{"id":185,"date":"2016-02-29T08:58:42","date_gmt":"2016-02-29T11:58:42","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/geracao-de-energia-eolica-continua-crescendo-no-pais\/"},"modified":"2016-02-29T08:58:42","modified_gmt":"2016-02-29T11:58:42","slug":"geracao-de-energia-eolica-continua-crescendo-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/geracao-de-energia-eolica-continua-crescendo-no-pais\/","title":{"rendered":"Gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica cresce no Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 12.8px; line-height: 19.2px;\">Em 12 &nbsp;meses, a capacidade instalada cresceu 56,9%<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>A capacidade de gera&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica no Brasil dever&aacute; passar dos atuais 8,7 mil megawatts (MW) para 24 mil MW nos pr&oacute;ximos oito anos. A estimativa do governo, que consta no Plano Decenal de Expans&atilde;o de Energia, &eacute; que em 2024 o parque e&oacute;lico brasileiro dever&aacute; responder por 11,5% de toda a energia gerada pelo pa&iacute;s. At&eacute; o fim de 2016, a capacidade instalada deve chegar a 11 mil MW, segundo proje&ccedil;&otilde;es da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Energia E&oacute;lica (Abeeolica).<\/p>\n<p>A energia produzida com a for&ccedil;a dos ventos &eacute; a que apresenta o maior crescimento no pa&iacute;s. Entre novembro de 2014 e novembro de 2015 a capacidade instalada do setor cresceu 56,9% em rela&ccedil;&atilde;o aos 12 meses anteriores, de acordo com o Minist&eacute;rio de Minas e Energia. No ano passado, foram inauguradas mais de 100 usinas e&oacute;licas no pa&iacute;s, com investimentos de R$ 19,2 bilh&otilde;es. Atualmente, existem 349 usinas e&oacute;licas instaladas no Brasil, a maioria na regi&atilde;o Nordeste.<\/p>\n<p>&ldquo;A energia e&oacute;lica no Brasil &eacute; algo razoavelmente novo e essa ind&uacute;stria foi sendo constru&iacute;da com bases muito s&oacute;lidas porque temos um recurso e&oacute;lico muito bom no Brasil, um dos melhores do mundo e, ao entender e saber explorar esse recurso n&oacute;s colocamos a e&oacute;lica em uma situa&ccedil;&atilde;o de vantagem comparativa e competitiva muito grande&rdquo;, diz a presidente da Abeeolica, Elbia Gannoum.<\/p>\n<p>Para a coordenadora da campanha de Energias Renov&aacute;veis do Greenpeace, Larissa Rodrigues, o panorama para a expans&atilde;o da capacidade de gera&ccedil;&atilde;o desta energia no pa&iacute;s &eacute; otimista, especialmente levando em conta que o desenvolvimento do setor aconteceu com maior for&ccedil;a na &uacute;ltima d&eacute;cada. No entanto, ela avalia que a meta de alcan&ccedil;ar 24 mil MW de capacidade instalada em 2024 ainda &eacute; t&iacute;mida. &ldquo;Quando voc&ecirc; pega o que j&aacute; est&aacute; instalado hoje e o que est&aacute; sendo constru&iacute;do, o que sobra n&atilde;o &eacute; muita coisa. Pelo que estamos vendo hoje, para 2024 poder&iacute;amos ter muito mais&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>Transmiss&atilde;o<\/p>\n<p>O escoamento da energia produzida pelas usinas e&oacute;licas foi um problema para os primeiros parques constru&iacute;dos, que ficaram prontos sem ter um sistema de transmiss&atilde;o conclu&iacute;do para levar a energia a outras regi&otilde;es. Segundo a Abeeolica, isso aconteceu porque houve um desencontro entre os cronogramas de obras das usinas de gera&ccedil;&atilde;o de energia e das de linhas de transmiss&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Hoje n&atilde;o tem mais aquele atraso e os pr&oacute;ximos [projetos] tendem a n&atilde;o atrasar mais, porque o modelo &eacute; outro&rdquo;, diz a presidente da Abeeolica. Desde 2013, os editais para a contrata&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica condicionam a compra de energia desse tipo de fonte &agrave; garantia de conex&atilde;o junto &agrave; rede de transmiss&atilde;o.<\/p>\n<p>A entidade estima que cerca de 300 MW de capacidade instalada em 14 parque e&oacute;licos do Rio Grande do Norte e da Bahia estejam com problemas de conex&atilde;o &agrave; linhas de transmiss&atilde;o. &ldquo;Esse percentual n&atilde;o &eacute; relevante, &eacute; menos de 5% do total&rdquo;, avalia Elbia.<\/p>\n<p>Para o Greenpeace, o escoamento da energia &eacute; o principal gargalo para a expans&atilde;o das e&oacute;licas no pa&iacute;s. Larissa Rodrigues diz que o atrelamento da contrata&ccedil;&atilde;o &agrave; garantia de linhas de transmiss&atilde;o prejudica o setor. &ldquo;No fundo, isso &eacute; muito ruim para a ind&uacute;stria e&oacute;lica, porque quem faz a usina n&atilde;o &eacute; o mesmo agente que faz a linha de transmiss&atilde;o, s&atilde;o coisas completamente separadas no setor el&eacute;trico&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p>Custo<\/p>\n<p>O custo de gera&ccedil;&atilde;o da usina e&oacute;lica, que era um entrave para o crescimento do setor h&aacute; alguns anos, j&aacute; n&atilde;o &eacute; mais obst&aacute;culo. Atualmente, ela &eacute; a segunda fonte de energia mais barata, atr&aacute;s da energia hidrel&eacute;trica. &ldquo;A e&oacute;lica j&aacute; chegou no seu grau m&aacute;ximo de competitividade, quando se tornou a segunda energia mais barata do Brasil em 2011&rdquo;, diz Elbia.<\/p>\n<p>Segundo ela, atualmente cerca de 70% dos equipamentos utilizados na gera&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica no Brasil s&atilde;o produzidos no pa&iacute;s. &ldquo;Ao construir essa cadeia produtiva somando ao recurso dos ventos, n&oacute;s temos um potencial e&oacute;lico dispon&iacute;vel para atender as necessidades do Brasil&rdquo;.<\/p>\n<p>Para a representante do Greenpeace, o debate sobre o custo da energia e&oacute;lica atualmente &eacute; um mito, pois com o avan&ccedil;o da ind&uacute;stria o setor se tornou competitivo. &ldquo;H&aacute; 10 anos quando se falava em energia e&oacute;lica no pa&iacute;s era uma coisa de maluco, ningu&eacute;m acreditava. Hoje em dia s&oacute; se fala nisso&rdquo;, avalia Larissa Rodrigues.<\/p>\n<p>Papel social<\/p>\n<p>O presidente da Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica, Maur&iacute;cio Tolmasquim, destaca que, al&eacute;m dos benef&iacute;cios para a redu&ccedil;&atilde;o dos gases do efeito estufa, a expans&atilde;o da energia e&oacute;lica cumpre tamb&eacute;m um papel social. Isso porque pequenos propriet&aacute;rios arrendam parte de suas terras para colocar os aerogeradores e ganham uma renda extra por isso.<\/p>\n<p>&ldquo;A forte expans&atilde;o da gera&ccedil;&atilde;o e&oacute;lica no pa&iacute;s &eacute; um elemento importante para o Brasil atingir a meta acordada na COP 21 para redu&ccedil;&atilde;o dos gases do efeito estufa. Al&eacute;m do benef&iacute;cio ao planeta, por menos emiss&otilde;es, tem ainda o benef&iacute;cio local, n&atilde;o apenas pela redu&ccedil;&atilde;o da polui&ccedil;&atilde;o regional, mas tamb&eacute;m pelo benef&iacute;cio social ligado &agrave; renda que &eacute; gerada por essa atividade, que vem sendo desenvolvida geralmente em &aacute;reas mais pobres do Brasil&rdquo;, avalia Tolmasquim.<\/p>\n<p>Segundo estimativas da Abeeolica, cada fam&iacute;lia que arrenda suas terras para a instala&ccedil;&atilde;o de aerogeradores ganha cerca de R$ 2,3 mil por m&ecirc;s e o no ano passado foram pagos cerca de R$ 5,5 milh&otilde;es por m&ecirc;s em arrendamentos.<\/p>\n<p>Os parques instalados atualmente possuem cerca de 87,5 mil hectares arrendados e 3% destas &aacute;reas s&atilde;o ocupadas com os equipamentos e&oacute;licos. O restante pode ser utilizado para agricultura, pecu&aacute;ria, piscicultura entre outras atividades.<\/p>\n<div>Edi&ccedil;&atilde;o:&nbsp;Denise Griesinger<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 12 &nbsp;meses, a capacidade instalada cresceu 56,9%<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":{"0":"post-185","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-destaques"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=185"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}