{"id":13585,"date":"2020-10-14T16:12:01","date_gmt":"2020-10-14T19:12:01","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=13585"},"modified":"2020-10-14T16:12:09","modified_gmt":"2020-10-14T19:12:09","slug":"onu-define-o-aumento-de-fenomenos-climaticos-severos-como-impressionante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/onu-define-o-aumento-de-fenomenos-climaticos-severos-como-impressionante\/","title":{"rendered":"ONU define o aumento de fen\u00f4menos clim\u00e1ticos severos como &#8220;impressionante&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/inundacao-crise-climatica-clima-foto-pixabay-1024x683.jpg\" alt=\"De ge&oacute;logos a psic&oacute;logos, n&atilde;o faltam carreiras poss&iacute;veis para quem tem interesse em trabalhar com a preven&ccedil;&atilde;o, gerenciamento e recupera&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. Fonte: Pixabay\" class=\"wp-image-8719\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/inundacao-crise-climatica-clima-foto-pixabay-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/inundacao-crise-climatica-clima-foto-pixabay-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/inundacao-crise-climatica-clima-foto-pixabay-768x512.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/inundacao-crise-climatica-clima-foto-pixabay-696x464.jpg 696w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/inundacao-crise-climatica-clima-foto-pixabay.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>ONU e especialistas confirmam que os fen&ocirc;menos clim&aacute;ticos passam a ser cada vez mais severos nos &uacute;ltimos 20 anos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Novo relat&oacute;rio da ONU confirma o aumento da gravidade do cen&aacute;rio global do clima <\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><em>Carlos Pl&aacute;cido Teixeira<br>Jornalista I Radar do Futuro<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Os primeiros 20 anos do s&eacute;culo 21 foram marcados por um aumento &ldquo;impressionante&rdquo; dos desastres clim&aacute;ticos. O aumento dos problemas decorrentes das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &eacute; uma das conclus&otilde;es de um novo relat&oacute;rio do Escrit&oacute;rio da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) sobre Redu&ccedil;&atilde;o de Risco de Desastres. No Brasil, os dados s&atilde;o confirmados por especialistas como a professora Rachel Albrecht, do Instituto de Astronomia, Geof&iacute;sica e Ci&ecirc;ncias Atmosf&eacute;ricas da Universidade de S&atilde;o Paulo (IAG-USP). Segundo ela, todos os extremos, seja de temperatura m&iacute;nima ou m&aacute;xima, chuvas e secas todos os extremos est&atilde;o acontecendo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisa da ONU, as na&ccedil;&otilde;es ricas pouco fizeram para reduzir as emiss&otilde;es associadas a amea&ccedil;as clim&aacute;ticas respons&aacute;veis pela maior parte desses eventos. Foram registrados 7.348 desastres em todo o mundo nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas. Aproximadamente 1,23 milh&atilde;o de pessoas morreram, cerca de 60 mil por ano. Al&eacute;m disso, mais de 4 bilh&otilde;es de pessoas foram afetadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas duas d&eacute;cadas causaram US$ 2,97 trilh&otilde;es em perdas para a economia global. Os dados mostram que as na&ccedil;&otilde;es mais pobres tiveram taxas de mortalidade mais de quatro vezes superiores &agrave;s economias mais ricas. Em compara&ccedil;&atilde;o, o per&iacute;odo anterior de 20 anos, de 1980 a 1999, teve 4.212 desastres relacionados com desastres naturais. Estes eventos causaram 1,19 milh&atilde;o de mortes e perdas econ&ocirc;micas de US$ 1,63 trilh&atilde;o. Mais de 3 bilh&otilde;es de pessoas foram afetadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um melhor registro explica a diferen&ccedil;a nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, mas o aumento das emerg&ecirc;ncias relacionadas ao clima foi a principal raz&atilde;o para o crescimento. Para os autores do relat&oacute;rio, &ldquo;esta &eacute; uma prova clara de que em um mundo onde a temperatura m&eacute;dia global em 2019 era 1,1&ordm; C acima do per&iacute;odo pr&eacute;-industrial, os impactos est&atilde;o sendo sentidos.&rdquo; Segundo eles, isso &eacute; evidente na maior frequ&ecirc;ncia de ondas de calor, secas, inunda&ccedil;&otilde;es, tempestades de inverno, furac&otilde;es e inc&ecirc;ndios florestais.<\/p>\n\n\n\n<p>As inunda&ccedil;&otilde;es foram respons&aacute;veis &#8203;&#8203;por mais de 40% dos desastres, afetando 1,65 bilh&atilde;o de pessoas, seguidas por tempestades, 28%, terremotos, 8%, e temperaturas extremas, 6%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Esfor&ccedil;os<\/h2>\n\n\n\n<p>Em comunicado, a representante especial do secret&aacute;rio-geral para Redu&ccedil;&atilde;o de Risco de Desastres, Mami Mizutori, disse que &ldquo;as ag&ecirc;ncias de gest&atilde;o de desastres conseguiram salvar muitas vidas com uma melhor prepara&ccedil;&atilde;o e a dedica&ccedil;&atilde;o de funcion&aacute;rios e volunt&aacute;rios.&rdquo; Apesar disso, Mizutori afirmou que &ldquo;as probabilidades continuam sendo adversas, em particular devido a na&ccedil;&otilde;es industrializadas que est&atilde;o falhando miseravelmente na redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de gases de efeito estufa.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a representante, &eacute; &ldquo;desconcertante&rdquo; que as na&ccedil;&otilde;es continuem, de forma consciente, a plantar as sementes da sua destrui&ccedil;&atilde;o, apesar da ci&ecirc;ncia e das provas de que est&atilde;o transformando sua &uacute;nica casa em um inferno inabit&aacute;vel para milh&otilde;es de pessoas.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>O relat&oacute;rio tamb&eacute;m destaca a pandemia de Covid-19, dizendo que a situa&ccedil;&atilde;o &ldquo;exp&ocirc;s muitas defici&ecirc;ncias na gest&atilde;o de risco de desastres, apesar de avisos repetidos.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa recomenda a&ccedil;&atilde;o urgente para melhor gerenciar fatores de risco, como pobreza, polui&ccedil;&atilde;o do ar, crescimento populacional em locais perigosos, urbaniza&ccedil;&atilde;o descontrolada e perda de biodiversidade. O estudo aponta riscos clim&aacute;ticos que se tornaram permanentes nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, afirmando que devem ser o foco de medidas de prepara&ccedil;&atilde;o nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan&ccedil;a nos padr&otilde;es de chuva, por exemplo, representa um risco para 70% da agricultura global e para 1,3 bilh&atilde;o de pessoas que dependem da degrada&ccedil;&atilde;o de terras agr&iacute;colas.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar destes eventos clim&aacute;ticos se terem tornado mais frequentes nos &uacute;ltimos 20 anos, apenas 93 pa&iacute;ses implementaram estrat&eacute;gias em n&iacute;vel nacional.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O mundo est&aacute; a caminho de um aumento de temperatura de 3,2&ordm; C ou mais, a menos que os pa&iacute;ses industrializados consigam reduzir as emiss&otilde;es de gases de efeito estufa pelo menos 7,2% ao ano<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>O mundo est&aacute; a caminho de um aumento de temperatura de 3,2&ordm; C ou mais, a menos que os pa&iacute;ses industrializados consigam reduzir as emiss&otilde;es de gases de efeito estufa pelo menos 7,2% ao ano<\/p>\n\n\n\n<p>Mami Mizutori disse que a resposta a este problema &ldquo;depende da lideran&ccedil;a pol&iacute;tica acima de tudo.&rdquo; Para ela, a Covid-19 &ldquo;&eacute; apenas a prova mais recente de que os pol&iacute;ticos e l&iacute;deres empresariais ainda n&atilde;o est&atilde;o em sintonia com o mundo ao seu redor.&rdquo;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>O relat&oacute;rio destaca algum sucesso na prote&ccedil;&atilde;o de comunidades vulner&aacute;veis, gra&ccedil;as a sistemas de alerta precoce, prepara&ccedil;&atilde;o e resposta, mas real&ccedil;a que aumentos da temperatura em n&iacute;vel global devem tornar essas melhorias obsoletas em muitos pa&iacute;ses.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impactos clim&aacute;ticos<\/h2>\n\n\n\n<p>Atualmente, o mundo est&aacute; a caminho de um aumento de temperatura de 3,2&ordm; C ou mais, a menos que os pa&iacute;ses industrializados consigam reduzir as emiss&otilde;es de gases de efeito estufa pelo menos 7,2% ao ano na pr&oacute;xima d&eacute;cada. Em <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=cg5FAfTXcVU&amp;feature=youtu.be\" class=\"rank-math-link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">transmiss&atilde;o ao vivo<\/a> promovida pela USP sobre o Clima Extremo, a professora Rachel Albrecht refor&ccedil;a a percep&ccedil;&atilde;o crescente de que realmente o clima est&aacute; mais descontrolado. <\/p>\n\n\n\n<p>Todos os extremos est&atilde;o acontecendo, alguns mais severos do que em outros, como no Rio Grande do Sul. Em S&atilde;o Paulo, por exemplo, setembro teve o registro de maior temperatura desde o in&iacute;cio do IAG, h&aacute; mais de 80 anos. &ldquo;Se voc&ecirc;s acham que est&aacute; quente, est&aacute; quente mesmo&rdquo;, salienta a pesquisadora. Desde meados de 1980 os recordes de temperatura e chuva v&ecirc;m sendo batidos com frequ&ecirc;ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo da MetSul Meteorologia, no Rio Grande do Sul, feito a partir da observa&ccedil;&atilde;o de dados acumulados em 100 anos, comprova o aumento das chuvas e outros fen&ocirc;menos extremos desde a d&eacute;cada de 1990. &ldquo;A gente v&ecirc; fen&ocirc;menos globais impactando nos n&iacute;veis locais&rdquo;, atesta Estael Sias, diretora da Metsul. Ela refor&ccedil;a com um estudo do Painel Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC) j&aacute; s&atilde;o 427 meses seguidos que a temperatura m&eacute;dia global est&aacute; acima do normal. Os 20 anos mais quentes da hist&oacute;ria do nosso planeta se concentraram nos &uacute;ltimos 22 anos. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo relat&oacute;rio da ONU confirma o aumento da gravidade do cen&aacute;rio global do clima <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8719,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,23],"tags":[2229],"class_list":{"0":"post-13585","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-carlos-placido-teixeira","9":"tag-fenomenos-climaticos-severos"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/inundacao-crise-climatica-clima-foto-pixabay.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13585","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13585"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13585\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8719"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}