{"id":1418,"date":"2018-07-02T08:44:58","date_gmt":"2018-07-02T11:44:58","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=1418"},"modified":"2018-07-02T08:44:58","modified_gmt":"2018-07-02T11:44:58","slug":"a-expectativa-de-vida-pode-nao-ter-limites","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/a-expectativa-de-vida-pode-nao-ter-limites\/","title":{"rendered":"Longevidade: a expectativa de vida pode n\u00e3o ter limites"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1419\" aria-describedby=\"caption-attachment-1419\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/longevidade-envelhecimento-pesquisa-centenarios-foto-pixabay.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1419\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/longevidade-envelhecimento-pesquisa-centenarios-foto-pixabay.jpg\" alt=\"N&atilde;o h&aacute; limite para a longevidade, diz estudo que revive o debate sobre a expectativa de vida humana foto: Pixabay\" width=\"960\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/longevidade-envelhecimento-pesquisa-centenarios-foto-pixabay.jpg 960w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/longevidade-envelhecimento-pesquisa-centenarios-foto-pixabay-300x225.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/longevidade-envelhecimento-pesquisa-centenarios-foto-pixabay-768x576.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/longevidade-envelhecimento-pesquisa-centenarios-foto-pixabay-640x480.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1419\" class=\"wp-caption-text\">N&atilde;o h&aacute; limite para a longevidade, diz estudo que revive o debate sobre a expectativa de vida humana<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span>Pode n&atilde;o haver limite natural para quanto tempo os humanos podem viver. Pelo menos nenhum dos limites est&aacute; totalmente evidente,&nbsp;ao contr&aacute;rio do que dizem alguns dem&oacute;grafos e bi&oacute;logos. Esta &eacute; uma constata&ccedil;&atilde;o apresentada por uma<\/span><span>&nbsp;an&aacute;lise estat&iacute;stica publicada na&nbsp;<\/span><i><span>Science&nbsp;<\/span><\/i><sup><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-018-05582-3?utm_source=twt_nnc&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=naturenews&amp;sf192837955=1#ref-CR1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span>1<\/span><\/a><\/sup><span>&nbsp;sobre as probabilidades de sobreviv&ecirc;ncia de quase 4 mil pessoas &ldquo;super-idosas&rdquo; na It&aacute;lia, todas com 105 anos ou mais.<\/span><\/p>\n<p><span>Mat&eacute;ria publicada por Elie Dolgin, do site Nature.com&nbsp; relata que uma equipe liderada pela dem&oacute;grafa Elisabetta Barbi, da Sapienza University, e por Francesco Lagona, da Roma, descobriu que o risco de morte &ndash; que, ao longo da maior parte da vida, aumenta &agrave; medida que as pessoas envelhecem &ndash; se estabiliza ap&oacute;s os 105 anos de idade. <\/span><\/p>\n<p><span>H&aacute; a cria&ccedil;&atilde;o de um &lsquo;plat&ocirc; de mortalidade&rsquo;.&nbsp;Nesse ponto, dizem os pesquisadores, as chances de algu&eacute;m morrer de um anivers&aacute;rio para o outro &eacute; de aproximadamente 50:50. Ou seja, pode ser que sim, pode ser que n&atilde;o.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Se existe um patamar de mortalidade, ent&atilde;o n&atilde;o h&aacute; limite para a longevidade humana&rdquo;, diz Jean-Marie Robine, um dem&oacute;grafo do Instituto Franc&ecirc;s de Sa&uacute;de e Pesquisa M&eacute;dica de Montpellier, que n&atilde;o esteve envolvido no estudo.<\/span><\/p>\n<p><span>Isso significaria que algu&eacute;m como Chiyo Miyako, a tatarav&oacute; japonesa que, aos 117 anos, &eacute; a pessoa mais velha do mundo, poderia viver nos pr&oacute;ximos anos &ndash; ou mesmo para sempre, pelo menos hipoteticamente.<\/span><\/p>\n<h2>Longevidade: debate antigo<\/h2>\n<p><span>Os pesquisadores h&aacute; muito debatem se os seres humanos t&ecirc;m um limite superior de idade.&nbsp;O consenso sustenta que o risco de morte aumenta constantemente na idade adulta, at&eacute; cerca de 80 anos ou mais.&nbsp;Mas h&aacute; um desacordo veemente sobre o que acontece quando as pessoas entram nos seus 90 e 100 anos.<\/span><\/p>\n<p><span>Alguns cientistas examinaram dados demogr&aacute;ficos e conclu&iacute;ram que h&aacute; uma &ldquo;vida &uacute;til&rdquo; fixa e natural para nossa esp&eacute;cie e que as taxas de mortalidade continuam aumentando.&nbsp;Outros analisaram os mesmos dados e conclu&iacute;ram que o risco de morte se estabiliza nos anos ultra-dourados e, portanto, que a expectativa de vida humana n&atilde;o tem um limite superior.<\/span><\/p>\n<figure class=\"figure\">\n<div class=\"embed intensity--high\">\n<div class=\"embed intensity--high\"><img decoding=\"async\" class=\"figure__image\" src=\"https:\/\/media.nature.com\/w800\/magazine-assets\/d41586-018-05582-3\/d41586-018-05582-3_15891714.jpg\" alt=\"\"><\/div>\n<\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p><span>Em 2016, o geneticista Jan Vijg e seus colegas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York, reacenderam o debate quando analisaram as idades relatadas na morte dos indiv&iacute;duos mais velhos do mundo ao longo de meio s&eacute;culo.&nbsp;Eles estimaram que a longevidade humana atingiu um teto em cerca de 115 anos &ndash; 125 no m&aacute;ximo.<\/span><\/p>\n<p><span>Vijg e sua equipe argumentaram<\/span><span>&nbsp;que os ganhos na vida &uacute;til m&aacute;xima foram alcan&ccedil;ados em meados da d&eacute;cada de 1990. O envelhecimento humano tinha atingido o seu limite natural.&nbsp;A vida &uacute;til mais longa &eacute; de Jeanne Calment, uma super centen&aacute;ria francesa que faleceu em 1997 aos 122 anos.<\/span><\/p>\n<p><span>Especialistas desafiaram os m&eacute;todos estat&iacute;sticos no estudo de 2016, desencadeando discuss&otilde;es que envolveram agora os pesquisadores Barbi e Lagona.&nbsp;Trabalhando com colegas do Instituto Nacional Italiano de Estat&iacute;stica, os pesquisadores coletaram registros em todos os italianos com 105 anos ou mais entre 2009 e 2015 &ndash; reunindo certificados de morte, nascimento e sobreviv&ecirc;ncia em um esfor&ccedil;o para minimizar as chances de &ldquo;exagero de idade&rdquo;. problema comum entre os idosos mais velhos.<\/span><\/p>\n<p><span>Eles tamb&eacute;m rastrearam as trajet&oacute;rias individuais de sobreviv&ecirc;ncia de um ano para o pr&oacute;ximo, em vez de agrupar as pessoas em intervalos de idade, como j&aacute; fizeram estudos anteriores que combinam conjuntos de dados.&nbsp;E ao focar apenas na It&aacute;lia, que tem uma das taxas mais altas de centen&aacute;rios per capita do mundo, eles evitaram a quest&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o na coleta de dados entre diferentes jurisdi&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p><span>Como tal, diz Kenneth Howse, pesquisador de pol&iacute;tica de sa&uacute;de do Instituto de Envelhecimento Populacional de Oxford, no Reino Unido, &ldquo;esses dados fornecem a melhor evid&ecirc;ncia at&eacute; hoje dos tetos de mortalidade em idade extrema em humanos&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span>Ken Wachter, um dem&oacute;grafo matem&aacute;tico da Universidade da Calif&oacute;rnia, em Berkeley, e um dos autores do &uacute;ltimo estudo, suspeita que as disputas anteriores sobre os padr&otilde;es de mortalidade na idade avan&ccedil;ada tenham derivado, em grande parte, de registros e estat&iacute;sticas ruins.&nbsp;&ldquo;Temos a vantagem de melhores dados&rdquo;, diz ele.&nbsp;&ldquo;Se pudermos obter dados dessa qualidade para outros pa&iacute;ses, espero ver o mesmo padr&atilde;o&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span>Robine n&atilde;o tem tanta certeza.&nbsp;Ele diz que dados n&atilde;o publicados da Fran&ccedil;a, Jap&atilde;o e Canad&aacute; sugerem que as evid&ecirc;ncias de um patamar de mortalidade &ldquo;n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o claras&rdquo;.&nbsp;Uma an&aacute;lise global ainda &eacute; necess&aacute;ria para determinar se as descobertas da It&aacute;lia refletem uma caracter&iacute;stica universal do envelhecimento humano, diz ele.<\/span><\/p>\n<h2>Fora dos limites<\/h2>\n<p><span>O mundo &eacute; o lar de cerca de 500 mil pessoas com 100 anos ou mais &ndash; um n&uacute;mero que tende a dobrar a cada d&eacute;cada.&nbsp;Mesmo que o risco de mortalidade na fase final da vida permane&ccedil;a constante em 50 para 50, a crescente participa&ccedil;&atilde;o global do &ldquo;clube dos mais de 100&rdquo; deve crescer lentamente, diz Joop de Beer, pesquisador de longevidade do Instituto Demogr&aacute;fico Interdisciplinar da Holanda em Haia.<\/span><\/p>\n<p><span>Muitos estudiosos esperam entender melhor o que est&aacute; por tr&aacute;s do nivelamento das taxas de mortalidade na vida adulta.&nbsp;Siegfried Hekimi, geneticista da McGill University, em Montreal, no Canad&aacute;, especula que as c&eacute;lulas do corpo eventualmente alcan&ccedil;am um ponto em que os mecanismos de reparo podem compensar os danos adicionais para manter o n&iacute;vel das taxas de mortalidade.&nbsp;<\/span><span>Hekimi reconhece n&atilde;o ter ideia da &ldquo;raz&atilde;o da exist&ecirc;ncia do patamar superior e o que isso significa sobre o processo de envelhecimento.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Para James Kirkland, geriatra da Mayo Clinic, em Rochester, Minnesota, a forte evid&ecirc;ncia de um patamar de mortalidade aponta para a possibilidade de evitar a morte em qualquer idade.&nbsp;Alguns especialistas acham que os muito fr&aacute;geis est&atilde;o al&eacute;m do poder de recupera&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Mas se as chances de morrer n&atilde;o aumentam com o tempo, diz ele, as interven&ccedil;&otilde;es que retardam o envelhecimento provavelmente far&atilde;o a diferen&ccedil;a, mesmo nos extremamente idosos.<\/span><\/p>\n<p><span>Nem todos concordam com os argumentos.&nbsp;<\/span><span>Brandon Milholland, coautor do artigo da&nbsp;<\/span><i><span>Nature de<\/span><\/i><span>&nbsp;2016&nbsp;, diz que as evid&ecirc;ncias de um patamar de mortalidade s&atilde;o &ldquo;marginais&rdquo;, uma vez que o estudo incluiu menos de 100 pessoas que viviam at&eacute; 110 anos ou mais.&nbsp;Leonid Gavrilov, pesquisador de longevidade da Universidade de Chicago, em Illinois, observa que mesmo pequenas imprecis&otilde;es nos registros de longevidade italianos podem levar a uma conclus&atilde;o esp&uacute;ria.<\/span><\/p>\n<p><span>Outros dizem que as conclus&otilde;es do estudo s&atilde;o biologicamente implaus&iacute;veis.&nbsp;&ldquo;Voc&ecirc; se depara com limita&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas impostas pelo design do corpo&rdquo;, diz Jay Olshansky, um dem&oacute;grafo da Universidade de Illinois, em Chicago, observando que as c&eacute;lulas que n&atilde;o se reproduzem, como neur&ocirc;nios, continuar&atilde;o murchando e morrendo com a idade, colocando limites superiores na vida natural dos seres humanos.<\/span><\/p>\n<p><span>&Eacute; improv&aacute;vel que este estudo seja a &uacute;ltima palavra sobre a disputa por limite de idade, diz Haim Cohen, bi&oacute;logo molecular da Universidade Bar-Ilan, em Ramat-Gan, Israel.&nbsp;&ldquo;Tenho certeza de que o debate vai continuar.&rdquo;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":1419,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,19],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1418","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-insights"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/longevidade-envelhecimento-pesquisa-centenarios-foto-pixabay.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1418","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1418"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1418\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}