{"id":1096,"date":"2018-05-10T10:35:33","date_gmt":"2018-05-10T13:35:33","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=1096"},"modified":"2018-05-10T10:35:33","modified_gmt":"2018-05-10T13:35:33","slug":"por-que-a-moda-precisa-de-uma-revolucao-e-transparencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/por-que-a-moda-precisa-de-uma-revolucao-e-transparencia\/","title":{"rendered":"Por que a moda precisa de revolu\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1097\" aria-describedby=\"caption-attachment-1097\" style=\"width: 980px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho_escravo_em_confeccoes_imagem_ebc.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1097\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho_escravo_em_confeccoes_imagem_ebc.jpg\" alt=\"Revolution incentivam mais transpar&ecirc;ncia, sustentabilidade e &eacute;tica na ind&uacute;stria da moda Foto: EBC\" width=\"980\" height=\"735\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho_escravo_em_confeccoes_imagem_ebc.jpg 980w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho_escravo_em_confeccoes_imagem_ebc-300x225.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho_escravo_em_confeccoes_imagem_ebc-768x576.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho_escravo_em_confeccoes_imagem_ebc-640x480.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1097\" class=\"wp-caption-text\">O movimento global&nbsp;Fashion Revolution cobra mais transpar&ecirc;ncia, sustentabilidade e &eacute;tica na ind&uacute;stria da moda<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more-->Val&eacute;ria Said T&oacute;taro *<\/p>\n<p>Mais de 80 bilh&otilde;es de novas pe&ccedil;as de roupas s&atilde;o produzidas todos os anos, cerca de 400% a mais do que h&aacute; duas d&eacute;cadas, segundo dados do document&aacute;rio&nbsp;<a href=\"https:\/\/truecostmovie.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The True Cost<\/a>&nbsp;(2015), com a ind&uacute;stria do&nbsp;<em>fast fashion&nbsp;<\/em>liderando n&atilde;o s&oacute; esse n&uacute;mero colossal de produ&ccedil;&atilde;o de roupas (e de lixo t&ecirc;xtil), mas tamb&eacute;m ranqueando muitas marcas mundialmente conhecidas por seus impactos negativos para o meio ambiente e pelos aviltamentos aos direitos humanos e trabalhistas.<\/p>\n<p>S&atilde;o quest&otilde;es emblem&aacute;ticas que precisam ser mais discutidas, em profundidade, pela imprensa, pelo empresariado e por inst&acirc;ncias governamentais, como pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o. Essa reflex&atilde;o tem como ponto de partida a quarta maior trag&eacute;dia da ind&uacute;stria da moda ocorrida em 2013, em Bangladesh, quando o edif&iacute;cio Raza Plaza, que abrigava cinco f&aacute;bricas de confec&ccedil;&atilde;o de roupas, desabou e matou mais de 1.100 trabalhadores, deixando outros 2.500 feridos, em sua maioria mulheres jovens e crian&ccedil;as. Ativistas pelos Direitos Humanos tiveram que pesquisar as etiquetas de roupa pelos escombros para provar quais marcas foram correspons&aacute;veis pela trag&eacute;dia, da&iacute; a prem&ecirc;ncia de se repensar a cadeia produtiva e de suprimentos da moda e tamb&eacute;m uma urgente pol&iacute;tica de transpar&ecirc;ncia e de presta&ccedil;&otilde;es de contas por parte das marcas.<\/p>\n<p>De fato, ap&oacute;s essa trag&eacute;dia e de iniciativas como o movimento global&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.fashionrevolution.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fashion Revolution<\/a>, que desde 2014 incentiva mais transpar&ecirc;ncia, sustentabilidade e &eacute;tica na ind&uacute;stria da moda, grandes marcas &iacute;cones do&nbsp;<em>fast fashion<\/em>&nbsp;est&atilde;o revendo suas pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o com o p&uacute;blico a respeito de suas pr&aacute;ticas sociais e ambientais com fornecedores e trabalhadores. Por exemplo, no in&iacute;cio de 2018, 64 marcas, entre as quais a espanhola Zara, a sueca H&amp;Me a holandesa C&amp;A, cujas etiquetas estavam nos destro&ccedil;os do Rana Plaza, comprometeram-se a tornar sua produ&ccedil;&atilde;o o mais sustent&aacute;vel poss&iacute;vel at&eacute; 2020 (<a href=\"https:\/\/www.globalfashionagenda.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Global Fashion Agenda<\/a>, 2018), al&eacute;m de se esfor&ccedil;arem para publicizar a rastreabilidade de suas roupas, isto &eacute;, a divulga&ccedil;&atilde;o da lista de f&aacute;bricas, instala&ccedil;&otilde;es de beneficiamento e fornecedores, bem como mitigar quest&otilde;es relacionadas ao &ldquo;dumping social&rdquo; &ndash; precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho com o objetivo de reduzir custos e aumentar a competitividade no mercado &ndash; e impactos ambientais, conforme o &Iacute;ndice de Transpar&ecirc;ncia da Moda de 2017, produzido pelo Fashion Revolution, em parceria com um comit&ecirc;&nbsp;<em>pro bono<\/em>&nbsp;de especialistas do setor.<\/p>\n<p>Esse &Iacute;ndice de Transpar&ecirc;ncia, que pontua as 100 maiores marcas e revendedoras globais de moda, com faturamento anual de pelo menos 1, 2 bilh&atilde;o de d&oacute;lares, classificando-as de acordo com a quantidade de informa&ccedil;&otilde;es que compartilham sobre governan&ccedil;a, rastreabilidade, pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o e de incentivo &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o sindical, revela duas an&aacute;lises para o prop&oacute;sito deste artigo: a) as marcas precisam ser transparentes sobre suas pol&iacute;ticas e procedimentos, al&eacute;m de focar mais nos resultados reais de seus esfor&ccedil;os para gerenciar e melhorar os direitos humanos e trabalhistas e os impactos ambientais.<\/p>\n<p>Em outras palavras, &eacute; dever das marcas dar acesso a seus consumidores e p&uacute;blico em geral &agrave;s seguintes informa&ccedil;&otilde;es: quais s&atilde;o as pol&iacute;ticas sociais e ambientais da marca? Como a marca est&aacute; colocando as pol&iacute;ticas em pr&aacute;tica, em especial, as pol&iacute;ticas com os fornecedores? Como a marca decide quais problemas deve priorizar? Quais s&atilde;o as metas futuras da marca para melhorar seu impacto ambiental e social?<\/p>\n<p>Mas para ser uma comunica&ccedil;&atilde;o transparente &eacute; necess&aacute;rio, por exemplo, que as informa&ccedil;&otilde;es disponibilizadas sejam mensur&aacute;veis e o progresso das metas ser relatado p&uacute;blica e anualmente, pois, sem essas refer&ecirc;ncias, fica dif&iacute;cil saber se as pol&iacute;ticas e os procedimentos das marcas s&atilde;o de fato eficazes e se realmente trazem melhorias para as pessoas que fazem nossas roupas.<\/p>\n<p>E a outra constata&ccedil;&atilde;o apontada pelo relat&oacute;rio: b) ainda h&aacute; muitas informa&ccedil;&otilde;es cruciais sobre as pr&aacute;ticas da ind&uacute;stria da moda que permanecem escondidas, particularmente, quando se trata do impacto tang&iacute;vel das marcas na vida dos trabalhadores da cadeia de suprimentos e no meio ambiente.Ou seja, pauta para a imprensa investigar e publicar informa&ccedil;&otilde;es acuradas sobre essas atividades ainda ocultas na ind&uacute;stria fashion, denunciando toda forma de viola&ccedil;&atilde;o aos princ&iacute;pios expressos na Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos, consoante o inciso I do artigo 6&ordm; do C&oacute;digo de &Eacute;tica dos Jornalistas Brasileiros,e, assim, contribuir para formar cidad&atilde;os e consumidores cada vez mais conscientes para exigirem de marcas e de governantes responsabilidades e solu&ccedil;&otilde;es para os problemas graves da ind&uacute;stria da Moda. Aqui, cita-se o aplicativo brasileiro gratuito,&nbsp;<a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2016\/04\/moda-livre-passa-a-monitorar-73-grifes-e-varejistas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Moda Livre<\/a>, desenvolvido pela ONG&nbsp;<a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rep&oacute;rter Brasil<\/a>&nbsp;que, desde 2013, em parceria com o Minist&eacute;rio do Trabalho, avalia as medidas praticadas por marcas e varejistas de roupa para monitorar as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho de seus fornecedores, a fim de combater o trabalho escravo contempor&acirc;neo.<\/p>\n<p>&Eacute; uma ferramenta tecnol&oacute;gica que tem contribu&iacute;do para uma cultura de consumo de moda consciente no Brasil, com a divulga&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de suas avalia&ccedil;&otilde;es, apesar dos obst&aacute;culos de boa parte das empresas do setor, a exemplo das 100 marcas mundiais do&nbsp;<em>fast fashion<\/em>&nbsp;selecionadas para serem analisadas pelo &Iacute;ndice de Transpar&ecirc;ncia da Moda, 52 n&atilde;o responderam ao question&aacute;rio ou negaram a oportunidade de darem informa&ccedil;&otilde;es de interesse p&uacute;blico solicitadas. Por isso, uma cobertura jornal&iacute;stica mais cr&iacute;tica em moda &eacute;tica e sustent&aacute;vel pelas editorias &eacute; um imperativo categ&oacute;rico para os consumidores se conscientizarem do verdadeiro custo social e ambiental das roupas, para al&eacute;m das etiquetas, pois, se para S&oacute;crates, nas palavras de Plat&atilde;o,&rdquo;a vida sem reflex&atilde;o n&atilde;o vale a pena ser vivida&rdquo;, a moda sem reflex&atilde;o n&atilde;o vale a pena ser investigada.<\/p>\n<p>&Eacute; certo que as avalia&ccedil;&otilde;es do &Iacute;ndice de Transpar&ecirc;ncia referem-se a um contexto mundial em que o fast fashion, principalmente em pa&iacute;ses como Bangladesh, Vietn&atilde; e Camboja, n&atilde;o reflete cartesianamente a realidade da moda r&aacute;pida na ind&uacute;stria brasileira, a saber: o Brasil &eacute;, ainda, a &uacute;ltima cadeia t&ecirc;xtil completa do ocidente, produz cerca de 5 bilh&otilde;es de pe&ccedil;as de vestu&aacute;rio ao ano, sendo que 85% do que se consome no pa&iacute;s v&ecirc;m de f&aacute;bricas instaladas em territ&oacute;rio nacional (<a href=\"https:\/\/www.abit.org.br\/cont\/perfil-do-setor\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Abit, 2017<\/a>), com distribui&ccedil;&atilde;o fragmentada das marcas, vi&eacute;s abordado pelo economista Enrico Cietta, em seu artigo Fast-fashion: uma oportunidade para as empresas brasileiras? (2010). O que n&atilde;o implica desconsiderar as avalia&ccedil;&otilde;es desses indicadores para potencializar pr&aacute;ticas de sustentabilidade e direitos sociais e trabalhistas na ind&uacute;stria da moda nacional, por meio de mais transpar&ecirc;ncia na comunica&ccedil;&atilde;o institucional das marcas e subvers&atilde;o jornal&iacute;stica na cr&iacute;tica do setor, porque a Moda, da forma como a conhecemos hoje, est&aacute; obsoleta, pontifica a pesquisadora e&nbsp;<em>trendhunter<\/em>&nbsp;holandesa Lidewij Edelkoort, que em 2015 impactou o mercado da moda com seu Manifesto Anti-Fashion. Enfim, urge uma revolu&ccedil;&atilde;o por uma Moda melhor e diferente do que tem sidopara os seres vivos e para o planeta: eticamente sustent&aacute;vel e transparente, socialmente mais justa e respons&aacute;vel, al&eacute;m de economicamente vi&aacute;vel e inclusiva. Mas &eacute; preciso tamb&eacute;m uma imprensa mais preparada para coberturas cr&iacute;ticas em moda &eacute;tica e sustent&aacute;vel.<\/p>\n<p>*<em>Jornalista (PUC-MG), articulista, professora de &Eacute;tica, Teorias do Jornalismo e pesquisadora de Moda. Mestra em Estudos Culturais Contempor&acirc;neos (FUMEC) e p&oacute;s-graduada em Gest&atilde;o Cultural (UNA). Presidente da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica e Liberdade de Imprensa do SJPMG. Desde 2015, &eacute; parceira do Fashion Revolution BH. Faz palestras sobre &ldquo;Moda, Jornalismo, Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas Culturais e de Sustentabilidade&rdquo; e &ldquo;Moda, Jornalismo e Direitos Humanos&rdquo;. Organizou e mediou o primeiro debate p&uacute;blico em Minas Gerais sobre &ldquo;<a href=\"https:\/\/www.sjpmg.org.br\/2017\/11\/especialistas-vao-debater-cobertura-de-moda-etica-e-sustentavel-na-casa-do-jornalista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cobertura jornal&iacute;stica em Moda &Eacute;tica e Sustent&aacute;vel<\/a>&rdquo;, na Casa do Jornalista\/SJPMG, em 2017. &Eacute; defensora da Filosofia da Moda como disciplina obrigat&oacute;ria nas estruturas curriculares de escolas e faculdades de Design de Moda e est&aacute; escrevendo os &uacute;ltimos cap&iacute;tulos do livro &ldquo;Vintage Slow Fashion: moda sob vi&eacute;s pol&iacute;tico e filos&oacute;fico&rdquo;.<\/em><\/p>\n<p>Contato:&nbsp;<a href=\"mailto:valeriasaid@hotmail.com\">valeriasaid@hotmail.com<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[amazon_link asins=&rsquo;8565985210,B07CNVK77C,B073VZQ5SM&rsquo; template=&rsquo;ProductCarousel&rsquo; store=&rsquo;oportunidad0f-20&prime; marketplace=&rsquo;BR&rsquo; link_id=&rsquo;063dc702-5457-11e8-b76a-c1cc15fa6e5c&rsquo;]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":1097,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,36],"tags":[528,526,447,529,527],"class_list":{"0":"post-1096","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-pensadores-futuro","9":"tag-condicoes-de-trabalho","10":"tag-fashion-revolution","11":"tag-moda","12":"tag-revolucao-da-moda","13":"tag-trabalho-escravo"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho_escravo_em_confeccoes_imagem_ebc.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1096","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1096"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1096\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1097"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1096"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1096"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1096"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}