{"id":193,"date":"2016-03-07T12:42:16","date_gmt":"2016-03-07T15:42:16","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/um-milhao-de-produtores-de-energia\/"},"modified":"2022-08-03T22:00:14","modified_gmt":"2022-08-04T01:00:14","slug":"um-milhao-de-produtores-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/um-milhao-de-produtores-de-energia\/","title":{"rendered":"Um milh\u00e3o de produtores de energia"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 12.8px; line-height: 19.2px;\">At&eacute; 2024 cerca de 1,2 milh&atilde;o de resid&ecirc;ncias no Brasil v&atilde;o contar com energia produzida pelo sistema de gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Sabrina Craide<br>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n<p>Voc&ecirc; j&aacute; pensou em gerar a sua pr&oacute;pria energia el&eacute;trica em casa? Pois essa possibilidade j&aacute; existe e deve ser cada vez mais comum no pa&iacute;s. Segundo estimativa da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel), at&eacute; 2024 cerca de 1,2 milh&atilde;o de resid&ecirc;ncias no Brasil v&atilde;o contar com energia produzida pelo sistema de gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da, que permite que o consumidor instale pequenos geradores de fontes renov&aacute;veis, como pain&eacute;is solares e microturbinas e&oacute;licas, e troque energia com a distribuidora local, com objetivo de reduzir o valor da conta de luz.<\/p>\n<p>O diretor da Aneel Tiago Correia j&aacute; instalou oito placas de gera&ccedil;&atilde;o de energia solar em sua casa, o que vai atender ao consumo total da resid&ecirc;ncia a partir do m&ecirc;s que vem. Para ele, al&eacute;m da vantagem de usar apenas fontes renov&aacute;veis, um dos benef&iacute;cios da gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da &eacute; a redu&ccedil;&atilde;o de investimentos em redes de distribui&ccedil;&atilde;o de energia. &ldquo;Ela traz a gera&ccedil;&atilde;o para pr&oacute;ximo do consumo&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>Na &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira (1&ordm;), come&ccedil;aram a valer as novas regras aprovadas pela Aneel para a gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da no pa&iacute;s, que devem aumentar a procura pelo sistema. Uma das novidades &eacute; a possibilidade de gera&ccedil;&atilde;o compartilhada, ou seja, um grupo de pessoas pode se unir em um cons&oacute;rcio ou em cooperativa, instalar uma micro ou minigera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da e utilizar a energia gerada para reduzir as faturas dos consorciados ou cooperados.<\/p>\n<p>Segundo Tiago Correia, essa mudan&ccedil;a vai possibilitar que mais pessoas adotem a gera&ccedil;&atilde;o compartilhada. &ldquo;Quanto maior o sistema, mais barata &eacute; a instala&ccedil;&atilde;o total, porque alguns custos s&atilde;o dilu&iacute;dos. Isso faz com que o retorno do investimento seja muito mais r&aacute;pido, al&eacute;m de facilitar o acesso ao cr&eacute;dito cooperativado&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m foi autorizado pela Aneel que o consumidor gere energia em um local diferente do consumo. Por exemplo, a energia pode ser gerada em uma casa de campo e consumida em um apartamento na cidade, desde que as propriedades estejam na &aacute;rea de atendimento de uma mesma distribuidora. A norma tamb&eacute;m permite a instala&ccedil;&atilde;o de gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da em condom&iacute;nios. Nesse caso, a energia gerada pode ser repartida entre os cond&ocirc;minos em porcentagens definidas pelos pr&oacute;prios consumidores.<\/p>\n<p>Quando a quantidade de energia gerada em determinado m&ecirc;s for superior &agrave; energia consumida, o cliente fica com cr&eacute;ditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. De acordo com as novas regras, o prazo de validade dos cr&eacute;ditos passou de 36 para 60 meses.<\/p>\n<p>Crescimento<\/p>\n<p>Entre 2014 e 2016, as ades&otilde;es ao modelo de gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da quadruplicaram no pa&iacute;s, passando de 424 conex&otilde;es para 1.930 conex&otilde;es. Para este ano, o crescimento pode ser de at&eacute; 800%, segundo a Aneel. &ldquo;O potencial de crescimento &eacute; muito grande, e a taxa de crescimento tem sido exponencial, at&eacute; porque a base ainda &eacute; baixa&rdquo;, afirma Correia. Atualmente, cerca de 90% das instala&ccedil;&otilde;es de gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da no pa&iacute;s correspondem a pain&eacute;is solares fotovoltaicos.<\/p>\n<p>Para o presidente executivo da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, as novas regras aprovadas pela Aneel v&atilde;o ajudar a fomentar o uso da gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da no pa&iacute;s. &ldquo;A revis&atilde;o das normas vai possibilitar amplia&ccedil;&atilde;o expressiva da participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o brasileira na gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da. O Brasil acabou de se posicionar como uma refer&ecirc;ncia internacional, na vanguarda na &aacute;rea de incentivo ao uso da energia de gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da, em especial a gera&ccedil;&atilde;o solar&rdquo;, lembra.<\/p>\n<p>Custos<\/p>\n<p>O investimento em um sistema de gera&ccedil;&atilde;o de energia distribu&iacute;da ainda &eacute; alto no Brasil, por causa do custo dos equipamentos, mas o retorno poder&aacute; ser sentido pelos consumidores entre cinco e sete anos, segundo o diretor da Aneel. &ldquo;Se voc&ecirc; pensar como um investidor, que tem um dinheiro dispon&iacute;vel e gostaria de aplicar, traria um rendimento muito melhor do que qualquer aplica&ccedil;&atilde;o financeira dispon&iacute;vel hoje&rdquo;, diz Tiago Correia.<\/p>\n<p>J&aacute; o respons&aacute;vel pela &aacute;rea de gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da da empresa Pr&aacute;til, Rafael Coelho, estima que uma resid&ecirc;ncia consiga obter o retorno do investimento a partir de quatro anos, dependendo da radia&ccedil;&atilde;o do local e do custo da tarifa. Para ele, o investimento vale a pena, especialmente porque o consumidor evita oscila&ccedil;&otilde;es na tarifa de energia.<\/p>\n<p>&ldquo;Quando voc&ecirc; faz o investimento em um sistema desses, &eacute; o equivalente a voc&ecirc; comprar um bloco de energia antecipado, um estoque de energia, que poder&aacute; usar por 25 anos sem se preocupar se o valor da energia vai subir ou vai descer&rdquo;, diz Coelho. Segundo ele, o aumento da procura por equipamentos vai fazer com que o custo da instala&ccedil;&atilde;o tenha uma redu&ccedil;&atilde;o nos pr&oacute;ximos anos. &ldquo;Como qualquer ind&uacute;stria, ela precisa de escala para poder reduzir o custo unit&aacute;rio. Ent&atilde;o, com o crescimento do setor, essa escala deve vir e consequentemente o custo para o cliente deve abaixar tamb&eacute;m&rdquo;.<\/p>\n<p>Para a Absolar, o principal gargalo para o avan&ccedil;o do setor de gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da no pa&iacute;s &eacute; a quest&atilde;o tribut&aacute;ria, especialmente nos 12 estados que ainda n&atilde;o eliminaram o Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os, o ICMS sobre a energia da microgera&ccedil;&atilde;o. Em n&iacute;vel federal, o governo j&aacute; fez a desonera&ccedil;&atilde;o do PIS-Pasep e da Cofins sobre o sistema. Em rela&ccedil;&atilde;o ao financiamento, a entidade espera que o governo mobilize os bancos p&uacute;blicos para a oferta de cr&eacute;dito com condi&ccedil;&otilde;es especiais para pessoas e empresas interessadas em investir em mini e microgera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da.<\/p>\n<p>Edi&ccedil;&atilde;o: Gra&ccedil;a Adjuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At&eacute; 2024 cerca de 1,2 milh&atilde;o de resid&ecirc;ncias no Brasil v&atilde;o contar com energia produzida pelo sistema de gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":192,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[19],"tags":[167,169,166,162,168,164],"class_list":{"0":"post-193","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-insights","8":"tag-abastecimento","9":"tag-em-2024","10":"tag-energia","11":"tag-energia-solar","12":"tag-microgeracao","13":"tag-tendencia"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/painel_solar_foto_agencia_usp.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=193"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/192"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}