{"id":239,"date":"2016-05-30T10:01:45","date_gmt":"2016-05-30T13:01:45","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/a-secretaria-do-futuro-ja-trabalha-na-china\/"},"modified":"2016-05-30T10:01:45","modified_gmt":"2016-05-30T13:01:45","slug":"a-secretaria-do-futuro-ja-trabalha-na-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/a-secretaria-do-futuro-ja-trabalha-na-china\/","title":{"rendered":"A secret\u00e1ria do futuro j\u00e1 trabalha na China"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como boa secret&aacute;ria, Amy toma notas de encontros, prepara relat&oacute;rios, marca e desmarca reuni&otilde;es, fala idiomas, busca os visitantes na portaria do pr&eacute;dio e os acompanha at&eacute; a sala de confer&ecirc;ncias. Ela ainda monitora o ar-condicionado, sabe se a impressora est&aacute; funcionando e manda fazer c&oacute;pias. Pode at&eacute; mudar de voz se o patr&atilde;o preferir um secret&aacute;rio. Amy &eacute; um dos modelos de rob&ocirc;s produzidos pela Hangzhou Amy Robotics, uma que abriu as portas h&aacute; dois anos, como dezenas de outras, na onda da automa&ccedil;&atilde;o chinesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m s&atilde;o da empresa os rob&ocirc;s que recebem pagamento e d&atilde;o instru&ccedil;&otilde;es aos consumidores no maior shopping center da China, o Intimes da cidade de Hangzhou.&nbsp;&mdash; Modelos semelhantes podem ser usados em hospitais e servi&ccedil;os de . Tamb&eacute;m temos os rob&ocirc;s para uso dom&eacute;stico &mdash; conta a diretora de vendas da Hangzhou Amy Robotics, Aline Wang.<\/p>\n<p>&Eacute; mais um sinal da &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o dos rob&ocirc;s&rdquo; mencionada pelo presidente Xi Jinping h&aacute; dois anos, em discurso na Academia Chinesa de Ci&ecirc;ncias. Os rob&ocirc;s de longos bra&ccedil;os articulados j&aacute; se espalham pelas f&aacute;bricas: a China &eacute; o maior comprador de rob&ocirc;s industriais do mundo h&aacute; tr&ecirc;s anos e, at&eacute; dezembro, deve se tornar o primeiro operador, superando o Jap&atilde;o, segundo dados da Federa&ccedil;&atilde;o Internacional de Rob&oacute;tica (IFR, na sigla em ingl&ecirc;s).<\/p>\n<p>Intera&ccedil;&atilde;o homem-m&aacute;quina<\/p>\n<p>No ano passado, os chineses arremataram 66 mil dos 240 mil rob&ocirc;s industriais produzidos no mundo, um aumento de 288% em rela&ccedil;&atilde;o a 2012. Na prov&iacute;ncia industrial de Guangdong, a automa&ccedil;&atilde;o parece irrevers&iacute;vel. As autoridades locais pretendem gastar US$ 144 bilh&otilde;es at&eacute; 2018 para patrocinar as mudan&ccedil;as em cerca de 1.950 companhias.<\/p>\n<p>A proje&ccedil;&atilde;o oficial &eacute; que mais de 80% das opera&ccedil;&otilde;es de manufatura em Guangzhou, a capital, ser&atilde;o feitas por rob&ocirc;s com tecnologias inteligentes at&eacute; 2020. Na cidade de Dongguan, por exemplo, a tarefa de polir as caixas dos celulares, que at&eacute; pouco tempo era feita por 650 trabalhadoresa em uma f&aacute;brica da Everwin Precision Technology, agora &eacute; realizada por 60 rob&ocirc;s.<\/p>\n<p>Com seus dois bra&ccedil;os, o YuMi (corruptela de You and Me) &mdash; da entre a su&iacute;&ccedil;a ABB e a chinesa BU Robotics &mdash; pode fazer qualquer coisa: de manipular CDs, autom&oacute;veis, rel&oacute;gios e tablets a fazer gaivotas de papel. Sua vantagem, como o nome sugere, &eacute; permitir que homem e m&aacute;quina dividam o ambiente de trabalho sem risco de acidentes. Segundo o respons&aacute;vel pelo gerenciamento de produ&ccedil;&atilde;o da BU Robotics-ABB, Hui Zhang, a automa&ccedil;&atilde;o bem planejada &eacute; boa para patr&otilde;es e empregados, al&eacute;m de aumentar a produtividade.<\/p>\n<p>&mdash; Os rob&ocirc;s liberam a m&atilde;o de obra humana para servi&ccedil;os mais especializados. Juntos, homem e m&aacute;quina obt&ecirc;m melhores resultados do que separados &mdash; diz Hui.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, com o envelhecimento do pa&iacute;s e os 45 anos de vig&ecirc;ncia da pol&iacute;tica do filho &uacute;nico, a popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa tem encolhido, o que, consequentemente, eleva os sal&aacute;rios. Estima-se que, do atual um bilh&atilde;o de trabalhadores, ser&atilde;o 800 milh&otilde;es em 2050. Isso seria mais um est&iacute;mulo &agrave; ado&ccedil;&atilde;o dos rob&ocirc;s.<\/p>\n<p>&mdash; A China j&aacute; n&atilde;o &eacute; o pa&iacute;s da m&atilde;o de obra mais barata do mundo. Hoje, quem quer m&atilde;o de obra barata vai a Vietn&atilde;, Mal&aacute;sia e Filipinas. A China sabe disso e n&atilde;o quer perder espa&ccedil;o &mdash; diz Gan Jie, diretora do Centro de Finan&ccedil;as e Crescimento Econ&ocirc;mico da Cheung Kong Graduate School of Business.<\/p>\n<p>de <span style=\"color: #333333; font-family: Oglobocondensed; font-size: 14px; font-weight: bold; line-height: 17px; text-transform: uppercase;\">VIVIAN OSWALD<\/span><\/p>\n<p>Correspondente Globo.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Como boa secret&aacute;ria, Amy toma notas de encontros, prepara relat&oacute;rios, marca e desmarca reuni&otilde;es, fala idiomas, busca os visitantes na portaria do pr&eacute;dio e os acompanha at&eacute; a sala de confer&ecirc;ncias. Ela ainda monitora o ar-condicionado, sabe se a impressora est&aacute; funcionando e manda fazer c&oacute;pias. 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