{"id":1542,"date":"2018-07-14T16:38:40","date_gmt":"2018-07-14T19:38:40","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=1542"},"modified":"2018-07-14T16:38:40","modified_gmt":"2018-07-14T19:38:40","slug":"os-limites-do-desenvolvimento-da-inteligencia-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/os-limites-do-desenvolvimento-da-inteligencia-artificial\/","title":{"rendered":"Os limites do desenvolvimento da intelig\u00eancia artificial"},"content":{"rendered":"<div class=\"n--noticia__state\">\n<p>Steve Lohr<br>\nThe New York Times<a title=\"The New York Times | International Weekly\" href=\"https:\/\/internacional.estadao.com.br\/nytiw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span class=\"snippet-content\"><span class=\"descricao\">&nbsp;<\/span><\/span><\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"n--noticia__content content\">\n<p>Nos &uacute;ltimos cinco anos, a coisa mais entusiasmante no campo da intelig&ecirc;ncia artificial foi a &aacute;rea conhecida como aprendizado profundo. Esta t&eacute;cnica permite que os computadores aprendam a processar enormes quantidades de dados. Gra&ccedil;as ao aprendizado profundo, eles conseguem identificar com facilidade rostos humanos e reconhecer palavras faladas, fazendo com que outras formas de intelig&ecirc;ncia semelhantes &agrave; humana, de repente, pare&ccedil;am estar ao nosso alcance.<\/p>\n<p>Google, Facebook e Microsoft investiram pesadamente no aprendizado profundo. Start-ups que pesquisam coisas como diferentes curas do c&acirc;ncer e automa&ccedil;&atilde;o em tarefas da &aacute;rea administrativa se gabam de sua per&iacute;cia no campo do aprendizado profundo. E o aumento da capacidade na percep&ccedil;&atilde;o da tecnologia e na combina&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es est&aacute; sendo aplicado ao aprimoramento do progresso em campos como descobertas de drogas e autom&oacute;veis que dispensam o motorista.<\/p>\n<p>Mas alguns cientistas alertam que a atual obsess&atilde;o pelo aprendizado profundo pode gerar investimentos excessivos, e, mais tarde, a desilus&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o existe nenhuma intelig&ecirc;ncia real neste caso&rdquo;, disse Michael I. Jordan, professor da&nbsp;Universidade da Calif&oacute;rnia, Berkeley, e autor de um trabalho publicado em abril, que procura temperar as enormes expectativas que cercam a I.A. &ldquo;Al&eacute;m disso, eu acho que confiar demais na for&ccedil;a bruta destes algoritmos &eacute; equivocado&rdquo;.<\/p>\n<p>O perigo, avisam alguns especialistas, &eacute; que a I.A. acabe esbarrando em um muro tecnol&oacute;gico. No caso do aprendizado profundo, em particular, afirmaram os pesquisadores, os temores s&atilde;o uma decorr&ecirc;ncia dos limites da tecnologia.<\/p>\n<p>Os algoritmos do aprendizado profundo trabalham com uma s&eacute;rie de dados relacionados, como imagens de rostos humanos, que melhoram persistentemente a precis&atilde;o do software na quest&atilde;o da correspond&ecirc;ncia.&nbsp;Embora a t&eacute;cnica tenha tido um sucesso, os resultados est&atilde;o em grande parte confinados a campos em que existe a disponibilidade de grandes conjuntos de dados e as tarefas s&atilde;o bem definidas, como a rotulagem de imagens ou a tradu&ccedil;&atilde;o do discurso em texto.<\/p>\n<p>A tecnologia luta em terrenos mais amplos da intelig&ecirc;ncia &ndash; significado, racioc&iacute;nio e conhecimento baseado no senso comum. Embora o software do aprendizado profundo consiga identificar milh&otilde;es de palavras, n&atilde;o tem qualquer compreens&atilde;o de um conceito como &ldquo;justi&ccedil;a&rdquo; ou &ldquo;democracia&rdquo;.<\/p>\n<p>Os pesquisadores mostraram que o aprendizado profundo pode ser facilmente enganado. Basta misturar um punhado de pixels, e a tecnologia poder&aacute; confundir alhos com bugalhos.<\/p>\n<p>Dado o alcance limitado do aprendizado profundo, talvez agora seja dedicada a ele uma quantidade enorme de dinheiro e de mentes privilegiadas, afirmou Oren Etzioni, diretor executivo do Allen Institute for Artificial Intelligence. &ldquo;Corremos o risco de perder outros conceitos e caminhos importantes para o aprimoramento da I.A.&rdquo;, ele disse.<\/p>\n<p>No debate, alguns pesquisadores mostram um interesse maior em abordagens da intelig&ecirc;ncia artificial que tratam de alguns pontos fracos do aprendizado profundo. Embora os esfor&ccedil;os sejam bastante variados, seu objetivo comum &eacute; uma intelig&ecirc;ncia mais ampla e mais flex&iacute;vel do que o aprendizado profundo.<\/p>\n<p>Na Kyndi, a start-up do Vale do Sil&iacute;cio, cientistas da computa&ccedil;&atilde;o est&atilde;o redigindo um c&oacute;digo em Prolog, uma linguagem de programa&ccedil;&atilde;o que data dos anos 70. Ele se destinava &agrave; representa&ccedil;&atilde;o do racioc&iacute;nio e do conhecimento em termos de I.A. O aprendizado profundo deriva do lado estat&iacute;stico da I.A. conhecido como aprendizado da m&aacute;quina.<\/p>\n<p>Benjamin Grosof, o chefe da equipe de cientistas da Kyndi, disse que ficou impressionado com o trabalho da companhia sobre &ldquo;novas possibilidades no que se refere a unir os dois ramos da I.A.&rdquo;. Uma vez treinado, o software da Kyndi pode identificar conceitos e n&atilde;o apenas palavras.<\/p>\n<p>Trabalhando para tr&ecirc;s grandes ag&ecirc;ncias do governo, a Kyndi pede ao seu sistema que responda &agrave; pergunta t&iacute;pica: Uma tecnologia j&aacute; foi &ldquo;demonstrada em um ambiente de laborat&oacute;rio&rdquo;? O programa da Kyndi, disse Ryan Welsh, o diretor executivo da start-up, pode inferir com precis&atilde;o a resposta.<\/p>\n<p>Um analista humano, segundo Welsh, pode levar duas horas para ler um documento cient&iacute;fico alentado, e talvez consiga ler mil em um ano. A tecnologia da Kyndi l&ecirc; mil documentos em sete horas, afirmou.<\/p>\n<p>A tecnologia da I.A. na Vicarious, uma start-up que tem entre os seus investidores Elon Musk, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, aprendeu com um n&uacute;mero relativamente pequeno de exemplos a imitar a intelig&ecirc;ncia visual humana, usando dados de uma maneira 300 vezes mais eficiente do que os modelos do aprendizado profundo.<\/p>\n<p>&ldquo;O aprendizado profundo nos proporcionou um vislumbre da terra prometida&rdquo;, disse Dileep George, um fundador da Vicarious, &ldquo;entretanto, precisamos investir em outras abordagens&rdquo;.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Steve Lohr The New York Times&nbsp; Nos &uacute;ltimos cinco anos, a coisa mais entusiasmante no campo da intelig&ecirc;ncia artificial foi a &aacute;rea conhecida como aprendizado profundo. Esta t&eacute;cnica permite que os computadores aprendam a processar enormes quantidades de dados. 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