{"id":12134,"date":"2020-08-12T07:03:56","date_gmt":"2020-08-12T10:03:56","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=12134"},"modified":"2020-08-12T07:04:09","modified_gmt":"2020-08-12T10:04:09","slug":"estudo-revela-impactos-de-mudancas-climaticas-em-ecossistema-aquatico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/estudo-revela-impactos-de-mudancas-climaticas-em-ecossistema-aquatico\/","title":{"rendered":"Estudo revela impactos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em ecossistema aqu\u00e1tico"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/bromelia-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12135\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/bromelia-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/bromelia-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/bromelia-768x512.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/bromelia-696x464.jpg 696w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/bromelia.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Pesquisadores fizeram, em sete regi&otilde;es diferentes, experimentos envolvendo o ambiente aqu&aacute;tico existente no interior das brom&eacute;lias<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><strong>Karina Ninni<\/strong><br><strong>Ag&ecirc;ncia FAPESP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o objetivo de entender como as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas podem impactar diferentes ecossistemas, 27 pesquisadores do Brasil, Argentina, Col&ocirc;mbia, Costa Rica, Guiana Francesa e Porto Rico realizaram em sete lugares diferentes experimentos envolvendo o ambiente aqu&aacute;tico existente no interior das brom&eacute;lias &ndash; que serve de h&aacute;bitat para larvas de insetos e outros pequenos organismos.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles descobriram que, ao contr&aacute;rio do que se poderia pensar, n&atilde;o s&atilde;o os organismos do topo da cadeia alimentar que mais sofrem com a instabilidade de chuvas, um dos efeitos esperados das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, mas sim os organismos da base, os menores. Os resultados da pesquisa, <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/en\/auxilios\/97789\/influence-of-latitude-and-aquatic-subsidies-on-niche-breadth-and-structure-of-terrestrial-communitie\/?q=2017\/09052-4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">apoiada<\/a><\/strong> pela FAPESP, foram <strong><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-020-17036-4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">publicados<\/a><\/strong> na revista <em>Nature Communications<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ec&oacute;logo <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/2748\/gustavo-quevedo-romero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gustavo Quevedo Romero<\/a><\/strong>, primeiro autor do artigo, estudos replicados geograficamente para entender como as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas podem afetar os ecossistemas s&atilde;o raros. Por&eacute;m, necess&aacute;rios para melhor entender como cada regi&atilde;o geogr&aacute;fica e cada ecossistema ser&atilde;o impactados. E os resultados observados nos experimentos com as brom&eacute;lias contradizem parte dos estudos de ecologia com foco em mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e resili&ecirc;ncia das esp&eacute;cies j&aacute; publicados.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Manipulamos quantidade e frequ&ecirc;ncia das chuvas nos microcosmos [interior de brom&eacute;lias] seguindo modelos que preveem mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas para as pr&oacute;ximas d&eacute;cadas. No mesmo experimento, criamos tanto condi&ccedil;&otilde;es de seca quanto de enchente e um &iacute;ndice de estabilidade hidrol&oacute;gica dentro de cada brom&eacute;lia. Assim, na amostragem, havia brom&eacute;lias com condi&ccedil;&otilde;es hidrol&oacute;gicas mais est&aacute;veis, cujo volume de &aacute;gua variava pouco ao longo do tempo, e com condi&ccedil;&otilde;es mais inst&aacute;veis. Verificamos que a instabilidade afetou negativamente os organismos menores. Eles ocorreram em maior quantidade nos microcosmos com condi&ccedil;&otilde;es mais est&aacute;veis. J&aacute; os predadores maiores ocorreram nas brom&eacute;lias expostas a per&iacute;odos de maior seca&rdquo;, conta Romero, professor do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n\n\n\n<p>Pela literatura, acrescentou, sabe-se que animais maiores sofrem mais com as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, especialmente porque t&ecirc;m menos espa&ccedil;o para se alimentar. &ldquo;Mas mostramos que, neste caso, a base da cadeia alimentar pode ser mais sens&iacute;vel, e mudan&ccedil;as nela podem modificar o restante dos n&iacute;veis tr&oacute;ficos acima&rdquo;, explica o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>O cientista afirma que, apesar de haver varia&ccedil;&otilde;es locais de suscetibilidade das esp&eacute;cies &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, chamou a aten&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores o fato de encontrarem um padr&atilde;o &uacute;nico, consistente, em todos os sete locais estudados: predadores s&atilde;o sempre beneficiados em ambientes mais secos, e organismos pequenos s&atilde;o prejudicados em ambientes pequenos e mais favorecidos em ambientes maiores, onde chove mais. &ldquo;Fizemos experimentos em regi&otilde;es mais &aacute;ridas, como a de Santa F&eacute;, na Argentina, e em regi&otilde;es onde dificilmente ocorre aridez, como a Costa Rica e a Guiana Francesa. E esse padr&atilde;o se manteve.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressalta que o grupo encontrou consist&ecirc;ncia geogr&aacute;fica nos resultados do trabalho. &ldquo;A raz&atilde;o da biomassa de predadores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; biomassa de presas, que representa pir&acirc;mides ecol&oacute;gicas de biomassa, se repetiu para todas as &aacute;reas nas plantas estudadas, sendo consistente ao longo do espa&ccedil;o geogr&aacute;fico, independentemente do <em>pool<\/em> de esp&eacute;cies e do fato de os organismos estarem mais ou menos adaptados &agrave; seca.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Instabilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra que as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, principalmente quando associadas &agrave; seca, causam instabilidade nas redes alimentares. &ldquo;Quando mais predadores ocorrem em uma brom&eacute;lia com menos volume de &aacute;gua, maior o efeito de preda&ccedil;&atilde;o, de cima para baixo, nas comunidades das presas. Assim, as redes alimentares se desestabilizam, o que pode gerar extin&ccedil;&otilde;es locais das esp&eacute;cies, tanto de presas quanto de predadores.&rdquo; Em resumo: apesar de os predadores se beneficiarem nos ambientes pequenos causados pela seca, esses ambientes s&atilde;o mais inst&aacute;veis, mais propensos ao risco de extin&ccedil;&atilde;o e colapsos das redes ecol&oacute;gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo trabalhou com tr&ecirc;s n&iacute;veis tr&oacute;ficos: os predadores de topo, os mesopredadores e os detrit&iacute;voros. Esses &uacute;ltimos s&atilde;o muito pequenos e alimentam-se de detritos. &ldquo;N&atilde;o vimos nenhum efeito das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas para os mesopredadores, que n&atilde;o foram afetados pelos tratamentos que fizemos&rdquo;. No microcosmo das brom&eacute;lias, eles s&atilde;o representados por larvas de insetos pequenos que se alimentam de outros pequenos organismos&nbsp;e, geralmente, s&atilde;o considerados como esp&eacute;cies oportunistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos organismos menores, os detrit&iacute;voros e filtradores, embora se beneficiem com a chuva, tamb&eacute;m s&atilde;o afetados negativamente quando a instabilidade clim&aacute;tica &eacute; maior e quando a quantidade de chuvas &eacute; muito grande. &ldquo;Como exemplo, quando chove muito, seja numa lagoa, num lago, ou dentro de uma brom&eacute;lia, o sistema transborda e lixivia os nutrientes e microrganismos. Mostramos em outros estudos que bact&eacute;rias, microinvertebrados e nutrientes, como nitrato e fosfato, s&atilde;o grandemente lixiviados.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Microcosmos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Romero explica que as brom&eacute;lias s&atilde;o ambientes naturais em que os cientistas conseguem explorar diversos aspectos de um ecossistema: s&atilde;o pequenas, f&aacute;ceis de manipular e, muitas vezes, &eacute; poss&iacute;vel projetar os resultados obtidos nelas para sistemas maiores, como lagoas e lagos, pois estudos realizados nesses ambientes maiores apresentam resultados semelhantes aos realizados nos microcosmos das brom&eacute;lias.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;As brom&eacute;lias t&ecirc;m distribui&ccedil;&atilde;o neotropical e, apesar de serem ambientes pequenos, podem acumular at&eacute; 50 mil litros de &aacute;gua por hectare em florestas, servindo como fonte de &aacute;gua para animais terrestres, como aves e mam&iacute;feros, e como ecossistemas inteiros para organismos que vivem em ambientes aqu&aacute;ticos.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi esse ambiente aqu&aacute;tico das brom&eacute;lias que o grupo de pesquisadores explorou. Romero explica que essas plantas s&atilde;o habitadas basicamente por insetos e pequenos crust&aacute;ceos. &ldquo;Predadores de topo, principalmente larvas de lib&eacute;lulas, s&atilde;o animais maiores. E os detrit&iacute;voros s&atilde;o insetos muito pequenos, como mosquitos e grupos diversos de invertebrados, como os quinonom&iacute;deos. Os predadores de topo se alimentam desses organismos menores que, por sua vez, se alimentam de part&iacute;culas em suspens&atilde;o e detritos que caem das &aacute;rvores.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Protocolo comum<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O desenho do experimento foi decidido em duas reuni&otilde;es realizadas pelo grupo. A equipe composta por pesquisadores da Fran&ccedil;a, Canad&aacute;, EUA, Porto Rico, Col&ocirc;mbia, Argentina e Brasil seguiu o mesmo protocolo nas sete &aacute;reas onde os experimentos foram conduzidos. Em campo, foram selecionadas 30 brom&eacute;lias em cada um dos sete locais, em um total de 210. Como cada regi&atilde;o tem uma flora diferente de brom&eacute;lias, os cientistas n&atilde;o conseguiram usar as mesmas esp&eacute;cies, utilizando as mais comuns de cada regi&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas plantas eram coletadas, lavadas e desinfetadas para retirada de todos os macro e microrganismos presentes, como bact&eacute;rias, fungos e outros. &ldquo;Lavamos e limpamos bem as brom&eacute;lias, para que essas tivessem a sua biota aqu&aacute;tica &lsquo;come&ccedil;ando do zero&rsquo;. Ent&atilde;o, para reiniciar as col&ocirc;nias e comunidades nos ecossistemas experimentais, dividimos igualmente os detritos grossos e finos retirados previamente das 30 brom&eacute;lias e recolocamos, em cada planta, a mesma comunidade de invertebrados e grupos funcionais que havia sido retirada. Depois disso, retornamos as brom&eacute;lias para o campo e instalamos sobre elas coberturas pl&aacute;sticas individuais, tipo guarda-chuva, para que as chuvas n&atilde;o impactassem os resultados.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas simularam o regime de chuvas de cada regi&atilde;o, conforme uma m&eacute;dia de pluviosidade dos &uacute;ltimos cinco anos, estabelecendo uma m&eacute;dia local com base no volume e na frequ&ecirc;ncia das chuvas em cada s&iacute;tio. &ldquo;Manipulamos a quantidade de &aacute;gua e a frequ&ecirc;ncia das chuvas ao longo de dois meses em cada local. Como t&iacute;nhamos uma m&eacute;dia para cada regi&atilde;o geogr&aacute;fica, tudo o que variou para baixo foi considerado seca, e o que variou para cima foi considerado inunda&ccedil;&atilde;o. Manipulamos os extremos, seca e enchente, e ningu&eacute;m tinha feito isso antes&rdquo;, detalha Romero.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap&oacute;s dois meses, as plantas foram outra vez coletadas e levadas para o laborat&oacute;rio. Para saber o que havia no ecossistema, os pesquisadores removeram folha por folha de cada planta e as lavaram novamente. A pesquisa tamb&eacute;m foi apoiada por meio do projeto &ldquo;<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/57853\/mudancas-climaticas-globais-e-funcionamento-de-ecossistemas-em-fitotelmatas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais e funcionamento de ecossistemas em fitotelmatas<\/a><\/strong>&rdquo;, bolsas de <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/en\/bolsas\/151561\/global-warming-effects-on-the-trophic-structure-and-ecosystem-functioning-in-tank-bromeliads\/?q=14\/04603-4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">doutorado<\/a><\/strong> e <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/en\/bolsas\/180382\/\/?q=17\/26243-8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">p&oacute;s-doutorado<\/a><\/strong> da FAPESP, al&eacute;m de uma <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/en\/bolsas\/163902\/effects-of-climate-change-on-the-structure-of-food-webs-in-latitudinal-gradients\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bolsa<\/a><\/strong> de pesquisa no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o futuro, Romero afirma que h&aacute; interesse em trabalhar manipulando estressores ambientais, como mudan&ccedil;as em precipita&ccedil;&atilde;o e aquecimento clim&aacute;tico, bem como polui&ccedil;&atilde;o ambiental, em diversos sistemas de &aacute;gua doce.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo <em>Extreme rainfall events alter the trophic structure in bromeliad tanks across the Neotropics<\/em> pode ser lido em: <strong><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-020-17036-4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.nature.com\/articles\/s41467-020-17036-4<\/a><\/strong>.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ag&ecirc;ncia FAPESP<\/a> de acordo com a <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nd\/4.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">licen&ccedil;a Creative Commons CC-BY-NC-ND<\/a>. Leia o <a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/estudo-mostra-impacto-da-mudanca-climatica-em-ecossistemas-de-agua-doce-neotropicais\/33834\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">original aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/republicacao_frame?url=https:\/\/agencia.fapesp.br\/estudo-mostra-impacto-da-mudanca-climatica-em-ecossistemas-de-agua-doce-neotropicais\/33834\/&amp;utm_source=republish&amp;utm_medium=republish&amp;utm_content=https:\/\/agencia.fapesp.br\/estudo-mostra-impacto-da-mudanca-climatica-em-ecossistemas-de-agua-doce-neotropicais\/33834\/\" width=\"1\" height=\"1\"><\/iframe><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>sete lugares diferentes experimentos envolvendo o ambiente aqu&aacute;tico existente no interior das brom&eacute;lias<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12135,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1423],"tags":[157],"class_list":{"0":"post-12134","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-sustentabilidade","8":"tag-mudancas-climaticas"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/bromelia.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12134","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12134"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12134\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12135"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}