{"id":105,"date":"2015-11-24T12:23:50","date_gmt":"2015-11-24T15:23:50","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/jovens-no-brasil-trabalham-mais-e-estudam-menos-mostra-a-ocde\/"},"modified":"2015-11-24T12:23:50","modified_gmt":"2015-11-24T15:23:50","slug":"jovens-no-brasil-trabalham-mais-e-estudam-menos-mostra-a-ocde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/jovens-no-brasil-trabalham-mais-e-estudam-menos-mostra-a-ocde\/","title":{"rendered":"Jovens no Brasil trabalham mais e estudam menos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 12.8px; line-height: 19.2px;\">No Brasil 76% dos jovens entre 20 e 24 anos est&atilde;o longe dos estudos<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Mariana Tokarnia<br> Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n<p>O Brasil tem o maior &iacute;ndice de jovens que n&atilde;o est&atilde;o estudando, em compara&ccedil;&atilde;o com os pa&iacute;ses da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e o Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) e parceiros, diz o relat&oacute;rio &ldquo;Education at a Glance 2015: Panorama da Educa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Os dados mostram que no Brasil 76% dos jovens entre 20 e 24 anos est&atilde;o longe dos estudos, enquanto a m&eacute;dia dos demais pa&iacute;ses &eacute; 54%.<\/p>\n<p>Os dados revelam ainda que a maior parte desses jovens est&aacute; trabalhando:&nbsp; 52%. O &iacute;ndice de emprego entre as pessoas da faixa et&aacute;ria &eacute; tamb&eacute;m o mais alto entre os pa&iacute;ses. &ldquo;Embora o fato de que esses indiv&iacute;duos n&atilde;o estarem mais estudando seja motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o, &eacute; importante notar que a maioria deles estava trabalhando em vez de estudando&rdquo;, acrescenta o relat&oacute;rio, com base em dados de 2013.<\/p>\n<p>O&nbsp;Education at a Glance 2015: Panorama da Educa&ccedil;&atilde;o&nbsp;&eacute; a principal fonte de informa&ccedil;&otilde;es compar&aacute;veis sobre a educa&ccedil;&atilde;o no mundo. A publica&ccedil;&atilde;o oferece dados sobre a estrutura, o financiamento e o desempenho de sistemas educacionais de 46 pa&iacute;ses, sendo 34 membros da OCDE, pa&iacute;ses parceiros e do G20.&nbsp;<\/p>\n<p>Em todos os n&iacute;veis educacionais, o Brasil apresentou taxas de desemprego inferiores &agrave; m&eacute;dia dos demais pa&iacute;ses. Em 2014, a taxa de desemprego entre os indiv&iacute;duos de 25 a 64 anos era 4,5% entre aqueles com n&iacute;vel inferior ao ensino m&eacute;dio; 5,6%, com ensino m&eacute;dio completo e 2,9% com educa&ccedil;&atilde;o superior. As m&eacute;dias dos pa&iacute;ses da OCDE eram, respectivamente, 12,8%, 7,7% e, 5,1%.<\/p>\n<p>Mesmo com as altas taxas de emprego, grande parte da juventude brasileira permanece entre os que nem estudam nem trabalham, grupo conhecido como &ldquo;nem-nem&rdquo;. Mais de 20% dos indiv&iacute;duos de 15 a 29 anos estavam nesse grupo em 2013. A m&eacute;dia da OCDE era 16%. O valor, no entanto, &eacute; semelhante ao de outros pa&iacute;ses latino-americanos como o Chile (19%), a Col&ocirc;mbia (21%) e a Costa Rica (19%).<\/p>\n<p>Jovens est&atilde;o estudando mais<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio mostra que as novas gera&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m avan&ccedil;ado mais nos estudos em compara&ccedil;&atilde;o com os mais velhos. O Brasil apresenta uma das maiores diferen&ccedil;as entre gera&ccedil;&otilde;es: enquanto apenas 28% dos indiv&iacute;duos entre 55 e 64 anos conclu&iacute;ram o ensino m&eacute;dio, o percentual aumenta para 61% entre os de 25 a 34 anos.<\/p>\n<p>&ldquo;De fato, se os padr&otilde;es atuais se mantiverem, mais de 60% dos jovens brasileiros podem esperar concluir o ensino m&eacute;dio ao longo da vida&rdquo;, informa o texto. No geral, o &iacute;ndice de conclus&atilde;o do ensino m&eacute;dio &eacute; aqu&eacute;m da m&eacute;dia dos demais pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>Em 2013, 54% dos adultos com idade entre 25 e 64 anos n&atilde;o tinham completado o ensino m&eacute;dio no Brasil, o que &eacute; maior que a m&eacute;dia da OCDE, de 24%.<\/p>\n<p>Segundo a publica&ccedil;&atilde;o, analisar as taxas de conclus&atilde;o de diferentes gera&ccedil;&otilde;es &eacute; uma maneira de observar o ritmo em que sistemas educacionais t&ecirc;m se expandido nos pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>O Brasil tamb&eacute;m aumentou a parcela da popula&ccedil;&atilde;o com um diploma de ensino superior, &ldquo;embora esse aumento venha ocorrendo em ritmo lento&rdquo;, diz o texto. Entre 2009 e 2013, a parcela da popula&ccedil;&atilde;o com idade entre 25 e 64 anos que concluiu o ensino superior passou de 11% para 14%. O n&iacute;vel est&aacute; abaixo da m&eacute;dia da OCDE, de 34%, e das taxas de outros pa&iacute;ses latino-americanos, como o Chile (21%), a Col&ocirc;mbia (22%), a Costa Rica (18%) e o M&eacute;xico (19%).<\/p>\n<p>O que diz a lei no Brasil<\/p>\n<p>De acordo com o Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (PNE), sancionado no ano passado, o Brasil tem at&eacute; 2024 para que pelo menos 33% da popula&ccedil;&atilde;o de 18 a 24 anos estejam matriculados no ensino superior, sendo pelo menos 40% em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Atualmente, 14,6% dessa faixa et&aacute;ria est&atilde;o no ensino superior. O pa&iacute;s ter&aacute; tamb&eacute;m que assegurar em dez anos que 85% dos jovens de 15 a 17 anos estejam no ensino m&eacute;dio. Atualmente, s&atilde;o 59,5%.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-size: 0.813em; color: #333333; line-height: 1.6em; font-family: 'Open Sans', sans-serif; background-color: #f3f3f3;\">A OCDE &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o internacional composta, em sua maioria, por economias com elevados Produto Interno Bruto (PIB)&nbsp;<em>per capita<\/em>&nbsp;e &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano, consideradas pa&iacute;ses desenvolvidos. Os representantes fazem o interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&otilde;es e alinham pol&iacute;ticas, com o objetivo de potencializar o crescimento econ&ocirc;mico e colaborar com o desenvolvimento dos demais pa&iacute;ses-membros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil 76% dos jovens entre 20 e 24 anos est&atilde;o longe dos estudos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[70,71,69,73,74,75,72],"class_list":{"0":"post-105","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-destaques","7":"tag-educacao","8":"tag-ensino","9":"tag-jovens","10":"tag-mercado-de-trabalho","11":"tag-sistema-de-ensino","12":"tag-sistema-escolar","13":"tag-trabalho"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}