{"id":1830,"date":"2018-08-08T11:38:18","date_gmt":"2018-08-08T14:38:18","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=1830"},"modified":"2018-08-08T11:44:20","modified_gmt":"2018-08-08T14:44:20","slug":"futuro-dos-jovens-o-peso-da-inseguranca-e-de-expectativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/futuro-dos-jovens-o-peso-da-inseguranca-e-de-expectativas\/","title":{"rendered":"Futuro dos jovens: o peso da inseguran\u00e7a e de expectativas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"754\" height=\"503\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/futuro-dos-jovens-expectativas-e-insegurancas-foto-agencia-brasil.jpg\" alt=\"Exig&ecirc;ncias para ter sucesso, ser perfeito em tudo&nbsp;e a uma cultura que estimula a competitividade tem levado&nbsp;jovens a problemas de sa&uacute;de mental&nbsp;- foto: Marcelo Camargo\/Ag&ecirc;ncia Brasil\" class=\"wp-image-1831\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/futuro-dos-jovens-expectativas-e-insegurancas-foto-agencia-brasil.jpg 754w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/futuro-dos-jovens-expectativas-e-insegurancas-foto-agencia-brasil-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/futuro-dos-jovens-expectativas-e-insegurancas-foto-agencia-brasil-480x320.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 754px) 100vw, 754px\"><figcaption>Exig&ecirc;ncias para ter sucesso, ser perfeito em tudo&nbsp;e a uma cultura que estimula a competitividade tem levado&nbsp;jovens a problemas de sa&uacute;de mental&nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ag&ecirc;ncia Brasil<br><br>A repercuss&atilde;o de casos de suic&iacute;dio e tentativas de autoles&atilde;o entre jovens, principalmente estudantes, aumentou a percep&ccedil;&atilde;o entre gestores e especialistas de que &eacute; preciso falar mais sobre o tema, ainda muito estigmatizado. Eles afirmam que o n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias segue uma tend&ecirc;ncia mundial de crescimento de mortes autoprovocadas na faixa et&aacute;ria mais jovem.<\/p>\n\n\n\n<p>As entidades educacionais&nbsp;n&atilde;o divulgam levantamento espec&iacute;fico sobre casos de suic&iacute;dio entre universit&aacute;rios, mas em v&aacute;rios estados, perdas abruptas recentes t&ecirc;m motivado a&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2018-08\/casos-de-suicidio-motivam-debate-sobre-saude-mental-nas-universidades\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ado&ccedil;&atilde;o de medidas e estrat&eacute;gias para debater o tema e prevenir mortes precoces<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas ouvidos pela&nbsp;<strong>Ag&ecirc;ncia Brasil&nbsp;<\/strong>avaliam que jovens s&atilde;o mais suscet&iacute;veis aos sofrimentos emocionais e transtornos mentais, porque nesta fase h&aacute; muita expectativa e inseguran&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro. Al&eacute;m disso, s&atilde;o submetidos a muita press&atilde;o sobre decis&otilde;es importantes que devem ser tomadas cada vez mais cedo, quando ainda n&atilde;o apresentam experi&ecirc;ncia e habilidades ps&iacute;quicas para lidar com frustra&ccedil;&otilde;es e situa&ccedil;&otilde;es de muita responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Essa fase de transi&ccedil;&atilde;o entre adolesc&ecirc;ncia e a vida adulta acaba sendo conturbada, ainda mais na universidade, que &eacute; o lugar em que a press&atilde;o fica muito alta. Eu vejo por colegas do meu curso, pessoas que ficam adoecidas mentalmente pela exig&ecirc;ncia da academia&rdquo;, explicou o psic&oacute;logo Renan Lyra, mestrando da Universidade de Bras&iacute;lia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os psic&oacute;logos explicam que as ocorr&ecirc;ncias podem estar relacionadas tamb&eacute;m a um sofrimento ps&iacute;quico, que n&atilde;o chega a ser uma doen&ccedil;a mental.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/-WMJYQV3vcY07e2_Y0lRhLxFWYQ=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/mcmgo_abr_070820180688.jpg?itok=8PAH13YF\" alt=\" Depress&atilde;o, suicidio\"><\/figure>\n\n\n\n<p>Exig&ecirc;ncias para ter sucesso, ser perfeito em tudo&nbsp;e a uma cultura que estimula a competitividade tem levado&nbsp;jovens a problemas de sa&uacute;de mental&nbsp;&ndash;&nbsp;<strong>Marcelo Camargo\/Ag&ecirc;ncia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da falta de pesquisas sobre o assunto, outro fator que pode estar levando os jovens a atentarem contra a pr&oacute;pria vida s&atilde;o as exig&ecirc;ncias do mundo&nbsp;para ter sucesso e&nbsp;ser perfeito em tudo e a uma cultura que estimula a competitividade entre as pessoas e n&atilde;o proporciona a aceita&ccedil;&atilde;o do diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Esse momento tem exigido muito dos jovens. Eles precisam estar hiperconectados, ser empreendedores, ter sucesso, dar conta de mil coisas ao mesmo tempo. E a&iacute; tem uma s&eacute;rie de quest&otilde;es, tanto mais voltadas para o sucesso acad&ecirc;mico, emprego e tamb&eacute;m as rela&ccedil;&otilde;es familiares e com os outros. As pessoas est&atilde;o mais intolerantes com o diferente e isso tamb&eacute;m causa sofrimento&rdquo;, explicou o psic&oacute;logo Paulo Aguiar, membro do Conselho Federal de Psicologia (CFP).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Emerg&ecirc;ncia m&eacute;dica<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Psiquiatria (ABP), o preconceito e o tabu em torno do tema ainda s&atilde;o os principais empecilhos para o diagn&oacute;stico precoce dos fatores de risco que podem levar a pessoa ao suic&iacute;dio. A entidade alerta que cerca de 97% dos casos est&atilde;o relacionados a transtornos mentais, como depress&atilde;o (37%), bipolaridade, uso de subst&acirc;ncias psicoativas (23%), esquizofrenia e ansiedade (11%), entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;O &iacute;ndice de suic&iacute;dio entre os jovens cresceu muito, porque n&oacute;s temos hoje um consumo muito maior em rela&ccedil;&atilde;o ao uso de drogas, de &aacute;lcool, de subst&acirc;ncias psicoativas de uma maneira geral. Isso levou a um desencadeamento maior de quadros psiqui&aacute;tricos nos jovens, supress&atilde;o do sono, press&atilde;o muito alta, ansiedade por resultado e performance. Isso fez com que os jovens ficassem mais sujeitos ao adoecimento&rdquo;, explicou o diretor e superintendente t&eacute;cnico da ABP, Ant&ocirc;nio Geraldo da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>O m&eacute;dico alerta que as doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas t&ecirc;m ficado mais prevalentes, porque as pessoas n&atilde;o procuram ajuda e, assim, n&atilde;o t&ecirc;m acesso ao tratamento adequado. &ldquo;Tem gente que vai precisar s&oacute; de medicamento, tem gente que vai precisar s&oacute; de psicoterapia e tem gente que vai precisar de psicoterapia e medicamento. Varia de pessoa para pessoa e do diagn&oacute;stico que &eacute; feito&rdquo;, completou o psiquiatra que &eacute; coordenador nacional da Campanha Setembro Amarelo (de preven&ccedil;&atilde;o ao suic&iacute;dio)<\/p>\n\n\n\n<p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) estima que, por ano, mais de 800 mil pessoas tiram a pr&oacute;pria vida, n&uacute;mero que representa 1,4% de todas as mortes do mundo. Depois da viol&ecirc;ncia, o suic&iacute;dio &eacute; o fator que mais mata jovens entre 15 e 29 anos. Para cada suic&iacute;dio, ocorrem 20 tentativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, o &iacute;ndice de les&otilde;es autoprovocadas, entre elas, as tentativas de suic&iacute;dio, predomina em mulheres brancas, na faixa et&aacute;ria da adolesc&ecirc;ncia (10 a 19 anos) e adultos jovens (20 a 39). O n&uacute;mero pode ser maior, j&aacute; que, segundo o minist&eacute;rio, apenas uma em cada tr&ecirc;s pessoas que tentam suic&iacute;dio &eacute; atendida por um servi&ccedil;o m&eacute;dico de urg&ecirc;ncia que deve notificar os casos.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Est&aacute; mais do que claro que o suic&iacute;dio &eacute; uma emerg&ecirc;ncia m&eacute;dica. Se algu&eacute;m falar sobre esse assunto, tem que levar para o m&eacute;dico, tem que procurar um psiquiatra, &eacute; um fato, &eacute; uma doen&ccedil;a que mata&rdquo;, alertou o psiquiatra Ant&ocirc;nio Geraldo da Silva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Atendimento especializado<\/h2>\n\n\n\n<p>Em Bras&iacute;lia, seis em cada dez atendimentos de crise ps&iacute;quica realizados pelo Servi&ccedil;o de Atendimento M&oacute;vel de Urg&ecirc;ncia (Samu) s&atilde;o relativos a pacientes entre 14 e 39 anos. A maioria deles foi atendida por apresentar comportamento suicida.<\/p>\n\n\n\n<p>O servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia da capital federal &eacute; pioneiro no pa&iacute;s em disponibilizar uma viatura exclusiva para atender casos de sa&uacute;de mental. A equipe da viatura especializada conta com m&eacute;dicos psiquiatras, um assistente social ou psic&oacute;logo e um enfermeiro, todos capacitados para lidar com a chamada interven&ccedil;&atilde;o em crise.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Brenda Carla, enfermeira e gerente da Central de Informa&ccedil;&otilde;es Toxicol&oacute;gicas e Atendimento Psicossocial do Samu-DF, a viatura especializada atende a uma m&eacute;dia de 150 casos por dia. Os chamados para interven&ccedil;&atilde;o em epis&oacute;dios de crises de sa&uacute;de mental (com possibilidade de atentado &agrave; pr&oacute;pria vida) duplicaram do ano passado para c&aacute;.<\/p>\n\n\n\n<p>A enfermeira avalia que o aumento pode ter ocorrido pela maior sensibiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade ou de profissionais da sa&uacute;de que t&ecirc;m notificado melhor as tentativas de autoles&atilde;o. Ela ressalta que os n&uacute;meros podem ser ainda maiores, uma vez que os casos s&atilde;o subnotificados e muitas ocorr&ecirc;ncias de suic&iacute;dio s&atilde;o tratadas pelas outras viaturas como casos de atropelamento ou outro tipo de acidente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/bqKKDiQxOtjLT9AkRZZNMJa9ZRU=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/963984-dfebola-upa_sobradinho-2108.jpg?itok=csDlNpVF\" alt=\"Um paciente espanhol est&aacute; isolado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho 2, no Distrito Federal, por apresentar sintomas caracter&iacute;sticos de ebola (Antonio Cruz\/Ag&ecirc;ncia Brasil)\"><\/figure>\n\n\n\n<p>O servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia da capital federal &eacute; pioneiro&nbsp;em disponibilizar uma viatura exclusiva para atender casos de sa&uacute;de mental &ndash;&nbsp;<strong>Jos&eacute; Cruz\/Arquivo Ag&ecirc;ncia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro dado considerado preocupante &eacute; o aumento de chamados pelas escolas. Segundo a enfermeira, nos &uacute;ltimos meses, o Samu-DF atendeu pelo menos uma ocorr&ecirc;ncia por dia em ambiente escolar para socorrer adolescentes em crise.<\/p>\n\n\n\n<p>A tend&ecirc;ncia motivou o servi&ccedil;o a estruturar um novo projeto para atualizar o chamado Samuzinho e trabalhar a preven&ccedil;&atilde;o de suic&iacute;dios nas escolas. &ldquo;Suic&iacute;dio &eacute; uma das preocupa&ccedil;&otilde;es que a gest&atilde;o p&uacute;blica tem que ter. H&aacute; 20, 30 anos n&oacute;s n&atilde;o t&iacute;nhamos o foco e a preocupa&ccedil;&atilde;o de que o quadro ps&iacute;quico adoecia e matava&rdquo;, alerta Brenda Carla.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Os quadros ps&iacute;quicos geram grande impacto para sa&uacute;de p&uacute;blica e a popula&ccedil;&atilde;o tem tido quadros depressivos que desencadeiam quadro suicida. &Eacute; uma realidade que precisa ser tratada e prevenida&rdquo;, completou Brenda.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento dos casos de sa&uacute;de mental tamb&eacute;m motivou o Samu-DF a disponibilizar um profissional especializado em comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica no atendimento telef&ocirc;nico na Central 192. Esse profissional atua 24 horas para auxiliar no manejo de pacientes psiqui&aacute;tricos, que demandam um tempo maior de atendimento do que a m&eacute;dia normal &ndash; de dois a tr&ecirc;s minutos &ndash; que geralmente disp&otilde;em os outros m&eacute;dicos do Samu para decidir se enviam a viatura para a ocorr&ecirc;ncia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preven&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n\n\n\n<p>A OMS alerta que 90% dos casos de suic&iacute;dio poderiam ter sido evitados. E o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de ressalta que as pessoas que j&aacute; tentaram o suic&iacute;dio devem ser o principal foco das a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia e de a&ccedil;&otilde;es preventivas dos profissionais e servi&ccedil;os de sa&uacute;de.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Bras&iacute;lia, o Samu acompanha os pacientes que sobreviveram &agrave; tentativa de suic&iacute;dio. Os profissionais de sa&uacute;de e assistentes sociais s&atilde;o orientados a ligar de tr&ecirc;s a cinco vezes para o paciente ou para algum contato de sua fam&iacute;lia para saber se ele est&aacute; em tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;N&atilde;o adianta o Samu ir l&aacute; atender se ele [o paciente] n&atilde;o for acompanhado. A gente volta a ligar para o paciente para monitorar e evitar que ele tenha reincid&ecirc;ncia ou reca&iacute;da de comportamento. Se ele relatar alguma dificuldade, a gente faz contato com a rede para ver se consegue garantir o atendimento e evitar que o paciente recorra ao 192, ou seja, uma urg&ecirc;ncia&rdquo;, explicou Brenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do atendimento de urg&ecirc;ncia pelo Samu, os pacientes s&atilde;o encaminhados para servi&ccedil;os da Rede de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial (Raps), como os Centros de Atendimento Psicossocial (Caps) ou o Adolescentro, servi&ccedil;o do DF que atende adolescentes de 10 a 18 anos de idade que tenham algum transtorno mental, tenham sido v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia ou necessitem de acompanhamento em outras &aacute;reas, como nutri&ccedil;&atilde;o e ginecologia.<\/p>\n\n\n\n<p>A gerente do Samu, entretanto, se queixa da pouca sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de, principalmente os que atuam nos prontos socorros, onde muitas vezes os pacientes psiqui&aacute;tricos ou os que est&atilde;o em risco iminente de tirar a pr&oacute;pria vida n&atilde;o s&atilde;o classificados de maneira adequada e n&atilde;o s&atilde;o acolhidos com a mesma urg&ecirc;ncia que outros casos devido &agrave; aus&ecirc;ncia de traumas f&iacute;sicos, preconceito ou falta de informa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;O que acontece muito &eacute; que a gente pega paciente com tentativa de suic&iacute;dio visualizada, com planejamento, leva para o hospital para garantir sua integridade f&iacute;sica e o tratamento. Mas o pessoal acha que esse paciente &eacute; um peso a mais na unidade de sa&uacute;de e que &eacute; um absurdo atender ele e deixar outro com infarto&rdquo;, relatou Brenda.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;A pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem entendimento e a gente tem trabalhado na humaniza&ccedil;&atilde;o. Esse paciente &eacute; grave. &Eacute; uma doen&ccedil;a como as outras que precisam ser tratadas, acompanhadas e medicadas&rdquo;, completou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&Eacute; preciso falar<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma das abordagens de preven&ccedil;&atilde;o aos fatores de risco do suic&iacute;dio &eacute; falar sobre o assunto com pessoas pr&oacute;ximas e profissionais especializados. Segundo especialistas, a quest&atilde;o de sa&uacute;de mental, no entanto, ainda &eacute; estigmatizada e pouco compreendida n&atilde;o s&oacute; no meio acad&ecirc;mico, mas na sociedade de forma geral.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;As pessoas n&atilde;o querem falar das doen&ccedil;as mentais. E o que mata s&atilde;o as doen&ccedil;as mentais, isso &eacute; &oacute;bito por suic&iacute;dio e as pessoas n&atilde;o est&atilde;o prestando aten&ccedil;&atilde;o nisso&rdquo;, alertou o psiquiatra Ant&ocirc;nio Geraldo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para transformar esse imagin&aacute;rio social, alguns especialistas recomendam que a sociedade dialogue com mais naturalidade sobre as imperfei&ccedil;&otilde;es, frustra&ccedil;&otilde;es e sa&uacute;de mental sem mitos, estigmatiza&ccedil;&otilde;es e preconceitos e crie ambientes que possam incorporar e aproximar as pessoas que t&ecirc;m passado por dificuldades emocionais ou ps&iacute;quicas.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;A gente precisa entender que sa&uacute;de mental faz parte da sa&uacute;de do sujeito como um todo, n&atilde;o &eacute; uma coisa separada. E geralmente a gente separa, porque existe ainda, infelizmente, um imagin&aacute;rio social sobre o que &eacute; a doen&ccedil;a ou o transtorno ps&iacute;quico carregado de muito preconceito. H&aacute; um imagin&aacute;rio de que as pessoas que apresentam transtorno n&atilde;o v&atilde;o dar conta, s&atilde;o fracassadas e, a partir disso, de alguma forma a sociedade isola e afasta essas pessoas&rdquo;, explicou o representante do Conselho Federal de Psicologia (CFP) Paulo Aguiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os psic&oacute;logos, a fam&iacute;lia e a escola podem ter pap&eacute;is importantes se permitirem ou facilitarem o desenvolvimento da subjetividade e da sa&uacute;de mental das pessoas, de forma que elas tenham capacidade para lidar com as situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis de forma mais tranquila.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;O sujeito desenvolvendo sua subjetividade num ambiente que possa se expressar, ser respeitado, emitir sua opini&atilde;o, construir suas ideias, tenha liberdade, isso tudo vai dando condi&ccedil;&atilde;o para que ele construa processos de subjetiva&ccedil;&atilde;o que possam deix&aacute;-lo mais fortalecido para enfrentar a vida&rdquo;, afirmou Aguiar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag&ecirc;ncia Brasil A repercuss&atilde;o de casos de suic&iacute;dio e tentativas de autoles&atilde;o entre jovens, principalmente estudantes, aumentou a percep&ccedil;&atilde;o entre gestores e especialistas de que &eacute; preciso falar mais sobre o tema, ainda muito estigmatizado. 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