{"id":138,"date":"2016-01-02T19:17:57","date_gmt":"2016-01-02T22:17:57","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/el-nino-trara-impactos-enormes-em-2016-alertam-cientistas\/"},"modified":"2016-01-02T19:17:57","modified_gmt":"2016-01-02T22:17:57","slug":"el-nino-trara-impactos-enormes-em-2016-alertam-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/el-nino-trara-impactos-enormes-em-2016-alertam-cientistas\/","title":{"rendered":"El Ni\u00f1o trar\u00e1 &#8220;impactos enormes&#8221; em 2016, alertam cientistas"},"content":{"rendered":"<p>Segundo previs&otilde;es, efeitos do fen&ocirc;meno clim&aacute;tico dever&atilde;o aumentar a fome no mundo e j&aacute; s&atilde;o sentidos tamb&eacute;m no Brasil.<\/p>\n<p>Matt McGrathDa BBC<\/p>\n<p>&ldquo;El Ni&ntilde;o trar&aacute; &ldquo;impactos enormes&rdquo; em 2016, alertam cientistas &ldquo;<\/p>\n<p>O mais forte ciclo do fen&ocirc;meno clim&aacute;tico El Ni&ntilde;o registrado at&eacute; o momento dever&aacute; aumentar os riscos de fome e doen&ccedil;as para milh&otilde;es de pessoas em 2016, alertam organiza&ccedil;&otilde;es humanit&aacute;rias. Segundo previs&otilde;es, o El Ni&ntilde;o dever&aacute; exacerbar secas em algumas &aacute;reas e acentuar inunda&ccedil;&otilde;es em outras.<\/p>\n<p>Algumas das &aacute;reas mais afetadas est&atilde;o no continente africano, onde a escassez de comida poder&aacute; atingir seu pico em fevereiro. Partes do Caribe e das Am&eacute;ricas Central e do Sul tamb&eacute;m dever&atilde;o ser atingidas nos pr&oacute;ximos seis meses.<\/p>\n<p>Especialistas descrevem o El Ni&ntilde;o como um fen&ocirc;meno clim&aacute;tico que envolve o aquecimento incomum das &aacute;guas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pac&iacute;fico Equatorial. Suas causas ainda n&atilde;o s&atilde;o bem conhecidas.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s analisar imagens de sat&eacute;lite, a Nasa (ag&ecirc;ncia espacial americana) afirma que o El Ni&ntilde;o de 2015-2016 poder&aacute; ser comparado ao que muitos chamaram de &ldquo;fen&ocirc;meno monstruoso&rdquo; de 18 anos atr&aacute;s.<\/p>\n<p>&ldquo;Sem d&uacute;vida s&atilde;o muito parecidos. Os fen&ocirc;menos (El Ni&ntilde;o) de 1982-1983 e 1997-1998 foram os de maior impacto no s&eacute;culo passado, e parece que agora vemos uma repeti&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse William Patzert, especialista em clima do Laborat&oacute;rio de Propuls&atilde;o a Jato da Nasa (JPL, na sigla em ingl&ecirc;s) e um dos mais importantes estudiosos do El Ni&ntilde;o dos EUA.<\/p>\n<p>O pesquisador afirmou ainda que &eacute; &ldquo;quase fato que os impactos ser&atilde;o enormes&rdquo;.<\/p>\n<p>Esse evento peri&oacute;dico, que tende a elevar temperaturas globais e alterar padr&otilde;es clim&aacute;ticos, ajudou 2015 a bater o recorde de ano mais quente da hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>&ldquo;De acordo com certas medi&ccedil;&otilde;es, esse j&aacute; foi o El Ni&ntilde;o mais forte registrado. Depende da maneira como voc&ecirc; mede&rdquo;, disse o cientista Nick Klingaman, da Universidade de Reading, na Inglaterra.<\/p>\n<p>&ldquo;Em v&aacute;rios pa&iacute;ses tropicais temos observado redu&ccedil;&otilde;es de entre 20 e 30% nas chuvas. Houve seca severa na Indon&eacute;sia. Na &Iacute;ndia, as mon&ccedil;&otilde;es (chuvas) foram 15% abaixo do normal e as previs&otilde;es para o Brasil e Austr&aacute;lia s&atilde;o de redu&ccedil;&atilde;o nas chuvas.&rdquo;<\/p>\n<p>As secas e inunda&ccedil;&otilde;es, e o impacto potencial que representam, preocupam as ag&ecirc;ncias de ajuda humanit&aacute;ria. Cerca de 31 milh&otilde;es de pessoas est&atilde;o sob risco de escassez de alimentos na &Aacute;frica &ndash; um aumento significativo em rela&ccedil;&atilde;o a 2014.<\/p>\n<p>Cerca de um ter&ccedil;o dessas pessoas vive na Eti&oacute;pia, pa&iacute;s em que 10,2 milh&otilde;es de pessoas dever&atilde;o demandar assist&ecirc;ncia em 2016, segundo previs&otilde;es.<\/p>\n<p>El Ni&ntilde;o<br>O fen&ocirc;meno clim&aacute;tico El Ni&ntilde;o faz com que &aacute;guas quentes do Pac&iacute;fico central se espalhem na dire&ccedil;&atilde;o das Am&eacute;ricas do Norte e do Sul.<\/p>\n<p>Ele foi observado por pescadores na costa da Am&eacute;rica do Sul por volta de 1600, quando as &aacute;guas do Oceano Pac&iacute;fico ficaram estranhamente quentes. O nome, El Ni&ntilde;o, &eacute; uma refer&ecirc;ncia ao menino Jesus.<\/p>\n<p>O El Ni&ntilde;o acontece em intervalos entre dois e sete anos, normalmente atingindo seu pico no final do ano &ndash; embora seus efeitos possam persistir at&eacute; os tr&ecirc;s primeiros meses do ano seguinte e durar at&eacute; 12 meses.<\/p>\n<p>O atual El Ni&ntilde;o &eacute; o mais forte registrado desde 1998 e, segundo os especialistas, deve ficar entre os tr&ecirc;s mais poderosos de que se tem conhecimento. Segundo a World Water Organization (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da &Aacute;gua, ou WWO), nos tr&ecirc;s meses de pico, m&eacute;dias de temperatura na superf&iacute;cie das &aacute;guas do Pac&iacute;fico tropical devem ficar mais de 2&ordm;C acima do normal.<\/p>\n<p>Um forte El Ni&ntilde;o ocorrido h&aacute; cinco anos estava ligado a chuvas de mon&ccedil;&otilde;es fracas no sudeste da &Aacute;sia, secas no sul da&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/australia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Austr&aacute;lia<\/a>, das&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/filipinas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Filipinas<\/a>&nbsp;e do&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/equador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Equador<\/a>, nevascas nos&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/estados-unidos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Estados Unidos<\/a>, ondas de calor no Brasil e enchentes no&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/mexico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">M&eacute;xico<\/a>.<\/p>\n<p>Segundo William Patzert, especialista em clima do Laborat&oacute;rio de Propuls&atilde;o a Jato da&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/nasa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nasa<\/a>&nbsp;(JPL, na sigla em ingl&ecirc;s) e um dos mais importantes estudiosos do El Ni&ntilde;o dos EUA, o fen&ocirc;meno tem causado a forte seca no nordeste brasileiro, enquanto que no sul do Brasil e norte da&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/argentina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Argentina<\/a>s&atilde;o registradas inunda&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A combina&ccedil;&atilde;o do aquecimento global com a intensidade do fen&ocirc;meno esse ano deve fazer com que esse ver&atilde;o seja um dos mais quentes de todos os tempos no Brasil, com as temperaturas ultrapassando facilmente os 40&ordm;C por v&aacute;rios dias seguidos em locais como&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/rio-de-janeiro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rio de Janeiro<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/piaui\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Piau&iacute;<\/a>e&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/tocantins\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tocantins<\/a>. Segundo meteorologistas, os term&ocirc;metros podem registrar at&eacute; 4&ordm;C acima dos valores m&eacute;dios.<\/p>\n<p>Alerta<br>Segundo a&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/onu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ONU<\/a>, cerca de 60 milh&otilde;es de pessoas foram for&ccedil;adas a abandonar suas casas por causa de conflitos. Organiza&ccedil;&otilde;es humanit&aacute;rias como a Oxfam, por exemplo, est&atilde;o preocupadas com o impacto adicional que o fen&ocirc;meno clim&aacute;tico possa provocar, tendo em vista as press&otilde;es provocadas pelos conflitos na&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/siria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">S&iacute;ria<\/a>, no&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/sudao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sud&atilde;o<\/a>&nbsp;do Sul e no&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/iemen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">I&ecirc;men<\/a>.<\/p>\n<p>As ag&ecirc;ncias dizem que a falta de comida deve atingir seu ponto cr&iacute;tico no Sul da &Aacute;frica em fevereiro. No Malau&iacute;, autoridades calculam que quase tr&ecirc;s milh&otilde;es de pessoas ir&atilde;o precisar de assist&ecirc;ncia antes de mar&ccedil;o.<\/p>\n<p>Secas e chuvas err&aacute;ticas afetaram dois milh&otilde;es de pessoas em&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/guatemala\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guatemala<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/honduras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Honduras<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/el-salvador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">El Salvador<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/nicaragua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nicar&aacute;gua<\/a>. H&aacute; previs&otilde;es de mais inunda&ccedil;&otilde;es na Am&eacute;rica Central em janeiro.<\/p>\n<p>&ldquo;Milh&otilde;es de pessoas em lugares como Eti&oacute;pia, Haiti e Papua Nova Guin&eacute; j&aacute; est&atilde;o sentindo os efeitos da seca e das perdas de lavouras&rdquo;, disse Jane Cocking, da Oxfam.<\/p>\n<p>&ldquo;Precisamos urgentemente levar assist&ecirc;ncia a essas &aacute;reas para assegurar que as pessoas tenham &aacute;gua e alimentos suficientes. N&atilde;o podemos permitir que outras situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia ocorram em outras &aacute;reas. Se o mundo ficar esperando para responder &agrave;s crises emergindo no sul da &Aacute;frica e na Am&eacute;rica Latina, n&atilde;o teremos como atender &agrave; demanda&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p>Efeito inverso<br>Se por um lado os efeitos de El Ni&ntilde;o ser&atilde;o sentidos de forma mais aguda nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, no mundo desenvolvido o impacto ser&aacute; sentido nos pre&ccedil;os de alimentos.<\/p>\n<p>&ldquo;Leva algum tempo para que o impacto do El Ni&ntilde;o seja sentido nos sistemas sociais e econ&ocirc;micos&rdquo;, disse Klingaman.<\/p>\n<p>&ldquo;A tend&ecirc;ncia, historicamente, &eacute; que pre&ccedil;os subam entre 5 e 10% para alimentos b&aacute;sicos. Lavouras de caf&eacute;, arroz, cacau e a&ccedil;&uacute;car tendem a ser particularmente afetadas.&rdquo;<\/p>\n<p>O El Ni&ntilde;o deve terminar por volta do outono no hemisf&eacute;rio sul (primavera no norte). Mas o fim desse ciclo n&atilde;o &eacute; boa not&iacute;cia t&atilde;o pouco: esse fen&ocirc;meno clim&aacute;tico tende a ser sucedido pelo seu reverso &ndash; ou seja, eventos clim&aacute;ticos conhecidos como La Ni&ntilde;a, que podem trazer efeitos opostos mas igualmente danosos.<\/p>\n<p>Segundo cientistas, durante o El Ni&ntilde;o ocorre uma imensa transfer&ecirc;ncia de calor do oceano para a atmosfera. Normalmente, como aconteceu no ciclo de 1997\/98, essa transfer&ecirc;ncia de calor tende a ser seguida por um resfriamento do oceano &ndash; o evento La Ni&ntilde;a.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; poss&iacute;vel &ndash; mas n&atilde;o estamos certos &ndash; que nesse per&iacute;odo no ano que vem estejamos falando sobre o reverso de muitos desses impactos&rdquo;, explicou Klingaman.<\/p>\n<p>&ldquo;Em pa&iacute;ses onde El Ni&ntilde;o trouxe secas, pode haver inunda&ccedil;&otilde;es trazidas por La Ni&ntilde;a no ano que vem. &Eacute; t&atilde;o devastador quanto &ndash; por&eacute;m, na dire&ccedil;&atilde;o inversa.&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo previs&otilde;es, efeitos do fen&ocirc;meno clim&aacute;tico dever&atilde;o aumentar a fome no mundo e j&aacute; s&atilde;o sentidos tamb&eacute;m no Brasil. 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