{"id":125,"date":"2015-12-15T08:58:33","date_gmt":"2015-12-15T11:58:33","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/acordo-de-paris-e-uma-nova-revolucao-industrial-diz-especialista\/"},"modified":"2015-12-15T08:58:33","modified_gmt":"2015-12-15T11:58:33","slug":"acordo-de-paris-e-uma-nova-revolucao-industrial-diz-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/acordo-de-paris-e-uma-nova-revolucao-industrial-diz-especialista\/","title":{"rendered":"Acordo de Paris \u00e9 uma nova Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, diz especialista"},"content":{"rendered":"<header style=\"font-family: 'Open Sans', sans-serif; font-size: medium; line-height: normal; background-color: #f3f3f3;\">\n<div class=\"node-info\" style=\"height: 28px; margin-bottom: 14px;\"><span style=\"font-size: 0.625em; color: #787878; margin-right: 20px;\"><span style=\"font-size: 1.2em; padding: 0px 4px; font-weight: bold;\">Andreia Verd&eacute;lio &ndash; Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil<\/span><\/span><\/div>\n<\/header>\n<div class=\"content\" style=\"font-family: 'Open Sans', sans-serif; font-size: medium; line-height: normal; background-color: #f3f3f3;\">\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">&ldquo;&Eacute; como se fosse uma nova Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial&rdquo;, disse hoje (14) o coordenador do Sistema de Estimativa de Emiss&otilde;es de Gases de Efeito Estufa do Observat&oacute;rio do Clima, Tasso Azevedo, ao falar sobre o Acordo de Paris, primeiro acordo global sobre o clima, aprovado no &uacute;ltimo s&aacute;bado (12) na 21&ordf; Confer&ecirc;ncia das Partes das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (COP21), na capital francesa, por 195 pa&iacute;ses e a Uni&atilde;o Europeia, para entrar em vigor em 2020.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">&ldquo;Come&ccedil;amos uma nova era onde as pessoas est&atilde;o alinhadas sabendo para onde ir. Isso faz com que os investimentos comecem a ser feitos nessa dire&ccedil;&atilde;o e provavelmente daqui 30 ou 40 anos, vamos lembrar desse final de ano como o momento em que mudamos a forma de se desenvolver. &Eacute; como se fosse uma nova Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial, agora com um objetivo atrelado a um desenvolvimento e tecnologia, que &eacute; a sustentabilidade e um clima seguro para todos&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">O texto final do acordo estabelece o objetivo de manter o aumento da temperatura m&eacute;dia global abaixo de 2 graus Celsius (&ordm;C) em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis pr&eacute;-industriais e garantir esfor&ccedil;os para limitar o aumento da temperatura a 1,5&ordm;C.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">Segundo Azevedo, entretanto, as metas atuais levam a um aumento de cerca de 3&ordm;C, mas tamb&eacute;m definem, claramente, uma dire&ccedil;&atilde;o de trabalho. &ldquo;O que &eacute; importante &eacute; que, em Paris, se definiu um modo de operar que faz com que se fa&ccedil;a uma revis&atilde;o, progressivamente, em ciclos de cinco em cinco anos para que os pa&iacute;ses possam ir aprofundando as metas de forma que nos pr&oacute;ximos ciclos possamos caminhar no sentido de limitar a 2&ordm;C&rdquo;, disse.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">As Contribui&ccedil;&otilde;es Nacionalmente Determinadas Pretendidas (INDCs) apresentadas pelos pa&iacute;ses tamb&eacute;m foram importantes para o sucesso do acordo, segundo os especialistas. &ldquo;&Eacute; um acordo aprovado por unanimidade, ningu&eacute;m deixou de ser escutado. As contribui&ccedil;&otilde;es foram volunt&aacute;rias e &eacute; aquilo que foi apresentado voluntariamente que se torna, ent&atilde;o, obrigat&oacute;rio&rdquo;, disse Tasso Azevedo.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">&ldquo;Grande parte do sucesso desta COP21 se deve a quest&otilde;es de procedimento. A estrat&eacute;gia das INDCs ajudou a romper a l&oacute;gica bin&aacute;ria de negocia&ccedil;&otilde;es entre pa&iacute;ses desenvolvidos versus pa&iacute;ses em desenvolvimento&rdquo;, diz, em nota, o diretor de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas do WWF-Brasil, Henrique Lian.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">Em v&iacute;deo divulgado pelas redes sociais, o diretor-presidente do Instituto Ethos, Jorge Abrah&atilde;o, disse que as empresas privadas tamb&eacute;m assumiram posi&ccedil;&otilde;es importantes para redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es, mas que ainda existem desafios. Entre eles est&atilde;o a adapta&ccedil;&atilde;o, que &eacute; uma oportunidade muito grande para as empresas, segundo ele; a quest&atilde;o dos acessos aos financiamentos; a transpar&ecirc;ncia; e a constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, &ldquo;&eacute; algo que o governo deixa claro, a import&acirc;ncia das empresas estarem construindo conjuntamente as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">Segundo Abrah&atilde;o, entretanto, h&aacute; outro tema, pouco tratado, que &eacute; o estilo de vida da popula&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Nosso modo de viver &eacute; algo que nos traz desafios, seja do ponto de vista individual, seja do ponto de vista das empresas&rdquo;, disse.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">Para Tasso Azevedo, do Observat&oacute;rio do Clima, as a&ccedil;&otilde;es do dia a dia s&atilde;o importantes para redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es, quando por exemplo, as pessoas escolhem andar de transporte coletivo, usar o aquecedor solar ou consumir produtos de origem sustent&aacute;vel. Ele diz ainda que o pa&iacute;s pode implementar a&ccedil;&otilde;es imediatas, como o desmatamento zero, o investimento forte na agricultura de baixo carbono e na recupera&ccedil;&atilde;o de pastagens degradadas e o investimento em energias renov&aacute;veis.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\"><strong>Principais pontos do Acordo de Paris, segundo Minist&eacute;rio do Meio Ambiente:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">&ndash; Fortalece a implementa&ccedil;&atilde;o da Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a do Clima (UNFCCC) sob os seus princ&iacute;pios.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">&ndash; Busca limitar o aumento da temperatura m&eacute;dia global a bem abaixo de 2&ordm;C em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis pr&eacute;-industriais e empreender esfor&ccedil;os para limitar o aumento da temperatura a 1,5&ordm;C.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">&ndash; Promove o financiamento coletivo de um piso de US$ 100 bilh&otilde;es por ano para pa&iacute;ses em desenvolvimento, considerando suas necessidades e prioridades.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">&ndash; Estabelece processo que apresenta as contribui&ccedil;&otilde;es nacionalmente determinadas (INDCs), com metas individuais de cada pa&iacute;s para a redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de gases de efeito estufa.<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em;\">&ndash; Cria um mecanismo de revis&atilde;o a cada cinco anos dos esfor&ccedil;os globais para frear as mudan&ccedil;as do clima<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andreia Verd&eacute;lio &ndash; Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil &ldquo;&Eacute; como se fosse uma nova Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial&rdquo;, disse hoje (14) o coordenador do Sistema de Estimativa de Emiss&otilde;es de Gases de Efeito Estufa do Observat&oacute;rio do Clima, Tasso Azevedo, ao falar sobre o Acordo de Paris, primeiro acordo global sobre o clima, aprovado no &uacute;ltimo s&aacute;bado (12) [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[4],"tags":[],"class_list":{"0":"post-125","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-radar-do-futuro"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}