{"id":14828,"date":"2020-12-21T17:11:25","date_gmt":"2020-12-21T20:11:25","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=14828"},"modified":"2020-12-21T17:11:34","modified_gmt":"2020-12-21T20:11:34","slug":"ipc-maps-o-que-esperar-do-mercado-consumidor-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ipc-maps-o-que-esperar-do-mercado-consumidor-em-2021\/","title":{"rendered":"IPC Maps: o que esperar do mercado consumidor em 2021"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pexels-photo-371249-1024x682.jpeg\" alt=\"O novo conceito surge a partir de um entendimento cada vez mais aprofundado do estilo de vida do consumidor. Foto por Pixabay em Pexels.com\" class=\"wp-image-4601\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pexels-photo-371249-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pexels-photo-371249-300x200.jpeg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pexels-photo-371249-768x512.jpeg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pexels-photo-371249-480x320.jpeg 480w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pexels-photo-371249.jpeg 1880w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Empresa de estudos do mercado aposta na retomada do crescimento e da normalidade do mercado em 2021<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>&ldquo;A expectativa para 2021, al&eacute;m do crescimento da economia, &eacute; que aos poucos os brasileiros voltem a seus h&aacute;bitos de consumo tradicionais, como sair para as compras em &eacute;pocas espec&iacute;ficas, como dia das m&atilde;es, dia dos namorados, dia dos pais e dia das crian&ccedil;as, fortalecendo novamente o segmento do com&eacute;rcio varejista e fazendo girar novamente a economia, em termos de gera&ccedil;&atilde;o de empregos e renda para a popula&ccedil;&atilde;o.&rdquo; O otimismo &eacute; do especialista Marcos Pazzini, respons&aacute;vel pelo IPC Maps, empresa especializada em potencial de consumo brasileiro h&aacute; mais 25 anos. s&oacute;cio da IPC Marketing Editora e respons&aacute;vel pela pesquisa,<\/p>\n\n\n\n<p>Ele aposta em um processo de retorno de um melhor desempenho dos mercados e, mesmo, da retomada de alguma normalidade da vida da popula&ccedil;&atilde;o. Com perspectiva de supera&ccedil;&atilde;o da crise gerada pela pandemia, o cen&aacute;rio inclui a volta das rotinas de trabalho, de consumo e de conviv&ecirc;ncia entre as pessoas. &ldquo;Deve aumentar, tamb&eacute;m, o desembolso com despesas em Alimenta&ccedil;&atilde;o Fora do Domic&iacute;lio, pois as empresas devem retomar o trabalho presencial, pelo menos em alguns dias da semana, o que gerar&aacute; consumo em bares, restaurantes, lanchonetes, em com&eacute;rcio de rua e em shopping-centers.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro segmento que dever&aacute; voltar a crescer paulatinamente &eacute; o segmento de viagens, que teve perda de valores de potencial de consumo de 25,0% entre 2019 e 2020. Pelo menos num primeiro momento, as viagens dever&atilde;o movimentar o mercado interno, com procura de cidades brasileiras, sejam litor&acirc;neas, sejam na regi&atilde;o de pantanal ou interior dos Estados. O turismo internacional dever&aacute; apresentar algum crescimento em rela&ccedil;&atilde;o aos valores de 2020 penas depois da aplica&ccedil;&atilde;o da vacina contra o Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O consumo em 2020<\/h2>\n\n\n\n<p>&ldquo;Em baixa, o consumo nacional sofre efeitos da pandemia e deve se igualar a &iacute;ndices de oito anos atr&aacute;s, atesta a pesquisa IPC Maps, estudo anual que estima retra&ccedil;&atilde;o de 5,39% em 2020, a maior desde 1995. Segundo Marcos Pazzini, s&oacute;cio da IPC Marketing Editora e respons&aacute;vel pela pesquisa, com a pandemia do novo coronav&iacute;rus, o consumo das fam&iacute;lias brasileiras ficar&aacute; comprometido ao longo de 2020, se igualando aos patamares de 2010 e 2012, descartando a infla&ccedil;&atilde;o e levando em conta apenas os acr&eacute;scimos ano a ano. A proje&ccedil;&atilde;o &eacute; uma movimenta&ccedil;&atilde;o de cerca de R$ 4,4 trilh&otilde;es na economia &mdash; um desempenho negativo de 5,39% em rela&ccedil;&atilde;o a 2019 &mdash;, a uma taxa tamb&eacute;m negativa do PIB de 5,89%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Marcos Pazzini,  esse desempenho negativo ap&oacute;s a pandemia cria um efeito d&eacute;j&agrave;-vu, j&aacute; que a economia &ldquo;retomar&aacute; os &iacute;ndices dos &uacute;ltimos anos em que houve um progresso vigoroso&rdquo;. O especialista ressalta que no in&iacute;cio de mar&ccedil;o, antes desse cen&aacute;rio de pandemia e isolamento social, &ldquo;a previs&atilde;o do PIB para 2020, conforme o Boletim Focus do Banco Central, era de +2,17%, o que resultaria numa proje&ccedil;&atilde;o do consumo brasileiro da ordem de R$ 4,9 trilh&otilde;es, superando os R$ 4,7 trilh&otilde;es obtidos no ano passado.&rdquo; <\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento aponta que, a exemplo de 2019, as capitais seguir&atilde;o perdendo espa&ccedil;o no consumo, respondendo por 28,29% desse mercado. Enquanto isso, o interior avan&ccedil;ar&aacute; com 54,8%, bem como as regi&otilde;es metropolitanas, cujo desempenho equivaler&aacute; a 16,9% neste ano. Esta edi&ccedil;&atilde;o do IPC Maps destaca, ainda, a redu&ccedil;&atilde;o na quantidade de domic&iacute;lios das classes A e B1, o que elevar&aacute; o n&uacute;mero de resid&ecirc;ncias nos demais estratos sociais. Para Pazzini, &ldquo;essa migra&ccedil;&atilde;o das primeiras classes impactar&aacute; positivamente o consumo da classe B2, com uma vantagem de 6,8% sobre os valores de 2019&rdquo;, explica. As outras classes, por sua vez, ter&atilde;o queda nominal do potencial de consumo de 2,94% em rela&ccedil;&atilde;o a 2019.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Indicadores<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Perfil b&aacute;sico<\/strong> &ndash; O Brasil possui mais de 211,7 milh&otilde;es de cidad&atilde;os, sendo 179,5 milh&otilde;es s&oacute; na &aacute;rea urbana, que respondem pelo consumo per capita de R$ 23.091,50, contra os R$ 9.916,75 gastos individualmente pela popula&ccedil;&atilde;o rural.Base consumidora &ndash; Como j&aacute; citado, neste ano a classe B2 lidera o cen&aacute;rio de consumo, representando mais de R$ 1 bilh&atilde;o dos gastos. Junto &agrave; B1, est&atilde;o presentes em 20,9% dos domic&iacute;lios, sendo respons&aacute;veis por 41,1% (R$ 1,7 trilh&atilde;o) de tudo que ser&aacute; desembolsado pelas fam&iacute;lias brasileiras. Se para a classe m&eacute;dia a migra&ccedil;&atilde;o da classe alta para os demais estratos &eacute; positiva, para quase metade dos domic&iacute;lios (48,7%), caracterizados como classe C, o total de recursos gastos cai para R$ 1,475 trilh&atilde;o (35,6% ante 37,5% em 2019). <\/p>\n\n\n\n<p>J&aacute; a classe D\/E, que ocupa 28,3% das resid&ecirc;ncias, consome cerca de R$ 437,9 bilh&otilde;es (10,6%). Mais enxuto, em apenas 2,1% das fam&iacute;lias, o grupo A reduz seus gastos para R$ 528,6 bilh&otilde;es (12,8% contra 13,68% do ano passado). O mesmo acontece na &aacute;rea rural que, embora no ano passado tivera uma evolu&ccedil;&atilde;o significativa, neste ano perde de R$ 335,9 para R$<br>319,6 bilh&otilde;es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cen&aacute;rio Regional<\/strong> &ndash; O destaque vai para a Regi&atilde;o Centro-Oeste que, ampliou em 7,9% sua participa&ccedil;&atilde;o no consumo, respondendo por 8,86% dos gastos nacionais. Encabe&ccedil;ando a lista, embora com pequenas contra&ccedil;&otilde;es, aparece o Sudeste com 48,42%, seguido pelo Nordeste, com 18,53%. A Regi&atilde;o Sul, que em 2019 tinha reduzido sua fatia, volta a subir para 17,97% e, por &uacute;ltimo, aparece a Norte, representando 6,23%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mercados potenciais<\/strong> &ndash; O desempenho dos 50 maiores munic&iacute;pios brasileiros equivale a 38,7%, ou R$ 1,759 trilh&atilde;o, de tudo o que &eacute; consumido no territ&oacute;rio nacional. No ranking dos munic&iacute;pios, os principais mercados permanecem sendo, em ordem decrescente, S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro, seguido por Bras&iacute;lia, que recuperou a 3&ordf; posi&ccedil;&atilde;o, deixando Belo Horizonte atr&aacute;s. J&aacute;, Curitiba sobe para o 5&ordm; lugar, ultrapassando Salvador. Na sequ&ecirc;ncia, Fortaleza, Porto Alegre, Manaus e Goi&acirc;nia &mdash; esta em 10&ordm; &mdash;, ocupam os mesmos lugares de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Cidades metropolitanas ou interioranas como, Campinas (11&ordm;), Guarulhos (13&ordm;), Ribeir&atilde;o Preto (18&ordm;), S&atilde;o Bernardo do Campo (19&ordm;) e S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos (21&ordm;), no Estado paulista; S&atilde;o Gon&ccedil;alo (16&ordm;) e Duque de Caxias (24&ordm;), no Rio de Janeiro; bem como as capitais Bel&eacute;m (14&ordm;), Campo Grande (15&ordm;) e S&atilde;o Lu&iacute;s (17&ordm;) tamb&eacute;m se sobressaem nessa sele&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Perfil empresarial<\/strong> &ndash; Houve decl&iacute;nio de 13% no n&uacute;mero de empresas instaladas no Brasil, totalizando hoje 20.399.727 unidades. Deste montante, mais da metade (10,6 milh&otilde;es) tem atividades relacionadas a Servi&ccedil;os; seguida pelos setores Com&eacute;rcio, com 5,7 milh&otilde;es; Ind&uacute;strias, 3,3 milh&otilde;es e, por &uacute;ltimo, Agribusiness, com 703 mil estabelecimentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Geografia da Economia<\/strong> &ndash; Como de costume, a Regi&atilde;o Sudeste concentra 51,98% das empresas nacionais, seguida novamente pelo Sul, com 18,15%. Em caminho inverso, as demais regi&otilde;es reduziram suas atividades: O Nordeste conta com 16,96% dos estabelecimentos, Centro-Oeste com 8,27%, e o Norte com apenas 4,65% das unidades existentes no Pa&iacute;s.<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo para a an&aacute;lise quantitativa das empresas para cada mil habitantes, o levantamento aponta uma reten&ccedil;&atilde;o geral. As Regi&otilde;es Sul e Sudeste seguem liderando com folga, respectivamente, 122,63 e 119,12 empresas por mil habitantes; o Centro-Oeste aparece com 102,17 e, ainda muito aqu&eacute;m da m&eacute;dia, v&ecirc;m as regi&otilde;es Nordeste, com 60,30, e Norte, que tem apenas 50,77 empresas\/mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>H&aacute;bitos de consumo<\/strong> &ndash; A pesquisa IPC Maps detalha, ainda, onde os consumidores gastam sua renda. Dessa forma, os itens b&aacute;sicos aparecem com grande vantagem sobre os demais, conforme a seguir: 25,6% dos desembolsos destinam-se &agrave; habita&ccedil;&atilde;o (incluindo alugu&eacute;is, impostos, luz, &aacute;gua e g&aacute;s); 18,1% outras despesas (servi&ccedil;os em geral, reformas, seguros etc); 14,1% v&atilde;o para alimenta&ccedil;&atilde;o (no domic&iacute;lio e fora); 13,1% a transportes e ve&iacute;culo pr&oacute;prio; 6,6% s&atilde;o medicamentos e sa&uacute;de; 3,7% materiais de constru&ccedil;&atilde;o; 3,4% educa&ccedil;&atilde;o; 3,4% vestu&aacute;rio e cal&ccedil;ados; 3,3% recrea&ccedil;&atilde;o, cultura e viagens; 3,3% em higiene pessoal; 1,5% eletroeletr&ocirc;nicos; 1,5% m&oacute;veis e artigos do lar; 1,1% bebidas; 0,5% para artigos de limpeza; 0,4% fumo; e finalmente, 0,2% referem-se a joias, bijuterias e armarinhos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Faixas et&aacute;rias<\/strong> &ndash; Em crescimento, a popula&ccedil;&atilde;o de idosos supera a margem de 30 milh&otilde;es em 2020. Na faixa et&aacute;ria economicamente ativa, de 18 a 59 anos, esse &iacute;ndice passa de 128 milh&otilde;es, o que representa 60,5% do total de brasileiros, sendo mulheres em sua maioria. J&aacute;, os jovens e adolescentes, entre 10 e 17 anos, vem perdendo presen&ccedil;a e somam 24,1 milh&otilde;es, sendo superados por crian&ccedil;as de at&eacute; 9 anos, que seguem a m&eacute;dia de 29,4 milh&otilde;es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":15,"featured_media":4601,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[2293,11,16],"tags":[2313,1687],"class_list":{"0":"post-14828","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-em-2021","8":"category-cenarios","9":"category-tendencias-setores","10":"tag-consumo-em-2021","11":"tag-perspectivas"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pexels-photo-371249.jpeg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14828","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14828"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14828\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4601"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}