{"id":18921,"date":"2021-09-23T17:01:47","date_gmt":"2021-09-23T20:01:47","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=18921"},"modified":"2021-09-23T17:01:47","modified_gmt":"2021-09-23T20:01:47","slug":"por-que-ha-tanta-insatisfacao-no-trabalho-a-oit-tem-uma-resposta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/por-que-ha-tanta-insatisfacao-no-trabalho-a-oit-tem-uma-resposta\/","title":{"rendered":"Por que h\u00e1 tanta insatisfa\u00e7\u00e3o no trabalho? A OIT tem uma resposta"},"content":{"rendered":"\n<p>E<strong>studo explica em parte da insatisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho. Metade das pessoas desempenha atividades inadequadas diante das suas qualifica&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/alex-kotliarskyi-QBpZGqEMsKg-unsplash-1024x683.jpg\" alt=\"insatisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho: foto mostra pessoas em atividade em um grande escrit&oacute;rio\" class=\"wp-image-18928\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/alex-kotliarskyi-QBpZGqEMsKg-unsplash-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/alex-kotliarskyi-QBpZGqEMsKg-unsplash-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/alex-kotliarskyi-QBpZGqEMsKg-unsplash-768x512.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/alex-kotliarskyi-QBpZGqEMsKg-unsplash-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/alex-kotliarskyi-QBpZGqEMsKg-unsplash-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/alex-kotliarskyi-QBpZGqEMsKg-unsplash-696x464.jpg 696w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/alex-kotliarskyi-QBpZGqEMsKg-unsplash-1392x928.jpg 1392w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Photo by <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@frantic?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alex Kotliarskyi<\/a> on <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/s\/photos\/work?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Unsplash<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Carlos Pl&aacute;cido Teixeira<br>Jornalista I Radar do Futuro<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Imagine a situa&ccedil;&atilde;o de um engenheiro que hoje trabalha como motorista de plataforma para sobreviver. Ou de quem enfrentou quatro anos de uma faculdade ou um curso t&eacute;cnico e, ap&oacute;s a formatura, n&atilde;o conseguiu sequer uma oportunidade de trabalho na &aacute;rea. Pense no caso de especialistas que leem not&iacute;cias sobre a falta de m&atilde;o de obra em alguma regi&atilde;o. Mas onde ela mora as ofertas para as mesmas demandas s&atilde;o escassas. Finalmente, h&aacute; quem desempenhe tarefas para as quais n&atilde;o est&aacute; integralmente preparado. &Eacute; prov&aacute;vel que voc&ecirc; consiga compreender o tamanho da frustra&ccedil;&atilde;o ou a ang&uacute;stia de quem vive situa&ccedil;&otilde;es parecidas. Talvez voc&ecirc; at&eacute; conhe&ccedil;a algu&eacute;m com hist&oacute;rias semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes s&atilde;o alguns sinais que comprovam a desconex&atilde;o significativa entre os mundos da educa&ccedil;&atilde;o e do trabalho. Um novo estudo da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT) mostra que apenas metade dos trabalhadores em todo o mundo t&ecirc;m empregos correspondentes ao seu n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o. Assinado por Valentina Stoevska, estat&iacute;stica s&ecirc;nior do Departamento de Estat&iacute;stica, o relat&oacute;rio revela o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o e ocupa&ccedil;&otilde;es de trabalhadores atuantes em mais de 130 pa&iacute;ses.  <\/p>\n\n\n\n<p>O cen&aacute;rio apresentado n&atilde;o parece estranho. E &eacute; bastante revelador das raz&otilde;es para a insatisfa&ccedil;&atilde;o da maioria dos trabalhadores com suas atividades geradoras de renda. Muitas pessoas trabalham em empregos que n&atilde;o correspondem ao seu n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o. Ao mesmo tempo, muitos empregadores afirmam ter dificuldade em encontrar trabalhadores com as habilidades de que precisam para expandir seus neg&oacute;cios e inovar com sucesso. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas em outras palavras, ou olhando a metade do copo cheia, a pesquisa constata que apenas metade da for&ccedil;a de trabalho global tem empregos correspondentes ao n&iacute;vel de qualifica&ccedil;&atilde;o. Na metade vazia do copo, as pessoas t&ecirc;m qualifica&ccedil;&atilde;o acima das exig&ecirc;ncias das fun&ccedil;&otilde;es, enquanto outras t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o inferior &agrave;s exig&ecirc;ncias de seus empregos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na maioria dos pa&iacute;ses, h&aacute; uma discrep&acirc;ncia entre oferta e procura entre vagas e profissionais dispon&iacute;veis em setores que envolvem qualifica&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada. A tecnologia de informa&ccedil;&atilde;o representa, hoje, o melhor exemplo atualmente do processo de dimens&otilde;es planet&aacute;rias. Em grande parte das &aacute;reas de baixa renda, a propor&ccedil;&atilde;o de empregos de alta qualifica&ccedil;&atilde;o excede a propor&ccedil;&atilde;o de trabalhadores altamente qualificados em mais de 20%. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Resultados<\/h2>\n\n\n\n<p>No cen&aacute;rio da segunda d&eacute;cada do s&eacute;culo 21, trabalhadores em pa&iacute;ses de renda mais alta t&ecirc;m maior probabilidade de ter empregos que correspondam ao seu n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o. Em pa&iacute;ses de alta renda, esse &eacute; o caso para cerca de 60% dos empregados. As participa&ccedil;&otilde;es an&aacute;logas para pa&iacute;ses de renda m&eacute;dia-alta e m&eacute;dia-baixa s&atilde;o de 52% e 43%, respectivamente. Em pa&iacute;ses de baixa renda, apenas um em cada quatro trabalhadores possui empregos correspondentes ao seu n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o. Essas observa&ccedil;&otilde;es sugerem que a taxa de correspond&ecirc;ncia aumenta com o n&iacute;vel de desenvolvimento dos pa&iacute;ses.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Super qualifica&ccedil;&atilde;o e sub qualifica&ccedil;&atilde;o coexistem em todos os pa&iacute;ses, mas os padr&otilde;es diferem dependendo do n&iacute;vel de renda <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><br>Embora a super qualifica&ccedil;&atilde;o e a sub qualifica&ccedil;&atilde;o sejam encontradas em todos os pa&iacute;ses, independentemente de seu n&iacute;vel de renda, existem padr&otilde;es diferentes para os v&aacute;rios grupos de renda do pa&iacute;s. A sub qualifica&ccedil;&atilde;o &eacute; mais prevalente em pa&iacute;ses de baixa renda, enquanto a super qualifica&ccedil;&atilde;o ocorre com mais frequ&ecirc;ncia em pa&iacute;ses de alta renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Em pa&iacute;ses de renda alta e m&eacute;dia alta, cerca de 20% de todos os empregados t&ecirc;m uma educa&ccedil;&atilde;o excessiva &mdash; ou seja, t&ecirc;m mais educa&ccedil;&atilde;o do que o necess&aacute;rio para seus empregos. A parcela correspondente para os pa&iacute;ses de renda m&eacute;dia baixa &eacute; de cerca de 12,5%, enquanto nos pa&iacute;ses de renda baixa &eacute; inferior a 10%. As taxas mais altas de super qualifica&ccedil;&atilde;o em pa&iacute;ses de renda mais alta provavelmente s&atilde;o impulsionadas pela composi&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho, que &eacute; caracterizada por um n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o relativamente alto.<\/p>\n\n\n\n<p>Um certo grau de supereduca&ccedil;&atilde;o sempre existir&aacute; porque alguns indiv&iacute;duos aceitam empregos abaixo do seu n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o ou porque esses empregos oferecem vantagens espec&iacute;ficas (como trabalho menos exigente e estressante, um maior equil&iacute;brio entre vida profissional e pessoal, melhor prote&ccedil;&atilde;o social, menor tempo de deslocamento e aumento social responsabilidade) ou por falta de experi&ecirc;ncia. Para alguns desses trabalhadores, a educa&ccedil;&atilde;o excessiva pode ser apenas uma situa&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, quando o excesso de educa&ccedil;&atilde;o &eacute; devido a distor&ccedil;&otilde;es do mercado de trabalho, onde a oferta de trabalhadores com um n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o mais alto excede a demanda, tende a ser um fen&ocirc;meno de longo prazo e geralmente requer interven&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>A subeduca&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; observada em pa&iacute;ses de baixa e alta renda. Os pa&iacute;ses de baixa renda t&ecirc;m a maior propor&ccedil;&atilde;o de trabalhadores com baixa escolaridade: aproximadamente 70 por cento dos empregados t&ecirc;m menos educa&ccedil;&atilde;o do que o necess&aacute;rio para seus empregos. A participa&ccedil;&atilde;o an&aacute;loga para pa&iacute;ses de renda m&eacute;dia baixa &eacute; de cerca de 46 por cento, enquanto em pa&iacute;ses de renda m&eacute;dia e alta &eacute; de cerca de 20 por cento.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal raz&atilde;o para a educa&ccedil;&atilde;o abaixo da necessidade do mercado &eacute; o n&iacute;vel relativamente baixo de realiza&ccedil;&atilde;o educacional da for&ccedil;a de trabalho existente e ou a falta de qualifica&ccedil;&otilde;es formais, especialmente em pa&iacute;ses de baixa renda. Alguns desses trabalhadores com baixa escolaridade ainda podem ser capazes de fazer seu trabalho adequadamente porque adquiriram as habilidades necess&aacute;rias por meio de treinamento pr&aacute;tico, experi&ecirc;ncia, autoaprendizagem, atividades sociais ou voluntariado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impactos<\/h2>\n\n\n\n<p>Tanto o excesso de oferta quanto a car&ecirc;ncia de profissionais preparados pode ter consequ&ecirc;ncias e custos negativos para os trabalhadores, empregadores e a sociedade como um todo. O excesso de especialistas pode resultar, por exemplo, em sal&aacute;rios mais baixos, menor satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho, perda de motiva&ccedil;&atilde;o, maior taxa de procura no trabalho, expectativas n&atilde;o realizadas e menor retorno sobre o investimento em educa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n\n\n\n<p>J&aacute; a car&ecirc;ncia de trabalhadores preparados, por outro lado, pode ter um impacto negativo na produtividade, no crescimento econ&ocirc;mico e na inova&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, muitos trabalhadores com baixa escolaridade lutam para fazer a transi&ccedil;&atilde;o da economia informal para a formal devido &agrave; falta de qualifica&ccedil;&otilde;es formais exigidas para empregos no setor formal semelhantes aos que ocupam na informalidade. <\/p>\n\n\n\n<p>A falta de educa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pode impedir que os trabalhadores mudem de setores de baixa remunera&ccedil;&atilde;o para empregos mais bem pagos no setor de servi&ccedil;os, e de enfrentar as mudan&ccedil;as trazidas pelos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos, automatiza&ccedil;&atilde;o e <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/digitalizacao\/\" target=\"_self\" title=\"Digitaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o processo que transforma coisas anal&oacute;gicas, ou seja, algo com exist&ecirc;ncia f&iacute;sica, como um documento, uma foto, um disco de vinil ou seu ambiente de trabalho, em sistemas ou recursos acess&iacute;veis por computador.\" class=\"encyclopedia\">digitaliza&ccedil;&atilde;o<\/a>. Trabalhadores com baixa escolaridade correm maior risco de perder seus empregos, especialmente durante uma crise.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qualifica&ccedil;&atilde;o feminina<\/h2>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o estudo da OIT,  mulheres e homens enfrentam dificuldades para encontrar empregos que correspondam &agrave; sua escolaridade. No entanto, enquanto nos pa&iacute;ses de renda mais alta n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a significativa entre os dois sexos em termos de n&iacute;vel de correspond&ecirc;ncia, as mulheres nos pa&iacute;ses de renda mais baixa t&ecirc;m menos probabilidade do que os homens de ter empregos que correspondam ao seu n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em pa&iacute;ses de alta renda, a taxa de super qualifica&ccedil;&atilde;o &eacute; mais alta para as mulheres do que para os homens, enquanto em pa&iacute;ses de renda m&eacute;dia alta, n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as significativas. Em pa&iacute;ses de renda mais baixa, as mulheres t&ecirc;m maior probabilidade do que os homens de ter baixa escolaridade para os empregos que desempenham.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas diferen&ccedil;as nos padr&otilde;es de incompatibilidade educacional entre mulheres e homens, e entre pa&iacute;ses de baixa e alta renda, sugerem que, &agrave; medida que um pa&iacute;s se torna mais desenvolvido, muitas mulheres com alto n&iacute;vel de escolaridade acabam em empregos que est&atilde;o abaixo de seu n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o. No entanto, tamb&eacute;m deve ser observado que algumas mulheres podem aceitar esses empregos porque oferecem vantagens espec&iacute;ficas, como  menor n&iacute;vel de exig&ecirc;ncia e estresse. ou a possibilidade de equil&iacute;brio entre trabalho e vida pessoal. <\/p>\n\n\n\n<p>A fim de reduzir o n&uacute;mero de mulheres que aceitam empregos para os quais s&atilde;o mais preparadas, pode ser necess&aacute;rio adotar pol&iacute;ticas para promover uma distribui&ccedil;&atilde;o igual das responsabilidades dom&eacute;sticas e de cuidado entre homens e mulheres, e para melhorar o acesso a creches. A heterogeneidade nos padr&otilde;es de incompatibilidade educacional destaca a import&acirc;ncia de n&atilde;o apenas considerar o fen&ocirc;meno em um n&iacute;vel agregado, mas tamb&eacute;m identificar as raz&otilde;es para tais desequil&iacute;brios.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n&atilde;o tenha dados detalhados relevantes, o estudo destaca que a pandemia provavelmente teve um impacto na taxa de incompatibilidade educacional entre as mulheres, especialmente aquelas com n&iacute;veis mais baixos de educa&ccedil;&atilde;o. A avalia&ccedil;&atilde;o leva em conta que as trabalhadoras tendem a se concentrar nos setores de servi&ccedil;os mais afetados pela pandemia, o com&eacute;rcio e hospitalidade. E porque &eacute; mais prov&aacute;vel que elas tenham assumido os cuidados com as crian&ccedil;as. <\/p>\n\n\n\n<p>Tamb&eacute;m &eacute; levantada a possibilidade de que muitas mulheres tenham mudado para empregos de meio per&iacute;odo, perderam seus empregos ou deixaram a for&ccedil;a de trabalho por completo. Por exemplo, nos Estados Unidos, a propor&ccedil;&atilde;o de trabalhadoras combinadas caiu de 60,2% em 2019 para 57,1% em 2020. Na Rep&uacute;blica Dominicana, que depende fortemente do setor de turismo, a taxa de correspond&ecirc;ncia para mulheres diminuiu em 2020, enquanto a dos homens aumentou. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"621\" height=\"591\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-18927\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image-1.png 621w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image-1-300x286.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 621px) 100vw, 621px\"><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O equil&iacute;brio entre emprego e qualifica&ccedil;&atilde;o tende a ser maior entre os assalariados do que entre aut&ocirc;nomos, especialmente em pa&iacute;ses de baixa renda. Os aut&ocirc;nomos t&ecirc;m uma taxa de sub qualifica&ccedil;&atilde;o consideravelmente maior. <\/p>\n\n\n\n<p>Embora para alguns trabalhadores aut&ocirc;nomos, como trabalhadores por conta pr&oacute;pria e empregadores, o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja o crit&eacute;rio mais importante para o funcionamento de uma empresa, uma grande parte da popula&ccedil;&atilde;o de baixa escolaridade nos pa&iacute;ses de baixa renda &eacute; composta por fam&iacute;lias em que trabalhadores possuem menos do que o ensino fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pa&iacute;ses em que a rela&ccedil;&atilde;o entre empregos e forma&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muito baixas tendem a ter disparidades salariais mais amplas. Isso &eacute; especialmente pronunciado em pa&iacute;ses de renda baixa e m&eacute;dia-baixa, onde menos de 30% dos empregados t&ecirc;m empregos correspondentes ao seu n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o e cerca de 10% dos trabalhadores recebem mais de 50% da renda total do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Recomenda&ccedil;&otilde;es<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao longo dos anos, esfor&ccedil;os consider&aacute;veis &#8203;&#8203;foram investidos na melhoria do desempenho educacional das pessoas em todo o mundo, especialmente como parte da implementa&ccedil;&atilde;o dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. No entanto, o enorme progresso alcan&ccedil;ado no aumento dos n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o, especialmente entre mulheres e meninas, n&atilde;o se traduziu em melhorias correspondentes nos resultados do mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"block-83572c96-292b-4d42-b7e1-faf886715463\">O relat&oacute;rio da OIT constata a necessidade de ado&ccedil;&atilde;o de iniciativas governamentais para elevar o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o daqueles que ocupam empregos altamente qualificados. Sem pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, avalia a autora do estudo, os desequil&iacute;brios do mercado de trabalho n&atilde;o ser&atilde;o superados. Apesar do progresso consider&aacute;vel na melhoria do acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e na eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de realiza&ccedil;&atilde;o educacional das pessoas em todo o mundo, muitos trabalhadores ainda s&atilde;o sub qualificados para os empregos que desempenham, especialmente em pa&iacute;ses de baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"block-56f17c64-c5e8-4718-a3d0-ae3b930e2624\">Tanto a sub qualifica&ccedil;&atilde;o quanto a super qualifica&ccedil;&atilde;o refletem um uso inadequado do capital humano e, se persistentes, essas incompatibilidades podem resultar em altos custos econ&ocirc;micos e sociais para trabalhadores, empregadores e a sociedade como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"block-81186cf9-4046-4633-8059-7775e59bf4b5\">Para apoiar a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas baseadas em evid&ecirc;ncias destinadas a reduzir a incompatibilidade, &eacute; necess&aacute;rio avaliar em que medida o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores corresponde ao n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o exigido por seus empregos, e tamb&eacute;m para compreender as causas e consequ&ecirc;ncias da super qualifica&ccedil;&atilde;o e da sub qualifica&ccedil;&atilde;o entre diferentes grupos populacionais, como mulheres e homens, jovens e idosos, trabalhadores migrantes. Essas informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o essenciais para o planejamento do desenvolvimento macroecon&ocirc;mico e de recursos humanos e para a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas adequadas.<\/p>\n\n\n\n<p><br>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo explica em parte da insatisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho. 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