{"id":12501,"date":"2020-09-03T10:14:54","date_gmt":"2020-09-03T13:14:54","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=12501"},"modified":"2020-09-03T11:04:20","modified_gmt":"2020-09-03T14:04:20","slug":"o-papel-da-transicao-energetica-na-retomada-da-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/o-papel-da-transicao-energetica-na-retomada-da-economia\/","title":{"rendered":"O papel da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica na retomada da economia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"905\" height=\"603\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/energia-eolica-foto-flickr-CC-Alex-Abian.jpg\" alt=\"Imagem de torres de energia e&oacute;lica Foto: Flickr (CC)\/Alex Abian\" class=\"wp-image-624\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/energia-eolica-foto-flickr-CC-Alex-Abian.jpg 905w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/energia-eolica-foto-flickr-CC-Alex-Abian-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/energia-eolica-foto-flickr-CC-Alex-Abian-768x512.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/energia-eolica-foto-flickr-CC-Alex-Abian-480x320.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 905px) 100vw, 905px\"><figcaption>&Eacute; essencial que as propostas legislativas para moderniza&ccedil;&atilde;o do setor no Congresso Nacional ofere&ccedil;am ambiente adequado para as transforma&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Fabiola Sena *<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil possui uma das matrizes el&eacute;tricas mais renov&aacute;veis do mundo, com grande base hidrel&eacute;trica. Nos &uacute;ltimos dez anos, essa matriz tem recebido expressiva inser&ccedil;&atilde;o das chamadas &ldquo;novas renov&aacute;veis&rdquo;, com destaque para a fonte e&oacute;lica e, mais recentemente, solar. Atualmente o pa&iacute;s possui 83% de capacidade instalada renov&aacute;vel: 65% hidrel&eacute;trica, 9% e&oacute;lica, 8% biomassa e 1% solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente coordenada por organismos multilaterais (destaque para o Protocolo de Kyoto &ndash; 1997 e o Acordo de Paris &ndash; 2015), a agenda de descarboniza&ccedil;&atilde;o das economias, recentemente, tamb&eacute;m vem sendo capitaneada pelos grandes grupos investidores, que j&aacute; reconhecem que o risco clim&aacute;tico &eacute; tamb&eacute;m um risco de investimento. Alguns fundos, como &eacute; o caso do BlackRock, j&aacute; evitam investir em companhias que n&atilde;o possuam padr&otilde;es elevados de ESG (Environmental, Social and Governance &ndash; Meio Ambiente, Social e Governan&ccedil;a) e, da mesma forma, as companhias t&ecirc;m se adaptado para tal realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso brasileiro, o futuro provavelmente ter&aacute; ainda maior protagonismo das &ldquo;novas renov&aacute;veis&rdquo;, al&eacute;m de baterias, usinas h&iacute;bridas, hidrel&eacute;tricas revers&iacute;veis, carros el&eacute;tricos e, talvez, novas tecnologias como nucleares compactas e hidrog&ecirc;nio. Em resumo, a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica para uma economia global com baixa emiss&atilde;o de carbono &eacute; uma grande certeza. A d&uacute;vida &eacute; qual o caminho a ser percorrido e quais os desafios a serem enfrentados durante a transi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil j&aacute; corre contra o rel&oacute;gio na supera&ccedil;&atilde;o desses desafios. O modelo do setor el&eacute;trico foi desenhado de forma a atender os requisitos t&eacute;cnicos de uma matriz predominantemente hidrel&eacute;trica. Ocorre que a realidade j&aacute; apresenta uma grande propor&ccedil;&atilde;o de &ldquo;novas renov&aacute;veis&rdquo; e o futuro contar&aacute; com tecnologias ainda mais disruptivas. Sendo assim, &eacute; essencial que as propostas legislativas para moderniza&ccedil;&atilde;o do setor que j&aacute; tramitam no Congresso Nacional (destaque para os Projetos de Lei 232\/2016 e 1917\/2015) ofere&ccedil;am ambiente adequado para as transforma&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas que est&atilde;o por vir, proporcionando liberdade para a implementa&ccedil;&atilde;o de modelos de neg&oacute;cios inovadores e, consequentemente, crescimento para o pa&iacute;s.<\/p>\n\n\n\n<p>O setor el&eacute;trico &eacute; certamente uma alavanca fundamental na recupera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do Brasil, visto que garante insumo para o desenvolvimento dos demais setores da economia. Sendo um setor sob forte regula&ccedil;&atilde;o, o regulador e o Estado t&ecirc;m papel importante como fomentadores de um ambiente de neg&oacute;cios atrativo aos investidores, incentivando a competitividade e monitorando a qualidade dos produtos e servi&ccedil;os aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Um conceito que pode ser um grande aliado na transi&ccedil;&atilde;o &eacute; o &ldquo;regulatory sandbox&rdquo; (caixa de areia regulat&oacute;ria), testado com sucesso no setor financeiro de diversos pa&iacute;ses. No Brasil, a primeira inciativa deste tipo foi em 2019, com objetivo de fomentar a inova&ccedil;&atilde;o junto ao ecossistema de fintechs. No &ldquo;regulatory sandbox&rdquo;, o regulador disponibiliza um espa&ccedil;o reservado para que os agentes testem novos produtos, servi&ccedil;os e modelos de neg&oacute;cios. Al&eacute;m de possibilitar o desenvolvimento &aacute;gil de novas solu&ccedil;&otilde;es por parte desses agentes, o modelo permite que o regulador adquira rapidamente a experi&ecirc;ncia necess&aacute;ria para melhor regulamentar as solu&ccedil;&otilde;es no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Como vimos, a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica &eacute; um movimento sem volta e j&aacute; &eacute; uma realidade em nosso pa&iacute;s. Nesse contexto, &eacute; fundamental que o Estado se adapte de forma &aacute;gil, utilize modelos modernos e crie um ambiente favor&aacute;vel ao desenvolvimento das novas tecnologias, que trar&atilde;o in&uacute;meros benef&iacute;cios para a sociedade brasileira, t&atilde;o carente de desenvolvimento econ&ocirc;mico e social.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\">\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Fabiola Sena &eacute; diretora de Assuntos Regulat&oacute;rios da Statkraft no Brasil. Possui gradua&ccedil;&atilde;o, mestrado e doutorado em engenharia el&eacute;trica. Tem 25 anos de experi&ecirc;ncia em mercados de energia el&eacute;trica, regula&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria de eletricidade e avalia&ccedil;&atilde;o de projetos de gera&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&Eacute; essencial que as propostas legislativas para moderniza&ccedil;&atilde;o do setor no Congresso Nacional ofere&ccedil;am ambiente adequado para as transforma&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":624,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,19,36],"tags":[],"class_list":{"0":"post-12501","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-insights","9":"category-pensadores-futuro"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/energia-eolica-foto-flickr-CC-Alex-Abian.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12501"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12501\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/624"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}