{"id":178,"date":"2016-02-22T13:05:16","date_gmt":"2016-02-22T16:05:16","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/etica-e-sustentabilidade\/"},"modified":"2016-02-22T13:05:16","modified_gmt":"2016-02-22T16:05:16","slug":"etica-e-sustentabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/etica-e-sustentabilidade\/","title":{"rendered":"\u00e9tica e sustentabilidade"},"content":{"rendered":"<p class=\"normal\"><strong>Desafios da integra&ccedil;&atilde;o entre &eacute;tica e sustentabilidade<\/strong><\/p>\n<p class=\"normal\" style=\"margin-top: 4pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9pt; text-align: justify; line-height: 145%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 145%; background: white;\">No cen&aacute;rio da crise mundial, marcado pelo baixo crescimento das economias dos Estados Unidos e da maioria dos pa&iacute;ses desenvolvidos da Europa, com impactos sobre o mercado brasileiro, as corpora&ccedil;&otilde;es tendem a ser colocadas contra a parede para assumir compromissos com o futuro. As press&otilde;es crescer&atilde;o de forma global, inclusive pela sensa&ccedil;&atilde;o de que o meio ambiente j&aacute; sofre os efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas geradas pela atua&ccedil;&atilde;o predat&oacute;ria do sistema produtivo. Nos pr&oacute;ximos anos, promessas de respeito a regras gerais n&atilde;o devem ser mais apenas declara&ccedil;&otilde;es de inten&ccedil;&otilde;es sobre compromissos com a sociedade e com o planeta. Devem retratar a pr&aacute;tica.<\/span><\/p>\n<p class=\"normal\" style=\"margin-top: 4pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9pt; text-align: justify; line-height: 145%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 145%; background: white;\">Combinar &eacute;tica e sustentabilidade no cen&aacute;rio de expectativas negativas &eacute;, de fato, um desafio para as empresas, for&ccedil;adas a prestar maior aten&ccedil;&atilde;o ao aumento das press&otilde;es de grupos sociais. Como os que promoveram a quebra de vidra&ccedil;as de bancos e &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos nas manifesta&ccedil;&otilde;es de junho e julho do ano passado. Por mais que o Ita&uacute;, por exemplo, se coloque como um grupo compromissado com o futuro do planeta e o respeito aos seres humanos, os manifestantes expressaram a insatisfa&ccedil;&atilde;o com o banco, inclu&iacute;do na lista gen&eacute;rica de institui&ccedil;&otilde;es financeiras que almejam exclusivamente o lucro. <\/span><\/p>\n<p class=\"normal\" style=\"margin-top: 4pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9pt; text-align: justify; line-height: 145%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 145%; background: white;\">Genericamente, as grandes corpora&ccedil;&otilde;es est&atilde;o na mira da popula&ccedil;&atilde;o, cada vez mais consciente de que o futuro do planeta e das crian&ccedil;as da atual gera&ccedil;&atilde;o est&aacute; em risco. A mobiliza&ccedil;&atilde;o de indignados em todos os continentes refor&ccedil;a a discuss&atilde;o sobre novos modelos de gest&atilde;o, baseados em iniciativas que tenham forte componente de integra&ccedil;&atilde;o com as propostas &eacute;ticas e de sustentabilidade. <\/span><\/p>\n<p class=\"normal\" style=\"margin-top: 4pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9pt; text-align: justify; line-height: 145%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 145%; background: white;\">H&aacute; empresas verdadeiramente empenhadas em levar adiante projetos que assegurem novas abordagens no relacionamento com a comunidade. Para as grandes empresas, principalmente para as que atuam na &aacute;rea industrial, os desafios s&atilde;o maiores. O tamanho delas, com a diversidade de &aacute;reas internas e segmentos de atua&ccedil;&atilde;o, e a multiplicidade de interesses tornam mais complexo o processo de implanta&ccedil;&atilde;o de c&oacute;digos de &eacute;tica e de estrat&eacute;gias de produ&ccedil;&atilde;o com m&eacute;todos sustent&aacute;veis. A complexidade explica porque a Natura, empresa brasileira tida como padr&atilde;o em sustentabilidade, caiu da terceira posi&ccedil;&atilde;o para a 23&ordf; na lista anual da revista Forbes sobre as empresas mais compromissadas com o planeta. A vigil&acirc;ncia precisa ser permanente para que o foco n&atilde;o seja perdido. <\/span><\/p>\n<p class=\"normal\" style=\"margin-top: 4pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9pt; text-align: justify; line-height: 145%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 145%; background: white;\">Hoje, empresas como a Amanco, uma das maiores fabricantes de tubos e conex&otilde;es do mundo, e a Anglo American, na &aacute;rea de minera&ccedil;&atilde;o, recorrem a tecnologias alternativas e a programas de integra&ccedil;&atilde;o com as comunidades onde atuam, como iniciativas de foco em sustentabilidade. Outras, como a Siemens, envolvida em casos de corrup&ccedil;&atilde;o no Brasil, instalam sistemas denominados de &ldquo;compliance&rdquo; &ndash; controle interno &ndash; para inibir condutas il&iacute;citas de seus executivos. Mais empresas adotam os programas semelhantes, seja por consci&ecirc;ncia das mudan&ccedil;as globais, seja por conta da evolu&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o, como a lei Anticorrup&ccedil;&atilde;o que estende a responsabilidade por crimes &agrave;s empresas e seus principais executivos.<\/span><\/p>\n<p class=\"normal\" style=\"margin-top: 4pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9pt; text-align: justify; line-height: 145%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 145%; background: white;\">Pequenas empresas t&ecirc;m maior capacidade de gerar exemplos positivos de integra&ccedil;&atilde;o entre prioridades &eacute;ticas e de sustentabilidade. Como em Montes Claros, no Norte de Minas, onde a sorveteria Gosto do Cerrado obteve reconhecimento pelas iniciativas desenvolvidas. Iniciativas incluem desde o est&iacute;mulo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel de plantas t&iacute;picas da regi&atilde;o at&eacute; a responsabilidade social e a ado&ccedil;&atilde;o do conceito de &ldquo;com&eacute;rcio justo&rdquo;, que promove o pagamento em valores que garantam melhores condi&ccedil;&otilde;es de remunera&ccedil;&atilde;o para os produtores. <\/span><\/p>\n<p class=\"normal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">A empresa estimula, com o apoio do Sebrae de Minas, pequenos produtores a criar estrutura de produ&ccedil;&atilde;o de frutas t&iacute;picas da regi&atilde;o, como araticum, umbu, capim santo e coquinho azedo. Ou o pequi, a planta mais t&iacute;pica da regi&atilde;o. Frutos que, tradicionalmente, s&atilde;o coletadas diretamente nos campos, como atividade extrativa. E que por isso mesmo correm o risco de extin&ccedil;&atilde;o. Ao estimular m&eacute;todos de planta&ccedil;&atilde;o e colheita, a sorveteria contribui ativamente para reverter os h&aacute;bitos extrativistas. Serve como exemplo que vai sendo disseminado entre os produtores. E ao praticar o pagamento pelo valor mais justo, contribui para o fortalecimento das comunidades. S&atilde;o estes exemplos que far&atilde;o diferen&ccedil;a no futuro.<\/span><\/p>\n<p class=\"normal\" style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">Carlos Ant&ocirc;nio Pl&aacute;cido Teixeira<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desafios da integra&ccedil;&atilde;o entre &eacute;tica e sustentabilidade No cen&aacute;rio da crise mundial, marcado pelo baixo crescimento das economias dos Estados Unidos e da maioria dos pa&iacute;ses desenvolvidos da Europa, com impactos sobre o mercado brasileiro, as corpora&ccedil;&otilde;es tendem a ser colocadas contra a parede para assumir compromissos com o futuro. 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