{"id":16564,"date":"2021-04-25T16:42:00","date_gmt":"2021-04-25T19:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=16564"},"modified":"2021-04-25T16:42:05","modified_gmt":"2021-04-25T19:42:05","slug":"crise-ambiental-plano-para-amazonia-mantem-desmatamento-em-alta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/crise-ambiental-plano-para-amazonia-mantem-desmatamento-em-alta\/","title":{"rendered":"Crise ambiental: plano para Amaz\u00f4nia mant\u00e9m desmatamento em alta"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"538\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/desmatamento_amazonia_foto-Policia-Federal-1024x538.jpg\" alt=\"&aacute;rea desmatada na floresta amaz&ocirc;nica - foto Pol&iacute;cia Federal\" class=\"wp-image-16565\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/desmatamento_amazonia_foto-Policia-Federal-1024x538.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/desmatamento_amazonia_foto-Policia-Federal-300x158.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/desmatamento_amazonia_foto-Policia-Federal-768x403.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/desmatamento_amazonia_foto-Policia-Federal-696x365.jpg 696w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/desmatamento_amazonia_foto-Policia-Federal.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Par&aacute; PA 22 12 2020 A Pol&iacute;cia Federal anunciou, ontem, ter feito &ldquo;a maior apreens&atilde;o de madeira nativa da hist&oacute;ria do Brasil&rdquo;. Ao longo de v&aacute;rios dias, os agentes apreenderam 43,7 mil toras, com 131,1 mil metros c&uacute;bicos de madeira bruta, extra&iacute;da de uma &aacute;rea de 20 mil quil&ocirc;metros quadrados. Ela fica no extremo oeste do Par&aacute;, na divisa com o vizinho Estado do Amazonas. S&atilde;o as duas maiores unidades federativas do pa&iacute;s (em conjunto, ocupam um quarto do territ&oacute;rio nacional).S&oacute; a madeira j&aacute; computada &eacute; mais do que o dobro da maior apreens&atilde;o anterior, efetuada 10 anos atr&aacute;s, em 2010. Foram 65 mil metros c&uacute;bicos de madeira, retirada da Reserva Extrativista (Resex) Renascer, tamb&eacute;m no oeste do Par&aacute;.foto PF (via Amazonia Real)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br><strong>Especialistas criticam meta apresentada para 2022, que refor&ccedil;a a crise ambiental, com desmatamento 16% maior do que o registrado um ano antes do in&iacute;cio do governo Bolsonaro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Herton Escobar<br>Arte: Mois&eacute;s Dorado<br><em><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/\" class=\"rank-math-link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jornal da USP<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal divulgou nesta semana o seu Plano Amaz&ocirc;nia 2021-2022, com uma s&eacute;rie de objetivos e diretrizes para o combate ao desmatamento na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica nos pr&oacute;ximos dois anos. A meta principal do plano &eacute; surpreendente: &ldquo;Reduzir at&eacute; o final de 2022 os il&iacute;citos ambientais e fundi&aacute;rios, particularmente as queimadas e o desmatamento ilegal, aos n&iacute;veis da m&eacute;dia hist&oacute;rica do PRODES (2016\/2020)&rdquo;. Acontece que a m&eacute;dia de desmatamento nesses &uacute;ltimos cinco anos foi de 8.790 km2\/ano, uma taxa 16% maior do que a &aacute;rea que foi desmatada em 2018, &uacute;ltimo ano antes da elei&ccedil;&atilde;o de Jair Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<p>Comparada &agrave; m&eacute;dia dos dez anos anteriores &agrave; atual gest&atilde;o (6.493 km2), a meta proposta corresponde a um aumento de 35%. A &uacute;ltima vez que o desmatamento foi maior do que 8 mil km2 foi 13 anos atr&aacute;s, em 2008, quando foram desmatados 12.900 km2 de floresta. Ou seja: a proposta do governo, na melhor das hip&oacute;teses, &eacute; manter o desmatamento num patamar bem acima da m&eacute;dia de anos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Taxa de desmatamento na Amaz&ocirc;nia Legal (1988-2020)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-style-default\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/amazonia-meta.jpg?fit=992%2C696&amp;ssl=1\" alt=\"\"><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: INPE\/PRODES-TerraBrasilis<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/resolucao-n-3-de-9-de-abril-de-2021-314033004\" class=\"rank-math-link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&iacute;ntegra do plano<\/a> foi publicada no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o nesta quarta-feira, 14 de abril, &agrave;s v&eacute;speras da C&uacute;pula do Clima, organizada pelo presidente americano Joe Biden (marcada para 22 e 23 de abril), e em meio a mais uma s&eacute;rie de pol&ecirc;micas envolvendo o Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA) e as pol&iacute;ticas ambientais do governo Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das diretrizes do novo plano amaz&ocirc;nico &eacute;: &ldquo;Transmitir mensagem clara e direta de que este Governo n&atilde;o tolera qualquer a&ccedil;&atilde;o &agrave; margem da Lei&rdquo;, algo que n&atilde;o tem sido f&aacute;cil para o governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Este m&ecirc;s, por exemplo, o ministro Ricardo Salles entrou em confronto p&uacute;blico com o chefe da Pol&iacute;cia Federal (PF) no Amazonas, Alexandre Saraiva, por causa de uma apreens&atilde;o recorde de madeira (cerca de 40 mil toras) feita no Estado em dezembro. A PF diz que toda a madeira &eacute; de origem ilegal, extra&iacute;da de terras griladas, mas o ministro argumenta que n&atilde;o h&aacute; provas dessa ilegalidade, e chegou a viajar duas vezes para o Amazonas, para pressionar pela libera&ccedil;&atilde;o da carga apreendida (avaliada em R$ 55 milh&otilde;es).<\/p>\n\n\n\n<p>Na quarta-feira (mesmo dia da publica&ccedil;&atilde;o do Plano Amaz&ocirc;nia), Saraiva apresentou uma not&iacute;cia-crime contra Salles ao Supremo Tribunal Federal (STF), acusando o ministro de tentar atrapalhar as investiga&ccedil;&otilde;es. No dia seguinte (ontem, 15 de abril), Saraiva foi sacado da chefia da PF no Amazonas, por ordem do novo diretor-geral da PF, Paulo Maiurino.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra decis&atilde;o pol&ecirc;mica, em novembro, atendendo a uma demanda de empres&aacute;rios do setor madeireiro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis (Ibama) flexibilizou regras para a exporta&ccedil;&atilde;o de madeira nativa do Brasil &mdash; eliminando a necessidade de autoriza&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, tamb&eacute;m foi noticiada a poss&iacute;vel suspens&atilde;o do Programa de &Aacute;reas Protegidas da Amaz&ocirc;nia (Arpa), que desde 2002 financia a prote&ccedil;&atilde;o de mais de uma centena de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o. &ldquo;O contrato que sustenta essa rela&ccedil;&atilde;o &ndash; e consequentemente a execu&ccedil;&atilde;o financeira das atividades do Arpa &ndash; venceu no dia 31 de mar&ccedil;o de 2021 e ainda n&atilde;o h&aacute; uma previs&atilde;o formal da retomada do contrato. Enquanto isso, as atividades programadas pelas unidades de conserva&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m est&atilde;o suspensas, entre elas a&ccedil;&otilde;es de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, a dois meses do in&iacute;cio do per&iacute;odo cr&iacute;tico de desmatamento e queimadas na Amaz&ocirc;nia&rdquo;, diz a reportagem do site O Eco. O Fundo Amaz&ocirc;nia, abastecido principalmente com recursos da Noruega e da Alemanha, tamb&eacute;m foi escanteado pelo governo, com quase R$ 3 bilh&otilde;es parados em caixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso, apesar de o or&ccedil;amento do MMA previsto para este ano ser o menor das &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, segundo um relat&oacute;rio da ONG <a href=\"https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Passando-a-boiada-1.pdf\" class=\"rank-math-link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Observat&oacute;rio do Clima<\/a>, resultando em um colapso de recursos que dever&aacute; restringir gravemente a capacidade de opera&ccedil;&atilde;o das duas principais ag&ecirc;ncias de defesa ambiental do Pa&iacute;s: o Instituto Chico Mendes de Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade (ICMBio) e o Ibama. V&aacute;rias atividades b&aacute;sicas do ICMBio j&aacute; dever&atilde;o ser suspensas a partir deste m&ecirc;s, incluindo os servi&ccedil;os de aeronaves para combate a inc&ecirc;ndios florestais, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Or&ccedil;amento do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente e entidade vinculadas<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-style-default\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/amazonia2.jpg?fit=1024%2C439&amp;ssl=1\" alt=\"\"><\/figure>\n\n\n\n<p><em>&ldquo;Reprodu&ccedil;&atilde;o \/ OC &ndash; Passando a Boiada&rdquo; Fonte: SIOP acesso p&uacute;blico (dados extra&iacute;dos em 06\/01\/2020)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A conserva&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia passou a ser um tema focal nas rela&ccedil;&otilde;es bilaterais entre Brasil e Estados Unidos ap&oacute;s a elei&ccedil;&atilde;o de Joe Biden, que carrega a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento sustent&aacute;vel e o enfrentamento das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais como duas das principais bandeiras de seu governo. Representantes dos dois pa&iacute;ses &mdash; liderados por John Kerry, do lado americano, e Salles, do lado brasileiro &mdash; fizeram diversas reuni&otilde;es nas &uacute;ltimas semanas, em prepara&ccedil;&atilde;o para a C&uacute;pula do Clima. A posi&ccedil;&atilde;o do governo Bolsonaro &eacute; de que o Brasil j&aacute; fez a sua parte na quest&atilde;o clim&aacute;tica e s&oacute; se comprometer&aacute; com a redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento na Amaz&ocirc;nia se receber recursos do exterior para isso. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Salles disse que pediu US$ 1 bilh&atilde;o para reduzir o desmatamento em at&eacute; 40%, em um ano.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;&Eacute; muita cara-de-pau querer que algu&eacute;m pague para voc&ecirc; deixar de compactuar com o crime. &Eacute; t&iacute;pico de uma l&oacute;gica de milicianos&rdquo;, disse ao Jornal da USP o cientista pol&iacute;tico Ricardo Abramovay, professor s&ecirc;nior do Instituto de Energia e Ambiente da USP. O desmatamento &eacute; a principal fonte de emiss&otilde;es de gases do aquecimento global no Brasil; e estudos indicam que quase 100% dessa atividade &eacute; feita de forma ilegal. &ldquo;Zerar o desmatamento na Amaz&ocirc;nia exige uma coisa: que o fanatismo miliciano instalado no Pal&aacute;cio do Planalto deixe de compactuar com a invas&atilde;o de terras p&uacute;blicas e territ&oacute;rios ind&iacute;genas, com a extra&ccedil;&atilde;o ilegal de ouro e com a destrui&ccedil;&atilde;o do que de melhor a floresta pode representar para o Brasil e para o mundo&rdquo;, completa Abramovay.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&ldquo;O jogo agora &eacute; outro&rdquo;<\/h2>\n\n\n\n<p>&ldquo;Nenhum governo estrangeiro vai aceitar uma condi&ccedil;&atilde;o dessas&rdquo;, diz o professor Paulo Artaxo, do Instituto de F&iacute;sica da USP, que h&aacute; d&eacute;cadas estuda a Amaz&ocirc;nia e as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. O plano apresentado pelo governo, segundo ele, implica um aumento do desmatamento em rela&ccedil;&atilde;o ao passado, o que vai totalmente contra os esfor&ccedil;os globais de conserva&ccedil;&atilde;o ambiental e combate ao aquecimento do planeta.&ldquo;N&atilde;o entendo como o Brasil oferece uma meta maior do que a que encontrou, e diz que vai retomar com os &oacute;rg&atilde;os ambientais, mas n&atilde;o faz o mea-culpa dos erros cometidos, e n&atilde;o diz o que vai ser diferente. N&atilde;o tem como acreditar&rdquo;, desabafa, tamb&eacute;m, a ex-ministra do Meio Ambiente do Brasil e copresidente do Painel Internacional de Recursos do Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Meio Ambiente (IRP-Unep), Izabella Teixeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma carta direta ao presidente Biden, enviada na quarta-feira (14), Bolsonaro se comprometeu a zerar o desmatamento ilegal na Amaz&ocirc;nia at&eacute; 2030. N&atilde;o fica claro, por&eacute;m, como essa meta ser&aacute; atingida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Plano Amaz&ocirc;nia 21\/22<\/h2>\n\n\n\n<p>&Aacute;reas priorit&aacute;rias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-style-default\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/amazonia4.jpg?fit=856%2C614&amp;ssl=1\" alt=\"\"><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Conselho Nacional da Amaz&ocirc;nia Legal &ndash; Resolu&ccedil;&atilde;o 3\/2021<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O Plano Amaz&ocirc;nia prev&ecirc; o fim das opera&ccedil;&otilde;es militares na regi&atilde;o &mdash; realizadas por meio da Opera&ccedil;&atilde;o Verde Brasil 2, que se encerra em 30 de abril &mdash; e sua &ldquo;substitui&ccedil;&atilde;o&rdquo; por a&ccedil;&otilde;es mais efetivas de fiscaliza&ccedil;&atilde;o e de combate a il&iacute;citos por outros &oacute;rg&atilde;os de comando e controle.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal estrat&eacute;gia apresentada para atingir essa efetividade consiste em concentrar geograficamente as a&ccedil;&otilde;es numa s&eacute;rie de &aacute;reas batizadas no plano como &ldquo;arco de humaniza&ccedil;&atilde;o&rdquo; &mdash; antigamente chamado de &ldquo;arco do desmatamento&rdquo;. &ldquo;A efetividade no combate ao desmatamento ilegal e &agrave;s queimadas deve ter em conta que a Amaz&ocirc;nia Legal &eacute; extensa (quase 60% do territ&oacute;rio nacional), esparsamente habitada e carece de infraestrutura adequada. Assim, a mitiga&ccedil;&atilde;o dos il&iacute;citos, em curt&iacute;ssimo prazo, depende de uma sele&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas que apresentem os maiores &iacute;ndices de perda da cobertura vegetal e inc&ecirc;ndios&rdquo;, diz o plano. O foco inicial ser&aacute; em 11 munic&iacute;pios que concentram as maiores taxas de desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O plano &eacute; assinado pelo vice-presidente Hamilton Mour&atilde;o, que preside o Conselho Nacional da Amaz&ocirc;nia Legal.<\/p>\n\n\n\n<p>O Plano de A&ccedil;&atilde;o para Preven&ccedil;&atilde;o e Controle do Desmatamento na Amaz&ocirc;nia Legal (PPCDAm), lan&ccedil;ado em 2004 e respons&aacute;vel pela redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento nos 15 anos seguintes, foi abandonado pelo governo Bolsonaro logo no in&iacute;cio de sua gest&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>+ Mais<br><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/crise-ambiental-a-reputacao-do-brasil-se-degrada-diante-do-mundo\/\" class=\"rank-math-link\"><strong>Crise ambiental: a reputa&ccedil;&atilde;o do Brasil se degrada diante do mundo<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas criticam meta apresentada para 2022, que &eacute; 16% maior do que o desmatamento registrado um ano antes do in&iacute;cio do governo Bolsonaro<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":16565,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,22,1423],"tags":[1636,452,2724,2725,1458,147],"class_list":{"0":"post-16564","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-indicadores","9":"category-sustentabilidade","10":"tag-amazonia","11":"tag-crise-climatica","12":"tag-desmatamento","13":"tag-desmatamento-da-amazonia","14":"tag-futuro-do-clima","15":"tag-sustentabilidade"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/desmatamento_amazonia_foto-Policia-Federal.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16564","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16564"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16564\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16565"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16564"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}