{"id":191,"date":"2016-03-07T12:00:58","date_gmt":"2016-03-07T15:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/hidreletrica-no-amazonas-tambem-gera-energia-solar\/"},"modified":"2016-03-07T12:00:58","modified_gmt":"2016-03-07T15:00:58","slug":"hidreletrica-no-amazonas-tambem-gera-energia-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/hidreletrica-no-amazonas-tambem-gera-energia-solar\/","title":{"rendered":"Hidrel\u00e9trica no Amazonas tamb\u00e9m gera energia solar"},"content":{"rendered":"<p>Brasil inaugura primeira usina solar flutuante do mundo em lago de hidrel&eacute;trica<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12.8px; line-height: 1.5;\">Sabrina Craide&nbsp;<br><\/span>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n<p>O primeiro projeto-piloto no mundo, de explora&ccedil;&atilde;o de energia solar em lagos de usinas hidrel&eacute;tricas, com uso de flutuadores, foi lan&ccedil;ado no dia 4 de mar&ccedil;o na Hidrel&eacute;trica de Balbina, no munic&iacute;pio de Presidente Figueiredo, no Amazonas.<\/p>\n<p>Segundo o Minist&eacute;rio de Minas e Energia, a iniciativa j&aacute; foi implementada em outros pa&iacute;ses, mas em reservat&oacute;rios comuns de &aacute;gua. No caso do Brasil, a engenharia ser&aacute; utilizada nos lagos das hidrel&eacute;tricas, permitindo aproveitar as sub-esta&ccedil;&otilde;es e as linhas de transmiss&atilde;o das usinas, al&eacute;m da l&acirc;mina d&rsquo;&aacute;gua dos reservat&oacute;rios, evitando desapropria&ccedil;&atilde;o de terras.<\/p>\n<p>As placas fotovoltaicas flutuantes no reservat&oacute;rio da usina amazonense v&atilde;o gerar, inicialmente, um&nbsp;megawatt&nbsp;(MW) de energia. A previs&atilde;o &eacute; que em outubro de 2017 a pot&ecirc;ncia seja ampliada para cinco MW, o que &eacute; suficiente para abastecer, por exemplo, 9 mil casas.<\/p>\n<p>O ministro Eduardo Braga, do PMDB, explica que o projeto de gera&ccedil;&atilde;o h&iacute;brida utiliza a capacidade dos reservat&oacute;rios e a infraestrutura de hidrel&eacute;tricas brasileiras, principalmente, as que est&atilde;o com baixa capacidade de gera&ccedil;&atilde;o de energia, como &eacute; o caso de Balbina. &ldquo;Aqui em Balbina &eacute; um caso bastante t&iacute;pico porque n&oacute;s temos uma subesta&ccedil;&atilde;o que poderia estar transmitindo algo como 250&nbsp;MW. Hoje, usa apenas 50&nbsp;MW.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12.8px; line-height: 1.5;\">Portanto, h&aacute; 200 MW de ociosidade, que vamos poder suplementar com energia solar, com custo muito reduzido, fazendo com que tenhamos efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, seguran&ccedil;a energ&eacute;tica, melhor gest&atilde;o h&iacute;drica dentro dos nossos reservat&oacute;rios e ao mesmo tempo baratear a energia para que a tarifa de energia el&eacute;trica seja mais barata em nosso pa&iacute;s&rdquo;, afirmou.<\/span><\/p>\n<p>A pesquisa vai analisar o grau de efici&ecirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o de uma usina solar, em conjunto com a opera&ccedil;&atilde;o de usinas hidrel&eacute;tricas, e a influ&ecirc;ncia no ecossistema dos reservat&oacute;rios. Ap&oacute;s os estudos, de acordo com Eduardo Braga, a expectativa &eacute; que a gera&ccedil;&atilde;o de energia solar seja de 300 MW, podendo abastecer 540 mil resid&ecirc;ncias. &ldquo;&Eacute; preciso fazer v&aacute;rios estudos, e n&oacute;s esperamos, terminados esses estudos, poder come&ccedil;ar os leil&otilde;es de energia, de reservas com flutuadores dentro dos nossos reservat&oacute;rios, e a&iacute; teremos capacidade muito grande no Brasil, porque o pa&iacute;s possui in&uacute;meras hidrel&eacute;tricas com espa&ccedil;o para coletar energia solar nos seus reservat&oacute;rios&rdquo;, explicou o ministro.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente da Eletrobras, Jos&eacute; da Costa Carvalho Neto, a tend&ecirc;ncia &eacute; que o pa&iacute;s amplie a gera&ccedil;&atilde;o de energia solar, o que pode refletir futuramente na redu&ccedil;&atilde;o da conta de luz. Mas ressaltou que n&atilde;o d&aacute; para avaliar a queda percentual, pois ainda n&atilde;o se sabe quanto ser&aacute; o custo da energia solar. Mas adiantou que ser&aacute; uma &ldquo;redu&ccedil;&atilde;o substancial&rdquo;.<\/p>\n<p>Segundo ele, a participa&ccedil;&atilde;o da energia solar na matriz el&eacute;trica brasileira &eacute; muito pequena, mas deve crescer nos pr&oacute;ximos anos, podendo chegar a 5%\/10% ou at&eacute; mais. &ldquo;Cada vez mais esses pain&eacute;is est&atilde;o reduzindo. A energia solar vai ficar muito barata, e essa economia ser&aacute; repassada para as tarifas que beneficiam o consumidor brasileiro&rdquo;, destacou.<\/p>\n<p>Os flutuadores da primeira etapa foram produzidos em Cama&ccedil;ari, na Bahia, e os pr&oacute;ximos v&atilde;o ser fabricados no Amazonas. Segundo Orestes Gon&ccedil;alves, s&oacute;cio-diretor da empresa Sunlution, respons&aacute;vel pelo desenvolvimento do projeto, a iniciativa vai contribuir para a gera&ccedil;&atilde;o de empregos.<\/p>\n<p>Ele disse que todos os empregos ser&atilde;o contratados no estado do Amazonas, de gente com forma&ccedil;&atilde;o pela Universidade Federal do Amazonas, Servi&ccedil;o Nacional da Ind&uacute;stria (Senai) e outras institui&ccedil;&otilde;es de ensino. Os eletricistas que v&atilde;o instalar as usinas, os engenheiros que v&atilde;o participar, assegurou, &ldquo;ser&atilde;o todos do estado do Amazonas, e todos com treinamento. Esse &eacute; o objetivo de envolver a universidade no projeto&rdquo;.<\/p>\n<p>Para Ciro Campos, do Instituto Socioambiental (ISA), a iniciativa do governo &eacute; positiva e oportuna, porque estimula a produ&ccedil;&atilde;o de energia solar no pa&iacute;s e a cria&ccedil;&atilde;o de uma cadeia produtiva que ajuda a gerar emprego e renda em um momento de crise econ&ocirc;mica. Mas ele chama a aten&ccedil;&atilde;o para a escolha de usinas como a de Balbina, que causaram grande impacto ambiental e t&ecirc;m pouca produtividade.<\/p>\n<p>No seu entender, &ldquo;Balbina &eacute; a pior usina hidrel&eacute;trica j&aacute; constru&iacute;da no Brasil, e talvez seja tamb&eacute;m o maior crime ambiental da nossa hist&oacute;ria. Portanto, n&atilde;o basta o minist&eacute;rio &lsquo;solarizar&rsquo; Balbina ou outras hidrel&eacute;tricas na Amaz&ocirc;nia para tornar a exist&ecirc;ncia dessas usinas menos nocivas para a atmosfera e para a sociedade tamb&eacute;m&rdquo;.<\/p>\n<p>Projeto semelhante, com a mesma capacidade de gera&ccedil;&atilde;o de energia solar de Balbina, ser&aacute; anunciado na Hidrel&eacute;trica de Sobradinho, na Bahia,&nbsp;no pr&oacute;ximo dia 11.&nbsp;A Eletronorte e a Chesf v&atilde;o investir quase R$ 100 milh&otilde;es nos dois empreendimentos, que devem entrar em opera&ccedil;&atilde;o em janeiro de 2019.<\/p>\n<p>A constru&ccedil;&atilde;o ser&aacute; de responsabilidade da empresa brasileira Sunlution, em parceria com a fabricante de equipamentos WEG e participa&ccedil;&atilde;o das universidades federais de Pernambuco e do Amazonas, bem como da Funda&ccedil;&atilde;o de Apoio ao Rio Solim&otilde;es.<\/p>\n<div>Edi&ccedil;&atilde;o:&nbsp;St&ecirc;nio Ribeiro<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil inaugura primeira usina solar flutuante do mundo em lago de hidrel&eacute;trica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[167,165,166,162,163,164],"class_list":{"0":"post-191","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-destaques","7":"tag-abastecimento","8":"tag-em-2019","9":"tag-energia","10":"tag-energia-solar","11":"tag-hidreletrica","12":"tag-tendencia"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=191"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=191"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=191"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=191"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}