{"id":11244,"date":"2020-06-25T10:32:16","date_gmt":"2020-06-25T13:32:16","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=11244"},"modified":"2020-06-25T10:43:25","modified_gmt":"2020-06-25T13:43:25","slug":"sindrome-da-cabana-pessoas-que-mostram-resistencia-em-voltar-a-vida-normal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/sindrome-da-cabana-pessoas-que-mostram-resistencia-em-voltar-a-vida-normal\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome da Cabana: pessoas que mostram resist\u00eancia em voltar \u00e0 vida normal"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"666\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Sindrome-da-Cabana.jpg\" alt=\"Mesmo prisioneiros, ap&oacute;s um longo per&iacute;odo encarcerados, podem sentir medo de voltar &agrave; civiliza&ccedil;&atilde;o e, muitas vezes, podem cometer crimes t&atilde;o logo saiam da cadeia, para poderem voltar &agrave; vida a qual j&aacute; estavam acostumados. foto: divulga&ccedil;ao\" class=\"wp-image-11245\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Sindrome-da-Cabana.jpg 1000w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Sindrome-da-Cabana-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Sindrome-da-Cabana-768x511.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Sindrome-da-Cabana-696x464.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\"><figcaption>Mesmo prisioneiros, ap&oacute;s um longo per&iacute;odo encarcerados, pessoas, v&iacute;timas da s&iacute;ndrome da cabana, podem sentir medo de voltar &agrave; civiliza&ccedil;&atilde;o e, muitas vezes, podem cometer crimes t&atilde;o logo saiam da cadeia, para poderem voltar &agrave; vida a qual j&aacute; estavam acostumados. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&ldquo;&hellip;S&oacute; de pensar em sair de casa voc&ecirc; j&aacute; come&ccedil;a a ficar apavorado, confuso, tenso, angustiado e pode chegar at&eacute; a sentir seu cora&ccedil;&atilde;o disparar. Mesmo sem amea&ccedil;as imediatas, voc&ecirc; n&atilde;o se sente mais seguro fora do seu lar. Sua casa &eacute; o &uacute;nico lugar que lhe proporciona seguran&ccedil;a e prote&ccedil;&atilde;o. Esse medo, ap&oacute;s longos per&iacute;odos de isolamento, &eacute; justamente o que define a S&iacute;ndrome da Cabana&rdquo;<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Lucia Moyses *<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez voc&ecirc; nunca tenha ouvido falar na S&iacute;ndrome da Cabana. Realmente, este termo, apesar de ter surgido em 1900, n&atilde;o &eacute; muito conhecido atualmente. No entanto, voc&ecirc;, seu vizinho, sua filha, seu amigo, podem estar passando por esta s&iacute;ndrome neste exato momento sem perceber. Como assim? Afinal, o que &eacute; a S&iacute;ndrome da Cabana?<\/p>\n\n\n\n<p>Imagine que a quarentena terminou. J&aacute; existe uma vacina para o Covid-19. N&atilde;o h&aacute; mais motivos para temer as ruas. No entanto, s&oacute; de pensar em sair de casa voc&ecirc; j&aacute; come&ccedil;a a ficar apavorado, confuso, tenso, angustiado e pode chegar at&eacute; a sentir seu cora&ccedil;&atilde;o disparar. Mesmo sem amea&ccedil;as imediatas, voc&ecirc; n&atilde;o se sente mais seguro fora do seu lar. Sua casa &eacute; o &uacute;nico lugar que lhe proporciona seguran&ccedil;a e prote&ccedil;&atilde;o. Esse medo, ap&oacute;s longos per&iacute;odos de isolamento, &eacute; justamente o que define a S&iacute;ndrome da Cabana. Este nome foi dado em fun&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores norte-americanos que se refugiavam em suas cabanas quando o inverno chegava e, depois, tinham receio de voltar &agrave; civiliza&ccedil;&atilde;o quando o frio terminava.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo j&aacute; est&aacute; acontecendo atualmente, devido &agrave; quarentena que nos confinou em nossos lares desde mar&ccedil;o deste ano. Hoje, algumas pessoas j&aacute; est&atilde;o entrando em desespero com a abertura de shoppings, lojas e relaxamento de alguns com rela&ccedil;&atilde;o ao isolamento. N&atilde;o querem, de modo algum, que a quarentena termine. Obviamente, esse medo pode vir da possibilidade de serem contaminados. Por&eacute;m, a S&iacute;ndrome da cabana, ainda que n&atilde;o aja como fator principal, desempenha um papel importante na resist&ecirc;ncia em voltar &agrave; vida normal.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da quarentena, antes do Covid-19, j&aacute; havia pessoas que n&atilde;o sa&iacute;am mais de casa. Trabalhavam em home office, faziam as compras pela internet e passavam per&iacute;odos muito longos sem colocar os p&eacute;s na rua. Nosso c&eacute;rebro se ajusta &agrave; nova rotina e o confinamento passa a ser normal e necess&aacute;rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo prisioneiros, ap&oacute;s um longo per&iacute;odo encarcerados, podem sentir medo de voltar &agrave; civiliza&ccedil;&atilde;o e, muitas vezes, podem cometer crimes t&atilde;o logo saiam da cadeia, para poderem voltar &agrave; vida a qual j&aacute; estavam acostumados. A mudan&ccedil;a nos tira da zona de conforto, ainda que, para muitos, aquela zona de conforto pare&ccedil;a uma op&ccedil;&atilde;o ruim.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mas o que &eacute; o medo mesmo?<\/h2>\n\n\n\n<p>O medo &eacute; uma sensa&ccedil;&atilde;o provocada pelo c&eacute;rebro que auxilia o indiv&iacute;duo em sua sobreviv&ecirc;ncia e adapta&ccedil;&atilde;o. Se n&atilde;o sent&iacute;ssemos medo de nada, n&atilde;o ter&iacute;amos como nos defender e provavelmente morrer&iacute;amos rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Este mecanismo de sobreviv&ecirc;ncia ocorre a partir do Sistema Nervoso Central. Por exemplo, quando avistamos uma serpente, esta informa&ccedil;&atilde;o &eacute; levada ao SNC e passa pelo hipocampo (sede das mem&oacute;rias) que vai conferir se aquela informa&ccedil;&atilde;o j&aacute; existe. Em seguida, o hipot&aacute;lamo vai interpretar o que recebeu e relacion&aacute;-lo ao perigo. Ao receber essa interpreta&ccedil;&atilde;o, a am&iacute;gdala (respons&aacute;vel pelas emo&ccedil;&otilde;es) alerta o organismo na forma de medo. Imaginem uma crian&ccedil;a que nunca viu uma cobra nem ouviu nada sobre ela. Ao se deparar com a serpente, n&atilde;o sentir&aacute; medo e provavelmente ser&aacute; picada.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, sentir medo &eacute; n&atilde;o s&oacute; normal, como necess&aacute;rio. No entanto, h&aacute; muito medo. O medo pode ser real, como o medo de um assaltante; o medo pode ser imagin&aacute;rio, ou seja, n&atilde;o h&aacute; nada acontecendo de fato, mas sentimos medo de alguma coisa que n&atilde;o conseguimos definir; o medo pode ser futuro, como o medo da morte; e o medo pode ser desproporcional ao objeto que o causou.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o medo n&atilde;o &eacute; espec&iacute;fico e dura longos per&iacute;odos, ent&atilde;o ele passa a ser chamado de ansiedade. A ansiedade n&atilde;o tratada e persistente pode levar ao pavor. A s&iacute;ndrome do p&acirc;nico, por exemplo, e as fobias, quando atrapalham nossa vida, causam muto sofrimento e precisam de ajuda profissional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O processo da quarentena<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando a quarentena come&ccedil;ou, sentimos muita dificuldade de adapta&ccedil;&atilde;o. Nossa rotina mudou. Pais que s&oacute; conviviam com os filhos nos fins de semana, de repente se sentiram perdidos e muito estressados. Marido e mulher come&ccedil;aram a brigar incessantemente. Chegaram a pensar em div&oacute;rcio. Viajar? Imposs&iacute;vel! Hot&eacute;is e passagens a&eacute;reas canceladas ou perdidas. Os estudos passaram a ser realizados por computador ou celular. Aplicativos, antes desconhecidos, tornaram-se fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos sentiram falta dos almo&ccedil;os de domingo na casa dos familiares. P&aacute;scoa, anivers&aacute;rios, qualquer atividade festiva precisou ser feita &agrave; dist&acirc;ncia. Abra&ccedil;os e beijos foram proibidos. Pessoas encheram suas casas de produtos n&atilde;o perec&iacute;veis com medo de n&atilde;o ter o que comer no futuro. Trabalhar em home office se tornou um desafio. O cachorro late, a crian&ccedil;a chora, o pr&eacute;dio ao lado est&aacute; em constru&ccedil;&atilde;o (e os trabalhadores n&atilde;o entraram em quarentena), o &ocirc;nibus passa, o calor se torna insuport&aacute;vel e n&atilde;o se pode abrir a janela por causa do barulho, enfim, um caos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem falar nos que t&ecirc;m (ou tinham) neg&oacute;cio pr&oacute;prio. Lojas fecharam, diversos trabalhadores passaram a buscar outras atividades para sobreviver, quem tinha p&eacute; de meia come&ccedil;ou a ver seu dinheiro indo embora, quem n&atilde;o tinha, precisou contar com a ajuda do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, de repente, tudo come&ccedil;ou a entrar nos eixos. Amigos passaram a fazer reuni&otilde;es semanais por v&iacute;deo. Pais come&ccedil;aram a valorizar mais tempo com os filhos. Descobrimos que podemos achar de tudo pela internet. Ganhamos mais tempo para ler, estudar, refletir. O casal conseguiu se entender e agora n&atilde;o pensa mais em se divorciar. Parentes que raramente se viam passam a se ver semanalmente em reuni&otilde;es da fam&iacute;lia. O p&ocirc;r do sol ficou mais bonito sem tanta polui&ccedil;&atilde;o. Psic&oacute;logos e Coachings se viram com mais atendimentos. A lista de filmes para serem vistos um dia come&ccedil;ou a diminuir. Enfim, tudo o que era muito dif&iacute;cil no come&ccedil;o, passa a ser o certo, o bom, o confort&aacute;vel. Pelo menos, para grande parte da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, com a possibilidade de a quarentena terminar, torna-se necess&aacute;ria uma nova adapta&ccedil;&atilde;o. Come&ccedil;ar tudo de novo. Ainda existe o medo do v&iacute;rus, mas mesmo que n&atilde;o mais existisse, haveria resist&ecirc;ncia para voltar &agrave; vida anterior. Nosso c&eacute;rebro passou a entender que somente em casa estamos seguros, protegidos. Fora de casa, estamos na selva, estamos na guerra. S&atilde;o os efeitos da s&iacute;ndrome.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ent&atilde;o estamos doentes?<\/h2>\n\n\n\n<p>A S&iacute;ndrome da cabana n&atilde;o &eacute; uma doen&ccedil;a, &eacute; um fen&ocirc;meno natural, diante das circunst&acirc;ncias. Apesar do nome, n&atilde;o &eacute; um transtorno mental, embora possa precisar dos cuidados de um profissional da mesma forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem sofre desse fen&ocirc;meno pode sentir muita ang&uacute;stia, muita ansiedade, perder a concentra&ccedil;&atilde;o, perder a mem&oacute;ria, passar a comer muito e a dormir muito, embora possa acontecer de o indiv&iacute;duo perder o apetite e o sono, e alguns sintomas f&iacute;sicos tamb&eacute;m podem se manifestar, como taquicardia, sudorese, tonturas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sintomas da s&iacute;ndrome podem lembrar a S&iacute;ndrome do p&acirc;nico. A diferen&ccedil;a &eacute; que esta leva o indiv&iacute;duo ao isolamento, enquanto na S&iacute;ndrome da cabana acontece o contr&aacute;rio. O isolamento leva o indiv&iacute;duo ao p&acirc;nico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como voltar &agrave; vida normal<\/h2>\n\n\n\n<p>Algumas dicas podem ajudar quem est&aacute; (ou estar&aacute;) sofrendo dessa s&iacute;ndrome.<\/p>\n\n\n\n<p><em>1 &ndash; Respeite o seu tempo. N&atilde;o se obrigue, n&atilde;o se cobre, n&atilde;o se culpe. Cada um tem um ritmo diferente e o sentimento &eacute; totalmente v&aacute;lido. O importante &eacute; n&atilde;o desistir.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>2 &ndash; Estabele&ccedil;a uma rotina. Por que isso &eacute; importante? Porque na rotina voc&ecirc; se sente no controle e se voc&ecirc; est&aacute; no controle, pode controlar os seus pensamentos, portanto, pode controlar seu medo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>3 &ndash; Comece aos poucos, devagar, e recompense cada passo, cada progresso. Por exemplo, no primeiro dia, simplesmente abra a porta de sua casa e fique ali, olhando para fora. Avalie como est&aacute; se sentindo. Se puder, d&ecirc; alguns passos. Sen&atilde;o, feche a porta e se recompense pela sua coragem. No dia seguinte, tente dar alguns passos para fora. Continue enquanto se sentir confort&aacute;vel. Sen&atilde;o volte. Continue insistindo todos os dias at&eacute; conseguir ir at&eacute; a esquina e voltar. N&atilde;o tem problema retroceder. N&atilde;o tem problema dar um tempo. Apenas tente. Acredite que voc&ecirc; pode. Mas n&atilde;o force. Aumente as recompensas conforme for progredindo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>4 &ndash; Lembre-se de todas as coisas boas que voc&ecirc; tinha e fazia ao sair de casa. Lembre-se de seus familiares, do churrasco na casa dos amigos, do cinema, dos restaurantes, dos parques, da cervejinha gelada no bar, do sol acariciando sua pele, do vento bagun&ccedil;ando seus cabelos, das viagens divertidas, enfim, comece a condicionar seu c&eacute;rebro para que ele diminua progressivamente a resposta do medo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>5 &ndash; Nada disso est&aacute; adiantando? Ent&atilde;o, procure ajuda de um profissional. Voc&ecirc; n&atilde;o precisa sofrer sozinho nem mais do que o necess&aacute;rio. A S&iacute;ndrome da cabana, quando longa e n&atilde;o monitorada, pode desencadear um quadro depressivo grave.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mas a quarentena j&aacute; acabou?<\/h2>\n\n\n\n<p>N&atilde;o. Ainda &eacute; preciso tomar muito cuidado ao sair de casa e, de prefer&ecirc;ncia, n&atilde;o sair. Mas por que j&aacute; n&atilde;o nos munirmos de todas as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para quando essa hora chegar? Quanto maior o nosso conhecimento, mais protegidos e seguros estaremos, agora ou no futuro<\/p>\n\n\n\n<p>Al&eacute;m disso, se pensarmos bem, a tend&ecirc;ncia &eacute; nos isolarmos cada vez mais, com todos trabalhando em home office, lojas f&iacute;sicas se transformando em lojas virtuais e sites de relacionamento indicando que hoje os encontros virtuais s&atilde;o cada vez mais comuns e pr&aacute;ticos. Enfim, tudo parece caminhar para que a S&iacute;ndrome da cabana se torne um fen&ocirc;meno menos raro e desconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, que tal come&ccedil;armos a praticar desde hoje? Vamos come&ccedil;ar desde j&aacute; a enumerar todas as coisas boas que est&atilde;o nos esperando l&aacute; fora. Vamos escrever todos os dias, mesmo que a informa&ccedil;&atilde;o se repita. Vamos condicionar o nosso c&eacute;rebro a sentir cada vez mais vontade de sair. Um dia a quarentena acabar&aacute;. Isso &eacute; fato. Ent&atilde;o vamos nos preparar para uma nova vida antiga.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-luminous-vivid-amber-background-color has-luminous-vivid-amber-color\">\n\n\n\n<p>Lucia Moyses &eacute; psic&oacute;loga, escritora e neuropsic&oacute;loga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;&hellip;S&oacute; de pensar em sair de casa voc&ecirc; j&aacute; come&ccedil;a a ficar apavorado, confuso, tenso, angustiado e pode chegar at&eacute; a sentir seu cora&ccedil;&atilde;o disparar. Mesmo sem amea&ccedil;as imediatas, voc&ecirc; n&atilde;o se sente mais seguro fora do seu lar. Sua casa &eacute; o &uacute;nico lugar que lhe proporciona seguran&ccedil;a e prote&ccedil;&atilde;o. 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