{"id":2190,"date":"2018-11-07T09:14:16","date_gmt":"2018-11-07T12:14:16","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=2190"},"modified":"2018-11-07T09:20:13","modified_gmt":"2018-11-07T12:20:13","slug":"nobel-stiglitz-por-que-temer-a-inteligencia-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/nobel-stiglitz-por-que-temer-a-inteligencia-artificial\/","title":{"rendered":"Nobel Stiglitz: por que temer a intelig\u00eancia artificial?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"576\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/joseph-stiglitz-the-guardian.jpg\" alt=\"Para o economista Joseph Stiglitz, todas as piores tend&ecirc;ncias do setor privado, capazes de tirar proveito das pessoas, s&atilde;o intensificadas pela intelig&ecirc;ncia artificial - foto: The Guardian\" class=\"wp-image-2191\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/joseph-stiglitz-the-guardian.jpg 960w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/joseph-stiglitz-the-guardian-300x180.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/joseph-stiglitz-the-guardian-768x461.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\"><figcaption>Para o economista Joseph Stiglitz, todas as piores <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-sao-tendencias\/\" target=\"_self\" title=\"Confira o que s&atilde;o tend&ecirc;ncias, os fatos ou fen&ocirc;menos que podem acontecer em algum momento adiante na hist&oacute;ria da sociedade, como um novo comportamento individual ou de um grupo\" class=\"encyclopedia\">tend&ecirc;ncias<\/a> do setor privado, capazes de tirar proveito das pessoas, s&atilde;o intensificadas pela intelig&ecirc;ncia artificial &ndash; foto: The Guardian<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Radar do Futuro<\/p>\n\n\n\n<p>Ganhador do Pr&ecirc;mio Nobel e ex-economista-chefe do Banco Mundial, Joseph Stiglitz se integra ao grupo de pensadores e cientistas que lan&ccedil;am um olhar preocupado em rela&ccedil;&atilde;o aos impactos futuros da intelig&ecirc;ncia artificial. H&aacute; gente de peso na turma dos c&eacute;ticos. Como os bilion&aacute;rios da tecnologia Bill Gates, da Microsoft, Elon Musk, da Tesla, o historiador Yuval Noah Harari e o futurista Gerd Leonhard. E o falecido Stephen Hawking. Para todos, a intelig&ecirc;ncia artificial amea&ccedil;a a exist&ecirc;ncia de nossa civiliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a publica&ccedil;&atilde;o inglesa The Guardian, deve ser dif&iacute;cil para Joseph Stiglitz permanecer otimista diante de um poss&iacute;vel futuro sombrio. Ele anda pensando cuidadosamente em como a intelig&ecirc;ncia artificial afetar&aacute; nossas vidas. O racioc&iacute;nio de vi&eacute;s otimista assinala a cren&ccedil;a na possibilidade de constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais rica, que inclua&nbsp;a ado&ccedil;&atilde;o de uma semana de trabalho mais curta. &ldquo;Mas h&aacute; in&uacute;meras armadilhas para evitar no caminho&rdquo;, ele assinala.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;As quest&otilde;es que Stiglitz tem em mente n&atilde;o s&atilde;o triviais&rdquo;, atesta a publica&ccedil;&atilde;o. O economista se preocupa com as a&ccedil;&otilde;es que levam a impactar as rotinas em nossas vidas di&aacute;rias, que deixam a sociedade mais dividida do que nunca, e amea&ccedil;am os fundamentos da democracia. &ldquo;A intelig&ecirc;ncia artificial e a robotiza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m o potencial de aumentar a produtividade da economia e, em princ&iacute;pio, isso poderia melhorar a situa&ccedil;&atilde;o de todos&rdquo;, diz ele. &ldquo;Mas s&oacute; se eles forem bem administrados.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma distin&ccedil;&atilde;o que Stiglitz faz &eacute; entre a IA, que substitui os trabalhadores e a IA que ajuda as pessoas a fazerem melhor o seu trabalho. A tecnologia cognitiva j&aacute; auxilia os m&eacute;dicos a trabalhar de forma mais eficiente. No hospital de Addenbrooke, em Cambridge, por exemplo, os especialistas em c&acirc;ncer gastam menos tempo do que costumavam para planejar radioterapia para homens com c&acirc;ncer de pr&oacute;stata. O aumento de efici&ecirc;ncia &eacute; propiciado por um sistema de IA chamado InnerEve. Ele identifica automaticamente a gl&acirc;ndula nos exames dos pacientes, possibilitando a antecipa&ccedil;&atilde;o dos tratamentos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nem tudo &eacute; m&aacute;gico<\/h3>\n\n\n\n<p>Para outros especialistas, a tecnologia &eacute; mais uma amea&ccedil;a. IAs bem treinados agora s&atilde;o melhores em identificar tumores de mama e outros tipos de c&acirc;ncer do que radiologistas. Isso significa desemprego generalizado para os radiologistas? Stiglitz atesta que n&atilde;o &eacute; t&atilde;o f&aacute;cil. &ldquo;Ler um exame de resson&acirc;ncia magn&eacute;tica &eacute; apenas parte do trabalho que a pessoa realiza, mas voc&ecirc; n&atilde;o pode facilmente separar essa tarefa das outras.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>&Eacute; verdade que alguns trabalhos podem ser totalmente substitu&iacute;dos. Na maioria das vezes, s&atilde;o fun&ccedil;&otilde;es pouco qualificadas: caminhoneiros, caixas e trabalhadores do call center, entre outras. Mais uma vez, no entanto, Stiglitz v&ecirc; raz&otilde;es para ser cauteloso sobre o que isso significar&aacute; para o desemprego geral. H&aacute; uma forte demanda por trabalhadores n&atilde;o qualificados na educa&ccedil;&atilde;o, no servi&ccedil;o de sa&uacute;de e no atendimento aos idosos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Se nos preocupamos com nossos filhos, se nos preocupamos com nossos idosos, se nos preocupamos com os doentes, temos muito espa&ccedil;o para gastar mais com eles&rdquo;, diz Stiglitz. Se a IA assumir certos empregos n&atilde;o qualificados, o golpe poderia ser amenizado com a contrata&ccedil;&atilde;o de mais pessoas para a sa&uacute;de, a educa&ccedil;&atilde;o e o trabalho de assist&ecirc;ncia e pagando-lhes um sal&aacute;rio decente, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Informa&ccedil;&otilde;es imperfeitas<\/h3>\n\n\n\n<p>Stiglitz ganhou o pr&ecirc;mio Nobel de economia em 2001 por suas an&aacute;lises de informa&ccedil;&otilde;es imperfeitas nos mercados. Um ano depois, publicou&nbsp;<em>Globalization and Its Discontents<\/em>, um livro que desnudou sua desilus&atilde;o com o Fundo Monet&aacute;rio Internacional &ndash; a organiza&ccedil;&atilde;o irm&atilde; do Banco Mundial &ndash; e, por extens&atilde;o, o Tesouro dos EUA.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As negocia&ccedil;&otilde;es comerciais, argumentou ele, eram conduzidas por multinacionais &agrave;s custas de trabalhadores e cidad&atilde;os comuns. &ldquo;O que eu quero enfatizar &eacute; que &eacute; hora de focar nas quest&otilde;es de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que envolvem a IA, porque as preocupa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o uma continua&ccedil;&atilde;o das preocupa&ccedil;&otilde;es que a globaliza&ccedil;&atilde;o e a inova&ccedil;&atilde;o nos trouxeram. N&oacute;s demoramos para entender o que eles estavam fazendo e n&atilde;o devemos cometer esse erro novamente. &rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>Al&eacute;m do impacto da IA &#8203;&#8203;no trabalho, Stiglitz v&ecirc; for&ccedil;as mais insidiosas em jogo. Armadas com intelig&ecirc;ncia artificial, as empresas de tecnologia podem extrair significado dos dados que entregamos quando pesquisamos, compramos e enviamos mensagens para nossos amigos. A tecnologia &eacute; usada ostensivamente para oferecer um servi&ccedil;o mais personalizado. Essa &eacute; uma perspectiva. Outra &eacute; que nossos dados s&atilde;o usados &#8203;&#8203;contra n&oacute;s.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Esses novos gigantes da tecnologia est&atilde;o levantando quest&otilde;es muito profundas sobre privacidade e a capacidade de explorar pessoas comuns que nunca estiveram presentes em &eacute;pocas anteriores&rdquo;, diz Stiglitz ao The Guardian. O poder dos monop&oacute;lios est&aacute; no centro do jogo. &ldquo;De antem&atilde;o, voc&ecirc; poderia aumentar o pre&ccedil;o. Agora voc&ecirc; pode segmentar indiv&iacute;duos particulares explorando suas informa&ccedil;&otilde;es. &rdquo;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Manipula&ccedil;&atilde;o de dados<\/h3>\n\n\n\n<p>&Eacute; o potencial de combina&ccedil;&atilde;o de conjuntos de dados que mais preocupa Stiglitz. Por exemplo, os varejistas agora podem rastrear os clientes por meio de seus smartphones enquanto se deslocam pelas lojas e podem coletar dados sobre o que chama a aten&ccedil;&atilde;o e quais exibi&ccedil;&otilde;es passam direto por eles.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Nas suas intera&ccedil;&otilde;es com o Google, o Facebook , o Twitter e outros, eles coletam uma enorme quantidade de dados sobre voc&ecirc;. Se esses dados s&atilde;o combinados com outros dados, ent&atilde;o as empresas t&ecirc;m uma grande quantidade de informa&ccedil;&otilde;es sobre voc&ecirc; como um indiv&iacute;duo &ndash; mais informa&ccedil;&otilde;es do que voc&ecirc; tem em si mesmo &rdquo;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Eles sabem, por exemplo, que as pessoas que pesquisam dessa maneira est&atilde;o dispostas a pagar mais. Eles conhecem todas as lojas que voc&ecirc; visitou. Isso significa que a vida vai ser cada vez mais desagrad&aacute;vel, porque a sua decis&atilde;o de comprar em uma determinada loja pode resultar em voc&ecirc; pagar mais dinheiro. Na medida em que as pessoas est&atilde;o cientes desse jogo, ele distorce seu comportamento. O que est&aacute; claro &eacute; que isso introduz um n&iacute;vel de ansiedade em tudo o que fazemos e aumenta ainda mais a desigualdade &rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>Stiglitz coloca uma quest&atilde;o uma suspeita um dilema poss&iacute;vel, de cunho interno, das empresas de tecnologia. &ldquo;Qual &eacute; a maneira mais f&aacute;cil de ganhar dinheiro: descobrir uma maneira melhor de explorar algu&eacute;m ou criar um produto melhor? Com a IA, parece que a resposta &eacute; encontrar uma maneira melhor de explorar algu&eacute;m &rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Interfer&ecirc;ncia em elei&ccedil;&otilde;es<\/h3>\n\n\n\n<p>Publicada antes das elei&ccedil;&otilde;es no Brasil, recheada de casos de manipula&ccedil;&otilde;es de informa&ccedil;&otilde;es, com o uso do WhatsApp, a mat&eacute;ria do The Guardian destaca as revela&ccedil;&otilde;es &#8203;&#8203;sobre como a R&uacute;ssia recorreu ao Facebook, Twitter e Google para interferir na elei&ccedil;&atilde;o de 2016 nos Estados Unidos. O texto reconhece que as pessoas podem ser direcionadas com mensagens sob medida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Stiglitz est&aacute; preocupado que as empresas estejam usando, ou usem, t&aacute;ticas similares para explorar seus clientes, em particular aqueles que s&atilde;o vulner&aacute;veis, como compradores compulsivos. &ldquo;Ao contr&aacute;rio de um m&eacute;dico que pode nos ajudar a gerenciar nossas fragilidades, seu objetivo &eacute; tirar o maior proveito poss&iacute;vel de voc&ecirc;&rdquo;, diz ele. &ldquo;Todas as piores <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-sao-tendencias\/\" target=\"_self\" title=\"Confira o que s&atilde;o tend&ecirc;ncias, os fatos ou fen&ocirc;menos que podem acontecer em algum momento adiante na hist&oacute;ria da sociedade, como um novo comportamento individual ou de um grupo\" class=\"encyclopedia\">tend&ecirc;ncias<\/a> do setor privado em tirar proveito das pessoas s&atilde;o intensificadas por essas novas tecnologias.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>At&eacute; agora, argumenta Stiglitz, nem os governos nem as empresas de tecnologia fizeram o suficiente para evitar tais abusos. &ldquo;O que temos agora &eacute; totalmente inadequado&rdquo;, diz ele. &ldquo;N&atilde;o h&aacute; nada para circunscrever esse tipo de comportamento ruim e temos evid&ecirc;ncias suficientes de que h&aacute; pessoas dispostas a faz&ecirc;-lo, que n&atilde;o t&ecirc;m nenhum remorso moral&rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos Estados Unidos, em particular, houve uma disposi&ccedil;&atilde;o de deixar as empresas de tecnologia para adotar regras decentes de comportamento e aderir a elas, acredita Stiglitz. Uma das muitas raz&otilde;es &eacute; que a complexidade da tecnologia pode tornar os regulamentos intimidantes. &ldquo;Isso sobrecarrega muitas pessoas e sua resposta &eacute;: &lsquo;N&atilde;o podemos fazer isso, o governo n&atilde;o pode fazer isso, temos que deixar para os gigantes da tecnologia'&rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas Stiglitz acha que essa vis&atilde;o est&aacute; mudando. H&aacute; uma consci&ecirc;ncia crescente de como as empresas podem usar os dados para atingir os clientes, acredita ele. &ldquo;Inicialmente, muitos jovens consideravam que n&atilde;o tenho nada a esconder: se voc&ecirc; se comporta bem, do que tem medo? As pessoas pensavam: &ldquo;Que mal h&aacute; nisso?&rdquo; E agora eles percebem que pode haver muito dano. Acho que uma grande fra&ccedil;&atilde;o dos americanos n&atilde;o d&aacute; mais &agrave;s empresas de tecnologia o benef&iacute;cio da d&uacute;vida &rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent&atilde;o, como podemos voltar aos trilhos? As medidas propostas por Stiglitz s&atilde;o amplas e &eacute; dif&iacute;cil ver como elas poderiam ser incorporadas rapidamente. A estrutura regulat&oacute;ria deve ser decidida publicamente, diz ele. Isso incluiria os dados que as empresas de tecnologia podem armazenar; que dados eles podem usar; se eles podem mesclar diferentes conjuntos de dados; as finalidades para as quais eles podem usar esses dados; e que grau de transpar&ecirc;ncia devem fornecer sobre o que fazem com os dados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Estas s&atilde;o todas as quest&otilde;es que precisam ser decididas&rdquo;, diz o economista. &ldquo;Voc&ecirc; n&atilde;o pode permitir que os gigantes da tecnologia fa&ccedil;am isso. Tem que ser feito publicamente com uma consci&ecirc;ncia do perigo que as empresas de tecnologia representam. &rdquo; Para Stiglitz, novas pol&iacute;ticas s&atilde;o necess&aacute;rias para reduzir os poderes de monop&oacute;lio e redistribuir a imensa riqueza que est&aacute; concentrada nas principais empresas de IA.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro, a Amazon se tornou a segunda empresa, depois da Apple, a atingir uma valoriza&ccedil;&atilde;o de mercado de US $ 1 trilh&atilde;o . As duas valem, agora, mais do que as 10 maiores companhias de petr&oacute;leo juntas. &ldquo;Quando voc&ecirc; tem muita riqueza concentrada nas m&atilde;os de relativamente poucos, voc&ecirc; tem uma sociedade mais desigual e isso &eacute; ruim para a nossa democracia&rdquo;, diz Stiglitz.<\/p>\n\n\n\n<p>Os impostos n&atilde;o s&atilde;o suficientes. Para Stiglitz, trata-se de poder de barganha trabalhista, direitos de propriedade intelectual, redefini&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de leis de concorr&ecirc;ncia, leis de governan&ccedil;a corporativa e a maneira como o sistema financeiro opera. &ldquo;&Eacute; uma agenda muito mais ampla do que apenas redistribui&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Renda b&aacute;sica universal<\/h3>\n\n\n\n<p>Ele n&atilde;o &eacute; um f&atilde; da renda b&aacute;sica universal , uma proposta sob a qual todos recebem um dinheiro para cobrir os custos de vida. Defensores argumentam que, &agrave; medida que as empresas de tecnologia ganham cada vez mais riqueza, a renda pode ajudar a redistribuir os lucros e garantir que todos se beneficiem. Mas, para Stiglitz, isso &eacute; apenas uma desculpa. Ele n&atilde;o acredita que &eacute; o que a maioria das pessoas quer.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Se n&atilde;o mudarmos nosso quadro geral de pol&iacute;ticas e economias, o que estamos buscando &eacute; uma maior desigualdade salarial, maior desigualdade de renda e riqueza e, provavelmente, mais desemprego e uma sociedade mais dividida. Mas nada disso &eacute; inevit&aacute;vel &rdquo;, diz ele. &ldquo;Ao mudar as regras, poder&iacute;amos acabar com uma sociedade mais rica, com os frutos mais igualmente divididos, e possivelmente onde as pessoas t&ecirc;m uma semana de trabalho mais curta. Passamos de uma semana de trabalho de 60 horas para uma semana de 45 horas e poder&iacute;amos ir para 30 ou 25 &rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada disso vai acontecer durante a noite, ele adverte. Um debate p&uacute;blico mais robusto em torno da IA &#8203;&#8203;e do trabalho &eacute; necess&aacute;rio para lan&ccedil;ar novas id&eacute;ias, para come&ccedil;ar. &ldquo;O Vale do Sil&iacute;cio pode contratar uma fra&ccedil;&atilde;o desproporcional [de pessoas que trabalham na IA], mas pode n&atilde;o ser preciso muita gente para descobrir, incluindo pessoas do Vale do Sil&iacute;cio, que ficaram descontentes com o que est&aacute; acontecendo&rdquo;, diz ele. &ldquo;As pessoas j&aacute; come&ccedil;aram a pensar em novas ideias. Haver&aacute; pessoas com habilidades que tentam encontrar solu&ccedil;&otilde;es. &rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>Com informa&ccedil;&otilde;es de<br><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/technology\/2018\/sep\/08\/joseph-stiglitz-on-artificial-intelligence-were-going-towards-a-more-divided-society\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.theguardian.com\/technology\/2018\/sep\/08\/joseph-stiglitz-on-artificial-intelligence-were-going-towards-a-more-divided-society<\/a><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":2191,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,19,36],"tags":[812,424,53,811],"class_list":{"0":"post-2190","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-insights","9":"category-pensadores-futuro","10":"tag-ameacas-da-inteligencia-artificial","11":"tag-ameacas-do-futuro","12":"tag-inteligencia-artificial","13":"tag-riscos-da-inteligencia-artificial"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/joseph-stiglitz-the-guardian.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2190","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2190"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2190\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2191"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2190"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2190"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2190"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}