias recrutadoras. At&eacute; o processo de pr&eacute;-sele&amp;cced il;&atilde;o pode ser feito virtualmente. Se por um lado isso representa um resultado mais &aacute;gil e qualificado para as empresas, para o candidato representa a chance de conseguir a vaga mais r&aacute;pido e se deslocando menos &ndash; j&aacute; que boa parte do processo &eacute; on-line.&rdquo; &ndash;explica.<\/p>\n<p>Outra mudan&ccedil;a de comportamento percebida &eacute; que para ter um diferencial no curr&iacute;culo mais de 60% dos respondentes fez algum curso complementar no &uacute;ltimo ano. &lsquo;&rsquo;Com a diminui&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de vagas os candidatos que apresentarem iniciativas como trabalho volunt&aacute;rio, participa&ccedil;&otilde;es em empresas Juniores ou entidades acad&ecirc;micas e cursos como ingl&ecirc;s e inform&aacute;tica saem na frente &ndash; n&atilde;o se esquecendo de trabalhar as habilidades interpessoais .&rsquo;&rsquo; &ndash; finaliza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maior concorr&ecirc;ncia e falta de experi&ecirc;ncia s&atilde;o os principais entraves&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":{"0":"post-249","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-destaques"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/249","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=249"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/249\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}