{"id":20675,"date":"2022-01-31T10:03:12","date_gmt":"2022-01-31T13:03:12","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=20675"},"modified":"2022-01-31T10:18:21","modified_gmt":"2022-01-31T13:18:21","slug":"guerra-fria-geopolitica-do-ator-decadente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/guerra-fria-geopolitica-do-ator-decadente\/","title":{"rendered":"Geopol\u00edtica: a guerra fria ganha um novo cap\u00edtulo com um ator decadente"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A humanidade convive com a nova guerra fria, em que os Estados Unidos repetem estrat&eacute;gias para manter em a&ccedil;&atilde;o a m&aacute;quina de produ&ccedil;&atilde;o de conflitos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/guerras-refugiados-maria-teneva-uHDbnG-Avpc-unsplash-1024x683.jpg\" alt='Photo by &lt;a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@miteneva?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\"&gt;Maria Teneva&lt;\/a&gt; on &lt;a href=\"https:\/\/unsplash.com\/s\/photos\/no-war?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\"&gt;Unsplash&lt;\/a&gt;   \nguerra fria e as v&iacute;timas de sempre: foto de pr&eacute;dio antigo, n&atilde;o identificado, com placa bem vindos refugiados' class=\"wp-image-21854\"><figcaption>Photo by <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@miteneva?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maria Teneva<\/a> on <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/s\/photos\/no-war?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Unsplash<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Carlos Pl&aacute;cido Teixeira<br>Jornalista I Radar do Futuro<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O cen&aacute;rio geopol&iacute;tico dos pr&oacute;ximos anos j&aacute; come&ccedil;ou com o aumento das an&aacute;lises sobre o retorno do tema da Guerra Fria. A cria&ccedil;&atilde;o do ambiente de confronto pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais, &eacute; caracterizado, agora, pelas provoca&ccedil;&otilde;es contra a R&uacute;ssia, que desavisados ou mal intencionados acham que ainda &eacute; a Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica. A China &eacute; o alvo central da cria&ccedil;&atilde;o do clima de instabilidade na regi&atilde;o da &Aacute;sia, claro. Os norte-americanos mant&eacute;m o discurso de defensores da liberdade contra pa&iacute;ses autorit&aacute;rios. Na pr&aacute;tica, o pano de fundo do cen&aacute;rio de tens&otilde;es inclui o reconhecimento de que, em at&eacute; 10 anos, o pa&iacute;s asi&aacute;tico ocupar&aacute; a lideran&ccedil;a no ranking de poder econ&ocirc;mico global. <\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas em pol&iacute;tica internacional acreditam que o imp&eacute;rio tenta, a todo custo, desviar aten&ccedil;&otilde;es sobre a sua decad&ecirc;ncia, diante do reconhecimento de que enfrenta problemas variados. O pa&iacute;s perdeu for&ccedil;a. E sofre com a crescente desigualdade de renda e aumento da mis&eacute;ria no ambiente interno. Al&eacute;m da fragilidade de seu sistema produtivo, desde os anos 1990, quando as suas ind&uacute;strias foram transferidas para a China e outros pa&iacute;ses asi&aacute;ticos. <\/p>\n\n\n\n<p>Ent&atilde;o, velhas lideran&ccedil;as recorrem a receitas tradicionais para iludir a opini&atilde;o p&uacute;blica global. Conflitos fora das fronteiras s&atilde;o priorit&aacute;rios para a tentativa de manter o poder e a influ&ecirc;ncia como for&ccedil;a econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica hegem&ocirc;nica no planeta.  Por&eacute;m, nem mesmo em alguns pa&iacute;ses aliados mais pr&oacute;ximos, as popula&ccedil;&otilde;es acreditam na possibilidade de manuten&ccedil;&atilde;o do poderio dos norte-americanos. Por exemplo, para uma parte dos europeus, os Estados Unidos estar&atilde;o &ldquo;politicamente quebrados&rdquo; em uma d&eacute;cada, segundo uma <a href=\"https:\/\/ecfr.eu\/publication\/the-crisis-of-american-power-how-europeans-see-bidens-america\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/ecfr.eu\/publication\/the-crisis-of-american-power-how-europeans-see-bidens-america\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pesquisa <\/a>do  Conselho Europeu de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores (ECFR, da sigla em ingl&ecirc;s). Mais de 15 mil pessoas entrevistadas, em 11 pa&iacute;ses da regi&atilde;o, mostraram a descren&ccedil;a sobre a possibilidade de retomada da influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica dos EUA. <\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra que as atitudes dos europeus em rela&ccedil;&atilde;o aos Estados Unidos sofreram grandes mudan&ccedil;a. A maioria dos entrevistados nos principais pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia agora pensam que o sistema pol&iacute;tico norte-americano est&aacute; quebrado. A Europa n&atilde;o deveria, ent&atilde;o, confiar apenas nos aliados do outro lado do Atl&acirc;ntico para defender o modelo dominante. Para a popula&ccedil;&atilde;o ouvida, os sistemas da UE e os pr&oacute;prios pa&iacute;ses integrantes da comunidade t&ecirc;m melhores condi&ccedil;&otilde;es de manter as estruturas de poder funcionando. At&eacute;  consideram Berlim, em vez de Washington, o parceiro mais importante.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Anal&oacute;gico x digital<\/h2>\n\n\n\n<p>Al&eacute;m de ter a imagem de imp&eacute;rio hegem&ocirc;nico e saud&aacute;vel comprometida, os Estados Unidos ter&atilde;o outros desafios na condu&ccedil;&atilde;o de uma nova guerra. H&aacute; condi&ccedil;&otilde;es diferentes daquelas que existiam no cen&aacute;rio do per&iacute;odo da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica. Os especialistas em rela&ccedil;&otilde;es internacionais ligados ao Conselho Europeu reconhecem que &ldquo;os l&iacute;deres europeus e americanos podem falhar quando descobrirem que n&atilde;o t&ecirc;m um consenso social por tr&aacute;s deles&rdquo;. <\/p>\n\n\n\n<p>At&eacute; agora, s&atilde;o apenas as institui&ccedil;&otilde;es europeias, e n&atilde;o os habitantes europeus, que est&atilde;o interessados em ver o mundo de amanh&atilde; como um sistema crescente de competi&ccedil;&atilde;o entre pa&iacute;ses com diferentes sistemas. E com a China como l&iacute;der. Para levar adiante uma nova &ldquo;guerra fria&rdquo; &eacute; necess&aacute;rio reconhecer que h&aacute; mudan&ccedil;as no acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es e no comportamento dos cidad&atilde;os. Inclusive na consci&ecirc;ncia poss&iacute;vel de que, para uma maior parte da popula&ccedil;&atilde;o, talvez n&atilde;o adiante um discurso anticomunista ou contra alguma forma de autoritarismo, artif&iacute;cio utilizado pelos Estados Unidos e aliados com o objetivo de criar intrigas e guerras, como em outros tempos de guerra fria. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/woman_sleeping_on_a_park_bank_pobreza_nos_estados_unidos-reproducao-youtube.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-21716\" width=\"-879\" height=\"-493\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/woman_sleeping_on_a_park_bank_pobreza_nos_estados_unidos-reproducao-youtube.jpg 750w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/woman_sleeping_on_a_park_bank_pobreza_nos_estados_unidos-reproducao-youtube-300x169.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/woman_sleeping_on_a_park_bank_pobreza_nos_estados_unidos-reproducao-youtube-696x392.jpg 696w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\"><figcaption>Os europeus reconhecem o imp&eacute;rio decadente (Foto: reprodu&ccedil;&atilde;o YouTube<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>H&aacute; consequ&ecirc;ncias geopol&iacute;ticas para a fraqueza norte-americana. A maioria acredita que a China ser&aacute; mais poderosa que os EUA dentro de uma d&eacute;cada e gostaria que seu pa&iacute;s permanecesse neutro em um conflito entre as duas superpot&ecirc;ncias. <\/p>\n\n\n\n<p>Dois ter&ccedil;os dos inquiridos consideram que a UE deve desenvolver as suas capacidades de defesa. Representantes do Conselho de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores dizem que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de renascimento do &ldquo;atlantismo&rdquo;. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas Washington n&atilde;o pode tomar como certo o alinhamento europeu contra a China. &ldquo;A opini&atilde;o p&uacute;blica ter&aacute; um efeito maior no relacionamento do que antes e precisa ser levada em considera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, avaliam os analistas vinculados &agrave; ECFR, uma institui&ccedil;&atilde;o com tra&ccedil;os conservadores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outro mundo, outra guerra fria<\/h2>\n\n\n\n<p>O mundo mudou, mesmo que velhos m&eacute;todos e problemas ainda insistam em permanecer vivos. Para come&ccedil;ar, os Estados Unidos perderam poder e s&atilde;o uma na&ccedil;&atilde;o com fragilidades. Os norte-americanos continuam movidos pela ind&uacute;stria da guerra para defender os interesses de seus grupos econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos. E, neste momento, o aparato da ind&uacute;stria das armas deve estar comemorando a possibilidade de novos conflitos, enquanto formadores de opini&atilde;o alinhados aplicam os conceitos de guerra &ldquo;<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/185-noticias\/noticias-2016\/561131-a-desordem-mundial-o-espectro-da-total-dominacao\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/185-noticias\/noticias-2016\/561131-a-desordem-mundial-o-espectro-da-total-dominacao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">de espectro total<\/a>&rdquo; ou &ldquo;<a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/guerra-hibrida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">h&iacute;brida<\/a>&rdquo; para assegurar a emiss&atilde;o de bombas ideol&oacute;gicas.    <\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com esfor&ccedil;os para se aproximar do Ocidente depois do fim da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica em agosto de 1991, a R&uacute;ssia permanece eleita como inimiga. A R&uacute;ssia &eacute;, na pr&aacute;tica, um pa&iacute;s capitalista. Mas para garantir a exist&ecirc;ncia de inimigos, tamb&eacute;m vale recorrer aos velhos bord&otilde;es na disputa pelo dom&iacute;nio ideol&oacute;gico. O presidente dos EUA, Joe Biden, repetidamente classifica a rivalidade de seu pa&iacute;s com a China como uma batalha entre democracia e autocracia. No que &eacute; seguido pela imprensa ocidental e os governantes de outros pa&iacute;ses.<\/p>\n\n\n\n<p>&Eacute; uma premissa falsa, que se propaga com o apoio do aparato de comunica&ccedil;&atilde;o dos aliados. As placas sobre miss&atilde;o e valor na porta das reda&ccedil;&otilde;es da imprensa ocidental deixam claro que a m&iacute;dia serve para servir a um lado. <a href=\"https:\/\/english.khabarhub.com\/2022\/23\/233300\/\" target=\"_blank\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/english.khabarhub.com\/2022\/23\/233300\/\" rel=\"noreferrer noopener\">Shlomo Ben-Ami<\/a>, <em>ex-ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores de Israel, <\/em>e vice-presidente do Centro Internacional de Toledo para a Paz, define a narrativa do confronto entre a &aacute;guia da liberdade e o mal dos inimigos como imprecisa. Os Estados Unidos e a China competem por mercados. N&atilde;o por modelos econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos. O ex-ministro do pa&iacute;s aliado avalia que os EUA n&atilde;o deveriam tentar &lsquo;derrotar&rsquo; a China, como fizeram com a Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, porque, antes de tudo, a China n&atilde;o est&aacute; em busca de espalhar &lsquo;socialismo com caracter&iacute;sticas chinesas&rsquo; pelo mundo. <\/p>\n\n\n\n<p>Cientistas pol&iacute;ticos e sociais atestam que o mundo desconhece em profundidade os planos da China para o futuro. O sistema pol&iacute;tico do pa&iacute;s asi&aacute;tico n&atilde;o se enquadra nas defini&ccedil;&otilde;es tradicionais do Ocidente. As estrat&eacute;gias e os conceitos s&atilde;o capazes de gerar longas de discuss&atilde;o. Comunista, socialista de mercado, capitalista de mercado, social-capitalista. Independente das defini&ccedil;&otilde;es, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo passado empresas dos pa&iacute;ses de todas as regi&otilde;es transferiram as suas f&aacute;bricas para a China porque procuravam m&atilde;o de obra barata. <\/p>\n\n\n\n<p>N&atilde;o s&oacute; as norte-americanas, mas tamb&eacute;m europeias e brasileiras. E at&eacute; recentemente, China e os EUA eram os maiores colaboradores um do outro em termos de coautoria de artigos cient&iacute;ficos publicados. O decl&iacute;nio das parcerias ocorre atualmente por conta de mudan&ccedil;as de atitudes aceleradas no governo Trump e mantidas com Joe Biden, que estimulam rea&ccedil;&otilde;es xenof&oacute;bicas em rela&ccedil;&atilde;o aos russos e asi&aacute;ticos. <\/p>\n\n\n\n<p>O que est&aacute; em jogo &eacute; a incerteza sobre a capacidade dos Estados Unidos obter alguma vit&oacute;ria com as estrat&eacute;gias de uma guerra fria, mesmo repaginada. E sem eliminar a percep&ccedil;&atilde;o de sua pr&oacute;pria decad&ecirc;ncia. Os seus aliados v&atilde;o querer saber se ser&aacute; poss&iacute;vel manter a posi&ccedil;&atilde;o hegem&ocirc;nica, eliminando a China e R&uacute;ssia como for&ccedil;as econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas capazes de dividir o mundo, e ao mesmo tempo voltar a se fortalecer como for&ccedil;a econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica.   <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote alignleft is-style-solid-color\"><blockquote><p>O know-how chin&ecirc;s continua sendo um grande atrativo para as empresas americanas.&nbsp;&ldquo;A maioria das empresas da Fortune 500 tem bases de P&amp;D na China.&nbsp;&Eacute; imposs&iacute;vel pensar em dissocia&ccedil;&atilde;o aqui.<\/p><cite>Sciense Business<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>&ldquo;Algumas empresas brit&acirc;nicas e internacionais agora dependem do acesso aos mercados chineses e parecem dispostas a fazer o que Pequim exigir para manter sua presen&ccedil;a na China&rdquo;, relata a mat&eacute;ria &ldquo;<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/commentisfree\/2022\/jan\/23\/cold-war-britain-china-globalised-chinese-agent-christine-lee\" target=\"_blank\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.theguardian.com\/commentisfree\/2022\/jan\/23\/cold-war-britain-china-globalised-chinese-agent-christine-lee\" rel=\"noreferrer noopener\">Uma nova guerra fria? A rela&ccedil;&atilde;o da Gr&atilde;-Bretanha &eacute; muito mais complexa<\/a>&ldquo;, publicada pelo site The Guardian. No cen&aacute;rio da economia digital, as cadeias de suprimentos e os mercados financeiros garantem que as na&ccedil;&otilde;es sejam muito mais interdependentes. Mesmo que os militares dos Estados Unidos, a manuten&ccedil;&atilde;o de uma guerra quente ou fria contra os inimigos tende a ser mais complexa.  <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A humanidade convive com uma nova guerra fria, em que os Estados Unidos repetem estrat&eacute;gias para manter em a&ccedil;&atilde;o a m&aacute;quina de produ&ccedil;&atilde;o de conflitos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21854,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,9,22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-20675","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-artigos","9":"category-indicadores"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/guerras-refugiados-maria-teneva-uHDbnG-Avpc-unsplash-scaled-e1643631535780.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20675"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20675\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21854"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}