{"id":1673,"date":"2018-07-27T07:57:13","date_gmt":"2018-07-27T10:57:13","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=1673"},"modified":"2018-07-27T07:57:13","modified_gmt":"2018-07-27T10:57:13","slug":"oit-se-preocupa-com-crise-global-da-economia-de-cuidado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/oit-se-preocupa-com-crise-global-da-economia-de-cuidado\/","title":{"rendered":"OIT se preocupa com crise global da economia de cuidado"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1680\" aria-describedby=\"caption-attachment-1680\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/avo-e-neto-foto-onu.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1680\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/avo-e-neto-foto-onu.jpg\" alt=\"OIT pede a&ccedil;&atilde;o urgente para prevenir crise global da economia de cuidado\" width=\"960\" height=\"639\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/avo-e-neto-foto-onu.jpg 960w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/avo-e-neto-foto-onu-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/avo-e-neto-foto-onu-768x511.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/avo-e-neto-foto-onu-480x320.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1680\" class=\"wp-caption-text\">OIT pede a&ccedil;&atilde;o urgente para prevenir crise global da economia de cuidado<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho<\/p>\n<p>Os investimentos na economia de cuidado precisam ser dobrados para evitar uma crise global no setor, afirma um novo relat&oacute;rio da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT). De acordo com a publica&ccedil;&atilde;o, 2,1 bilh&otilde;es de pessoas precisavam de cuidados em 2015, incluindo 1,9 bilh&atilde;o de crian&ccedil;as com menos de 15 anos e 200 milh&otilde;es de idosos. Pesquisa alerta que mulheres realizam 76,2% do trabalho de cuidado n&atilde;o remunerado.<\/p>\n<p>Os investimentos na economia de cuidado precisam ser dobrados para evitar uma crise global no setor, afirma um novo relat&oacute;rio da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT) lan&ccedil;ado hoje (28).<\/p>\n<p>Mudan&ccedil;as radicais nas pol&iacute;ticas devem abordar a necessidade crescente de servi&ccedil;os de cuidado e enfrentar a enorme disparidade entre as responsabilidades que recaem sobre mulheres e homens. Os dados mostram que as mulheres s&atilde;o respons&aacute;veis por mais de tr&ecirc;s quartos do tempo gasto em trabalho de cuidado n&atilde;o remunerado.<\/p>\n<p>Cerca de 269 milh&otilde;es de novos empregos poderiam ser criados se os investimentos em educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e assist&ecirc;ncia social fossem duplicados at&eacute; 2030, afirma o relat&oacute;rio.<\/p>\n<h2>Demanda<\/h2>\n<p>De acordo com a publica&ccedil;&atilde;o &ldquo;Trabalho e emprego na economia de cuidado para o futuro do trabalho decente&rdquo;, 2,1 bilh&otilde;es de pessoas precisavam de cuidados em 2015, incluindo 1,9 bilh&atilde;o de crian&ccedil;as menores de 15 anos e 200 milh&otilde;es de idosos. At&eacute; 2030, esse n&uacute;mero deve chegar a 2,3 bilh&otilde;es, impulsionado por mais 200 milh&otilde;es de idosos e crian&ccedil;as.<\/p>\n<p>&ldquo;A proemin&ecirc;ncia global de fam&iacute;lias nucleares e de fam&iacute;lias com apenas uma m&atilde;e ou pai, aliada ao crescimento do emprego de mulheres em certos pa&iacute;ses, aumenta a demanda por trabalhadores e trabalhadoras na economia de cuidado. Se n&atilde;o forem tratados de maneira adequada, os atuais d&eacute;ficits no setor e na sua qualidade criar&atilde;o uma grave e insustent&aacute;vel crise global na economia de cuidado e aumentar&atilde;o ainda mais as desigualdades de g&ecirc;nero no mundo do trabalho&rdquo;, disse a principal autora do relat&oacute;rio, Laura Addati.<\/p>\n<p>Dados de 64 pa&iacute;ses que representam dois ter&ccedil;os da popula&ccedil;&atilde;o global em idade ativa mostram que 16,4 bilh&otilde;es de horas por dia s&atilde;o gastas em trabalho de cuidado n&atilde;o remunerado &ndash; o equivalente a 2 bilh&otilde;es de pessoas trabalhando 8 horas por dia sem remunera&ccedil;&atilde;o. Se esses servi&ccedil;os fossem avaliados com base em um sal&aacute;rio m&iacute;nimo por hora, eles representariam 9% do PIB global ou US$ 11 trilh&otilde;es (paridade do poder de compra em 2011).<\/p>\n<h2>Mulheres: peso do trabalho n&atilde;o remunerado<\/h2>\n<p>Segundo o relat&oacute;rio, as mulheres realizam 76,2% do total de horas de trabalho de cuidado n&atilde;o remunerado, mais que o triplo dos homens.&nbsp;Em alguns pa&iacute;ses, a contribui&ccedil;&atilde;o dos homens para o trabalho de cuidado n&atilde;o remunerado aumentou nos &uacute;ltimos 20 anos. No entanto, nos 23 pa&iacute;ses que fornecem esses dados, a desigualdade de g&ecirc;nero no que diz respeito ao tempo dedicado &agrave;s responsabilidades de cuidado n&atilde;o remunerado diminuiu apenas 7 minutos por dia nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas.<\/p>\n<p>&ldquo;Nesse ritmo, ser&atilde;o necess&aacute;rios 210 anos para acabar com a desigualdade de g&ecirc;nero no trabalho de cuidado n&atilde;o remunerado nesses pa&iacute;ses. O ritmo glacial dessas mudan&ccedil;as questiona a efic&aacute;cia das pol&iacute;ticas passadas e atuais em abordar a extens&atilde;o e a divis&atilde;o do trabalho de cuidado n&atilde;o remunerado nos &uacute;ltimos 20 anos&rdquo;, disse a chefe do Departamento de G&ecirc;nero, Igualdade e Diversidade e da &aacute;rea de AIDS da OIT, Shauna Olney.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio afirma que o trabalho de cuidado n&atilde;o remunerado &eacute; a principal barreira que impede as mulheres de entrar, permanecer e progredir na for&ccedil;a de trabalho. Em 2018, 606 milh&otilde;es de mulheres em idade ativa disseram que n&atilde;o conseguiam trabalhar por causa do trabalho de cuidado n&atilde;o remunerado. Apenas 41 milh&otilde;es de homens disseram que n&atilde;o estavam na for&ccedil;a de trabalho pelo mesmo motivo.<\/p>\n<p>Um relat&oacute;rio conjunto da OIT e da Gallup de 2017 revelou que a maioria das mulheres no mundo preferia trabalhar em empregos remunerados, incluindo aquelas que n&atilde;o est&atilde;o no mercado de trabalho, e que os homens concordam. Constatou-se tamb&eacute;m que os maiores desafios identificados, tanto por mulheres quanto por homens, para as mulheres que trabalham em empregos remunerados foram o equil&iacute;brio entre trabalho e fam&iacute;lia e a falta de servi&ccedil;os de cuidado acess&iacute;veis. &ldquo;Isso significa que um grande n&uacute;mero de mulheres poderia ter acesso a empregos remunerados por meio do acesso universal a pol&iacute;ticas, servi&ccedil;os e infraestrutura de cuidado&rdquo;, destacou Olney.<\/p>\n<h2>Necessidade de aumento de gastos na economia de cuidado<\/h2>\n<p>O relat&oacute;rio defende um caminho para a economia de cuidado que resultaria num total de 475 milh&otilde;es de empregos no setor at&eacute; 2030, ou seja, 269 milh&otilde;es de empregos adicionais em compara&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de empregos existentes em 2015. Isso implica um total de gastos p&uacute;blicos e privados na economia de cuidado de US$ 18,4 trilh&otilde;es ou 18,3% do PIB total projetado. Esse investimento permitiria aos pa&iacute;ses atingir v&aacute;rias metas de quatro Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS) das Na&ccedil;&otilde;es Unidas at&eacute; 2030: ODS 3 (sa&uacute;de e bem-estar), ODS 4 (educa&ccedil;&atilde;o de qualidade), ODS 5 (igualdade de g&ecirc;nero) e ODS 8 (trabalho decente e crescimento econ&ocirc;mico).<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio tamb&eacute;m mostra que a maioria dos trabalhadores da economia de cuidado s&atilde;o mulheres, frequentemente migrantes e que trabalham na economia informal sob condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias e com baixos sal&aacute;rios.<\/p>\n<p>&ldquo;Avan&ccedil;ar no caminho certo para a economia de cuidado significa reconhecer, reduzir e redistribuir o trabalho de cuidado n&atilde;o remunerado e conquistar trabalho decente para os trabalhadores e trabalhadoras do setor, incluindo dom&eacute;sticos (as) e migrantes. A baixa qualidade dos empregos na economia de cuidado leva a um trabalho de baixa qualidade. Nosso relat&oacute;rio pede mudan&ccedil;as radicais nas pol&iacute;ticas de cuidado, macroecon&ocirc;mica, prote&ccedil;&atilde;o social, trabalho e migra&ccedil;&atilde;o&rdquo;, concluiu Addati.<\/p>\n<h2>Outras conclus&otilde;es importantes:<\/h2>\n<ul>\n<li>M&atilde;es de crian&ccedil;as com menos de 6 anos s&atilde;o as mais prejudicadas, com apenas 47,6% delas empregadas;<\/li>\n<li>cuidadores n&atilde;o remunerados tamb&eacute;m s&atilde;o penalizados na qualidade do trabalho: morar com uma crian&ccedil;a menor de 6 anos implica uma perda de quase 1 hora de trabalho remunerado por semana para mulheres e um aumento no tempo de trabalho remunerado de 18 minutos por semana para homens;<\/li>\n<li>as atitudes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; divis&atilde;o de g&ecirc;nero do trabalho de cuidado remunerado e n&atilde;o remunerado est&atilde;o mudando, mas o modelo de fam&iacute;lia do &ldquo;homem-provedor&rdquo; permanece muito enraizado nas sociedades, juntamente com o papel de cuidado das mulheres na fam&iacute;lia, que continua sendo central;<\/li>\n<li>em 2016, apenas 42% dos 184 pa&iacute;ses com dados dispon&iacute;veis cumpriram os padr&otilde;es m&iacute;nimos estabelecidos na Conven&ccedil;&atilde;o 183 da OIT sobre Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Maternidade;<\/li>\n<li>no mesmo ano, 39% dos 184 pa&iacute;ses com dados dispon&iacute;veis n&atilde;o tinham nenhuma licen&ccedil;a garantida por lei para os pais (remunerada ou n&atilde;o remunerada);<\/li>\n<li>globalmente, as taxas brutas de matr&iacute;cula em servi&ccedil;os de primeira inf&acirc;ncia para crian&ccedil;as menores de 3 anos eram de apenas 18,3% em 2015 e quase n&atilde;o chegavam a 57% para crian&ccedil;as de 3 a 6 anos;<\/li>\n<li>os servi&ccedil;os de cuidado de longo prazo s&atilde;o quase inexistentes na maioria dos pa&iacute;ses africanos, latino-americanos e asi&aacute;ticos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Acesse o relat&oacute;rio completo em: <a href=\"https:\/\/www.ilo.org\/global\/publications\/books\/WCMS_633135\/lang%E2%80%93en\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.ilo.org\/global\/publications\/books\/WCMS_633135\/lang&ndash;en\/index.htm<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":1680,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,19,16],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1673","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-insights","9":"category-tendencias-setores"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/avo-e-neto-foto-onu.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1673","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1673"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1673\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1680"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}