{"id":11889,"date":"2020-08-03T09:30:41","date_gmt":"2020-08-03T12:30:41","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=11889"},"modified":"2020-08-03T09:30:49","modified_gmt":"2020-08-03T12:30:49","slug":"inteligencia-artificial-diagnostica-covid-e-complicacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/inteligencia-artificial-diagnostica-covid-e-complicacoes\/","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia artificial diagnostica Covid19 e poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/covid-19-4922384_1280-1024x768.jpg\" alt=\"Simula&ccedil;&atilde;o ilustrativa de coronav&iacute;rus Covid-19 - Imagem: Pixabay\" class=\"wp-image-10308\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/covid-19-4922384_1280-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/covid-19-4922384_1280-300x225.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/covid-19-4922384_1280-768x576.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/covid-19-4922384_1280-80x60.jpg 80w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/covid-19-4922384_1280-160x120.jpg 160w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/covid-19-4922384_1280-265x198.jpg 265w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/covid-19-4922384_1280-696x522.jpg 696w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/covid-19-4922384_1280.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Ainda em fases iniciais, m&eacute;todo desenvolvido por pesquisadores brasileiro permite diagnosticar a COVID-19 em cerca de 20 minutos &ndash; com baixo custo e sem a necessidade de reagentes importados. Imagem: Pixabay <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Karina Toledo<br>Ag&ecirc;ncia FAPESP<\/p>\n\n\n\n<p>Um m&eacute;todo que permite diagnosticar a COVID-19 em cerca de 20 minutos &ndash; com baixo custo e sem a necessidade de reagentes importados &ndash; foi descrito por pesquisadores brasileiros em artigo <strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.medrxiv.org\/content\/10.1101\/2020.07.24.20161828v1\" target=\"_blank\">divulgado <\/a><\/strong>na plataforma <em>medRxiv<\/em>, ainda sem revis&atilde;o por pares.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema usa algoritmos de intelig&ecirc;ncia artificial capazes de reconhecer em amostras de plasma sangu&iacute;neo de pacientes um padr&atilde;o de mol&eacute;culas caracter&iacute;stico da doen&ccedil;a. Segundo os autores, tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel identificar, entre os casos confirmados, os indiv&iacute;duos com maior risco de desenvolver manifesta&ccedil;&otilde;es graves, como insufici&ecirc;ncia respirat&oacute;ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto &eacute; <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/106257\/estudo-diagnostico-e-prognostico-de-infeccao-por-sars-cov-2-e-influenza-virus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">apoiado<\/a><\/strong> pela FAPESP e envolve pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), al&eacute;m de colaboradores no Amazonas.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Nos testes feitos para validar a metodologia, conseguimos diferenciar as amostras positivas e negativas com um acerto de mais de 90%. Tamb&eacute;m fizemos a diferencia&ccedil;&atilde;o entre casos graves e leves com acerto em torno de 82%. Agora, estamos iniciando o processo de certifica&ccedil;&atilde;o junto &agrave; Anvisa [Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria]&rdquo;, conta &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia FAPESP<\/strong> o professor da Unicamp <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/33794\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rodrigo Ramos Catharino<\/a><\/strong>, coordenador da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o exame, quando em opera&ccedil;&atilde;o, poderia custar em torno de R$ 40 por amostra, cerca de metade do pre&ccedil;o de custo do RT-PCR, m&eacute;todo considerado padr&atilde;o-ouro para diagn&oacute;stico da COVID-19.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho vem sendo desenvolvido no <strong><a href=\"https:\/\/www.fcf.unicamp.br\/pt-br\/pesquisa-extensao\/laboratorios\/56-site\/laboratorios\/423-laboratorio-innovare-de-biomarcadores\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Laborat&oacute;rio Innovare de Biomarcadores<\/a><\/strong>, durante o <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/189247\/determinacao-das-alteracoes-metabolicas-e-do-potencial-terapeutico-do-zika-virus-em-celulas-tumorais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">doutorado<\/a><\/strong> de <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/670554\/jeany-delafiori\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jeany Delafiori<\/a><\/strong>, e integra uma linha de pesquisa que combina t&eacute;cnicas de metabol&ocirc;mica e aprendizado de m&aacute;quina para buscar marcadores capazes de auxiliar o diagn&oacute;stico de doen&ccedil;as como <strong><a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/plataforma-usa-inteligencia-artificial-para-diagnosticar-zika-e-outros-patogenos\/27833\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">zika<\/a><\/strong>, <strong><a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/biomarcador-que-detecta-dengue-hemorragica-e-descoberto\/28767\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">dengue hemorr&aacute;gica<\/a><\/strong>, <strong><a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/teste-promete-diagnosticar-fibrose-cistica-com-maior-precisao\/28010\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">fibrose c&iacute;stica<\/a><\/strong>, <strong><a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/novo-exame-aponta-risco-de-engordar-e-desenvolver-diabetes\/32503\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">diabetes e outros dist&uacute;rbios metab&oacute;licos<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo trabalha em parceria com o Laborat&oacute;rio de Infer&ecirc;ncia em Dados Complexos (<strong><a href=\"http:\/\/www.recod.ic.unicamp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recod<\/a><\/strong>) do Instituto de Computa&ccedil;&atilde;o (IC) da Unicamp, coordenado pelo professor <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/34684\/anderson-de-rezende-rocha\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Anderson Rocha<\/a><\/strong> e conta com a participa&ccedil;&atilde;o de seu colaborador Luiz Claudio Navarro.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;O projeto contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 728 pacientes &ndash; sendo 369 com diagn&oacute;stico de COVID-19 confirmado clinicamente e por RT-PCR. As amostras de indiv&iacute;duos n&atilde;o infectados foram usadas para compara&ccedil;&atilde;o, como uma esp&eacute;cie de grupo controle. No caso de alguns pacientes que desenvolveram complica&ccedil;&otilde;es e precisaram ser internados, foi coletada uma segunda amostra de sangue. De modo geral, entre os casos confirmados, havia indiv&iacute;duos com sintomas leves e graves&rdquo;, conta Delafiori.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as amostras foram analisadas em um equipamento conhecido como espectr&ocirc;metro de massas, capaz de discriminar as subst&acirc;ncias presentes em fluidos corporais. Como explicam os pesquisadores, esse conjunto de mol&eacute;culas encontrado no plasma sangu&iacute;neo retrata os diversos processos metab&oacute;licos ativos no organismo.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Nos concentramos nas mol&eacute;culas de baixo peso molecular, como os amino&aacute;cidos, os pequenos pept&iacute;deos e os lip&iacute;deos. Elas surgem na parte final dos processos metab&oacute;licos e, portanto, est&atilde;o mais diretamente ligadas aos sintomas que os pacientes estavam manifestando no momento da coleta&rdquo;, explica Delafiori.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte das amostras foi ent&atilde;o usada pela equipe do IC-Unicamp para ensinar um m&eacute;todo de intelig&ecirc;ncia artificial a reconhecer padr&otilde;es de metab&oacute;litos encontrados nos casos positivos e nos negativos, bem como diferenciar os padr&otilde;es dos casos leves e graves. A outra parte foi usada em um teste cego, cujo objetivo foi avaliar o acerto final da an&aacute;lise feita pelo sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os dados do artigo, o m&eacute;todo alcan&ccedil;ou 97,6% de especificidade e 83,8% de sensibilidade para o diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a no teste cego. J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise de risco para manifesta&ccedil;&atilde;o grave a especificidade foi de 76,2% e a sensibilidade foi de 87,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Sensibilidade [tamb&eacute;m conhecido como sensitividade] &eacute; o par&acirc;metro que indica o qu&atilde;o sens&iacute;vel o m&eacute;todo &eacute; para detectar a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia da COVID-19. J&aacute; especificidade tem a ver com a capacidade de diferenciar a COVID-19 de outras condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de. Esses dois par&acirc;metros, quando analisados em conjunto, determinam a taxa de acerto&rdquo;, explica Delafiori. &ldquo;Ainda estamos trabalhando para melhorar a taxa de acerto do exame, &agrave; medida que novas amostras de pacientes s&atilde;o coletadas por nossos colaboradores.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Rocha, o algoritmo desenvolvido &eacute; capaz de incorporar conhecimento na&nbsp;medida em que analisa novas amostras, o que tende a se refletir em uma melhora na performance com o passar do tempo. &ldquo;Se hoje ele tem uma taxa de acerto em torno de 90%, &eacute; prov&aacute;vel que acerte ainda mais quando chegar a milhares de pacientes analisados&rdquo;, afirma o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe do IC-Unicamp tamb&eacute;m criou um software para automatizar todo o processo de an&aacute;lise e gerar, no final, um relat&oacute;rio que informa para o m&eacute;dico se o paciente tem a COVID-19 e se apresenta risco de complica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Esses biomarcadores preditores de evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a podem, por exemplo, ajudar o m&eacute;dico da assist&ecirc;ncia b&aacute;sica a decidir se o paciente que testar positivo pode ser mantido em isolamento domiciliar ou se deve ser transferido para um centro de maior complexidade&rdquo;, comenta <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/679554\/rinaldo-focaccia-siciliano\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rinaldo Focaccia Siciliano<\/a><\/strong>, m&eacute;dico assistente da Divis&atilde;o de Mol&eacute;stias Infecciosas e Parasit&aacute;rias do Hospital das Cl&iacute;nicas (HC-FM-USP) e da Unidade de Controle de Infec&ccedil;&atilde;o Hospitalar do Instituto do Cora&ccedil;&atilde;o (InCor), um dos coautores do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de Siciliano, o m&eacute;todo tem mostrado um bom desempenho para detectar tanto os casos leves, nos primeiros dias de sintomas, como tamb&eacute;m os mais avan&ccedil;ados, de pacientes que j&aacute; apresentam falta de ar na admiss&atilde;o ao hospital. &ldquo;A vantagem de ter v&aacute;rios centros participando do projeto, com diferentes perfis, &eacute; a variabilidade das amostras. Isso permite que seja poss&iacute;vel aplicar a metodologia em diferentes cen&aacute;rios, tanto ambulatorial quanto hospitalar&rdquo;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro avan&ccedil;o apontado pelo pesquisador &eacute; a possibilidade de diagnosticar precocemente a doen&ccedil;a por meio de uma amostra de sangue, mais f&aacute;cil de ser coletada do que a secre&ccedil;&atilde;o nasal usada no teste de RT-PCR. &ldquo;A coleta com <em>swab<\/em> [cotonete comprido inserido no fundo do nariz] requer equipe bem treinada e sala apropriada, pois h&aacute; risco de dispers&atilde;o de aeross&oacute;is contaminados com o v&iacute;rus. E o teste sangu&iacute;neo atualmente dispon&iacute;vel s&oacute; &eacute; capaz de detectar anticorpos alguns dias depois do surgimento dos sintomas.&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Modelo otimizado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a maioria dos testes laboratoriais analisa no sangue os n&iacute;veis de algumas poucas subst&acirc;ncias, o sistema computacional desenvolvido pela equipe da Unicamp &eacute; capaz de olhar, ao mesmo tempo, para milhares de vari&aacute;veis e extrair interconex&otilde;es diretas e cruzadas entre elas: por exemplo, quais subst&acirc;ncias est&atilde;o aumentadas e quais est&atilde;o diminu&iacute;das em indiv&iacute;duos com uma determinada doen&ccedil;a.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Para tornar isso poss&iacute;vel, trabalhamos nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos no desenvolvimento de um modelo matem&aacute;tico que seja explic&aacute;vel, ou seja, que nos permita n&atilde;o apenas fazer uma predi&ccedil;&atilde;o correta como tamb&eacute;m saber quais vari&aacute;veis o sistema est&aacute; olhando para fazer essa predi&ccedil;&atilde;o. Isso possibilita, ap&oacute;s a identifica&ccedil;&atilde;o de um primeiro conjunto de biomarcadores, selecionar os mais significativos e otimizar o processo de an&aacute;lise. Al&eacute;m disso, os dados gerados podem ser usados pela &aacute;rea de metabol&ocirc;mica para desvendar o mecanismo da doen&ccedil;a&rdquo;, explica Navarro.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da COVID-19, o grupo chegou a um conjunto de aproximadamente 30 metab&oacute;litos que funcionam como uma assinatura da doen&ccedil;a. De acordo com Delafiori, o diagn&oacute;stico positivo foi associado, por exemplo, a uma redu&ccedil;&atilde;o no n&iacute;vel de lisofosfatidilcolinas &ndash; fosfolip&iacute;dios derivados de glicerol que cont&ecirc;m fosfato na sua estrutura. &ldquo;Essas mol&eacute;culas s&atilde;o precursoras de surfactantes pulmonares [compostos que reduzem a tens&atilde;o superficial dentro do alv&eacute;olo pulmonar, prevenindo o colapso durante a expira&ccedil;&atilde;o] e protegem o &oacute;rg&atilde;o de infec&ccedil;&otilde;es oportunistas. A diminui&ccedil;&atilde;o dessas esp&eacute;cies foi reportada previamente em pacientes com s&iacute;ndrome respirat&oacute;ria aguda grave&rdquo;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb&eacute;m se observou nos casos positivos, diminui&ccedil;&atilde;o nos derivados de colesterol, que foi ainda mais pronunciada nos pacientes que evolu&iacute;ram para a forma grave. &ldquo;Alguns estudos reportam redu&ccedil;&atilde;o nos n&iacute;veis de colesterol &agrave; medida que o paciente com COVID-19 evolui para um desfecho negativo&rdquo;, diz a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>J&aacute; os n&iacute;veis de glicerolp&iacute;dios &ndash; reportados previamente desregulados na s&iacute;ndrome respirat&oacute;ria aguda grave &ndash; estavam aumentados nas amostras de pacientes com a doen&ccedil;a.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Ap&oacute;s essa etapa de valida&ccedil;&atilde;o bioqu&iacute;mica dos biomarcadores &ndash; que permitiu, por exemplo, descartar mol&eacute;culas associadas ao uso de um medicamento anti-inflamat&oacute;rio que n&atilde;o tinham rela&ccedil;&atilde;o com a doen&ccedil;a &ndash; combinamos as vari&aacute;veis restantes em pares. Essa nova t&eacute;cnica que estamos introduzindo no modelo aumenta a acur&aacute;cia da an&aacute;lise e a torna poss&iacute;vel de ser feita com diferentes equipamentos de espectrometria de massas&rdquo;, conta Navarro.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de Catharino, a metodologia poderia ser aplicada em qualquer laborat&oacute;rio p&uacute;blico ou privado equipado com um espectr&ocirc;metro de massas. Enquanto protocolam o registro na Anvisa, os pesquisadores pretendem aumentar ainda mais a diversidade das amostras analisadas no contexto da pesquisa para melhorar a performance do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo conta com a colabora&ccedil;&atilde;o de pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), da Funda&ccedil;&atilde;o de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado, da Funda&ccedil;&atilde;o de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Amazonas, da Fiocruz Amaz&ocirc;nia e de diversos hospitais associados ao projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Al&eacute;m da nova metodologia para diagn&oacute;stico, o projeto prev&ecirc; a pesquisa dos mecanismos envolvidos nos dist&uacute;rbios de coagula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea &ndash; entre eles a altera&ccedil;&atilde;o na capacidade das plaquetas de se agregar &ndash; que t&ecirc;m sido associados &agrave; COVID-19. Essa parte da investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; coordenada pelo&nbsp;professor da USP <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/8059\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jos&eacute; Carlos Nicolau<\/a><\/strong>. O trabalho descrito no artigo tamb&eacute;m conta com apoio da FAPESP por meio de aux&iacute;lios concedidos &agrave; professora da USP <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/103130\/centro-conjunto-brasil-reino-unido-para-descoberta-diagnostico-genomica-e-epidemiologia-de-arbovir\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ester Sabino<\/a><\/strong> e aos professores da Unicamp <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/101511\/novas-abordagens-terapeuticas-para-o-cancer-de-bexiga-nao-musculo-invasivo-cbnmi-uso-intravesical\/?q=18\/10052-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wagner Jos&eacute; F&aacute;varo<\/a><\/strong> e <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/106352\/estrategia-acelerada-por-inteligencia-artificial-para-reposicionamento-de-farmacos-contra-covid-19\/?q=20\/05369-6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fabio Trindade Maranh&atilde;o Costa<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo <em>Covid-19 automated diagnosis and risk assessment through Metabolomics and Machine-Learning<\/em> pode ser lido em <strong><a href=\"https:\/\/www.medrxiv.org\/content\/10.1101\/2020.07.24.20161828v1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.medrxiv.org\/content\/10.1101\/2020.07.24.20161828v1<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ag&ecirc;ncia FAPESP<\/a> de acordo com a <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nd\/4.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">licen&ccedil;a Creative Commons CC-BY-NC-ND<\/a>. Leia o <a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/tecnica-usa-inteligencia-artificial-para-diagnosticar-a-covid-19-e-prever-risco-de-complicacoes\/33778\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">original aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/republicacao_frame?url=https:\/\/agencia.fapesp.br\/tecnica-usa-inteligencia-artificial-para-diagnosticar-a-covid-19-e-prever-risco-de-complicacoes\/33778\/&amp;utm_source=republish&amp;utm_medium=republish&amp;utm_content=https:\/\/agencia.fapesp.br\/tecnica-usa-inteligencia-artificial-para-diagnosticar-a-covid-19-e-prever-risco-de-complicacoes\/33778\/\" width=\"1\" height=\"1\"><\/iframe><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":10308,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[19,22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-11889","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-insights","8":"category-indicadores"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/covid-19-4922384_1280.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11889"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11889\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10308"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}