{"id":16725,"date":"2021-05-08T18:12:42","date_gmt":"2021-05-08T21:12:42","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=16725"},"modified":"2021-05-12T09:11:32","modified_gmt":"2021-05-12T12:11:32","slug":"tecnologia-nao-sera-capaz-de-compensar-os-empregos-eliminados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/tecnologia-nao-sera-capaz-de-compensar-os-empregos-eliminados\/","title":{"rendered":"Tecnologia n\u00e3o ser\u00e1 capaz de compensar os empregos eliminados"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/mutirao-do-emprego-foto-agencia-brasil.jpg\" alt=\"fila de pessoas buscando empregos em s&atilde;o paulo. \nFoto: agencia brasil\" class=\"wp-image-16749\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/mutirao-do-emprego-foto-agencia-brasil.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/mutirao-do-emprego-foto-agencia-brasil-300x225.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/mutirao-do-emprego-foto-agencia-brasil-768x576.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/mutirao-do-emprego-foto-agencia-brasil-80x60.jpg 80w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/mutirao-do-emprego-foto-agencia-brasil-160x120.jpg 160w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/mutirao-do-emprego-foto-agencia-brasil-265x198.jpg 265w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/mutirao-do-emprego-foto-agencia-brasil-696x522.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Foto: Ag&ecirc;ncia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Saiba porque os argumentos otimistas sobre o futuro da oferta de empregos n&atilde;o se sustentam<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><em>Carlos Pl&aacute;cido Teixeira<br>Jornalista I Radar do Futuro<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Contra a corrente otimista dos evangelizadores de um mundo melhor, a minha percep&ccedil;&atilde;o ao olhar para o horizonte dos mercados de trabalho os pr&oacute;ximos anos &eacute;, diria, bem mais pessimista. N&atilde;o quero ser o chato, o estraga prazeres ou o mal humorado da turma. Apenas considero que, se voc&ecirc; deseja entender o futuro, n&atilde;o siga os ilusionistas, nem os iludidos. Precisamos ser otimistas, sim. Mas um pouco de senso de realidade tamb&eacute;m &eacute; bom.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que n&atilde;o ser&atilde;o criadas vagas de empregos suficientes para reduzir os efeitos da elimina&ccedil;&atilde;o? Primeiro, os mesmos <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/concursos-e-emprego\/noticia\/2020\/10\/21\/automacao-deve-fechar-85-milhoes-de-empregos-diz-relatorio-do-forum-economico-mundial.ghtml\" class=\"rank-math-link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ilusionistas<\/a> entram em contradi&ccedil;&atilde;o ao anunciar que n&atilde;o teremos empregos no futuro, mas trabalhos. Estes ser&atilde;o necess&aacute;rios inclusive para que o pr&oacute;prio capitalismo se mantenha. Perceba a contradi&ccedil;&atilde;o: o futuro &eacute; das atividades remuneradas sem v&iacute;nculos &ldquo;de carteira assinada&rdquo;, em portugu&ecirc;s objetivo. Logo, a expectativa &eacute; de que voc&ecirc;, formado no que for, tender&aacute; a ser uma &ldquo;pessoa jur&iacute;dica&rdquo; ou aut&ocirc;nomo, empreendedor ou simplesmente um informal. Sem acesso a  direitos, f&eacute;rias remuneradas, fundo de garantia ou qualquer outra garantia.  <\/p>\n\n\n\n<p>Ent&atilde;o, a conclus&atilde;o &eacute; de que poderemos ter mais &ldquo;vagas de trabalho&rdquo;, sim. Mas n&atilde;o &ldquo;vagas de emprego&rdquo;. Ficou claro? A n&atilde;o ser, claro, que sua profiss&atilde;o seja relacionada, em determinado momentos e condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, com escassez. Tipo assim: um desenvolvedor de algo com poucos especialistas e que, portanto, falte no mercado. Este poder&aacute; ter uma carteira assinada. Ou condi&ccedil;&otilde;es de pessoa jur&iacute;dica em condi&ccedil;&otilde;es bem vantajosas. Mas tamb&eacute;m podendo lidar com a precariedade das rela&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n\n\n\n<p>Um par&ecirc;nteses importante: emprego e trabalho s&atilde;o coisas diferentes e h&aacute; muito texto gerador de confus&otilde;es. Uma quest&atilde;o raramente ressaltada no discurso dos evangelizadores da aliena&ccedil;&atilde;o. Emprego diz respeito &agrave; formaliza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre detentores de um neg&oacute;cio ou atividade e um prestador de servi&ccedil;os, vendedor de sua m&atilde;o de obra. Pressup&otilde;e um contrato, carteira de trabalho, condi&ccedil;&otilde;es acordadas, hor&aacute;rio de trabalho, presen&ccedil;a comprovada. Trabalho, aqui, se relaciona com qualquer atividade de produ&ccedil;&atilde;o para terceiros, sem as garantias de uma rela&ccedil;&atilde;o formal.<\/p>\n\n\n\n<p>A informaliza&ccedil;&atilde;o e precariza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-sao-tendencias\/\" target=\"_self\" title=\"Confira o que s&atilde;o tend&ecirc;ncias, os fatos ou fen&ocirc;menos que podem acontecer em algum momento adiante na hist&oacute;ria da sociedade, como um novo comportamento individual ou de um grupo\" class=\"encyclopedia\">tend&ecirc;ncias<\/a> globais, como efeito do esvaziamento do conceito de Estado como intermedi&aacute;rio de for&ccedil;as desiguais. No mundo, o poder econ&ocirc;mico se imp&otilde;e na desregulamenta&ccedil;&atilde;o de atividades e profiss&otilde;es e do relacionamento com os trabalhadores. A legisla&ccedil;&atilde;o e a ideologia predominante favorecem a terceiriza&ccedil;&atilde;o, contrata&ccedil;&otilde;es por hora ou por projetos. Em pa&iacute;ses perif&eacute;ricos, com baixa sofistica&ccedil;&atilde;o produtiva, como o Brasil, a desindustrializa&ccedil;&atilde;o e a depend&ecirc;ncia de &aacute;reas de agroneg&oacute;cios, com&eacute;rcio e servi&ccedil;os, a predomin&acirc;ncia de atividades informais e mal remuneradas tende a ser ainda mais acentuada. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A revolu&ccedil;&atilde;o &eacute; digital<\/h2>\n\n\n\n<p>Outra confus&atilde;o comum, propagada pelos otimistas do futuro do mercado de trabalho, envolve a realiza&ccedil;&atilde;o de proje&ccedil;&otilde;es lineares. &ldquo;Nas etapas anteriores da Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial, o desenvolvimento de novas m&aacute;quinas gerou mais empregos&rdquo;, dizem. Na realidade, o argumento leva em conta uma continuidade do movimento iniciado com o desenvolvimento das primeiras m&aacute;quinas a vapor, constru&iacute;das na Inglaterra durante o s&eacute;culo XVIII, que viabilizam o aumento da produ&ccedil;&atilde;o de mercadorias. Cada inova&ccedil;&atilde;o criada para a ind&uacute;stria levava &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novos empregos. Inclusive de novos trabalhadores respons&aacute;veis pelo acionamento de bot&otilde;es.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, &eacute; poss&iacute;vel imaginar m&aacute;quinas completamente automatizadas. No futuro, talvez sequer seja necess&aacute;rio algu&eacute;m para ligar um fio na tomada para que a m&aacute;quina funcione. E a&iacute; reside uma diferen&ccedil;a fundamental. A revolu&ccedil;&atilde;o atual &eacute; isso mesmo, uma revolu&ccedil;&atilde;o, disruptiva por defini&ccedil;&atilde;o. Enquanto a era anterior tinha a marca do anal&oacute;gico, dos equipamentos f&iacute;sicos, mec&acirc;nicos. O momento agora tem a marca da <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/digitalizacao\/\" target=\"_self\" title=\"Digitaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o processo que transforma coisas anal&oacute;gicas, ou seja, algo com exist&ecirc;ncia f&iacute;sica, como um documento, uma foto, um disco de vinil ou seu ambiente de trabalho, em sistemas ou recursos acess&iacute;veis por computador.\" class=\"encyclopedia\">digitaliza&ccedil;&atilde;o<\/a>: a revolu&ccedil;&atilde;o &eacute; digital. M&aacute;quinas do passado precisavam de gente para apertar bot&otilde;es. As de hoje demandam programadores. Um processo que possibilita, pelo menos em tese, uma f&aacute;brica &ldquo;100% free&rdquo; de funcion&aacute;rios empregados. <\/p>\n\n\n\n<p>Talvez alguns prestadores de servi&ccedil;os sejam mantidos, assim como supervisores de alta qualifica&ccedil;&atilde;o, respons&aacute;veis mais pelos neg&oacute;cios do que pelo ch&atilde;o de f&aacute;brica propriamente. O que leva a outro argumento contra o otimismo e otimistas. Tais funcion&aacute;rios &ndash; prestadores de servi&ccedil;os &mdash; podem, j&aacute; hoje, desempenhar suas fun&ccedil;&otilde;es a dist&acirc;ncia. A tecnologia favorece o desempenho de tarefas remotamente. Em mineradoras, apenas um funcion&aacute;rio &eacute; capaz de administrar v&aacute;rios caminh&otilde;es de grande porte usando, como interface, v&iacute;deos instalados em centrais.     <\/p>\n\n\n\n<p>N&atilde;o h&aacute; como a intelig&ecirc;ncia artificial criar oportunidades capazes de compensar todos os cortes que ser&atilde;o gerados pelo seu caminho. Ao contr&aacute;rio, imagino que sistemas inteligentes ser&atilde;o capazes de eliminar, com o tempo, fun&ccedil;&otilde;es que ela mesma cria. &Eacute; a l&oacute;gica de um conceito que tem dentro dela mesma um segmento chamado de &ldquo;machine learning&rdquo;. Ou seja, aprendizado de m&aacute;quina. At&eacute; mesmo os tecn&oacute;logos podem correr riscos no futuro. <\/p>\n\n\n\n<p>Apenas para ilustrar como o processo autof&aacute;gico da tecnologia ocorre, temos pelo menos um exemplo. Na &aacute;rea de desenvolvimento da internet, por volta do ano 2000 cada novo site criado demandava a participa&ccedil;&atilde;o de programadores, com especialidades, por exemplo, em linguagem de marca&ccedil;&atilde;o de hipertexto (HTML, da sigla em ingl&ecirc;s), utilizada como marca&ccedil;&atilde;o para desenvolver p&aacute;ginas e documentos eletr&ocirc;nicos. Hoje, sistemas de gerenciamento de conte&uacute;do (CMS, do ingl&ecirc;s),  possibilitam a constru&ccedil;&atilde;o de sites rapidamente, sem qualquer interven&ccedil;&atilde;o dos seus criadores, os tecn&oacute;logos.  <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rotina: alvo priorit&aacute;rio<\/h2>\n\n\n\n<p>Leve em considera&ccedil;&atilde;o que m&aacute;quinas s&atilde;o criadas para isso mesmo, aumentar a produtividade. Como jornalista especializado em cobertura de economia, neg&oacute;cios e finan&ccedil;as, sempre tive a impress&atilde;o de que empres&aacute;rios s&oacute; t&ecirc;m orgulho do n&uacute;mero de empregos criados quando anunciam novos investimentos. No mundo real, podemos chamar isso de &ldquo;conversa para boi dormir&rdquo;. A mat&eacute;ria &ldquo;<a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/futuro-do-trabalho-a-agenda-oculta-das-elites\/\" class=\"rank-math-link\">Futuro do trabalho: a agenda oculta das elites<\/a>&ldquo;, publicada pelo <strong>Radar do Futuro<\/strong> em janeiro de 2019, com base em informa&ccedil;&otilde;es da The New York Times Magazine, comprovou a diferen&ccedil;a entre discursos p&uacute;blicos e privados durante o encontro anual do F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Sim, as principais lideran&ccedil;as empresariais do mundo desejam eliminar empregos, ao contr&aacute;rio do que dizem em ambientes p&uacute;blicos, onde demonstram preocupa&ccedil;&atilde;o com os impactos da automa&ccedil;&atilde;o e da intelig&ecirc;ncia artificial. Nas rodas de conversas privadas, os altos executivos deixam claro que o corte de trabalhadores &eacute; prioridade nas metas das organiza&ccedil;&otilde;es&rdquo;, diz o texto. Kevin Roose, colunista da revista, assegura que eles nunca admitem isso em p&uacute;blico. &ldquo;Mas muitos dos seus chefes querem que as m&aacute;quinas substituam voc&ecirc; o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>Na &eacute;poca, um relat&oacute;rio do F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial estimava que, dos 1,37 milh&atilde;o de trabalhadores projetados para serem totalmente deslocados pela automa&ccedil;&atilde;o na d&eacute;cada de 2020, apenas um em cada quatro pode ser lucrativamente reutilizado por programas do setor privado. O resto, presumivelmente, precisar&aacute; se defender sozinho ou depender da ajuda do governo. &ldquo;A escolha n&atilde;o &eacute; entre automa&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o-automa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse Erik Brynjolfsson, diretor da Iniciativa sobre a Economia Digital do MIT. &ldquo;&Eacute; entre usar a tecnologia de uma maneira que crie prosperidade compartilhada ou mais concentra&ccedil;&atilde;o de riqueza.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>No cen&aacute;rio de decis&otilde;es que levam em conta, acima de tudo, os acionistas e os interesses do sistema financeiro, &eacute; bastante razo&aacute;vel repetir a percep&ccedil;&atilde;o de que tudo o que puder ser automatizado, robotizado ou digitalizado, ser&aacute;. A&iacute; reside novo argumento sobre a capacidade de cria&ccedil;&atilde;o de empregos que compense as perdas. Rotinas s&atilde;o o alvo priorit&aacute;rio das companhias de todos os setores, interessadas em assegurar aumento da produtividade e, consequentemente, de ganhos. <\/p>\n\n\n\n<p>Caixas de supermercados, vendedores de lojas, faxineiras, porteiros, assistentes administrativos, motoristas de caminh&atilde;o e operadores de m&aacute;quinas est&atilde;o, neste momento tendo suas atividades descritas em operadores de &lsquo;se\/ent&atilde;o&rsquo; e digitalizados, o que vai possibilitar a substitui&ccedil;&atilde;o por sistemas. O tamanho do<a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/as-profissoes-que-vao-sofrer-com-desemprego-em-massa\/\" class=\"rank-math-link\"> impacto<\/a> &eacute; enorme. Dez profiss&otilde;es representam quase 30% dos empregos formais no Brasil. S&atilde;o mais de 10 milh&otilde;es de pessoas em postos de trabalho com maior risco de extin&ccedil;&atilde;o nos pr&oacute;ximos anos. <\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que todos se qualifiquem para buscar oportunidades em novas fun&ccedil;&otilde;es, em um cen&aacute;rio em que a economia anda a passos lentos e h&aacute; aus&ecirc;ncia de investimentos p&uacute;blicos e privados, as perspectivas de cria&ccedil;&atilde;o de emprego s&atilde;o as piores poss&iacute;veis. Mesmo em setores de profiss&otilde;es m&eacute;dias e de n&iacute;vel superior. Cada vez mais, ser otimista com a capacidade de cria&ccedil;&atilde;o de empregos no futuro ser&aacute; uma tolice caso n&atilde;o ocorra uma mudan&ccedil;a de mentalidade do sistema. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiba porque os argumentos otimistas sobre o futuro da oferta de empregos n&atilde;o se sustentam<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16749,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[273,1925,2776,249,154],"class_list":{"0":"post-16725","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"tag-desemprego","9":"tag-emprego","10":"tag-futuro-do-desemprego","11":"tag-futuro-do-emprego","12":"tag-futuro-do-trabalho"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/mutirao-do-emprego-foto-agencia-brasil.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16725","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16725"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16725\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16749"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16725"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16725"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16725"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}