{"id":119,"date":"2015-12-13T12:59:31","date_gmt":"2015-12-13T15:59:31","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/195-paises-aprovam-acordo-global-do-clima\/"},"modified":"2015-12-13T12:59:31","modified_gmt":"2015-12-13T15:59:31","slug":"195-paises-aprovam-acordo-global-do-clima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/195-paises-aprovam-acordo-global-do-clima\/","title":{"rendered":"195 pa\u00edses aprovam acordo global do clima"},"content":{"rendered":"<p>Acordo da COP 21 representa fim da era dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Ag&ecirc;ncia Brasil&nbsp;<\/p>\n<p>Paris &ndash; O diretor-executivo da organiza&ccedil;&atilde;o ambiental Greenpeace, Kumi Naidoo, disse que a aprova&ccedil;&atilde;o do texto final da Confer&ecirc;ncia Mundial do Clima (COP 21) no s&aacute;bado, dia 12, sobre a redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de gases de efeito estufa representa o fim da era dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis.<\/p>\n<p>Ao fim da assembleia que encerrou a confer&ecirc;ncia, Naidoo tamb&eacute;m defendeu que os investidores comecem a descontar o dinheiro de cr&eacute;ditos obtidos com a redu&ccedil;&atilde;o da emiss&atilde;o de carbono para investir em fontes renov&aacute;veis de energia. &ldquo;O mais importante desta confer&ecirc;ncia &eacute; que a ind&uacute;stria dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis recebeu a mensagem de que este &eacute; o fim da era das energias f&oacute;sseis. N&atilde;o pod&iacute;amos imaginar que acabar&iacute;amos por conseguir um objetivo de limita&ccedil;&atilde;o do aquecimento global a 1,5 grau Celsius (&deg;C)&rdquo;, destacou.<\/p>\n<p>Em comunicado, a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental WWF defendeu medidas imediatas para reduzir a emiss&atilde;o gases t&oacute;xicos. Uma das cl&aacute;usulas do acordo, que entrar&aacute; em vigor em 2020, prev&ecirc; que os 195 pa&iacute;ses que participaram da COP 21 adotem medidas para limitar o aquecimento global a 1,5&deg;C, mas n&atilde;o define quando o resultado deve ser alcan&ccedil;ado.<\/p>\n<p>&ldquo;Este novo acordo dever&aacute; ser continuamente fortalecido, e os governos v&atilde;o precisar concretizar medidas para reduzir as emiss&otilde;es, financiar a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica e proteger os mais vulner&aacute;veis. As negocia&ccedil;&otilde;es de Paris tamb&eacute;m fomentaram an&uacute;ncios e compromissos dos governos, das cidades e das empresas que demonstram que o mundo est&aacute; pronto para uma transi&ccedil;&atilde;o para energias limpas&rdquo;, ressaltou o WWF.<\/p>\n<p>O Acordo de Paris, como foi chamado o documento final da 21&ordf; Confer&ecirc;ncia do Clima da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), entrar&aacute; em vigor em 2020. A cada cinco anos, os pa&iacute;ses dever&atilde;o prestar contas sobre as a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas para evitar que a temperatura global aumente mais de 2 graus Celsius. A redu&ccedil;&atilde;o do aquecimento pretende evitar fen&ocirc;menos extremos como ondas de calor, seca, cheias ou subida do n&iacute;vel do mar.<\/p>\n<h3>L&iacute;deres comemoram<\/h3>\n<p>L&iacute;deres mundiais comemoraram a aprova&ccedil;&atilde;o do texto final da Confer&ecirc;ncia Mundial do Clima (COP21) sobre a redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de gases de efeito estufa. Ap&oacute;s 13 dias de debates, representantes de 195 pa&iacute;ses chegaram, pela primeira vez na hist&oacute;ria, a um acordo global sobre o clima.<\/p>\n<p>O primeiro-ministro brit&acirc;nico, David Cameron, considerou o acordo como enorme passo para assegurar o futuro do planeta. Para Cameron, todos os pa&iacute;ses assumiram sua parte na luta contra as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.<\/p>\n<p>Pela rede social Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ressaltou a import&acirc;ncia do acordo e agradeceu a atua&ccedil;&atilde;o da diplomacia norte-americana. &ldquo;Isso &eacute; enorme. Quase todos os pa&iacute;ses do mundo acabam de subscrever o acordo de Paris sobre altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas&rdquo;.<\/p>\n<p>O secret&aacute;rio de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou que o Acordo de Paris sobre o clima &eacute; uma vit&oacute;ria para o planeta e gera&ccedil;&otilde;es futuras. De acordo com Kerry, os pa&iacute;ses mandaram uma mensagem aos mercados sobre a dire&ccedil;&atilde;o correta que devem seguir para diminuir a emiss&atilde;o de gases nocivos ao meio ambiente.<\/p>\n<p>O representante da China na COP 21, Xie Zhenhua, considerou o acordo &ldquo;justo, ambicioso e equitativo&rdquo;. &ldquo;A China felicita todos os pa&iacute;ses por este acordo, que n&atilde;o &eacute; perfeito, tem partes que podem ser melhoradas, mas nos permite avan&ccedil;ar para responder ao desafio das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. Acabamos de escolher o caminho certo para o bem das gera&ccedil;&otilde;es futuras&rdquo;, afirmou. A China &eacute; o pa&iacute;s que mais emite gases nocivos ao meio ambiente no mundo.<\/p>\n<p>O Acordo de Paris, como foi chamado o documento final da 21&ordf; Confer&ecirc;ncia do Clima da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), entrar&aacute; em vigor em 2020. O documento prev&ecirc; limitar o crescimento da emiss&atilde;o de gases de efeito estufa a 1,5&deg;C, e a cria&ccedil;&atilde;o de um fundo global de US$ 100 bilh&otilde;es, financiado pelos pa&iacute;ses ricos, a partir de 2020, para limitar o aquecimento global a 1,5&deg;C.<\/p>\n<h3>Participa&ccedil;&atilde;o do Brasil<\/h3>\n<p>A presidenta Dilma Rousseff disse hoje que o acordo&nbsp; define uma nova fase da luta contra a mudan&ccedil;a do clima. &ldquo;O acordo &eacute; justo e ambicioso, fortalecendo o regime multilateral e atendendo aos leg&iacute;timos anseios da comunidade internacional&rdquo;, afirmou, em nota divulgada pelo Pal&aacute;cio do Planalto.<\/p>\n<p style=\"font-size: 12.8px; line-height: 19.2px;\">Para Dilma, o documento &eacute; o resultado de uma mobiliza&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita dos governos, com o engajamento ativo da sociedade em todos os pa&iacute;ses. &ldquo;Duradouro e juridicamente vinculante, o acordo tamb&eacute;m &eacute; ambicioso por procurar caminhos que limitem o aumento de temperatura neste s&eacute;culo em at&eacute; 2 graus Celsius, buscando atingir 1,5 grau Celsius&rdquo;, comentou.<\/p>\n<p>Segundo a presidente, o acordo alcan&ccedil;ado pelos 195 pa&iacute;ses e a Uni&atilde;o Europeia teve &ldquo;decisiva participa&ccedil;&atilde;o&rdquo; do Brasil e respeita a diferencia&ccedil;&atilde;o entre pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento. &ldquo;O acordo prev&ecirc;, de forma equilibrada, dispositivos de mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o, bem como as necessidades de financiamento, de capacita&ccedil;&atilde;o nacional e de transfer&ecirc;ncia de tecnologia aos pa&iacute;ses em desenvolvimento&rdquo;, acrescentou. Dilma tamb&eacute;m destacou que os pa&iacute;ses desenvolvidos dever&atilde;o financiar as a&ccedil;&otilde;es de combate &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas nos pa&iacute;ses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>O texto prev&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o de um fundo anual de US$ 100 bilh&otilde;es, financiado pelos pa&iacute;ses ricos, a partir de 2020: &ldquo;O Acordo de Paris fomenta, tamb&eacute;m, a possibilidade de apoio volunt&aacute;rio entre pa&iacute;ses em desenvolvimento, o que permitir&aacute; que o Brasil continue a promover a coopera&ccedil;&atilde;o Sul-Sul&rdquo;. De acordo com a presidente, o documento incorporou a proposta conjunta do Brasil e da Uni&atilde;o Europeia de mecanismo que promove investimentos privados em projetos de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es (MDL+).<\/p>\n<p>&ldquo;No conjunto das suas decis&otilde;es, tamb&eacute;m incorporou o mecanismo de REDD+, que permite o reconhecimento e o pagamento por resultados das a&ccedil;&otilde;es de combate ao desmatamento e degrada&ccedil;&atilde;o florestal, sendo fundamental portanto para a implementa&ccedil;&atilde;o das metas brasileiras de combate &agrave; mudan&ccedil;a do clima, anunciadas em setembro de 2015&rdquo;, completou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acordo da COP 21 representa fim da era dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":{"0":"post-119","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-destaques"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=119"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}