{"id":11061,"date":"2020-06-15T10:55:18","date_gmt":"2020-06-15T13:55:18","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=11061"},"modified":"2020-06-15T10:55:30","modified_gmt":"2020-06-15T13:55:30","slug":"pandemia-cria-oportunidade-de-visualizacao-de-variaveis-do-futuro-da-mobilidade-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/pandemia-cria-oportunidade-de-visualizacao-de-variaveis-do-futuro-da-mobilidade-urbana\/","title":{"rendered":"Pandemia cria oportunidade de visualiza\u00e7\u00e3o de vari\u00e1veis do futuro da mobilidade urbana"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/pandemia-cidades-cuidados-foto-pixabay.jpg\" alt=\"A pandemia, por meio de bloqueios e outras restri&ccedil;&otilde;es de movimento, mudou o fluxo das cidades quase da noite para o dia, e introduziu novas vari&aacute;veis para projetos de mobilidade. Foto: Pixabay - pessoas de m&aacute;scara atravessando a rua.\" class=\"wp-image-11063\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/pandemia-cidades-cuidados-foto-pixabay.jpg 1280w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/pandemia-cidades-cuidados-foto-pixabay-300x169.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/pandemia-cidades-cuidados-foto-pixabay-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/pandemia-cidades-cuidados-foto-pixabay-768x432.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/pandemia-cidades-cuidados-foto-pixabay-696x392.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\"><figcaption>A pandemia, por meio de bloqueios e outras restri&ccedil;&otilde;es de movimento, mudou o fluxo das cidades quase da noite para o dia, e introduziu novas vari&aacute;veis para projetos de mobilidade.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Carlos Teixeira<\/p>\n\n\n\n<p>A pandemia introduziu novas var&aacute;veis nos projetos de planejamento de mobilidade urbana em desenvolvimento no mundo. Uma oportunidade para pensar o futuro das cidades em outras condi&ccedil;&otilde;es de uso. Nas experi&ecirc;ncias sobre a gest&atilde;o de espa&ccedil;os urbanos, a busca por solu&ccedil;&otilde;es de mobilidade para o futuro passou pelo mesmo processo que atingiu v&aacute;rios setores, como os laborat&oacute;rios da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica. Projetos priorit&aacute;rios perderam sentido, pelo menos provisoriamente, enquanto a humanidade busca solu&ccedil;&otilde;es para os problemas mais urgentes provocados pelo covid-19. <\/p>\n\n\n\n<p>Em <a href=\"http:\/\/www.bos-cbscsr.dk\/2020\/05\/18\/how-the-pandemic-can-reset-cities\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo publicado<\/a> no site &ldquo;<a href=\"http:\/\/www.bos-cbscsr.dk\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Business of Society<\/a>&ldquo;, a dinamarquesa Isabel Froes, pesquisadora de intera&ccedil;&atilde;o e designer de servi&ccedil;os e p&oacute;s-doutora em ci&ecirc;ncias, salienta que &ldquo;a pandemia, por meio de bloqueios e outras restri&ccedil;&otilde;es de movimento, mudou o fluxo das cidades quase da noite para o dia&rdquo;. De fato, at&eacute; j&aacute; convivemos com as cidades em per&iacute;odos de f&eacute;rias escolares e final de ano, quando o fluxo do tr&acirc;nsito cria um al&iacute;vio nos engarrafamentos cotidianos. Agora, est&aacute; sendo diferente para os laborat&oacute;rios de mobilidade urbana. &ldquo;Pela primeira vez, desde o amplo desenvolvimento da cidade, focado nos autom&oacute;veis, as cidades tiveram a chance de olhar para seus espa&ccedil;os p&uacute;blicos agora vazios e repensar seu uso e prop&oacute;sitos&rdquo;, ressalta Isabel Froes. <\/p>\n\n\n\n<p>Especialmente em localidades onde o isolamento &eacute; levado mais a s&eacute;rio, as mudan&ccedil;as for&ccedil;aram os projetos de mobilidade a uma parada repentina, pois o envolvimento das pessoas com os espa&ccedil;os urbanos tem sido muito limitado. No entanto, enquanto espa&ccedil;os f&iacute;sicos de trabalho, lojas e muitas empresas fecham suas portas, com cidad&atilde;os principalmente em casa, as cidades encontram uma oportunidade sem precedentes de repensar o fluxo de movimenta&ccedil;&atilde;o das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Experi&ecirc;ncias<\/h2>\n\n\n\n<p>O artigo publicado refor&ccedil;a o fato de que os desafios s&atilde;o imensos, j&aacute; que as cidades s&atilde;o sistemas dif&iacute;ceis e complexos. Com suas pol&iacute;ticas, distribui&ccedil;&atilde;o e rotas definidas, as localidades oferecem espa&ccedil;o limitado para experimenta&ccedil;&atilde;o, com um limite baixo para qualquer tipo de interfer&ecirc;ncia em seu fluxo regular. Neste contexto de ambientes din&acirc;micos, diz Isabel Froes, testar e prototipar na &aacute;rea urbana, al&eacute;m de lidar com procedimentos regulat&oacute;rios, requer indica&ccedil;&otilde;es claras do impacto positivo que esses testes podem trazer. Assim, qualquer mudan&ccedil;a nos fluxos de rotina &eacute; perturbadora e n&atilde;o necessariamente bem-vinda por todos. Algo vis&iacute;vel, por exemplo, quando uma cidade, como S&atilde;o Paulo, no Brasil, implanta infraestrutura para tr&acirc;nsito de bicicletas e o prefeito sobre uma enxurrada de cr&iacute;ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com experi&ecirc;ncias concretas, de quem est&aacute; envolvida com iniciativas importantes na Europa, Isabel Froes ressalta que algumas dessas dificuldades tornaram-se expl&iacute;citas durante os processos realizados por v&aacute;rias cidades em quatro projetos de localidades financiadas pela Uni&atilde;o Europ&eacute;ia &mdash; Cities-4-People, Sunrise, MUV e Metamorphosis. &ldquo;Esses projetos reuniram cidad&atilde;os e outras partes interessadas da cidade para identificar e co-criar solu&ccedil;&otilde;es e abordagens de mobilidade para lidar com os problemas locais.&rdquo; <\/p>\n\n\n\n<p>Cada projeto teve um objetivo distinto, mas todos fazem parte da iniciativa CIVITAS, focada no &ldquo;planejamento sustent&aacute;vel da mobilidade de vizinhan&ccedil;a&rdquo; e est&atilde;o em execu&ccedil;&atilde;o desde 2017, com tr&ecirc;s deles terminando em 2020 e outro em 2021. No caso das cidades Cities 4 People, operando nas cidades de Hamburgo, Istambul, Oxford, Trikala e Budapeste, cidades, cidad&atilde;os e autoridades de transporte trabalharam em conjunto para co-criar e implementar solu&ccedil;&otilde;es que abordam congestionamentos, estacionamento de bicicletas, rotas seguras e novas para chegar ao transporte p&uacute;blico e muito mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Convivendo com as rotinas comuns &agrave;s grandes cidades, uma das maiores dificuldades dos pesquisadores na implanta&ccedil;&atilde;o de prot&oacute;tipos urbanos lida com permiss&otilde;es, compartilhamento de espa&ccedil;o, fechamento de partes de uma rua inteira ou cal&ccedil;ada, altera&ccedil;&atilde;o de rotas de tr&aacute;fego etc. Segundo a especialista, &ldquo;mesmo ao implementar aspectos que os cidad&atilde;os consideram valiosos e ben&eacute;ficos, como biciclet&aacute;rios, ciclovias, durante a constru&ccedil;&atilde;o, esses processos tendem a ser percebidos como um inc&ocirc;modo. Outro aspecto decorre do fato de que, a menos que seja planejada uma cidade ou bairro totalmente novo, a cidade, como tela, nunca fica em branco. Portanto, as cidades s&atilde;o constantemente obrigadas a desenvolver solu&ccedil;&otilde;es, que s&atilde;o impostas sobre uma grade existente e fixa, com muito pouco espa&ccedil;o de manobra. <\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Tudo era verdade. At&eacute; mar&ccedil;o de 2020&rdquo;, refor&ccedil;a a especialista. Um dos principais m&eacute;ritos do artigo &eacute; de colocar em pauta a possibilidade de visualizar o futuro. A realidade acelerada pela pandemia coloca em evid&ecirc;ncia, por exemplo, que a mobilidade urbana pode ser afetada pelo trabalho em casa, algo que tenderia a ser adotado com maior frequ&ecirc;ncia nos pr&oacute;ximos anos. Ou a reestrutura&ccedil;&atilde;o de funcionamento das escolas, com ado&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncia de aulas a dist&acirc;ncia. Nestes casos, o isolamento oferece a oportunidade de entender o que vem por a&iacute;.<\/p>\n\n\n\n<p>Isabel Froes espera que, quando alguns dos projetos desenvolvidos antes da pandemia forem retomados em alguns meses, suas cidades e cidad&atilde;os poder&atilde;o ter mudado. No entanto, em vez de considerar os dados que foram coletados nos projetos anteriores ao bloqueio como &lsquo;desatualizados&rsquo; ou n&atilde;o mais v&aacute;lidos, esses projetos podem considerar redirecionar esses dados, usando-os como uma linha de base robusta para ser comparada com o bloqueio posterior. Do ponto de vista da mobilidade, esse &lsquo;novo normal&rsquo; pode se provar um valioso ativo de mobilidade. &Agrave; medida que as pessoas retornam &agrave;s ruas, elas podem experimentar esses espa&ccedil;os conhecidos em novos formatos, encontrando novos padr&otilde;es de mobilidade, onde pessoas e empresas podem repovoar as ruas de maneira diferente, reconfigurando os fluxos da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Al&eacute;m disso, algumas dessas mudan&ccedil;as tempor&aacute;rias podem vir a ser populares e se tornar permanentes, promovendo n&atilde;o apenas uma melhor mobilidade, mas tamb&eacute;m diminuem a polui&ccedil;&atilde;o e melhoram a qualidade do ar [6] , ajudando indiretamente as cidades a saltarem para alcan&ccedil;ar alguns de seus objetivos de desenvolvimento sustent&aacute;vel (ODS). A oportunidade de restaurar os centros urbanos movimentados &eacute; rara; no entanto, como ocorreu e continua ocorrendo com a pandemia, mais cidades e cidad&atilde;os t&ecirc;m a chance &uacute;nica de envolver e explorar a tela de suas cidades de novas maneiras para aproveitar seus dias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":11063,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[23,11,16],"tags":[1448,1982],"class_list":{"0":"post-11061","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-carlos-placido-teixeira","8":"category-cenarios","9":"category-tendencias-setores","10":"tag-futuro-da-mobilidade","11":"tag-planejamento-urbano"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/pandemia-cidades-cuidados-foto-pixabay.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11061","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11061"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11061\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11063"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}