{"id":1484,"date":"2018-07-09T08:15:07","date_gmt":"2018-07-09T11:15:07","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=1484"},"modified":"2018-07-09T08:15:07","modified_gmt":"2018-07-09T11:15:07","slug":"uso-de-energia-solar-no-campo-cresce-com-usinas-flutuantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/uso-de-energia-solar-no-campo-cresce-com-usinas-flutuantes\/","title":{"rendered":"Uso de energia solar no campo cresce com usinas flutuantes"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1487\" aria-describedby=\"caption-attachment-1487\" style=\"width: 884px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/energia-solar-no-interior-fazendas-utilizam-energia-solar-foto-agencia-brasil.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1487\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/energia-solar-no-interior-fazendas-utilizam-energia-solar-foto-agencia-brasil.jpg\" alt=\"O meio rural atingiu 15,8 megawatts de utiliza&ccedil;&atilde;o operacional de energia solar fotovoltaica.  foto: agencia brasil\" width=\"884\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/energia-solar-no-interior-fazendas-utilizam-energia-solar-foto-agencia-brasil.jpg 884w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/energia-solar-no-interior-fazendas-utilizam-energia-solar-foto-agencia-brasil-300x155.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/energia-solar-no-interior-fazendas-utilizam-energia-solar-foto-agencia-brasil-768x398.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 884px) 100vw, 884px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1487\" class=\"wp-caption-text\">O meio rural atingiu 15,8 megawatts de utiliza&ccedil;&atilde;o operacional de energia solar fotovoltaica<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O meio rural atingiu 15,8 megawatts de utiliza&ccedil;&atilde;o operacional de energia solar fotovoltaica. Essa marca atual significa que este tipo de fonte cresceu nove vezes em 2017 e neste ano j&aacute; dobrou o uso dessa tecnologia no campo.<\/p>\n<p>&ldquo;Os agricultores descobriram a energia solar fotovoltaica. S&atilde;o eles os respons&aacute;veis por levar o alimento do campo para as &aacute;reas urbanas, e passam, agora, a tamb&eacute;m ter uma complementa&ccedil;&atilde;o de renda, gerando energia el&eacute;trica para abastecer &aacute;reas urbanas e reduzir os seus gastos especificamente&rdquo;, disse &agrave; Ag&ecirc;ncia Brasil o presidente-executivo da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia.<\/p>\n<p>Segundo o presidente, essa &eacute; uma novidade interessante, porque a demanda tem se espalhado em diversos segmentos. &ldquo;O meio rural tem a&ccedil;udes usando energia solar fotovoltaica flutuante em Goi&aacute;s. Tem projetos mais tradicionais de bombeamento e irriga&ccedil;&atilde;o em Minas Gerais, quando come&ccedil;a o dia, o piv&ocirc; &eacute; ligado e quando some o sol ele deixa de irrigar a planta&ccedil;&atilde;o. Tem ind&uacute;stria de sorvete no Cear&aacute;. O per&iacute;odo que vende mais sorvete &eacute; no ver&atilde;o e a&iacute; pode tamb&eacute;m gerar energia para garantir energia nesta esta&ccedil;&atilde;o do ano quando gastam mais para refrigerar o sorvete. No ver&atilde;o, eles gastam muito mais energia por conta da refrigera&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o, casa bem com a sazonalidade deles, com o custo tamb&eacute;m &eacute; bem positiva essa sinergia&rdquo;, contou Sauaia.<\/p>\n<p>Al&eacute;m do custo mais baixo, outra vantagem apontada por Rodrigo Sauaia para o uso desta tecnologia no campo &eacute; a de ela ser mais limpa. &ldquo;Muitos desses produtores rurais, &agrave;s vezes para levar irriga&ccedil;&atilde;o para uma &aacute;rea produtiva distante da rede el&eacute;trica, tinham que levar um gerador a diesel barulhento e poluente no meio da planta&ccedil;&atilde;o para gerar e poder irrigar. Era p&eacute;ssimo para o meio ambiente, caro para o produtor, mas ele precisava fazer isso. Agora, pode fazer isso com o sol, com um sistema m&oacute;vel e com energia limpa e sem combust&iacute;vel, sem dor de cabe&ccedil;a para o produtor&rdquo;, observou.<\/p>\n<h2>Usinas flutuantes<\/h2>\n<p>O engenheiro Orestes Gon&ccedil;alves J&uacute;nior, da empresa F2 Brasil, foi o respons&aacute;vel pela instala&ccedil;&atilde;o de um sistema de energia solar fotovoltaica flutuante em a&ccedil;udes da Fazenda Figueiredo, produtora de leite, em Cristalina, Goi&aacute;s. Para o engenheiro, a utiliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de a&ccedil;ude amplia a conserva&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o e d&aacute; melhor destina&ccedil;&atilde;o a terras que estejam impactadas. Segundo ele, o uso das placas flutuantes permite ainda ao produtor aproveitar mais a propriedade e manter o solo para as planta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&ldquo;Ele n&atilde;o est&aacute; tirando parte agricult&aacute;vel para botar uma usina. A flutuante libera a &aacute;rea usada para a solar, para continuar fazendo desenvolvimento econ&ocirc;mico da atividade do agroneg&oacute;cio e, por outro lado, reduz a evapora&ccedil;&atilde;o que &eacute; um ativo, hoje, importante. Como est&aacute; faltando muita &aacute;gua, principalmente, em algumas regi&otilde;es como a do Rio S&atilde;o Francisco, se consegue ter algo em torno de 20% a mais de &aacute;gua por ano. Deixa de tirar &aacute;gua dos rios, ou tem melhor produtividade na irriga&ccedil;&atilde;o dele fazendo reduzir a evapora&ccedil;&atilde;o. &Eacute; econ&ocirc;mico, ambiental e ao mesmo tempo em maior volume de &aacute;gua nos a&ccedil;udes&rdquo;, apontou.<\/p>\n<p>Orestes Gon&ccedil;alves J&uacute;nior destacou ainda que o produtor tem mais uma forma de lucrar com a solar flutuante em a&ccedil;ude, que pode ser usado por mais de um produtor da regi&atilde;o. Mais uma alternativa para o produtor &eacute; usar os a&ccedil;udes para desenvolver projetos de piscicultura.<\/p>\n<h2>Financiamentos<\/h2>\n<p>A energia solar tamb&eacute;m tem se mostrado um bom neg&oacute;cio para os produtores de agricultura familiar. O presidente da Absolar destacou as linhas de financiamento que o consumidor passou a ter para fazer a instala&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. Ele contou que, no Paran&aacute;, um produtor familiar de leite est&aacute; refrigerando o produto com a energia do sol, depois de conseguir um financiamento por meio do Programa Nacional de Fortalecimento de Agricultura Familiar (Pronaf), que neste caso, tem juros variando entre 2,5% a 5,5% ao ano.<\/p>\n<p>Para o per&iacute;odo de julho de 2018 a junho de 2019, o BNDES informou que os juros s&atilde;o de at&eacute; 4,6% e a aquisi&ccedil;&atilde;o do equipamento deve estar vinculada a uma atividade econ&ocirc;mica. &ldquo;A dota&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria ainda ser&aacute; publicada pelo Conselho Monet&aacute;rio Nacional&rdquo;, completou o BNDES em resposta &agrave; Ag&ecirc;ncia Brasil.<\/p>\n<p>Para as pessoas f&iacute;sicas e jur&iacute;dicas que queiram instalar projetos de energia solar fotovoltaica, o banco abriu linhas de financiamento no Programa Fundo Clima para 80% dos itens financi&aacute;veis, podendo chegar a R$ 30 milh&otilde;es a cada 12 meses por benefici&aacute;rio. Para renda anual de at&eacute; R$ 90 milh&otilde;es, o custo &eacute; de 0,1% ao ano com a remunera&ccedil;&atilde;o do BNDES de 0,9% ao ano. Na renda anual acima de R$ 90 milh&otilde;es, o custo tem o mesmo percentual, mas a remunera&ccedil;&atilde;o do BNDES &eacute; de 1,4% ao ano.<\/p>\n<p>Na vis&atilde;o do presidente da Absolar, a redu&ccedil;&atilde;o de custos para a instala&ccedil;&atilde;o de um sistema de energia fotovoltaica tem sido um atrativo para o aumento de consumidores neste tipo de fonte. &ldquo;Em dois anos, a tecnologia barateou em 25%. Nos &uacute;ltimos dez anos, a energia solar fotovoltaica ficou entre 60 a 80% mais barata, com isso hoje em dia j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel na maior parte do Brasil gerar e produzir a sua pr&oacute;pria energia atrav&eacute;s do sol do seu telhado e no solo do que comprar a energia da rede, por exemplo. N&atilde;o por acaso, o que mais leva as pessoas a investirem em energia solar fotovoltaica n&atilde;o &eacute; s&oacute; pelo meio ambiente, mas pela economia no bolso que a tecnologia traz&rdquo;.<\/p>\n<h2>Evolu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p>O presidente da Absolar comentou que o setor come&ccedil;ou 2017 com mais ou menos 90 megawatts de energia solar fotovoltaica operando na matriz el&eacute;trica brasileira e terminou o ano com 1.145 megawatts, o que segundo ele, representa crescimento de mais de 11 vezes no per&iacute;odo. &ldquo;S&atilde;o poucos os setores na nossa economia que crescem mais de 11 vezes em um &uacute;nico ano. Essa &eacute; a velocidade exponencial que a fonte solar fotovoltaica est&aacute; acelerando neste momento&rdquo;.<\/p>\n<p>A expectativa &eacute; fechar 2018 com cerca 2.400 megawatts e, assim, o setor vai mais do que dobrar e, permitir ao Brasil subir no ranking mundial da energia solar fotovoltaica. Atualmente o pa&iacute;s est&aacute; entre os 25 a 30, principais pa&iacute;ses em energia solar fotovoltaica.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, a distribuidora Light informou que, at&eacute; maio de 2018, foram registradas 1.036 unidades de consumidores que utilizam a energia bidirecional, o que representa um crescimento de 150% nos &uacute;ltimos dois anos (2016-2018). Em cr&eacute;ditos, segundo a empresa, durante o m&ecirc;s de abril deste ano, os consumidores obtiveram 300 Kwh com recursos da fonte solar fotovoltaica. No caso da Light, a maior concentra&ccedil;&atilde;o de usu&aacute;rios est&aacute; nas zonas Sul e Oeste da cidade do Rio de Janeiro.<\/p>\n<h2>Energia solar no setor p&uacute;blico<\/h2>\n<p>Na &aacute;rea p&uacute;blica, os projetos tamb&eacute;m est&atilde;o se desenvolvendo. O presidente da Absolar lembrou que a sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Bras&iacute;lia, instalou um sistema de energia solar fotovoltaica no telhado. Al&eacute;m disso, o Minist&eacute;rio de Minas e Energia (MME) &eacute; o primeiro pr&eacute;dio do governo federal a receber este tipo de fonte.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; o primeiro pr&eacute;dio da Esplanada dos Minist&eacute;rios com energia solar fotovoltaica. Abastece de 5% a 7% da demanda el&eacute;trica do pr&eacute;dio&rdquo;, completando que, diante do impedimento de tr&aacute;fego a&eacute;reo na regi&atilde;o por quest&atilde;o de seguran&ccedil;a, s&oacute; foi poss&iacute;vel instalar o sistema em uma parte do telhado, j&aacute; que o transporte de placas utilizadas no sistema ficou restrito.<\/p>\n<p>A assinatura do termo de coopera&ccedil;&atilde;o com o minist&eacute;rio foi em 2015 e o t&eacute;rmino da instala&ccedil;&atilde;o ocorreu no fim de 2016. O projeto-piloto desenvolvido pelo setor custou R$ 500 mil e o governo federal n&atilde;o precisou pagar nada.<\/p>\n<p>&ldquo;O governo n&atilde;o tirou nenhum centavo do bolso, mas tamb&eacute;m n&atilde;o recebeu nenhum centavo nosso. Recebeu o sistema com o compromisso de que ele fosse aberto &agrave; sociedade brasileira para que ela pudesse acompanhar e entender. Tem uma TV no t&eacute;rreo que mostra em tempo real o quanto o sistema est&aacute; produzindo de energia e subindo d&aacute; para fazer a visita&ccedil;&atilde;o do sistema&rdquo;, disse. Rodrigo Sauaia espera que outros minist&eacute;rios tamb&eacute;m desenvolvam projetos semelhantes.<\/p>\n<h2>Contribui&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p>Para o executivo, um dos fatores que permitiram a expans&atilde;o do setor foram os leil&otilde;es que o governo federal tem realizado desde 2014. &ldquo;Foi&nbsp; um leil&atilde;o em 2014, dois em 2015, um em 2017 e agora um em 2018. Os projetos que foram contratados l&aacute; em 2014 e 2015 come&ccedil;aram a entrar em opera&ccedil;&atilde;o, por isso, esse salto grande que tivemos no mercado&rdquo;.<\/p>\n<p>O crescimento de projetos em resid&ecirc;ncias, com&eacute;rcios, ind&uacute;strias, pr&eacute;dios p&uacute;blicos e produtores rurais tamb&eacute;m contribu&iacute;ram para a evolu&ccedil;&atilde;o do setor. &ldquo;Esse mercado representou cerca de 15% no final do ano do que t&iacute;nhamos instalado no pa&iacute;s. Ele est&aacute; distribu&iacute;do ao redor de todos os estados brasileiros em pequenos sistemas junto aos consumidores em todo o Brasil&rdquo;, disse, ressaltando, que esses consumidores se beneficiam com os cr&eacute;ditos de energia para abater o consumo no futuro.<\/p>\n<p>Fonte: Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O meio rural atingiu 15,8 megawatts de utiliza&ccedil;&atilde;o operacional de energia solar fotovoltaica. 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