{"id":1836,"date":"2018-08-09T08:03:21","date_gmt":"2018-08-09T11:03:21","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=1836"},"modified":"2021-08-21T19:10:00","modified_gmt":"2021-08-21T22:10:00","slug":"o-que-influenciadores-dizem-sobre-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/o-que-influenciadores-dizem-sobre-o-futuro\/","title":{"rendered":"O que influenciadores dizem sobre o futuro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"532\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/interaction-youtuber-imagem-pixabay.jpg\" alt=\"Na rela&ccedil;&atilde;o entre influenciadores e seguidores, o conservadorismo tende a sair ganhando - imagem: Pixabay\" class=\"wp-image-1833\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/interaction-youtuber-imagem-pixabay.jpg 960w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/interaction-youtuber-imagem-pixabay-300x166.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/interaction-youtuber-imagem-pixabay-768x426.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\"><figcaption>Na rela&ccedil;&atilde;o entre influenciadores e seguidores, o conservadorismo tende a sair ganhando<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Carlos Teixeira<\/em><br><em>Jornalista I Futurista &ndash; Radar do Futuro<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para quem se interessa em entender o futuro, vale a pena acompanhar e ampliar as reflex&otilde;es sobre o papel e os sinais espalhados pelos influenciadores digitais, os l&iacute;deres de audi&ecirc;ncia dos anos 2010. Seu filhos adolescentes, netos ou sobrinhos ou algum jovem pr&oacute;ximo a voc&ecirc; s&atilde;o os seguidores de tais pessoas que conseguem atrair legi&otilde;es nas m&iacute;dias digitais, em canais como YouTube, Twitter e Instagram. E que apontam para uma sociedade mais conservadora em quest&otilde;es pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas e sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisa &ldquo;Influenciadores Digitais&rdquo;, do Instituto QualiBest,&nbsp; os l&iacute;deres das m&iacute;dias sociais s&atilde;o, hoje, a segunda fonte de informa&ccedil;&otilde;es para a tomada de decis&atilde;o na compra de um produto. Eles s&atilde;o refer&ecirc;ncia para 50% dos 3022 que participaram do estudo. Perdem em poder de indu&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es apenas para amigos e parentes, citados por 56% dos respondentes. Para Daniela Malouf, diretora-geral do Instituto QualiBest, blogueiros, youtubers e podcasters que j&aacute; est&atilde;o pr&oacute;ximos de tomar a lideran&ccedil;a absoluta nos cora&ccedil;&otilde;es e mentes dos internautas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisa mais recente sobre os maiores influenciadores do Brasil &ndash; realizada em mar&ccedil;o e maio deste ano, 71% das pessoas seguem algum influenciador.&nbsp;Entre as m&iacute;dias sociais, Facebook e Youtube ainda s&atilde;o as mais utilizadas &ndash; 92% e 90%, respectivamente. E tamb&eacute;m as mais preferidas &ndash; com o Instagram em terceiro lugar, nas duas categorias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perigos da influ&ecirc;ncia<\/h2>\n\n\n\n<p>Indicado como influenciador digital pelo Instituto QualiBest, em uma categoria de ci&ecirc;ncia e curiosidades, o neurocientista Pedro Calabrez aproveitou o momento para identificar os riscos envolvidos na rela&ccedil;&atilde;o entre pessoas com algum n&iacute;vel de carisma e seus seguidores. Em um v&iacute;deo publicado no Youtube, sob o t&iacute;tulo &ldquo;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-B9XmzmWI1Q\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Os perigos da influ&ecirc;ncia<\/a>&ldquo;,&nbsp; o professor especializado em comportamentos cita experi&ecirc;ncias cl&aacute;ssicas na &aacute;rea de psicologia para apontar <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-sao-tendencias\/\" target=\"_self\" title=\"Confira o que s&atilde;o tend&ecirc;ncias, os fatos ou fen&ocirc;menos que podem acontecer em algum momento adiante na hist&oacute;ria da sociedade, como um novo comportamento individual ou de um grupo\" class=\"encyclopedia\">tend&ecirc;ncias<\/a> inerentes &agrave; humanidade de seguir pessoas de refer&ecirc;ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>A preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; justa. Afinal, assinala Calabrez, as experi&ecirc;ncias descritas no v&iacute;deo refor&ccedil;am a compreens&atilde;o de que o ser humano tem uma forte voca&ccedil;&atilde;o a seguir &ldquo;comportamentos de manada&rdquo;. &ldquo;Quando gostamos de algo ou de algu&eacute;m reduzimos o nosso senso cr&iacute;tico&rdquo;, afirma, propondo que as pessoas precisam lutar contra a irracionalidade de alguns comportamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais justa quando se percebe que&nbsp;o&nbsp; m&eacute;dico Denis Furtado, o &ldquo;dr. Bumbum&rdquo;, denunciado pela imprud&ecirc;ncia e morte de uma banc&aacute;ria, fez fama na internet, com um contingente consider&aacute;vel de seguidores.&nbsp; Assim como J&uacute;lio Cocielo, 25 anos, um jovem que causou pol&ecirc;mica ao postar um coment&aacute;rio racista durante a Copa do Mundo de Futebol, no Twitter.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele disse que o jogador da sele&ccedil;&atilde;o francesa Kylian Mbapp&eacute;, que &eacute; negro, &ldquo;conseguiria fazer uns arrast&atilde;o top na praia&rdquo;. Foi uma refer&ecirc;ncia ao jogo entre Fran&ccedil;a e Argentina da Copa do Mundo, no qual o atacante fez dois dos quatro gols da vit&oacute;ria francesa &mdash; o placar final foi 4 a 3 para o time europeu.<\/p>\n\n\n\n<p>O <em>post<\/em>&nbsp;foi condenado por internautas, que vasculharam o perfil de Cocielo e encontraram mensagens ofensivas de anos anteriores.&nbsp;Em 2013, o mesmo influenciador publicou, em mais uma mensagem repleta de preconceitos, que s&oacute; seria poss&iacute;vel deixar de fazer piadas de negros caso eles fossem exterminados.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi necess&aacute;rio um escorreg&atilde;o maior para que os patrocinadores dos espet&aacute;culos protagonizados por tais pessoas conclu&iacute;ssem que mantinham atores de baixa qualidade em seu elenco de apoiados.&nbsp;Alguma coisa deu errada para os dois. O m&eacute;dico e o racista. Por&eacute;m, n&atilde;o e poss&iacute;vel deixar de levar em conta que o modelito que mistura preconceitos e culto a celebridades prossegue como padr&atilde;o de comportamento social, capaz de sinalizar muito sobre o que vem por a&iacute;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Contrapontos da diversidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Eles s&atilde;o muitos. E compartilham a lideran&ccedil;a das listas com artistas e esportistas. Gente que sabe explorar o vazio de conte&uacute;dos com piadas, ironia e &oacute;dio forma um contingente enorme nas m&iacute;dias sociais. Mas h&aacute; algo de novo no ambiente. H&aacute; pouco mais de uma d&eacute;cada, a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o tinha acesso a uma quantidade m&iacute;nima de refer&ecirc;ncias entre celebridades. Mais exatamente, algumas poucas pessoas eram reconhecidas como famosas para tribos restritas. Era o ator da novela, o pol&iacute;tico, o empres&aacute;rio rico, os cantores e cantoras definidos pela ind&uacute;stria cultural. Nada mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, como vantagem ineg&aacute;vel, entre os influenciadores &eacute; poss&iacute;vel encontrar, al&eacute;m do neurocientista Pedro Calabrez citado acima, fil&oacute;sofos, soci&oacute;logos, cientistas pol&iacute;ticos, economistas e psic&oacute;logos dispostos a apresentar conceitos e ideias. Especialistas que atendem a anseios por respostas para ang&uacute;stias, interesses por conhecimentos e posi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, entre outras demandas. Mas que est&atilde;o em posi&ccedil;&otilde;es de desvantagem dos rankings de mais seguidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O perfil diverso dos influenciadores diante dos seguidores &mdash; ou influenciados &mdash; revela que encontraremos uma popula&ccedil;&atilde;o mais complexa do que as defini&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis, e limitantes, sobre gera&ccedil;&otilde;es do mil&ecirc;nio ou &ldquo;x&rdquo; ou &ldquo;y&rdquo; ou &ldquo;z&rdquo;. Haver&aacute; os radicais, os de direita ou de esquerda. Os intelectuais e os pragm&aacute;ticos. Mas h&aacute; uma forte tend&ecirc;ncia de aumento do conservadorismo, uma contradi&ccedil;&atilde;o frente ao aumento do acesso a informa&ccedil;&otilde;es propiciado pela internet. Algo que fica bem evidente quando se avalia os l&iacute;deres de audi&ecirc;ncia atuais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa apresentada em abril pelo Ibope refor&ccedil;a a tese de que o Pa&iacute;s se torna mais conservador, principalmente entre os mais escolarizados. E entre os que possuem cursos universit&aacute;rios. A propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o defensora de teses moralistas e punitivistas para solucionar os problemas do mundo saltou de 49% em 2010 e chegou a 55% em 2018. N&atilde;o existem dados que confirmem a conclus&atilde;o, mas os resultados parecem coerentes com o aumento do poder de intera&ccedil;&atilde;o dos influenciadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos TeixeiraJornalista I Futurista &ndash; Radar do Futuro Para quem se interessa em entender o futuro, vale a pena acompanhar e ampliar as reflex&otilde;es sobre o papel e os sinais espalhados pelos influenciadores digitais, os l&iacute;deres de audi&ecirc;ncia dos anos 2010. 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