{"id":19933,"date":"2021-12-21T16:35:17","date_gmt":"2021-12-21T19:35:17","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=19933"},"modified":"2021-12-21T18:27:08","modified_gmt":"2021-12-21T21:27:08","slug":"os-vencedores-levam-tudo-monopolios-e-oligopolios-sao-a-tendencia-dos-negocios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/os-vencedores-levam-tudo-monopolios-e-oligopolios-sao-a-tendencia-dos-negocios\/","title":{"rendered":"Os vencedores levam tudo: monop\u00f3lios e oligop\u00f3lios s\u00e3o a tend\u00eancia dos neg\u00f3cios"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O poder de monop&oacute;lios e oligop&oacute;lios, evidente em supermercados e na atua&ccedil;&atilde;o das empresas de tecnologia, consolida a tend&ecirc;ncia &ldquo;<a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/vencedores-levam-tudo\/\" target=\"_self\" title='\"Vencedores levam tudo\" (winners take all) &eacute; uma tend&ecirc;ncia econ&ocirc;mica resultante da desregulamenta&ccedil;&atilde;o excessiva dos mercados, que possibilita a grandes grupos econ&ocirc;micos dominar setores inteiros. Empresas de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o, como Google, Facebook, Alibaba, Microsoft, Apple e IBM, entre outros, s&atilde;o exemplos do processo de influ&ecirc;ncia global, que reduz ou elimina a possibilidade de concorrentes.&hellip;' class=\"encyclopedia\">vencedores levam tudo<\/a>&rdquo; <\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"640\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/supermercado-produtos-prateleira-consumo.jpg\" alt=\"foto de interior de supermercado com apresenta&ccedil;&atilde;o de uma prateleira de produtos. Foto: Pixabay\" class=\"wp-image-3913\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/supermercado-produtos-prateleira-consumo.jpg 960w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/supermercado-produtos-prateleira-consumo-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/supermercado-produtos-prateleira-consumo-768x512.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/supermercado-produtos-prateleira-consumo-480x320.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\"><figcaption>Foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Carlos Pl&aacute;cido Teixeira<br>Jornalista I Radar do Futuro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">O encerramento de 2021 testemunha um grande recorde de neg&oacute;cios envolvendo a troca de donos ou parcerias entre empresas. Uma onda de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es foi registrada em todo o mundo como um tsunami, que aproveitou o tremor provocado pela pandemia e pelo cen&aacute;rio de crise do capitalismo desde 2008. Inclusive no Brasil, onde o notici&aacute;rio da imprensa de economia nacional deu destaque para os acordos envolvendo a compra de institui&ccedil;&otilde;es de ensino e do setor de sa&uacute;de, em especial hospitais e laborat&oacute;rios. Na pr&aacute;tica, houve mais setores na briga de tubar&otilde;es de bagres. E quem prestou aten&ccedil;&atilde;o viu grandes negocia&ccedil;&otilde;es de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es nos setores de tecnologia, servi&ccedil;os financeiros, ind&uacute;stria e energia, entre outros. <\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados dos acordos corporativos, comemorados pelos analistas e investidores, refletem o fen&ocirc;meno vinculado a um processo de concentra&ccedil;&atilde;o cada vez maior do sistema produtivo. Um cen&aacute;rio de ganhos para os donos da festa do sistema financeiro. Mas que, para o humano comum, pode ser perigoso. A tend&ecirc;ncia de crescimento dos gigantes, alimentada pela disputa pelo poder econ&ocirc;mico, com reflexos pol&iacute;ticos e sociais, tem o nome &ldquo;os <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/vencedores-levam-tudo\/\" target=\"_self\" title='\"Vencedores levam tudo\" (winners take all) &eacute; uma tend&ecirc;ncia econ&ocirc;mica resultante da desregulamenta&ccedil;&atilde;o excessiva dos mercados, que possibilita a grandes grupos econ&ocirc;micos dominar setores inteiros. Empresas de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o, como Google, Facebook, Alibaba, Microsoft, Apple e IBM, entre outros, s&atilde;o exemplos do processo de influ&ecirc;ncia global, que reduz ou elimina a possibilidade de concorrentes.&hellip;' class=\"encyclopedia\">vencedores levam tudo<\/a>&rdquo;. O comportamento agressivo de grupos empresariais envolve todos tipos de atividades produtivas e de comercializa&ccedil;&atilde;o. Do agroneg&oacute;cio &agrave;s ind&uacute;strias, com destaque para a atua&ccedil;&atilde;o das companhias de tecnologia e comunica&ccedil;&atilde;o. Neste segmento, o cen&aacute;rio de baixa concorr&ecirc;ncia j&aacute; &eacute; evidente. Basta avaliar o poder acumulado pelas &ldquo;big techs&rdquo;, como Google, Apple, Meta (ex-Facebook), Amazon, Microsoft e Uber, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>As &ldquo;empresas de tijolos&rdquo; j&aacute; foram dominantes absolutos do poder corporativo sobre sobre mercados. Agora, elas voltam a agir para expandir a capacidade de manter o controle sobre segmentos tradicionais e novos, gerados pela revolu&ccedil;&atilde;o digital. Em 2020, o desempenho dos neg&oacute;cios de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es j&aacute; havia sido bastante favor&aacute;vel. Era a demonstra&ccedil;&atilde;o de que a guerra j&aacute; estava sendo travada. A disputa por poder de mercado das grandes corpora&ccedil;&otilde;es internacionais pode atingir o valor de seis trilh&otilde;es de d&oacute;lares. As fontes do sistema financeiro comemoravam que &ldquo;o mercado de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es estava absolutamente turbinado no momento&rdquo;. <\/p>\n\n\n\n<p>&Eacute; da natureza de analistas e consultores alegar que o aumento de liquidez, resultado da queda dos juros em &acirc;mbito global, a maior capitaliza&ccedil;&atilde;o e a necessidade de mudan&ccedil;as nas empresas, que buscam adaptar os seus neg&oacute;cios ao cen&aacute;rio da pandemia explicam o comportamento. H&aacute;, de fato, efeito da crise desencadeada pela pandemia, que fragilizou empresas e setores. No Brasil, o setor de ensino foi o caso mais evidente. Mas as respostas s&atilde;o mais complexas. Envolvem estrat&eacute;gias de crescimento e posicionamento no mercado para afastar concorrentes. Tamb&eacute;m abrange a meta de antecipa&ccedil;&atilde;o e enfrentamento de mudan&ccedil;as dos mercados no cen&aacute;rio de <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/digitalizacao\/\" target=\"_self\" title=\"Digitaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o processo que transforma coisas anal&oacute;gicas, ou seja, algo com exist&ecirc;ncia f&iacute;sica, como um documento, uma foto, um disco de vinil ou seu ambiente de trabalho, em sistemas ou recursos acess&iacute;veis por computador.\" class=\"encyclopedia\">digitaliza&ccedil;&atilde;o<\/a>. <\/p>\n\n\n\n<p>No blog do Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI), <a href=\"https:\/\/www.imf.org\/pt\/News\/Articles\/2021\/03\/15\/blog-rising-market-power-a-threat-to-the-recovery\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">um artigo<\/a> alerta para os riscos do crescente poder de grandes corpora&ccedil;&otilde;es e sobre impactos negativos da expans&atilde;o das fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es. A crise atingiu mais duramente as pequenas e m&eacute;dias empresas, causando enormes perdas de emprego e outras consequ&ecirc;ncias econ&ocirc;micas. Entre estas &mdash; n&atilde;o t&atilde;o percept&iacute;vel, mas tamb&eacute;m grave &mdash; est&aacute; o crescente poder de mercado das empresas dominantes &agrave; medida que emergem ainda mais fortes da crise e os concorrentes de menor porte ficam para tr&aacute;s. <\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Com base na experi&ecirc;ncia e em estudos do FMI, sabemos que a concentra&ccedil;&atilde;o excessiva de poder de mercado nas m&atilde;os de umas poucas empresas pode prejudicar o crescimento a m&eacute;dio prazo, asfixiando a inova&ccedil;&atilde;o e retardando o investimento&rdquo; dizem os autores. Segundo eles, o desfecho pode ser a redu&ccedil;&atilde;o da capacidade de recupera&ccedil;&atilde;o da economia global ap&oacute;s a crise causada pela Covid-19, com o bloqueio de muitas empresas emergentes num momento em que seu dinamismo &eacute; extremamente necess&aacute;rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Oligop&oacute;lios e monop&oacute;lios: vencedores levam tudo<\/h2>\n\n\n\n<p>S&oacute; mesmo os ortodoxos mais liberais e os leitores desavisados da m&iacute;dia tradicional tendem a acreditar que grandes corpora&ccedil;&otilde;es se deliciam com a exist&ecirc;ncia de concorr&ecirc;ncia. J&aacute; que a teoria &eacute; diferente da pr&aacute;tica, em julho de 2020, congressistas da comiss&atilde;o antitruste da C&acirc;mara dos Deputados dos Estados Unidos convocaram executivos de quatro gigantes de tecnologia para externar a preocupa&ccedil;&atilde;o com o poder excessivo delas. Os parlamentares tiveram acesso a informa&ccedil;&otilde;es sobre como grandes plataformas de tecnologia abusam da posi&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a em todo o mundo. Elas invadem a privacidade do usu&aacute;rio, eliminam ou compram concorrentes e burlam fornecedores e parceiros. Ficou evidente, ent&atilde;o, que os comportamentos acabam prejudicando a inova&ccedil;&atilde;o e exacerbando a desigualdade. <\/p>\n\n\n\n<p>David Dayen, editor executivo do site The American Prospect e autor do livro &ldquo;Monopolized: Life in the Age of Corporate Power&rdquo; (Monop&oacute;lio: a vida na era do poder corporativo) teme que o destaque dado &agrave;s companhias de TI desvie a aten&ccedil;&atilde;o para o fato de que concentra&ccedil;&atilde;o est&aacute; em todos os lugares onde existam rela&ccedil;&otilde;es de mercado. N&atilde;o &eacute; uma exclusividade das &ldquo;big techs&rdquo;. E mesmo que o Congresso decretasse de alguma forma o desmembramento de todas as quatro gigantes da tecnologia, os Estados Unidos ainda teriam um n&uacute;mero impressionante de setores controlados por um pequeno n&uacute;mero de empresas. Isso porque a estrutura do capitalismo moderno favorece empresas que operam em escala antes inimagin&aacute;vel, na aus&ecirc;ncia de uma vontade governamental de impedir a forma&ccedil;&atilde;o de monop&oacute;lios.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Os problemas s&oacute; pioraram com a pandemia do coronav&iacute;rus&rdquo;, atesta David Deyen. Ele avalia que, &agrave; medida que empresas menores sucumbem ao poder econ&ocirc;mico dos conglomerados, enquanto as mudan&ccedil;as nos padr&otilde;es de teletrabalho e varejo se aceleram, os consumidores dependem cada vez mais de tecnologias produzidas por poucas empresas. E os perigos do dom&iacute;nio da Big Tech s&atilde;o crescentes. Armadilhas podem ser armadas pelo poder econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico para expandir o dom&iacute;nio no futuro. Na agricultura, por exemplo, algum decreto pode obrigar os produtores a apresentar certificados de origem de seus produtos, com o uso de sistemas de monitoramento baseados em blockchain. Sem recursos para investir em tecnologias, agricultores de pequenas propriedades podem se transformar em ref&eacute;ns de desenvolvedores de solu&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para garantir a perman&ecirc;ncia no mercado. <\/p>\n\n\n\n<p>E, hoje, a aten&ccedil;&atilde;o com os oligop&oacute;lios e monop&oacute;lios tecnol&oacute;gicos precisa transcender os debates sobre quest&otilde;es econ&ocirc;micas. &ldquo;Os legisladores e o p&uacute;blico devem se preocupar com as redes de vigil&acirc;ncia pelas quais o Facebook e o Google &ndash; que dominam o mercado de publicidade digital &ndash; rastreiam os usu&aacute;rios, criam perfis de dados sobre eles e veiculam an&uacute;ncios personalizados&rdquo;, diz o editor do The American Prospect. Ele destaca que  milh&otilde;es de americanos da zona rural n&atilde;o conseguem acessar a Internet. No pa&iacute;s que se define como defensor da livre concorr&ecirc;ncia, as dificuldades s&atilde;o decorrentes da influ&ecirc;ncia das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es e de outros interesses do lobby de interesses empresariais. Elas perseguem, lutam e induzem deputados estaduais a aprovar leis que restringem a banda larga. &ldquo;Em todos os Estados Unidos, as pessoas enviam seus filhos aos estacionamentos da Starbucks para pegar carona no wi-fi e fazer o dever de casa&rdquo;, diz David Deyen.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor alerta autoridades e a sociedade sobre a necessidade de ter cuidado, tamb&eacute;m, com a expans&atilde;o da Amazon como imp&eacute;rio dominante do com&eacute;rcio eletr&ocirc;nico. As consequ&ecirc;ncias potenciais incluem as lojas de ruas e as receitas das administra&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Mas entre as outras for&ccedil;as que est&atilde;o pressionando os pequenos varejistas est&atilde;o as lojas de produtos de baixo valor. Nos Estados Unidos, duas empresas concentram os neg&oacute;cios no segmento. Juntas, elas t&ecirc;m cerca de seis vezes mais pontos de venda na Am&eacute;rica do que o Walmart. E a perspectiva &eacute; de crescimento. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Futuro dos produtores: submiss&atilde;o<\/h2>\n\n\n\n<p>Dos Estados Unidos, centro ideol&oacute;gico e sede das maiores multinacionais tecnol&oacute;gicas, se espalham novos modelo de relacionamento entre produtores e fornecedores de produtos e servi&ccedil;os. Exemplos como os que ocorrem com os desenvolvedores de software que desejam vender aplicativos para usu&aacute;rios do iPhone ou do Google. N&atilde;o h&aacute; como como evitar a aceita&ccedil;&atilde;o das regras do App Store da Apple, que estabelece regras que eles devem seguir e arrecada at&eacute; 30% das vendas. A alternativa do Google Store n&atilde;o &eacute; muito diferente. O criador de aplicativos n&atilde;o encontrar&aacute; condi&ccedil;&otilde;es muito diferentes.  <\/p>\n\n\n\n<p>Contratos com condi&ccedil;&otilde;es de alternativas limitadas se espalham pelo mundo. Na Regi&atilde;o Sul do Brasil, produtores de tabaco seguem as regras das ind&uacute;strias de cigarros, contratados em sistemas de integra&ccedil;&atilde;o, algo comum na agroind&uacute;stria, que tamb&eacute;m envolve a produ&ccedil;&atilde;o de aves e su&iacute;nos. S&atilde;o os novos arranjos definidos pelos compradores. No livro &ldquo;Tudo Novo, De Novo&rdquo;, o cientista pol&iacute;tico V&iacute;tor Filgueiras avalia que novos nomes para modalidades de contratos s&atilde;o utilizados como subterf&uacute;gio para burlar a legisla&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Em vez de contratar servi&ccedil;os, as empresas estariam &ldquo;comprando produtos&rdquo;. Para a maioria absoluta dos fornecedores, n&atilde;o h&aacute; alternativas sen&atilde;o se submeter &agrave;s regras dos compradores monopolistas.  <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo David Deyen, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; pouco diferente da realidade vivenciada por pequenos agricultores norte-americanos, que precisam criar gado de acordo com as especifica&ccedil;&otilde;es exatas dos gigantes frigor&iacute;ficos e podem perder seu sustento por capricho dessas empresas. E &ldquo;assim como a Amazon &agrave;s vezes prejudica os vendedores terceirizados menores que usam sua plataforma, a Big Agriculture concorre diretamente com fornecedores menores; as quatro principais empresas de su&iacute;nos, que controlam cerca de dois ter&ccedil;os do mercado , normalmente possuem fazendas, matadouros, armaz&eacute;ns e caminh&otilde;es de distribui&ccedil;&atilde;o, a cada passo, desde o comedouro at&eacute; a mesa de jantar&rdquo;, diz o  editor executivo do site The American Prospect.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos Estados Unidos, no Brasil ou na Europa, h&aacute; um engano comum de quem acredita na exist&ecirc;ncia de diversidade de fornecedores. A maioria dos produtos de consumo vem de uma pequena quantidade de empresas. A competi&ccedil;&atilde;o dificilmente &eacute; acirrada quando at&eacute; mesmo muitas marcas pr&oacute;prias s&atilde;o apenas vers&otilde;es renomeadas de produtos l&iacute;deres de mercado. Concentrar a discuss&atilde;o do monop&oacute;lio no setor de tecnologia &eacute; minimizar o escopo de um problema h&aacute; muito em forma&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n\n\n\n<p>H&aacute; quarenta anos, o governo basicamente parou de policiar a concentra&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria. O conservador te&oacute;rico jur&iacute;dico Robert Bork &ndash; mais tarde um candidato fracassado &agrave; Suprema Corte &ndash; e seus aliados no movimento jur&iacute;dico e econ&ocirc;mico argumentaram que qualquer fus&atilde;o que torne os neg&oacute;cios mais eficientes deve ser aprovada e que uma escala maior geralmente aumenta a efici&ecirc;ncia. A an&aacute;lise de Bork ganhou enorme poder nos tribunais e no governo Reagan. Os advogados e banqueiros que lidavam com fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es adoraram.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os americanos sofrem com a onda de consolida&ccedil;&atilde;o corporativa que se seguiu. Os trabalhadores t&ecirc;m menos licitantes pelo seu trabalho e n&atilde;o podem garantir sal&aacute;rios decentes. O n&uacute;mero de empresas iniciantes despencou desde o final dos anos 1970. Os produtos e servi&ccedil;os pioram e as empresas com pouca concorr&ecirc;ncia n&atilde;o t&ecirc;m incentivos para melhor&aacute;-los. Cadeias de suprimentos concentradas s&atilde;o mais vulner&aacute;veis &#8203;&#8203;a interrup&ccedil;&otilde;es, como mostrou a crise do coronav&iacute;rus. Menos empresas distribuem mais ganhos econ&ocirc;micos para grupos menores de executivos. A pol&iacute;tica torna-se desequilibrada &agrave; medida que os monopolistas submetem legisladores e reguladores &agrave; sua vontade. Em uma variedade de setores, a pandemia aumentou o fardo para as pequenas empresas, ao mesmo tempo que aumentou as vantagens de seus rivais maiores, que podem se dar ao luxo de esperar a cat&aacute;strofe passar.<\/p>\n\n\n\n<p>A imprensa tradicional n&atilde;o pauta o tema da concentra&ccedil;&atilde;o de poder econ&ocirc;mico como deveria. Ali&aacute;s, passa longe do assunto. Inclusive porque se beneficia de mercados dominados por poucos. Como diz David Deyen, os desafios apresentados pela Big Tech recebem uma cobertura generosa da m&iacute;dia, com uma informa&ccedil;&atilde;o ou outra sobre a for&ccedil;a das empresas na manipula&ccedil;&atilde;o de interesses. &ldquo;Mas as manchetes sobre os danos que os gigantes n&atilde;o-tecnol&oacute;gicos fizeram est&atilde;o esperando para serem escritas&rdquo;, denuncia.  <\/p>\n\n\n\n<p>Como jornalismo econ&ocirc;mico n&atilde;o trata do assunto, os brasileiros repetem o mantra liberal de que o Pa&iacute;s &eacute; o mais fechado do mundo. Isso porque ignora que dez grandes companhias &ndash; entre elas as multinacionais Unilever, Nestl&eacute;, Procter &amp; Gamble, Kraft e Coca-Cola &ndash; abocanham de 60% a 70% das compras de uma fam&iacute;lia.  Como consequ&ecirc;ncia, verdadeira, o Brasil &eacute; um dos pa&iacute;ses com maior n&iacute;vel de concentra&ccedil;&atilde;o no mundo. O que sobra do mercado &eacute; disputado por cerca de 500 empresas menores, regionais. Sim, s&atilde;o demonstra&ccedil;&otilde;es de que os <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/vencedores-levam-tudo\/\" target=\"_self\" title='\"Vencedores levam tudo\" (winners take all) &eacute; uma tend&ecirc;ncia econ&ocirc;mica resultante da desregulamenta&ccedil;&atilde;o excessiva dos mercados, que possibilita a grandes grupos econ&ocirc;micos dominar setores inteiros. Empresas de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o, como Google, Facebook, Alibaba, Microsoft, Apple e IBM, entre outros, s&atilde;o exemplos do processo de influ&ecirc;ncia global, que reduz ou elimina a possibilidade de concorrentes.&hellip;' class=\"encyclopedia\">vencedores levam tudo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Monop&oacute;lios nos Estados Unidos<\/h2>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.openmarketsinstitute.org\/learn\/monopoly-by-the-numbers\" target=\"_blank\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.openmarketsinstitute.org\/learn\/monopoly-by-the-numbers\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>site Open Markets<\/strong><\/a> compilou alguns exemplos da concentra&ccedil;&atilde;o encontrados em diferentes setores. Confira:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FARMAC&Ecirc;UTICO<\/strong><br><br>As empresas farmac&ecirc;uticas t&ecirc;m se fundido em um ritmo recorde nos &uacute;ltimos anos, e os fabricantes de medicamentos costumam usar seu poder de mercado concentrado para aumentar os pre&ccedil;os dos medicamentos gen&eacute;ricos, como Digoxin , Daraprim , Naloxone e vacinas convencionais .<\/p>\n\n\n\n<p><strong>GESTORES DE BENEF&Iacute;CIOS FARMAC&Ecirc;UTICOS<br><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os gerentes de benef&iacute;cios farmac&ecirc;uticos, que supervisionam a venda e administra&ccedil;&atilde;o de medicamentos, t&ecirc;m se fundido uns com os outros e com as farm&aacute;cias nos &uacute;ltimos anos, apresentando conflitos de interesse substanciais &agrave; medida que as empresas ficam maiores e mais estreitamente integradas. Hoje, a CVS possui a Caremark, um PBM gigante; A Rite Aid &eacute; dona do Envision Rx, outro grande PBM; e o maior PBM do pa&iacute;s, Express Scripts, possui v&aacute;rias farm&aacute;cias especializadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SEGURADORAS DE SA&Uacute;DE<\/strong><br><br>Em 2015, a Aetna anunciou planos de fus&atilde;o com a Humana, a Anthem concordou em comprar a Cigna e a Centene disse que se fundiria com a Healthnet. As fus&otilde;es propostas concentrariam ainda mais um mercado j&aacute; altamente concentrado &ndash; deixando tr&ecirc;s empresas gigantes (Aetna-Humana, Anthem-Cigna e United Health Group) em posi&ccedil;&otilde;es dominantes no setor. O efeito seria ainda mais dram&aacute;tico em alguns estados, como Ge&oacute;rgia, Connecticut, Colorado, Virg&iacute;nia e New Hampshire, que veriam seus mercados se tornarem mais concentrados em 30% ou mais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ELETRODOM&Eacute;STICOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aquisi&ccedil;&atilde;o da Maytag pela Whirlpool em 2006 deu a ela o controle de 50 a 80% das vendas de m&aacute;quinas de lavar, secadoras e lava-lou&ccedil;as nos Estados Unidos e uma posi&ccedil;&atilde;o muito forte em refrigeradores. Maytag tamb&eacute;m controla as marcas Jenn-Air, Amana, Magic Chef, Admiral e KitchenAid e det&eacute;m uma posi&ccedil;&atilde;o dominante no fornecimento de produtos Sears Kenmore.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SAPATOS ATL&Eacute;TICOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Nike importa at&eacute; 86% de certos tipos de cal&ccedil;ados nos Estados Unidos &ndash; para basquete, por exemplo &ndash; e mais da metade de muitos outros. Em todo o mundo, a Nike controla quase dois quintos do neg&oacute;cio de cal&ccedil;ados esportivos, um n&uacute;mero que cresceu desde que suas duas principais rivais, Adidas e Reebok, se fundiram em 2005.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EMPREITEIROS DE DEFESA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde 1993, a consolida&ccedil;&atilde;o reduziu o n&uacute;mero de grandes empresas de defesa de 107 para cinco.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LIVROS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Amazon vende 74% de todos os e-books vendidos online e 64% de todos os livros impressos vendidos online.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&Aacute;LCOOL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A compra da Beam pela Suntory em 2014 consolidou a ind&uacute;stria global de destilados em tr&ecirc;s players principais, incluindo Diageo e Pernod Ricard.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DROGARIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A CVS controla 58 por cento do neg&oacute;cio da drogaria; Walgreens controla 31 por cento; e a Rite Aid controla 10 por cento. Em 2015, a Walgreens prop&ocirc;s a fus&atilde;o com a Rite Aid. A CVS tamb&eacute;m possui a Caremark, uma das maiores administradoras de benef&iacute;cios farmac&ecirc;uticos do pa&iacute;s , bem como a Omnicare, outro grande PBM.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MATERIAL DE ESCRIT&Oacute;RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A FTC bloqueou com sucesso uma proposta de fus&atilde;o da Staples e Office Depot, mas o mercado ainda est&aacute; altamente concentrado ap&oacute;s a aquisi&ccedil;&atilde;o da Office Max pela Office Depot em 2013. Coletivamente, as duas empresas controlam 69% de todo o mercado de suprimentos de escrit&oacute;rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&Oacute;CULOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa italiana, a Luxottica, domina a fabrica&ccedil;&atilde;o de &oacute;culos para o mercado dos Estados Unidos. Tamb&eacute;m domina o varejo, controlando LensCrafters, Pearl Vision, Sunglass Hut e Target Optical, entre muitos outros estabelecimentos. E a Luxottica controla cada vez mais os seguros e os servi&ccedil;os de cuidados com a vis&atilde;o e os olhos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PUBLICIDADE DE TELEVIS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Omnicom controla mais de 40 por cento de todos os d&oacute;lares de publicidade na televis&atilde;o na Am&eacute;rica. As duas principais ag&ecirc;ncias controlam mais de 70%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PUBLICIDADE NA INTERNET<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Google e o Facebook det&ecirc;m uma posi&ccedil;&atilde;o dominante sobre o neg&oacute;cio de publicidade na Internet, reivindicando 64 por cento de todas as receitas de publicidade na Internet em 2015, embora o Google tenha gerado quase tr&ecirc;s vezes a receita do Facebook.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PESQUISAS NA INTERNET<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Google controla 64 por cento de todas as pesquisas em computadores e 94 por cento de todas as pesquisas globais e em tablets m&oacute;veis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SEMICONDUTORES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Intel controla cerca de 98% do mercado de microprocessadores em servidores e cerca de 93% em notebooks, ap&oacute;s seus esfor&ccedil;os intensos (e abertamente ilegais) para tirar a AMD do mercado. A TSMC e a UMC conquistaram o controle de 60 por cento da demanda mundial por servi&ccedil;os de fundi&ccedil;&atilde;o de semicondutores e concentraram esse neg&oacute;cio em uma cidade industrial de Taiwan.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SOFTWARE EMPRESARIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma longa onda de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es reduziu a ind&uacute;stria a dois grandes players, Oracle e SAP.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VIDRO LCD<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As empresas asi&aacute;ticas dominam a fabrica&ccedil;&atilde;o de telas de cristal l&iacute;quido (LCD). A empresa americana Corning conquistou 60% dos neg&oacute;cios de fornecimento de vidro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VITAMINA C (&Aacute;CIDO ASC&Oacute;RBICO)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cartel de vitaminas da China controla 100% do mercado de vitamina C dos Estados Unidos, tamb&eacute;m conhecida como &aacute;cido asc&oacute;rbico e usada em quase todos os alimentos em conserva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COMPONENTES AUTOMOTIVOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Gra&ccedil;as &agrave;s importa&ccedil;&otilde;es, h&aacute; mais competi&ccedil;&atilde;o para vender carros na Am&eacute;rica do que na d&eacute;cada de 1970. Mas as montadoras americanas registram patentes de design para garantir que somente elas tenham o direito de vender pe&ccedil;as de reposi&ccedil;&atilde;o essenciais para seus carros, como grades e lanternas traseiras. O neg&oacute;cio de fabrica&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as de componentes &eacute; ainda mais monopolizado, j&aacute; que os dez maiores fornecedores de pe&ccedil;as controlam 60% do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>GARRAFAS DE VIDRO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Owens Illinois vende mais de uma em cada duas garrafas no mundo e tem quase o monop&oacute;lio sobre o fornecimento de recipientes de vidro na Am&eacute;rica do Norte e do Sul, Europa, China e Austr&aacute;lia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TAMPAS DE FRASCOS E FRASCOS FARMAC&Ecirc;UTICOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2007, a Owens Illinois vendeu seu neg&oacute;cio de pl&aacute;sticos para a Rexam, dando &agrave; empresa brit&acirc;nica uma posi&ccedil;&atilde;o dominante no fornecimento internacional de tampas de garrafa e frascos farmac&ecirc;uticos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COMPANHIAS A&Eacute;REAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fus&otilde;es recentes deixaram quatro companhias a&eacute;reas &ndash; American, United, Delta e Southwest &ndash; com controle de mais de 80% do mercado. Essa consolida&ccedil;&atilde;o restringiu bastante a competi&ccedil;&atilde;o em aeroportos individuais. Em 40 dos 100 maiores aeroportos dos Estados Unidos , uma &uacute;nica companhia a&eacute;rea controla a maioria do mercado, e em 93 dos 100 maiores , uma ou duas companhias a&eacute;reas controlam a maioria do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FERROVIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fus&otilde;es e desregulamenta&ccedil;&atilde;o pavimentaram o caminho para uma consolida&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a no setor ferrovi&aacute;rio. Atualmente, sete grandes ferrovias controlam grande parte da ind&uacute;stria. As quatro maiores ferrovias do pa&iacute;s controlam 86% de todo o tr&aacute;fego de gr&atilde;os e sementes oleaginosas; uma &uacute;nica ferrovia, BNSF, controla 47 por cento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PESQUISA DE VIAGENS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Expedia comprou no in&iacute;cio deste ano a Travelocity e a Orbitz. Combinado com a compra da Kayak pela PriceLine, isso reduziu o n&uacute;mero de empresas independentes de pesquisa de viagens para duas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CARROS DE ALUGUEL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Gra&ccedil;as a uma s&eacute;rie de fus&otilde;es recentes, tr&ecirc;s empresas agora dominam os neg&oacute;cios, embora se escondam atr&aacute;s de uma variedade de marcas. S&atilde;o eles: Enterprise (Enterprise, Alamo, National); Hertz (Hertz, Dollar, Thrifty); e Avis (Avis, or&ccedil;amento).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COLCH&Otilde;ES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As recentes fus&otilde;es de Sealy e Tempur-Pedic e Serta and Simmons encerraram mais de 60 por cento do mercado nas m&atilde;os de duas empresas, ao passo que, h&aacute; alguns anos, nenhuma empresa controlava mais de 20 por cento do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EQUIPAMENTO DE LABORAT&Oacute;RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As duas maiores empresas, Thermo Electron e Fisher Scientific, se fundiram em 2006 e agora controlam monop&oacute;lios de fato em muitas linhas de neg&oacute;cios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LASIK EYE LASERS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os dois principais fabricantes de lasers oculares Lasik, Advanced Medical Optics e IntraLase, fundiram-se em 2007.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SERVI&Ccedil;OS DE PETR&Oacute;LEO OFFSHORE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As duas maiores empresas de explora&ccedil;&atilde;o e perfura&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo offshore, US Transocean e GlobalSantaFe, fundiram-se em 2007.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SERVI&Ccedil;OS DE PETR&Oacute;LEO EM TERRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Schlumberger e a Halliburton controlam quase todos os neg&oacute;cios de servi&ccedil;os de petr&oacute;leo em terra, ap&oacute;s a compra da Baker Hughes pela Halliburton em 2015.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FABRICA&Ccedil;&Atilde;O POR CONTRATO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2007, o fabricante n&uacute;mero um de contratos eletr&ocirc;nicos gerenciado pelos Estados Unidos, Flextronics, adquiriu a segunda empresa, Solectron.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SERVI&Ccedil;OS ALIMENT&Iacute;CIOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, a FTC e o Departamento de Justi&ccedil;a bloquearam com sucesso uma proposta de fus&atilde;o da Sysco e da US Foods, as duas maiores empresas do setor de servi&ccedil;os aliment&iacute;cios. Desde ent&atilde;o, as duas empresas continuaram a se consolidar , apesar de a Sysco adquirir a North Star Seafood e a US Food adquiriu a Cara Donna Provision Co.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CHAMPANHE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O conglomerado franc&ecirc;s LVMH, controlado pelo bilion&aacute;rio Bernard Arnault, conquistou 60% do mercado americano de champanhe, controlando marcas como Veuve Clicquot, Moet &amp; Chandon e Dom Perignon.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BOTAS DE COWBOY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quatro das maiores marcas &ndash; Justin Boots, Tony Lama, Nocona e Chippewa &ndash; s&atilde;o propriedade da Berkshire Hathaway.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LOJAS DE ARTIGOS DE DECORA&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Home Depot e a Lowes controlam 90% dos neg&oacute;cios da loja de materiais de constru&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DOCE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Duas empresas, Mars e Hershey, controlam 75% do mercado de doces na Am&eacute;rica.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O poder de monop&oacute;lios e oligop&oacute;lios, evidente em supermercados e na atua&ccedil;&atilde;o das empresas de tecnologia, consolida a tend&ecirc;ncia &ldquo;<a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/vencedores-levam-tudo\/\" target=\"_self\" title='\"Vencedores levam tudo\" (winners take all) &eacute; uma tend&ecirc;ncia econ&ocirc;mica resultante da desregulamenta&ccedil;&atilde;o excessiva dos mercados, que possibilita a grandes grupos econ&ocirc;micos dominar setores inteiros. 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