{"id":13967,"date":"2020-11-01T12:27:21","date_gmt":"2020-11-01T15:27:21","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=13967"},"modified":"2020-11-01T12:27:27","modified_gmt":"2020-11-01T15:27:27","slug":"pesquisa-mostra-visao-dos-estudantes-sobre-o-futuro-do-ensino-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/pesquisa-mostra-visao-dos-estudantes-sobre-o-futuro-do-ensino-no-brasil\/","title":{"rendered":"Pesquisa mostra vis\u00e3o dos estudantes sobre o futuro do ensino no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1880\" height=\"1255\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pexels-photo-4144222.jpeg\" alt=\"photo of girl watching through imac\" class=\"wp-image-13968\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pexels-photo-4144222.jpeg 1880w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pexels-photo-4144222-300x200.jpeg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pexels-photo-4144222-1024x684.jpeg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pexels-photo-4144222-768x513.jpeg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pexels-photo-4144222-1536x1025.jpeg 1536w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pexels-photo-4144222-696x465.jpeg 696w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pexels-photo-4144222-1392x929.jpeg 1392w\" sizes=\"auto, (max-width: 1880px) 100vw, 1880px\"><figcaption>Foto: Julia M Cameron on <a rel=\"nofollow noopener\" href=\"https:\/\/www.pexels.com\/photo\/photo-of-girl-watching-through-imac-4144222\/\" class=\"rank-math-link\" target=\"_blank\">Pexels.com<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Estudo da Minds &amp; Hearts ouve 1.099 alunos e revela percep&ccedil;&otilde;es sobre os avan&ccedil;os na educa&ccedil;&atilde;o, EAD, Enem e cursos complementares<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>A viv&ecirc;ncia do ensino durante a pandemia trouxe nova perspectiva sobre a educa&ccedil;&atilde;o para os estudantes brasileiros. A experi&ecirc;ncia das aulas remotas, no modelo atual, est&aacute; longe de agradar a maioria deles, evidenciando o anseio dos alunos por profundas mudan&ccedil;as no sistema educacional, como a cria&ccedil;&atilde;o de novos m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o, melhor remunera&ccedil;&atilde;o dos professores, maior interatividade nas aulas, participa&ccedil;&atilde;o dos pais no processo educacional, entre tantos aspectos. Essas percep&ccedil;&otilde;es ficam evidenciadas na pesquisa Expectativas do Ensino no Brasil, realizada pela Minds &amp; Hearts, empresa da HSR Specialist Researchers, com objetivo de entender como os alunos veem o ensino nos pr&oacute;ximos anos e o que eles mudariam se fossem respons&aacute;veis por melhorar a educa&ccedil;&atilde;o do Brasil. O estudo foi realizado junto a 1.099 alunos da rede p&uacute;blica e privada de todo o Pa&iacute;s, com idade entre 15 e 44 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das principais expectativas &ndash; para 60% dos entrevistados &ndash; &eacute; o desenvolvimento de novos m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o dos alunos que n&atilde;o sejam apenas provas convencionais. Mais da metade dos estudantes (60%) tamb&eacute;m afirma que seria importante se os professores fossem mais valorizados, principalmente pelo pagamento de melhores sal&aacute;rios. Para 56%, o caminho est&aacute; em romper com o modelo mais convencional de aulas, mais interativas, com maior troca de ideias entre alunos e professores. J&aacute; para 52%, o ensino deveria contribuir com a conscientiza&ccedil;&atilde;o social, promovendo mais a&ccedil;&otilde;es para combater o racismo de qualquer esp&eacute;cie e esse mesmo percentual respondeu que melhoraria a capacita&ccedil;&atilde;o dos professores e que integraria o ensino m&eacute;dio &agrave;s experi&ecirc;ncias corporativas, aumentando a viv&ecirc;ncia para escolha de uma profiss&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os entrevistados tamb&eacute;m acreditam que a participa&ccedil;&atilde;o dos pais na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos, desde o come&ccedil;o dos estudos, pode fazer a diferen&ccedil;a no seu desenvolvimento, no seu processo educacional, bem como pode contribuir para ampliar a sua vis&atilde;o de mundo: 82% refor&ccedil;aram a relev&acirc;ncia de acompanhar a vida escolar dos filhos desde o in&iacute;cio. J&aacute; 85% acreditam que os pais deveriam estimular a leitura na inf&acirc;ncia e 74% acreditam que os pais deveriam incentivar os filhos a conviverem com diversidade de pessoas e pensamentos<\/p>\n\n\n\n<p>Enem, diploma superior e cursos t&eacute;cnicos &ndash; O diploma universit&aacute;rio continua sendo muito valorizado para entrada no mercado de trabalho. Perguntados sobre a sua necessidade, 91% consideram que o diploma universit&aacute;rio &eacute; importante ou muito importante para entrada no mercado de trabalho. Somente 4% n&atilde;o acham relevante e 5% s&atilde;o indiferentes. Os alunos de escola p&uacute;blica s&atilde;o os que veem maior diferencial no diploma: 94% contra 84%.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa apurou que 62% dos que est&atilde;o no ensino m&eacute;dio pretendem fazer Enem. (Exame Nacional do Ensino M&eacute;dio), entre janeiro e fevereiro do ano que vem, sendo que 45% apontaram como principal raz&atilde;o seria poder ter acesso a bolsas de estudos ou programa de financiamento. Fazer parte do Sisu (Sistema de Sele&ccedil;&atilde;o Unificada), para ser selecionado por alguma institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, foi a resposta de 31% dos entrevistados. Al&eacute;m disso, 24% afirmaram que iriam fazer somente para ter uma primeira experi&ecirc;ncia com a prova e n&atilde;o para entrar na faculdade.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa Expectativas do Ensino no Brasil ainda verificou a inten&ccedil;&atilde;o de fazer algum curso complementar (n&iacute;vel t&eacute;cnico) ainda neste ano. Ingl&ecirc;s ou outro idioma foi apontado por 45% dos entrevistados. A &aacute;rea de tecnologia e inform&aacute;tica\/tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o &eacute; o desejo de 19%, seguida de gest&atilde;o e neg&oacute;cio (13%) e design (9%). Para o pr&oacute;ximo ano, 19% disseram que n&atilde;o pretendem fazer um curso t&eacute;cnico. Dos 81% que disseram sim, 44% tamb&eacute;m far&atilde;o outro idioma.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ensino e a pandemia<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa tamb&eacute;m abordou como a pandemia da Covid-19 mudou o ensino de uma hora para outra. O isolamento social imp&ocirc;s muitas adapta&ccedil;&otilde;es e uma das &aacute;reas com maiores mudan&ccedil;as foi a educa&ccedil;&atilde;o. Se o ensino a dist&acirc;ncia (EAD) j&aacute; era realidade para alguns, pais, filhos e educadores precisaram viver uma nova forma de educa&ccedil;&atilde;o. O estudo revela que 66% dos estudantes est&atilde;o odiando a experi&ecirc;ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente 8% das pessoas entrevistadas j&aacute; estudavam remotamente, enquanto 90% conheciam apenas cursos presenciais. Agora, 47% dos estudantes passaram a ter cursos online, 17% por v&iacute;deo-aula, 16% fazem ambas as formas e 3% afirmaram ter aulas tanto online, com professor, quanto presencial. No total, 13% disseram que est&atilde;o com as atividades educacionais interrompidas. Quando perguntados se est&atilde;o gostando ou n&atilde;o das aulas online, 66% confessaram que est&atilde;o odiando ou curtindo quase nada. Interessante perceber que alunos de escolas p&uacute;blicas s&atilde;o os que reclamam menos do sistema remoto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bom ou ruim <\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo tamb&eacute;m perguntou quais seriam as partes positivas da educa&ccedil;&atilde;o online. Para 29% dos entrevistados o destaque positivo fica por conta dos recursos de tecnologia utilizados. Al&eacute;m disso, did&aacute;tica\/metodologia foram apontadas por 16% dos estudantes. J&aacute; 14% afirmaram que conseguem se concentrar mais, mesmo percentual dos que destacaram o preparo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida, quando questionada a parte ruim, ficou evidente que as aulas online deixam a desejar. Para 45% dos pesquisados, esse modelo faz com que aprendam menos. Na opini&atilde;o de 42%, o problema &eacute; a falta de concentra&ccedil;&atilde;o. Ademais, 40% reclamam do excesso de tarefas e 37% sentem falta das aulas pr&aacute;ticas, incluindo laborat&oacute;rios e educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, entre outros aspectos. Nos casos de 36% dos estudantes, a dificuldade &eacute; n&atilde;o conseguir tirar d&uacute;vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o do aprendizado, 67% revelaram estar aprendendo menos do que antes da pandemia. De acordo com 20% est&aacute; igual e 9% acreditam que aprenderam mais nesse per&iacute;odo. Adicionalmente, o levantamento questionou sobre o modelo ideal de ensino depois da pandemia. Entre os entrevistados, 47% gostariam que n&atilde;o existissem aulas online\/EAD e 46% esperam um modelo h&iacute;brido, com aulas online e presenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Todos fomos lan&ccedil;ados em um novo patamar, em um novo momento econ&ocirc;mico e social e isso n&atilde;o foi diferente para escolas, estudantes, educadores e pais de alunos. Este novo momento deixou ainda mais evidente as fragilidades do sistema educacional e a urg&ecirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as, assim como convida todos os elementos da cadeia educacional a iniciarem um di&aacute;logo mais produtivo e transformador com a sociedade. Muitas oportunidades apresentam-se neste novo momento para o setor educacional e deix&aacute;-las passar seria interromper uma evolu&ccedil;&atilde;o que est&aacute; sendo demandada&rdquo;, conclui Naira Maneo, s&oacute;cia-diretora da Minds &amp; Hearts e respons&aacute;vel pelo estudo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Metodologia<\/h2>\n\n\n\n<p>Para realizar a pesquisa Expectativas do Ensino no Brasil, a Minds &amp; Hearts ouviu, de 13 de setembro a 5 de outubro, 1.099 pessoas, incluindo homens e mulheres, entre 15 e 44 anos, das classes A, B, C e D. Todos s&atilde;o estudantes dos ensinos m&eacute;dio e superior, nas principais capitais e interior do Brasil, abrangendo escolas p&uacute;blicas e privadas e cursos extracurriculares.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Sobre a Minds &amp; Hearts<\/h5>\n\n\n\n<p>A Minds &amp; Hearts &eacute; uma empresa refer&ecirc;ncia do mercado brasileiro em pesquisas com foco no entendimento do comportamento humano &ndash; e suas rela&ccedil;&otilde;es de consumo &ndash; como ferramenta para gerar neg&oacute;cios. A empresa combina m&eacute;todos de pesquisas quantitativas e qualitativas com m&eacute;tricas definidas a partir de est&iacute;mulos. A expertise da companhia &eacute; entender os indiv&iacute;duos nas suas dimens&otilde;es racional-emocional-fisiol&oacute;gico; verbal e n&atilde;o-verbal; e individual-social. Por extens&atilde;o, a companhia procura definir como essas dimens&otilde;es influenciam na maneira como as pessoas percebem o mundo e como se relacionam com produtos, servi&ccedil;os e marcas. O compromisso de estudar os indiv&iacute;duos em profundidade leva a Minds &amp; Hearts a trabalhar com uma proposta de integra&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e ci&ecirc;ncias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da Minds &amp; Hearts ouve 1.099 alunos e revela percep&ccedil;&otilde;es sobre os avan&ccedil;os na educa&ccedil;&atilde;o, EAD, Enem e cursos complementares<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":13968,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[22,19],"tags":[2252,246],"class_list":{"0":"post-13967","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-indicadores","8":"category-insights","9":"tag-ensino-do-futuro","10":"tag-futuro-do-ensino"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pexels-photo-4144222.jpeg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13967","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13967"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13967\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13968"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13967"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13967"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13967"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}