{"id":14359,"date":"2020-11-23T10:19:12","date_gmt":"2020-11-23T13:19:12","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=14359"},"modified":"2020-11-29T16:06:57","modified_gmt":"2020-11-29T19:06:57","slug":"notas-economicas-16-a-20-de-novembro-de-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/notas-economicas-16-a-20-de-novembro-de-2020\/","title":{"rendered":"Notas econ\u00f4micas: 16 a 20 de novembro de 2020"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/amazon-comercio-eletronico-ecommerce-1024x768.jpg\" alt=\"Computador aberto em tela de com&eacute;rcio eletr&ocirc;nico da Amazon - foto: Pixabay\" class=\"wp-image-14360\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/amazon-comercio-eletronico-ecommerce-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/amazon-comercio-eletronico-ecommerce-300x225.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/amazon-comercio-eletronico-ecommerce-768x576.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/amazon-comercio-eletronico-ecommerce-80x60.jpg 80w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/amazon-comercio-eletronico-ecommerce-160x120.jpg 160w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/amazon-comercio-eletronico-ecommerce-265x198.jpg 265w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/amazon-comercio-eletronico-ecommerce-696x522.jpg 696w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/amazon-comercio-eletronico-ecommerce.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>As promo&ccedil;&otilde;es de final de ano ser&atilde;o importantes para definir o comportamento dos consumidores nos pr&oacute;ximos meses<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color\"><em>Acontecimentos que marcaram o notici&aacute;rio pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico da semana<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><em>Paulo Roberto Bretas<br>Economista e Conselheiro do Corecon-MG<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Entender o ambiente digital se tornou um desafio ainda maior para os neg&oacute;cios durante a Black Friday deste ano. S&oacute; em 2020, com o isolamento, 135 mil empresas que, at&eacute; ent&atilde;o eram f&iacute;sicas, migraram para o varejo digital, segundo a Compre&amp;Confie e ABComm. Diante desse cen&aacute;rio, algumas das solu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o criar plataformas que conversem entre si, como apps e um site, e conhecer melhor o usu&aacute;rio. Ferramentas de intelig&ecirc;ncia artificial, como um bot, por exemplo, ajudam a promover ofertas mais personalizadas. E mais op&ccedil;&otilde;es de pagamentos ampliam a chance de compra &mdash; segundo a Ayden, cresceu em 60% o volume de compras online entre as classes C e D. (Meio)<\/p>\n\n\n\n<p>Tecnologia 6G: Enquanto o 5G ainda avan&ccedil;a pelo mundo, alguns pa&iacute;ses j&aacute; planejam o 6G. A Coreia do Sul quer come&ccedil;ar a testar essa tecnologia em 2026 para j&aacute; estar dispon&iacute;vel comercialmente pelo menos em 2028. Nos testes, o objetivo &eacute; atingir 1Tbps em velocidades de transmiss&atilde;o de dados, o que equivale a cerca de cinco vezes mais rapidez do que o 5G e redu&ccedil;&atilde;o de lat&ecirc;ncia para um d&eacute;cimo dos servi&ccedil;os atuais. Outra not&iacute;cia &eacute; que o primeiro sat&eacute;lite 6G do mundo j&aacute; est&aacute; em &oacute;rbita. O sat&eacute;lite foi lan&ccedil;ado semana passada pela China e ser&aacute; usado para a constru&ccedil;&atilde;o de cidades inteligentes, preven&ccedil;&atilde;o de desastres e prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. Esse tipo de conex&atilde;o, segundo o governo chin&ecirc;s, &eacute; at&eacute; 100 vezes mais r&aacute;pido que a do 5G, dispon&iacute;vel no mercado. (Meio)<\/p>\n\n\n\n<p>Um Brasil que d&aacute; certo: A Embraer informou que assinou, com o governo da Hungria, um contrato para a venda de dois avi&otilde;es cargueiros KC-390, aeronaves de transporte multimiss&atilde;o da nova gera&ccedil;&atilde;o, na configura&ccedil;&atilde;o para reabastecimento a&eacute;reo. As entregas est&atilde;o programadas para come&ccedil;ar em 2023 e a Embraer n&atilde;o divulgou os valores da venda. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Economia<\/h2>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Desempenho<\/h4>\n\n\n\n<p>Pobreza no Brasil: Se fossem desconsiderados os efeitos de Bolsa Fam&iacute;lia, Benef&iacute;cio de Presta&ccedil;&atilde;o Continuada (BPC) e Aux&iacute;lio Emergencial, a pobreza teria avan&ccedil;ado de 10,3% da popula&ccedil;&atilde;o em dezembro de 2019 para 14% em setembro deste ano, como resultado do impacto da pandemia. Com o aumento de quatro pontos percentuais, esse grupo dos mais vulner&aacute;veis atingiria o total de 29,6 milh&otilde;es de pessoas, com amplia&ccedil;&atilde;o de perfil dos que caem na pobreza. O c&aacute;lculo da taxa considera integrantes de fam&iacute;lias com renda abaixo de US$ 1,90 per capita ao dia, por paridade do poder de compra. Ou, em moeda nacional, de R$ 154 per capita ao m&ecirc;s, em valores de dezembro de 2020. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Prote&ccedil;&atilde;o aos mais pobres: Enquanto o governo federal n&atilde;o define um redesenho da atual estrutura de prote&ccedil;&atilde;o, Estados e munic&iacute;pios j&aacute; contabilizam uma demanda maior por assist&ecirc;ncia social. De janeiro a agosto, os gastos com assist&ecirc;ncia social no agregado de Estados e capitais somou R$ 6,3 bilh&otilde;es, sendo R$ 3,5 bilh&otilde;es nos governos estaduais e R$ 2,8 bilh&otilde;es nas prefeituras. A assist&ecirc;ncia social demanda muitos menos recursos que pastas como sa&uacute;de ou educa&ccedil;&atilde;o, mas os gastos para essa &aacute;rea avan&ccedil;aram 18% nos Estados e 14% nas capitais de janeiro a agosto deste ano, na compara&ccedil;&atilde;o nominal com iguais per&iacute;odos de 2019. Uma eleva&ccedil;&atilde;o destac&aacute;vel em per&iacute;odo em que governos estaduais e municipais precisaram ser socorridos pela Uni&atilde;o para recompor receitas e fazer frente &agrave;s demandas da pandemia. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Bons Neg&oacute;cios: Os ganhos expressivos das empresas ligadas aos setores de commodities e alimentos compensaram o impacto da pandemia nos resultados do terceiro trimestre no grupo das companhias brasileiras com a&ccedil;&otilde;es negociadas em bolsa. Os n&uacute;meros que vieram a p&uacute;blico nas &uacute;ltimas semanas mostram um avan&ccedil;o surpreendente nos principais indicadores de resultados, mesmo com as restri&ccedil;&otilde;es sociais, e seus reflexos na economia, impostas pelo avan&ccedil;o do novo coronav&iacute;rus. Com aumento da receita e o controle de custos, tais empresas tiveram um desempenho n&atilde;o s&oacute; melhor do que o do segundo trimestre &ndash; o auge da crise sanit&aacute;ria, com fechamento do com&eacute;rcio e das f&aacute;bricas -, mas superior ao do mesmo per&iacute;odo de 2019, pr&eacute;-pandemia. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Com o or&ccedil;amento mais apertado das fam&iacute;lias por causa da pandemia e das altas taxas de desemprego, a previd&ecirc;ncia complementar vai mal neste ano. Mas, com a entrada de um per&iacute;odo sazonalmente favor&aacute;vel para o setor, as institui&ccedil;&otilde;es aceleram suas a&ccedil;&otilde;es e estrat&eacute;gias, com novos produtos e campanhas para motivar o investidor a construir uma reserva para a aposentadoria. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Incorporadoras de Im&oacute;veis : As incorporadoras com foco nos padr&otilde;es m&eacute;dio e de alta renda apresentaram resultados fortes, no terceiro trimestre, com crescimento de receita, margem e, consequentemente, melhora da &uacute;ltima linha do balan&ccedil;o. Empresas aproveitaram o per&iacute;odo para lan&ccedil;ar projetos e atender &agrave; demanda que tinha sido represada nos primeiros meses da pandemia de covid-19. A continuidade do bom desempenho &eacute; esperada para o quarto trimestre. No segmento de baixa renda, por&eacute;m, n&atilde;o se verificou um cen&aacute;rio t&atilde;o positivo. A receita tamb&eacute;m teve expans&atilde;o, mas a luz amarela se acendeu, com preocupa&ccedil;&otilde;es da press&atilde;o do aumento dos custos de mat&eacute;rias-primas sobre as margens. Em im&oacute;veis de maior valor tem sido poss&iacute;vel repassar para os pre&ccedil;os as altas nos custos, o que se mostra mais dif&iacute;cil nas unidades populares devido ao teto dos valores do programa habitacional Casa Verde e Amarela. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Indicadores<\/h4>\n\n\n\n<p>Infla&ccedil;&atilde;o 2020: Com a press&atilde;o causada pelo pre&ccedil;o dos alimentos, foram expressivas as altera&ccedil;&otilde;es nas previs&otilde;es para infla&ccedil;&atilde;o. Para o &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA), a SPE espera alta acumulada de 3,13% em 2020, ante o 1,83% previsto em setembro. J&aacute; o &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor (INPC), que corrige o sal&aacute;rio m&iacute;nimo, dever&aacute; ficar em 4,10% neste ano, ante os 2,35% projetados antes. O &Iacute;ndice Geral de Pre&ccedil;os &ndash; Disponibilidade Interna (IGP-DI), por sua vez, dever&aacute; fechar o ano em 20,98%, ante 13,02%. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>O &Iacute;ndice Geral de Pre&ccedil;os &ndash; Mercado (IGP-M) apontou alta de 3,05% no segundo dec&ecirc;ndio de novembro, ante 2,92% no mesmo per&iacute;odo do m&ecirc;s anterior. Com o resultado, a taxa acumulada em 12 meses passou de 20,56% para 24,25%, informou o FGV Ibre. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Cai a confian&ccedil;a: A pr&eacute;via extraordin&aacute;ria das Sondagens da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (FGV), com dados coletados at&eacute; o dia 13\/11\/2020, sinaliza recuo da confian&ccedil;a empresarial e dos consumidores em novembro. Em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero final de outubro, o &Iacute;ndice de Confian&ccedil;a Empresarial (ICE) recuaria 0,9 ponto, para 96,2 pontos, enquanto o &Iacute;ndice de Confian&ccedil;a do Consumidor (ICC) cairia 2,2 pontos, para 80,4 pontos. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Crescimento do PIB: O Minist&eacute;rio da Economia revisou para queda de 4,5% a estimativa para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Na grade de par&acirc;metros anterior, divulgada em setembro, a proje&ccedil;&atilde;o era de queda de 4,7%. Para o PIB do ano que vem, a pasta agora espera uma alta de 3,2%. Para o terceiro trimestre, a expectativa &eacute; de recuo de 3,9% frente ao mesmo per&iacute;odo do ano anterior. Na divulga&ccedil;&atilde;o anterior, esperava-se um recuo de 4,9%. Em rela&ccedil;&atilde;o ao segundo trimestre deste ano, a proje&ccedil;&atilde;o &eacute; de avan&ccedil;o de 8,3%. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Boletim Focus: A mediana das proje&ccedil;&otilde;es dos economistas do mercado para a infla&ccedil;&atilde;o oficial em 2020 subiu de 3,20% para 3,25%, segundo o Boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado dia 16-11-2020 com estimativas coletadas at&eacute; o fim da semana passada. A mediana das proje&ccedil;&otilde;es do mercado para a varia&ccedil;&atilde;o do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020 voltou a subir, de -4,80% para -4,66%, vindo de um piso de -6,54% atingido no fim de junho. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Previs&atilde;o do PIB: O governo federal melhorou ligeiramente sua proje&ccedil;&atilde;o para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, vislumbrando uma recupera&ccedil;&atilde;o mais forte da economia. A previs&atilde;o de queda, antes de 4,7%, passou para 4,5%. Atualmente, analistas de mercado esperam uma queda de 4,66%, segundo o boletim Focus do Banco Central (BC). O governo manteve, ainda, sua proje&ccedil;&atilde;o de crescimento para 2021 em 3,2%. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Crescimento do cr&eacute;dito: As institui&ccedil;&otilde;es financeiras est&atilde;o mais otimistas em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho do cr&eacute;dito neste ano. A nova edi&ccedil;&atilde;o da Pesquisa Febraban de Economia Banc&aacute;ria, realizada entre 4 e 11 de novembro, projeta crescimento de 11,8% na carteira total em 2020. A estimativa anterior, de setembro, era de 9,4%.De acordo com o levantamento, o setor prev&ecirc; crescimento de 13,6% no cr&eacute;dito com recursos livres, acima dos 10,7% projetados anteriormente. Houve avan&ccedil;o em especial nas perspectivas para a carteira de pessoas jur&iacute;dicas (alta de 15,7% na pesquisa de setembro e de 20,4% em novembro), refletindo a demanda por capital de giro. Na carteira de pessoas f&iacute;sicas, a expectativa agora &eacute; de aumento de 7,8% neste ano, ante uma perspectiva de alta de 6,7% captada na edi&ccedil;&atilde;o anterior. Para o cr&eacute;dito direcionado, a proje&ccedil;&atilde;o subiu de 7,6% em setembro para 8,6% na pesquisa mais recente. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Drenagem do FGTS 1: As medidas adotadas pelo governo para estimular a economia, como o saque emergencial ou ainda na data de anivers&aacute;rio, serviram para impedir a queda mais abrupta do PIB neste ano, mas fizeram com que as retiradas do Fundo Garantia do Tempo de Servi&ccedil;o (FGTS) superassem a arrecada&ccedil;&atilde;o bruta em R$ 10,948 bilh&otilde;es no per&iacute;odo de janeiro a julho. As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o do site do fundo. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Monitor do PIB: O Monitor do PIB-FGV aponta crescimento de 7,5%, na atividade econ&ocirc;mica no terceiro trimestre, em compara&ccedil;&atilde;o ao segundo, e crescimento de 1,1% em setembro, em compara&ccedil;&atilde;o a agosto, divulgou o FGV\/Ibre. Na compara&ccedil;&atilde;o interanual, a economia teve queda de 4,4% no terceiro trimestre e de 2,3% em setembro. O setor de servi&ccedil;os ainda apresenta grande resist&ecirc;ncia &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o com grande influ&ecirc;ncia das atividades de administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e de outros servi&ccedil;os. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Consumo das fam&iacute;lias: Segundo a FGV, o consumo das fam&iacute;lias retraiu 5,1% no terceiro trimestre, em compara&ccedil;&atilde;o ao mesmo trimestre de 2019. Apesar de negativo, este resultado mostra continuidade da tend&ecirc;ncia ascendente em rela&ccedil;&atilde;o a queda de 13,2% registrada no segundo trimestre. O consumo de bens apresenta recupera&ccedil;&atilde;o mais evidente com crescimento no consumo de produtos n&atilde;o dur&aacute;veis (1,0%) e de dur&aacute;veis (0,9%), a despeito da retra&ccedil;&atilde;o de 13,7% do consumo de semidur&aacute;veis, aponta a FGV. O consumo de servi&ccedil;os, embora esteja com taxas menos negativas desde o resultado do segundo trimestre, ainda apresenta a recupera&ccedil;&atilde;o mais lenta, tendo recuado 8,7%, no terceiro trimestre. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Investimentos: A Forma&ccedil;&atilde;o Bruta de Capital Fixo (FBCF) retraiu 2,2% no terceiro trimestre, em compara&ccedil;&atilde;o ao mesmo trimestre de 2019. O &uacute;nico componente ainda apresentando retra&ccedil;&atilde;o nesta compara&ccedil;&atilde;o &eacute; o de m&aacute;quinas e equipamentos (-8,2), embora esta queda esteja sendo cada vez menor desde a retra&ccedil;&atilde;o de 29,3% no segundo trimestre. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Exporta&ccedil;&otilde;es: A exporta&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os cresceu 1,7% no terceiro trimestre, em compara&ccedil;&atilde;o ao terceiro trimestre de 2019. Os principais destaques positivos s&atilde;o o crescimento da exporta&ccedil;&atilde;o de produtos agropecu&aacute;rios (15,9%), da extrativa mineral (16,0%) e de bens de consumo (19,2%). (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Importa&ccedil;&otilde;es: A importa&ccedil;&atilde;o retraiu 24,4% no terceiro trimestre, em compara&ccedil;&atilde;o ao mesmo trimestre de 2019, registrando queda em praticamente todos os seus componentes. Segundo a FGV, a &uacute;nica exce&ccedil;&atilde;o &eacute; a importa&ccedil;&atilde;o de produtos agropecu&aacute;rios que cresceu 8,5%. As fortes quedas de bens intermedi&aacute;rios (-17,6%) e dos servi&ccedil;os (-32,2%) explicam a maior parte desta retra&ccedil;&atilde;o, embora os bens intermedi&aacute;rios estejam com queda menor no terceiro trimestre que as registradas anteriormente, enquanto a importa&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os continua em desacelera&ccedil;&atilde;o. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Estrangeiros na Bolsa: No ano, a sa&iacute;da de estrangeiros somou R$ 60,13 bilh&otilde;es, at&eacute; 17-11-2020. Ao considerar o mercado prim&aacute;rio (IPOs e follow-ons), com entrada de R$ 19,61 bilh&otilde;es at&eacute; setembro, o fluxo externo na bolsa de valores est&aacute; negativo em R$ 40,51 bilh&otilde;es em 2020. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Setores<\/h4>\n\n\n\n<p>Ind&uacute;stria automobil&iacute;stica em crise: Nos &uacute;ltimos anos, o Brasil sempre esteve entre os dez maiores produtores de ve&iacute;culos do mundo. O potencial do mercado de um pa&iacute;s continental, de onde se pode abastecer a Am&eacute;rica do Sul, seduziu os principais fabricantes dos Estados Unidos, Europa, Jap&atilde;o e Coreia. Atra&iacute;das por incentivos, essas multinacionais constru&iacute;ram um parque industrial gigante. Recentemente, por&eacute;m, o pa&iacute;s come&ccedil;ou a perder for&ccedil;a no cen&aacute;rio global. A situa&ccedil;&atilde;o agravou-se com a chegada de um governo que n&atilde;o tem a ind&uacute;stria automobil&iacute;stica nas prioridades, a imin&ecirc;ncia do fim de benef&iacute;cios fiscais, a perda de renda do consumidor e o enfraquecimento das exporta&ccedil;&otilde;es pela crise Argentina. Mas o dado mais preocupante &eacute; que o Brasil perdeu relev&acirc;ncia no desenvolvimento de novos carros, que se concentram, hoje, na eletromobilidade, dire&ccedil;&atilde;o aut&ocirc;noma e tudo o que envolve novas necessidades de transporte. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Ind&uacute;stria acorda 1: Ao analisar o acordo de livre-com&eacute;rcio Mercosul-Uni&atilde;o Europeia (UE), a Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado de S&atilde;o Paulo (Fiesp) acendeu a luz amarela: constatou que o setor privado colocou muita aten&ccedil;&atilde;o sobre redu&ccedil;&atilde;o de tarifas e bem menos nos instrumentos de defesa comercial (medidas antidumping, antissubs&iacute;dio, salvaguarda). Agora, a representa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria preparou um estudo de 88 p&aacute;ginas com sugest&otilde;es para o governo levar em conta, em futuras negocia&ccedil;&otilde;es de acordos preferenciais de com&eacute;rcio, uma defensa refor&ccedil;ada do setor contra pr&aacute;ticas consideradas desleais dos parceiros. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Ind&uacute;stria acorda 2: Ter capacidade de defesa comercial ajuda a abrir o mercado e investir no pa&iacute;s. A baixa de tarifas de importa&ccedil;&atilde;o &eacute; comparada ao motor do carro que aumenta o com&eacute;rcio, enquanto os instrumentos de defesa comercial s&atilde;o o freio para situa&ccedil;&otilde;es imprevistas e prejudiciais decorrentes da liberaliza&ccedil;&atilde;o. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Estoques das Ind&uacute;strias: Apesar de seguidas altas na produ&ccedil;&atilde;o industrial, os estoques do setor continuam em queda e abaixo do desejado pela ind&uacute;stria. &Eacute; o que constatou relat&oacute;rio de sondagem sobre o m&ecirc;s de outubro divulgado pela CNI (Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria). A varia&ccedil;&atilde;o indica diminui&ccedil;&atilde;o dos estoques de produtos finais em outubro. O resultado refletiu o crescimento das vendas acima da produ&ccedil;&atilde;o, de acordo com o relat&oacute;rio. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Utiliza&ccedil;&atilde;o da Capacidade Instalada: A utiliza&ccedil;&atilde;o da capacidade instalada (UCI) da ind&uacute;stria subiu 2 pontos percentuais e chegou a 74%, quatro pontos acima de setembro de 2019, a melhor marca para o m&ecirc;s desde 2013. A ind&uacute;stria foi bastante afetada pela pandemia da Covid-19 no Brasil. No segundo trimestre, auge do distanciamento social para combater a dissemina&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, o setor encolheu 12,3%. Nos cinco meses de recupera&ccedil;&atilde;o, o setor compensou a perda de 27,1% entre mar&ccedil;o e abril, quando a Covid-19 atingiu o pa&iacute;s. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Decis&atilde;o do Cade 1: O plen&aacute;rio do Conselho Administrativo de Defesa Econ&ocirc;mica (Cade) aprovou a aquisi&ccedil;&atilde;o, pela Seara (JBS), do setor de maionese e margarina da Bunge. O neg&oacute;cio, fechado no final do ano passado por R$ 700 milh&otilde;es, envolve as f&aacute;bricas de S&atilde;o Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, bem como as marcas Del&iacute;cia, Primor e Gradina. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Decis&atilde;o do Cade 2: Por unanimidade e com restri&ccedil;&otilde;es, o plen&aacute;rio do Conselho Administrativo de Defesa Econ&ocirc;mica (Cade) aprovou a aquisi&ccedil;&atilde;o da Liquig&aacute;s por um grupo formado por Copagaz, Ita&uacute;sa, Nacional G&aacute;s e Fog&aacute;s. Para dar andamento &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o da empresa, o Cade imp&ocirc;s algumas medidas para reduzir o patamar de concentra&ccedil;&atilde;o de mercado em algumas regi&otilde;es, por meio de vendas de participa&ccedil;&atilde;o. Em 2018, o &oacute;rg&atilde;o antitruste j&aacute; havia barrado a venda da Liquig&aacute;s, que &eacute; a vice-l&iacute;der nacional do setor de g&aacute;s de cozinha. Na ocasi&atilde;o, o neg&oacute;cio envolvia a Ultragaz, a l&iacute;der do segmento. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Toyota: H&aacute; 23 anos, a Toyota construiu na Argentina uma f&aacute;brica que se transformou numa base de exporta&ccedil;&atilde;o. Somente neste ano, 80% dos carros ali produzidos seguiram para 23 pa&iacute;ses, incluindo toda a Am&eacute;rica Latina. Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil sonha em replicar no Brasil um modelo de produ&ccedil;&atilde;o como esse. Mas, uma s&eacute;rie de problemas que envolvem custo de produ&ccedil;&atilde;o fazem com que no Brasil a exporta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o passe dos 20%. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Consumo e comportamento<\/h4>\n\n\n\n<p>H&aacute;bitos alimentares 1: A quarta etapa da Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de (PNS) de 2019, publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), identificou que os brasileiros est&atilde;o longe do consumo ideal de frutas e hortali&ccedil;as. Segundo o levantamento, apenas 13% praticam o consumo recomendado desses alimentos. Dos entrevistados 14,3% disseram ter consumido cinco ou mais alimentos processados no dia anterior &agrave; entrevista. Esses produtos s&atilde;o considerados um fator de risco para a sa&uacute;de das pessoas. S&atilde;o exemplos bebida achocolatada e iogurte com sabor, biscoitos, bolo de pacote, salsicha e outros embutidos. Nesse quesito, o IBGE identificou que a preval&ecirc;ncia desse h&aacute;bito na &aacute;rea rural &eacute; de 7,4%, bem menor do que nas cidades (15,4%). (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>H&aacute;bitos alimentares 2: Os melhores h&aacute;bitos de consumo acontecem entre a popula&ccedil;&atilde;o branca (15,1%) e com ensino superior completo (22,4%). Por sexo, a maior taxa de consumo correto se verifica entre mulheres (15,4%), enquanto s&oacute; 10,2% dos homens o fazem. Os mais velhos se revelaram os maiores consumidores de frutas e hortali&ccedil;as. Entre jovens de 18 a 24 anos, s&oacute; 7,4% disseram comer em quantidade adequada, &iacute;ndice que sobe conforme a idade, at&eacute; alcan&ccedil;ar 17,9% para aqueles com mais de 60 anos. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Sa&uacute;de dos brasileiros: A quarta etapa da Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de (PNS) de 2019, do IBGE, mostra que 52% da popula&ccedil;&atilde;o com 18 anos ou mais tinha pelo menos uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica, sendo as mais prevalentes a hipertens&atilde;o arterial, problemas na coluna, depress&atilde;o e diabetes. Todas as enfermidades pesquisadas na edi&ccedil;&atilde;o anterior da PNS, em 2013, viram suas preval&ecirc;ncias aumentarem. Para o analista do IBGE Gustavo Fontes, poss&iacute;veis explica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, o aumento da obesidade e a expans&atilde;o do acesso &agrave; rede de sa&uacute;de e diagn&oacute;sticos. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Atividades F&iacute;sicas 1: O n&uacute;mero de pessoas que praticam exerc&iacute;cios f&iacute;sicos como lazer no Brasil aumentou de maneira significativa entre 2013 e 2019, e chega a quase um ter&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o com 18 anos ou mais. Em 2019, 30,1% dos brasileiros praticaram o n&iacute;vel recomendado de atividade f&iacute;sica no lazer, enquanto esse percentual foi de apenas 22,7% em 2013. Entre homens, esse percentual foi de 34,2%, enquanto para as mulheres foi de 26,4%. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Atividades F&iacute;sicas 2: Os classificados como &ldquo;insuficientemente ativos&rdquo; ainda s&atilde;o 40,3% dos adultos brasileiros, percentual considerado alto. Essas pessoas n&atilde;o praticaram atividade f&iacute;sica ou o fizeram por menos de 150 minutos por semana, seja no lazer, no trabalho ou em deslocamentos. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pol&iacute;tica<\/h2>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Governo<\/h4>\n\n\n\n<p>Josias de Souza: &ldquo;Jair Bolsonaro ser&aacute; candidato &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o em 2022. A elei&ccedil;&atilde;o municipal n&atilde;o altera esse plano. Mas o eleitorado sinalizou ao presidente que o segundo mandato depende do &ecirc;xito, n&atilde;o do gog&oacute;. O terraplanismo sanit&aacute;rio e a ideologia sem resultados foram como que jurados de morte no primeiro turno da elei&ccedil;&atilde;o da pandemia. Mas Bolsonaro reagiu como se sua Presid&ecirc;ncia estivesse cheia de vida. Crivado de recados, o presidente assistiu pela TV &agrave; derrota de candidatos que apoiou. Sem se dar conta de que internet n&atilde;o tem borracha, correu &agrave;s redes sociais para apagar a lista dos seus preferidos. A onda de extrema-direita que levou Bolsonaro ao Planalto virou marola em 2020. Mas o presidente leva a m&atilde;o &agrave; prancha. Enxerga na conjuntura eleitoral uma &ldquo;clara sinaliza&ccedil;&atilde;o de que a onda conservadora chegou em 2018 para ficar&rsquo;.&rdquo; (UOL) (Meio)<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil est&aacute; correndo o risco de &ldquo;virar uma Venezuela&rdquo; &ndash; pelo menos na Assembleia Geral da ONU e nos principais conselhos das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. O pa&iacute;s vai perder direito de voto em todas as inst&acirc;ncias do organismo multilateral, a partir de janeiro, caso n&atilde;o pague pelo menos US$ 113,5 milh&otilde;es at&eacute; o dia 31 de dezembro. O pagamento n&atilde;o quitaria toda a d&iacute;vida acumulada pelo governo brasileiro, que chega a US$ 386 milh&otilde;es e inclui contribui&ccedil;&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias para miss&otilde;es de paz, mas &eacute; a quantia m&iacute;nima para evitar a puni&ccedil;&atilde;o. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Andreazza: &ldquo;A elei&ccedil;&atilde;o municipal ser&aacute; o menor dos problemas de Bolsonaro. H&aacute; exagero em nacionaliza-la, em responsabiliz&aacute;-lo diretamente pelo derretimento daqueles que apoiou; talvez com o intuito &mdash; politicamente leg&iacute;timo &mdash; de lhe colar derrotas. Ok. &Eacute; do jogo. Ele perdeu. Os candidatos pelos quais pediu foram mal. Mas que n&atilde;o se leia na fotografia proje&ccedil;&atilde;o de fraqueza. Ser&aacute; erro subestim&aacute;-lo &mdash; senhor da m&aacute;quina federal &mdash; &agrave; luz do que expressam as urnas.&rdquo; (Globo) (Meio)<\/p>\n\n\n\n<p>N&atilde;o foi s&oacute; Bolsonaro que se revelou um mau cabo eleitoral. A ministra da Mulher, Fam&iacute;lia e Direitos Humanos, Damares Alves gravou v&iacute;deos de apoio para nove candidatos. S&oacute; emplacou uma: Fl&aacute;via Borja (Avante), eleita vereadora em Belo Horizonte (MG). (Meio)<\/p>\n\n\n\n<p>Falhas na LDO: O impasse pol&iacute;tico que est&aacute; inviabilizando a vota&ccedil;&atilde;o do projeto de Lei de Diretrizes Or&ccedil;ament&aacute;rias (LDO) de 2021 evidencia uma car&ecirc;ncia do arcabou&ccedil;o fiscal brasileiro: a falta de uma regra permanente de conting&ecirc;ncia para a gest&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria. Normalmente, a LDO estabelece um plano para o caso de n&atilde;o aprova&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento, determinando a execu&ccedil;&atilde;o de 1\/12 de pelo menos parte das despesas. A quest&atilde;o &eacute; que n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o sobre o que fazer se n&atilde;o tiver LDO. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Privatiza&ccedil;&otilde;es: Num momento em que o Amap&aacute; sofre com o apag&atilde;o el&eacute;trico o ministro Paulo Guedes afirmou que &eacute; preciso privatizar a Eletrobras. Ele admitiu que a venda de estatais n&atilde;o avan&ccedil;ou e, sem citar nomes, atribuiu a demora a um acordo de centro-esquerda no Congresso contra privatiza&ccedil;&otilde;es. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Economia no pagamento de juros: O governo deve economizar R$ 400 bilh&otilde;es em juros em quatro anos, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, na Premia&ccedil;&atilde;o Melhores e Maiores 2020 da Revista Exame. J&aacute; foram economizados R$ 80 bilh&otilde;es no primeiro ano e R$ 120 bilh&otilde;es no segundo. S&atilde;o esperados mais R$ 100 bilh&otilde;es em cada um dos pr&oacute;ximos dois anos. Isso foi poss&iacute;vel pela mudan&ccedil;a do mix da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica: fiscal mais apertado e monet&aacute;rio um pouco mais frouxo, disse Guedes. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Lei Kandir: O plen&aacute;rio do Senado aprovou projeto de lei que prev&ecirc; o pagamento das perdas de arrecada&ccedil;&atilde;o provocadas pela Lei Kandir. O texto estabelece a transfer&ecirc;ncia de pelo menos R$ 62 bilh&otilde;es para Estados e munic&iacute;pios, conforme acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) entre a Uni&atilde;o e o F&oacute;rum Nacional de Governadores. Este valor pode ser acrescido de outros R$ 3,6 bi, se os parlamentares aprovarem a proposta de emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o (PEC) do Pacto Federativo, que est&aacute; parada no Parlamento. A mat&eacute;ria segue agora para a C&acirc;mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Gest&atilde;o p&uacute;blica<\/h4>\n\n\n\n<p>Proje&ccedil;&atilde;o do d&eacute;ficit: Analistas consultados pelo Minist&eacute;rio da Economia melhoraram sua proje&ccedil;&atilde;o para o d&eacute;ficit prim&aacute;rio do governo central neste ano, mas passaram a ver um rombo maior no ano que vem, conforme boletim Prisma Fiscal. Agora, a perspectiva &eacute; de um d&eacute;ficit de 844,8 bilh&otilde;es de reais em 2020, abaixo dos 858,2 bilh&otilde;es de reais apontados no relat&oacute;rio do m&ecirc;s passado. A cifra hist&oacute;rica reflete os vultosos gastos da Uni&atilde;o com o enfrentamento &agrave; pandemia de coronav&iacute;rus. Para 2021, a conta foi piorada a um d&eacute;ficit de 224,8 bilh&otilde;es de reais, ante 218 bilh&otilde;es de reais anteriormente. (Brasil 247)<\/p>\n\n\n\n<p>Perigo &agrave; vista: Em um ano t&atilde;o dif&iacute;cil como 2020 n&atilde;o h&aacute; muito para comemorar. J&aacute; h&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o com alta de pre&ccedil;os, falta de mat&eacute;ria-prima e a possibilidade uma segunda onda da doen&ccedil;a, o que pode ter impactos relevantes nos resultados do quarto trimestre e dos primeiros meses de 2021. Tamb&eacute;m n&atilde;o est&aacute; claro, at&eacute; agora, quais ser&atilde;o os efeitos do fim dos programas emergenciais do governo federal. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Monitoramento da Infla&ccedil;&atilde;o: O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que os riscos de aumento da infla&ccedil;&atilde;o s&atilde;o tempor&aacute;rios e est&atilde;o sendo monitorados pela autoridade monet&aacute;ria. Al&eacute;m disso, afirmou que h&aacute; preocupa&ccedil;&atilde;o com a rolagem da d&iacute;vida porque o Brasil se endividou mais e tem concentra&ccedil;&atilde;o de vencimentos devido ao encurtamento dos prazos. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>D&iacute;vida P&uacute;blica e Pobreza: Campos ressaltou que o Brasil tem uma das d&iacute;vidas brutas mais altas entre os emergentes. Ele lembrou que a d&iacute;vida j&aacute; era alta e a situa&ccedil;&atilde;o fiscal do pa&iacute;s j&aacute; era fr&aacute;gil antes da crise. Segundo o presidente do BC, a d&uacute;vida que surge &eacute; se o efeito pobreza abortar&aacute; o crescimento, diante do elevado endividamento, quando o mundo se recuperar e as taxas de juros voltarem a subir. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Raul Veloso: Na situa&ccedil;&atilde;o excepcional em que a pandemia colocou o pa&iacute;s, com elevado d&eacute;ficit p&uacute;blico e necessidade de recursos para sa&uacute;de e tamb&eacute;m para um novo programa de transfer&ecirc;ncia de renda, o economista Raul Velloso defende a emiss&atilde;o de moeda. N&atilde;o h&aacute;, diz ele, por que financiar tudo com a emiss&atilde;o de t&iacute;tulos. Ele tamb&eacute;m critica os que defendem a manuten&ccedil;&atilde;o do teto de gastos e aponta a necessidade de investimentos do setor p&uacute;blico como forma de retomada econ&ocirc;mica no p&oacute;s-crise. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Inadimpl&ecirc;ncia: Eurico Fabri, vice-presidente executivo do Bradesco, afirmou que a inadimpl&ecirc;ncia no sistema financeiro certamente vai crescer em 2021, j&aacute; que est&aacute; atualmente em m&iacute;nimas hist&oacute;ricas, ap&oacute;s as medidas de flexibiliza&ccedil;&atilde;o adotadas pelos bancos para ajudar os clientes a passar pela pandemia. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Agenda Fiscal: A prov&aacute;vel paralisia da agenda fiscal contraria os sinais dados pelo governo nas &uacute;ltimas semanas, de que a pauta seria destravada ap&oacute;s as elei&ccedil;&otilde;es. A falta de avan&ccedil;o nas reformas estruturais emite um sinal negativo para o mercado, parcialmente contrabalan&ccedil;ado pelos sinais de retomada da economia. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Securitiza&ccedil;&atilde;o de d&iacute;vidas: Um dos pontos que geraram maior disputa nas negocia&ccedil;&otilde;es das medidas de socorro aos Estados, a possibilidade de reestrutura&ccedil;&atilde;o de d&iacute;vidas com mecanismo de securitiza&ccedil;&atilde;o at&eacute; agora n&atilde;o andou. Apesar de aprovada na Lei Complementar 173 sob demanda dos governadores, o Tesouro Nacional n&atilde;o registrou nenhum pedido para dar aval (garantia) para qualquer Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Swap Cambial: O Banco Central (BC) iniciou, no dia 17-11-2020, leil&otilde;es di&aacute;rios de swap cambial para rolagem do vencimento de janeiro. O estoque total &eacute; de US$ 11,8 bilh&otilde;es, ou 235.950 contratos. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Venda de a&ccedil;&otilde;es do BNDES: O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES) fez no dia 16-11-2020 mais um movimento de venda de a&ccedil;&otilde;es da carteira de renda vari&aacute;vel da institui&ccedil;&atilde;o. O banco se desfez de 40 milh&otilde;es de a&ccedil;&otilde;es de Vale, cotadas a R$ 63,62, em opera&ccedil;&atilde;o em bloco na bolsa feita via corretora do Bradesco que totalizou R$ 2,54 bilh&otilde;es. O valor por a&ccedil;&atilde;o ficou pr&oacute;ximo da cota&ccedil;&atilde;o do fechamento da empresa ontem, de R$ 64,92, com alta de 2,64% sobre o &uacute;ltimo preg&atilde;o. O Morgan Stanley foi o principal banco na compra, segundo fontes pr&oacute;ximas da transa&ccedil;&atilde;o. Esse &eacute; o segundo movimento de venda em &ldquo;block trade&rdquo; feito pelo BNDES com a&ccedil;&otilde;es de Vale. O primeiro ocorreu em agosto, quando o banco vendeu R$ 8,1 bilh&otilde;es na bolsa, tamb&eacute;m em um &uacute;nico dia, de a&ccedil;&otilde;es da empresa fora do bloco de controle. Na ocasi&atilde;o, o banco tinha posi&ccedil;&atilde;o de 6,1% no capital da mineradora e reduziu essa fatia para 3,7% do capital total. Na &eacute;poca se definiu um per&iacute;odo de bloqueio (lock-up) para a venda de a&ccedil;&otilde;es da mineradora pelo BNDES, o qual venceu no mesmo per&iacute;odo em que expirava o acordo de acionistas. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Elei&ccedil;&otilde;es<\/h4>\n\n\n\n<p>Elei&ccedil;&otilde;es 2020: O n&uacute;mero de eleitores que preferiram n&atilde;o participar da elei&ccedil;&atilde;o para prefeito no domingo, 15 de novembro &ndash; seja anulando, votando em branco ou n&atilde;o comparecendo &mdash; superou os candidatos mais votados em 483 cidades do Brasil, incluindo a maior delas, S&atilde;o Paulo. Na capital paulistana, 3,6 milh&otilde;es de eleitores n&atilde;o votaram. Isso &eacute; mais do que os 2,8 milh&otilde;es de votos que Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL), que foram para o segundo turno, receberam somados. No domingo, o pa&iacute;s registrou a maior absten&ccedil;&atilde;o em 20 anos. (Folha) (Meio)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Educa&ccedil;&atilde;o<\/h4>\n\n\n\n<p>Novo Fundeb: O projeto de lei de regulamenta&ccedil;&atilde;o do novo Fundeb prev&ecirc; que parte dos novos recursos da Uni&atilde;o aos Estados seja repassada para entidades privadas credenciadas, como o Sistema S, para complementar a oferta de ensino t&eacute;cnico profissionalizante. A proposta contraria o que tem defendido o governo Bolsonaro, que busca ampliar o escopo de escolas privadas sem fins lucrativos aptas a receber verbas do Fundeb para todo o ciclo da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, da educa&ccedil;&atilde;o infantil ao ensino m&eacute;dio. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Internacional<\/h2>\n\n\n\n<p>Priorizar pedestres e bicicletas: Barcelona criou um plano para priorizar pedestres e bicicletas em vez de carros. No centro da cidade, 21 ruas v&atilde;o ser redesenhadas para terem menos vagas de estacionamento e mais ciclovias, espa&ccedil;os para crian&ccedil;as e &aacute;reas verdes. A ideia &eacute; que ningu&eacute;m fique distante de mais de cerca de 200 metros de um pequeno parque. O novo projeto ser&aacute; implementado nos pr&oacute;ximos 10 anos. (Meio)<\/p>\n\n\n\n<p>Carros El&eacute;tricos 1: A fabricante de ve&iacute;culos el&eacute;tricos chinesa NIO reportou um aumento de 146% nas vendas de seus ve&iacute;culos no terceiro trimestre de 2020, na compara&ccedil;&atilde;o com 2019, totalizando 4,27 bilh&otilde;es de iuanes (US$ 650 milh&otilde;es), enquanto a receita geral do trimestre aumentou 137% para 4,53 bilh&otilde;es de iuanes. A expectativa de forte crescimento nas vendas de ve&iacute;culos el&eacute;tricos e o aumento das avalia&ccedil;&otilde;es daTesla e de rec&eacute;m-chegados como a Nio est&atilde;o estimulando uma das maiores transforma&ccedil;&otilde;es na ind&uacute;stria automobil&iacute;stica em um s&eacute;culo, impulsionando novos investimentos e abrindo as portas para novos concorrentes e marcas. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Carros El&eacute;tricos 2: As vendas de ve&iacute;culos el&eacute;tricos representam apenas cerca de 2% do total das vendas de autom&oacute;veis em todo o mundo, mas devem crescer em meio a regulamentos cada vez mais r&iacute;gidos sobre emiss&otilde;es de escapamento em todo o mundo. Pol&iacute;ticas ecol&oacute;gicas da Uni&atilde;o Europeia e da China e de estados americanos como a Calif&oacute;rnia est&atilde;o levando os fabricantes de autom&oacute;veis a investir bilh&otilde;es de d&oacute;lares em tecnologia e modelos el&eacute;tricos. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial Verde: Em 2030, cinco anos antes do previsto, ser&aacute; proibida no Reino Unido a venda de carros e vans novos movidos a combust&iacute;veis f&oacute;sseis, anunciou o premi&ecirc; Boris Johnson. A medida faz parte de um plano de &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o industrial verde&rdquo; que inclui ainda investimentos em energia e&oacute;lica marinha, reflorestamento e &ecirc;nfase em carros el&eacute;tricos. (Meio)<\/p>\n\n\n\n<p>Grandes Fortunas: A C&acirc;mara de Deputados da Argentina aprovou, gra&ccedil;as ao apoio pontual de blocos menores de oposi&ccedil;&atilde;o ao governo, um projeto de lei para taxar grandes fortunas no pa&iacute;s. O projeto agora ser&aacute; avaliado pelo Senado. (Valor)<\/p>\n\n\n\n<p>O TikTok ganhou mais 15 dias do governo dos USA para definir um acordo de aquisi&ccedil;&atilde;o com uma empresa americana e n&atilde;o ser removido do pa&iacute;s. A ByteDance, respons&aacute;vel pelo app, est&aacute; em negocia&ccedil;&otilde;es com a Oracle e o Walmart. Os detalhes do acordo, no entanto, incluindo quanto controle as empresas americanas teriam sobre o aplicativo, continuam em discuss&atilde;o. (Meio)<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\">\n\n\n\n<p>Fontes: Jornal Valor, UOL, Canal Meio Newsletter, Folha, Carta Capital, Brasil 247, Globo<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As promo&ccedil;&otilde;es de final de ano ser&atilde;o importantes para definir o comportamento dos consumidores nos pr&oacute;ximos meses<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14360,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[2246,2245],"tags":[2272,93],"class_list":{"0":"post-14359","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-paulo-roberto-bretas","8":"category-conjuntura","9":"tag-perspectivas-economicas","10":"tag-tendencias"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/amazon-comercio-eletronico-ecommerce.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14359"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14359\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14360"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}