{"id":23339,"date":"2022-05-23T18:37:47","date_gmt":"2022-05-23T21:37:47","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=23339"},"modified":"2022-05-23T18:37:55","modified_gmt":"2022-05-23T21:37:55","slug":"abraco-de-afogados-como-a-queda-da-credibilidade-da-midia-afeta-o-futuro-do-jornalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/abraco-de-afogados-como-a-queda-da-credibilidade-da-midia-afeta-o-futuro-do-jornalista\/","title":{"rendered":"Abra\u00e7o de afogados: como a queda da credibilidade da m\u00eddia afeta o futuro do jornalista"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Velhas corpora&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o preservam pr&aacute;ticas suicidas. No futuro do jornalista, h&aacute; uma grande oportunidade para a produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es de qualidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bank-phrom-Tzm3Oyu_6sk-unsplash-1024x684.jpg\" alt=\"futuro do jornalista depende da capacidade de criar estrat&eacute;gias desvinculadas das empresas tradicionais\" class=\"wp-image-23377\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bank-phrom-Tzm3Oyu_6sk-unsplash-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bank-phrom-Tzm3Oyu_6sk-unsplash-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bank-phrom-Tzm3Oyu_6sk-unsplash-768x513.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bank-phrom-Tzm3Oyu_6sk-unsplash-1536x1026.jpg 1536w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bank-phrom-Tzm3Oyu_6sk-unsplash-696x465.jpg 696w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bank-phrom-Tzm3Oyu_6sk-unsplash-1392x929.jpg 1392w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bank-phrom-Tzm3Oyu_6sk-unsplash-150x100.jpg 150w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bank-phrom-Tzm3Oyu_6sk-unsplash.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Photo by <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/es\/@bank_phrom?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bank Phrom<\/a> on <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/s\/photos\/press?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Unsplash<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><em>Carlos Pl&aacute;cido Teixeira<br>Jornalista I Radar do Futuro<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Sem quebrar os modelos de produ&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias e an&aacute;lises de acontecimentos, os jornalistas continuar&atilde;o a pagar caro pela crise da imagem do jornalismo e das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o. Todos estamos sendo afetados negativamente pela falta de compromissos das corpora&ccedil;&otilde;escom a informa&ccedil;&atilde;o minimamente isenta.&nbsp;O exemplo mais recente envolve o conflito entre a R&uacute;ssia e a Ucr&acirc;nia. Entre um lado e outro, o ideal era ser contra a guerra. Na impossibilidade, dever&iacute;amos demonstrar os interesses em jogo.  <\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;N&oacute;s, jornalistas, precisamos fazer uma dolorosa autocr&iacute;tica&rdquo;, diz  professor de jornalismo online e pesquisador em comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, Carlos Castilho. Ele avalia que o profissional de imprensa ter&aacute; o seu papel contaminado. &ldquo;Acabamos participantes da constru&ccedil;&atilde;o de uma narrativa sobre a guerra na Ucr&acirc;nia que est&aacute; nos levando a uma crise mundial, cujo desfecho &eacute; uma gigantesca inc&oacute;gnita, onde apenas uma coisa &eacute; certa: o n&uacute;mero de perdedores poder&aacute; ser muit&iacute;ssimo maior do que o de ganhadores.&rdquo;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio ir &agrave; Eur&aacute;sia para compreender os riscos envolvidos na pr&aacute;tica cotidiana do profissional, especialmente o brasileiro, exposto &agrave; f&uacute;ria dos apoiadores de extrema direita do presidente Jair Bolsonaro. Monitoramente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) sobre os ataques sofridos por jornalistas e meios de comunica&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s revela que, entre janeiro e abril de 2022 identificou 151 casos de agress&atilde;o f&iacute;sica e verbal ou outras formas de cercear o trabalho jornal&iacute;stico. Houve um aumento de 26,9% em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, o tipo de agress&atilde;o mais comum continua sendo o discurso estigmatizante &ndash; assim como foi em 2019, 2020 e 2021 &ndash;, presente em 66,9% dos alertas identificados at&eacute; abril. Foi registrado um aumento de 12 casos dessa forma de viol&ecirc;ncia verbal em compara&ccedil;&atilde;o com o mesmo per&iacute;odo do ano passado. A categoria de &ldquo;agress&otilde;es e ataques&rdquo;, que envolve viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, atentados e amea&ccedil;as expl&iacute;citas, tamb&eacute;m aumentou, apresentando um salto de 80%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Viol&ecirc;ncia: jornalistas como alvo<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo o relat&oacute;rio &ldquo;Viol&ecirc;ncia contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil&rdquo;, lan&ccedil;ado no in&iacute;cio do ano pela Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Pa&iacute;s registrou recordes de viol&ecirc;ncia contra os trabalhadores em 2021. Foram 430 epis&oacute;dios, de agress&otilde;es verbais e ataques virtuais at&eacute; atos de viol&ecirc;ncia contra a organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores. A lista inclui amea&ccedil;as, assassinato, impedimento ao exerc&iacute;cio profissional. <\/p>\n\n\n\n<p>Um dos itens em destaque envolve a descredibiliza&ccedil;&atilde;o da imprensa, com 131 fatos relatados. Em 2020, professores da Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes da USP alertavam que o aumento dos ataques acumulados j&aacute; nos dois anos anteriores, demonstrava a articula&ccedil;&atilde;o de um discurso organizado com o objetivo de desligitimar a atua&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica. <\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Cenas de agress&atilde;o a jornalistas se tornam comuns hoje no Brasil e no mundo&rdquo;, denunciam, <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/atualidades\/agressoes-a-jornalistas-fazem-parte-de-quadro-mais-amplo-de-intolerancia\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/jornal.usp.br\/atualidades\/agressoes-a-jornalistas-fazem-parte-de-quadro-mais-amplo-de-intolerancia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">em entrevista<\/a> em que analisam um evento do in&iacute;cio de novembro daquele ano, em Santa Catarina. Jornalistas da NSC TV, afiliada da Rede Globo, cobriam o descumprimento da lei que proibia aglomera&ccedil;&otilde;es nas praias do Estado e foram agredidos e impedidos de prosseguir com a reportagem.&nbsp;Em registros recentes, no dia 16 de maio, em Ouro Fino, interior de Minas, um <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/gerais\/2022\/05\/16\/interna_gerais,1366931\/jornalista-e-agredido-a-pedradas-por-vereador-em-minas.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">vereador agrediu um jornalista a pedradas<\/a>. Em mar&ccedil;o, no Centro da capital paulista, rep&oacute;rteres da TV Globo foram agredidos durante reportagem sobre a Feira da Madrugada do Br&aacute;s.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior v&iacute;tima da crise da imprensa ser&aacute; sempre o jornalista e o jornalismo. As corpora&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o, mesmo com perda de credibilidade nos &uacute;ltimos anos, n&atilde;o parecem se importar com a agressividade dos p&uacute;blicos. Profissional experiente e dos raros com autonomia para criticar a postura dos ve&iacute;culos, inclusive da Folha de S. Paulo, onde trabalha, J&acirc;nio de Freitas, demonstra a ang&uacute;stia em ver a queda da qualidade da cobertura da imprensa. &ldquo;Os jornais t&ecirc;m ca&iacute;do bastante. N&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rios do ponto de vista informativo, da informa&ccedil;&atilde;o cotidiana, da vida do leitor&rdquo;, afirmou em entrevista para o site <a href=\"https:\/\/www.poder360.com.br\/midia\/jornalismo-nao-deu-resposta-a-internet-diz-janio-de-freitas\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.poder360.com.br\/midia\/jornalismo-nao-deu-resposta-a-internet-diz-janio-de-freitas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Poder360<\/a>.   <\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\">\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jornalismo: aposta na mesmisse<\/h2>\n\n\n\n<p><em>Dois acontecimentos, com duas d&eacute;cadas de dist&acirc;ncia, demonstram como a m&iacute;dia continua atuando a favor de apostadores. N&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para autocr&iacute;tica. <\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A bolha da internet em 2000<\/h3>\n\n\n\n<p>&ldquo;Jornalistas acreditam mesmo em todas essas coisas que voc&ecirc;s publicam? Com uma mistura de ironia e maldade, um empres&aacute;rio da &aacute;rea de tecnologia solta a pergunta durante uma conversa informal entre n&oacute;s, fonte e rep&oacute;rter, sobre as perspectivas e neg&oacute;cios do mercado de inform&aacute;tica. O momento era de plena efervesc&ecirc;ncia da grande bolha da internet, na transi&ccedil;&atilde;o entre s&eacute;culos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os procedimentos e a forma como a imprensa lidava com quase todas as novidades sobre mercado de&nbsp; tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o era a mesma de qualquer torcedor fan&aacute;tico. Ou engajado na busca de favores. Na &eacute;poca, fui testemunha de um fato constrangedor, ao participar de um almo&ccedil;o de lan&ccedil;amento de produtos com executivos da Microsoft.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O editor de tecnologia de um jornal mineiro, integrante da fam&iacute;lia do conglomerado, cobrou, diante de todos os presentes, reprocidade da multinacional para a divulga&ccedil;&atilde;o das novidades. &ldquo;Afinal&rdquo;, disse, &ldquo;damos muito espa&ccedil;o para as not&iacute;cias e n&atilde;o recebemos an&uacute;ncios&rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>Deslumbramento e falta de senso cr&iacute;tico predominaram &mdash; e ainda predominam, na verdade &mdash; no notici&aacute;rio sobre o poder da computa&ccedil;&atilde;o e sobre o impacto da internet na vida das pessoas e das empresas. Quem vive hoje sob a for&ccedil;a dos smartphones n&atilde;o tem ideia das limita&ccedil;&otilde;es dos usu&aacute;rios de computadores no in&iacute;cio do s&eacute;culo. Talvez n&atilde;o consiga entender a luta do acesso discado &mdash; e caro&nbsp; para a maioria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&Eacute; quase surreal pensar que as pessoas aguardavam a meia-noite para poder ficar mais tempo na rede. Que havia limites no tamanho de mensagens e de carregamento das imagens. E nem imagina os riscos e dificuldades para baixar m&uacute;sicas ou a paci&ecirc;ncia necess&aacute;ria para baixar uma foto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s&iacute;ntese, a imprensa teve um papel central na forma&ccedil;&atilde;o da &ldquo;bolha das pontocom&rdquo;, entre os anos 1994 e 2000. Um per&iacute;odo marcado pela forte eleva&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os das a&ccedil;&otilde;es de empresas de tecnologia de comunica&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o. Jornais e revistas, r&aacute;dios e TVs, eram as respons&aacute;veis pela cria&ccedil;&atilde;o dos mitos das &ldquo;empresas bilion&aacute;rias, nascidas em garagens&rdquo;, gra&ccedil;as aos g&ecirc;nios nerds e empreendedores. E pela repeti&ccedil;&atilde;o do slogan da &eacute;poca: &ldquo;quem n&atilde;o estiver na internet, estar&aacute; morto&rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>Multinacionais de TI e investidores anunciavam investimentos milion&aacute;rios em ideias inovadoras. Adolescentes de 16 anos se apresentavam nas exposi&ccedil;&otilde;es de inform&aacute;tica como gerentes de marketing. Com seus terninhos, se sentiam empoderados. Diziam ser abordados por grandes investidores a todo momento. Um futuro novo milion&aacute;rio ganhava p&aacute;ginas de mat&eacute;rias nos ve&iacute;culos especializados em economia e neg&oacute;cios a nova economia difunde a cren&ccedil;a na riqueza r&aacute;pida.<\/p>\n\n\n\n<p>O dia 10 de mar&ccedil;o de 2000 marca o &ldquo;estouro da bolha&rdquo;. E o momento em que o jornalismo econ&ocirc;mico, alheio &agrave;s suas responsabilidades como formador de opini&atilde;o, inicia a etapa de especula&ccedil;&otilde;es sobre as raz&otilde;es da crise que levou a fortes quedas das bolsas de valores, pedidos de fal&ecirc;ncia e fechamento de empresas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bolha 2: futuro &eacute; bitcoin<\/h3>\n\n\n\n<p>Focada em seus neg&oacute;cios de venda de not&iacute;cias no formato de propaganda, a imprensa tradicional repete as estrat&eacute;gias de cobertura de grandes acontecimentos. Agora mesmo, h&aacute; uma nova oportunidade no mercado tecnol&oacute;gico. As criptomoedas s&atilde;o a mina de ouro dos investidores. Falta transpar&ecirc;ncia sobre o que &eacute; o mercado e seus impactos. Nas redes sociais, vendedores, no papel de influenciadores, mostram ganhos milion&aacute;rios com a compra das moedas digitais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo a maior parte da cobertura jornal&iacute;stica se entrega de corpo e alma ao processo de &ldquo;evangeliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, o convencimento dos consumidores sobre&nbsp; as promessas de Fortuna para quem compra os ativos digitais. Fa&ccedil;a uma pesquisa agora no <a href=\"https:\/\/news.google.com\/search?q=bitcoin&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Google Not&iacute;cias<\/a> com a palavra-chave bitcoin e ser&aacute; poss&iacute;vel ver como o jornalismo naturaliza a cobertura dos neg&oacute;cios. H&aacute; excesso de confian&ccedil;a, por parte da m&iacute;dia, nas inten&ccedil;&otilde;es de criadores, investidores e &ldquo;evangelizadores&rdquo; do novo sistema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\">\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mudan&ccedil;as de atitudes<\/h2>\n\n\n\n<p>As grandes mudan&ccedil;as da cobertura jornal&iacute;stica n&atilde;o vir&atilde;o das empresas tradicionais de m&iacute;dia. Nem &eacute; poss&iacute;vel imaginar a possibilidade de uma autocr&iacute;tica. No papel de aparelho ideol&oacute;gico de estado, as empresas de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tendem a abrir m&atilde;o de seus m&eacute;todos de constru&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias. Mesmo o jornalista que se imagina como parte do sistema, respons&aacute;vel pela reprodu&ccedil;&atilde;o do discurso dominante e protegido pelos patr&otilde;es, poder&aacute; ser engolido pela futura queda de credilidade do jornalismo tradicional. <\/p>\n\n\n\n<p>N&atilde;o h&aacute; autocr&iacute;tica da imprensa porque os seus executivos seguem acreditando em seus m&eacute;todos de negocia&ccedil;&atilde;o comercial e a influ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica. O jornalismo est&aacute; inserido na Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial. E sonha com passos para o passado, como na aus&ecirc;ncia de cr&iacute;ticas ao processos de desindustrializa&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da depend&ecirc;ncia da produ&ccedil;&atilde;o do agroneg&oacute;cios. O leitor ainda vai entender, em mais algum tempo, que existe uma crise do capitalismo global, que os Estados Unidos v&atilde;o produzir conflitos para impedir a expans&atilde;o da China e que o desemprego ser&aacute; t&atilde;o crescente quanto a concentra&ccedil;&atilde;o de renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Os jornais se beneficiam da superficialidade. Afinal, mesmo com perda de credibilidade, no Brasil, 54% das pessoas ainda confiam na imprensa, de acordo com o Instituto Reuters de Estudos de Jornalismo da Universidade de Oxford.  O aumento da confian&ccedil;a registrado em 2021 teve a influ&ecirc;ncia positiva da cobertura da pandemia.  <\/p>\n\n\n\n<p>O cen&aacute;rio de aumento das vulnerabilidades e descr&eacute;dito da velha m&iacute;dia impacta o futuro do jornalismo e dos jornalistas. Entre as amea&ccedil;as, o embarque na onda de descr&eacute;dito da profiss&atilde;o, influenciada cada vez mais por influenciadores, descompromissados com a miss&atilde;o de informar. Mas h&aacute; um lado positivo. As dificuldades da m&iacute;dia tradicional v&atilde;o abrir oportunidades. No horizonte, h&aacute; uma grande oportunidade para a produ&ccedil;&atilde;o de um jornalismo verdadeiro. S&oacute; &eacute; necess&aacute;rio superar os desafios adiante de n&oacute;s.<\/p>\n\n\n\n<p>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Velhas corpora&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o preservam pr&aacute;ticas suicidas. 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