{"id":10449,"date":"2020-05-07T10:16:03","date_gmt":"2020-05-07T13:16:03","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=10449"},"modified":"2020-05-07T10:16:03","modified_gmt":"2020-05-07T13:16:03","slug":"futuro-da-industria-como-sera-nova-geografia-do-setor-depois-da-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/futuro-da-industria-como-sera-nova-geografia-do-setor-depois-da-pandemia\/","title":{"rendered":"Futuro da ind\u00fastria: Como ser\u00e1 a nova geografia do setor depois da pandemia?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_10450\" aria-describedby=\"caption-attachment-10450\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/armazem-industria-decadencia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10450\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/armazem-industria-decadencia.jpg\" alt='\"Exige-se repensar, sem uma vis&atilde;o radical de economias aut&aacute;rquicas, o desenvolvimento da manufatura, de maneira moderna, com pol&iacute;ticas industriais eficazes\". Foto: Pixabay' width=\"1280\" height=\"871\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/armazem-industria-decadencia.jpg 1280w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/armazem-industria-decadencia-300x204.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/armazem-industria-decadencia-1024x697.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/armazem-industria-decadencia-768x523.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/armazem-industria-decadencia-696x474.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10450\" class=\"wp-caption-text\">&ldquo;Exige-se repensar, sem uma vis&atilde;o radical de economias aut&aacute;rquicas, o desenvolvimento da manufatura, de maneira moderna, com pol&iacute;ticas industriais eficazes&rdquo;. Foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><em>Fernando Valente Pimentel<\/em> *<\/p>\n<p>A pandemia de Covid-19, al&eacute;m dos grav&iacute;ssimos danos &agrave; sa&uacute;de, amea&ccedil;a &agrave; vida e estagna&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, fez o mundo despertar para uma quest&atilde;o complexa da globaliza&ccedil;&atilde;o: a excessiva depend&ecirc;ncia de um pa&iacute;s para a oferta de uma s&eacute;rie de insumos e produtos essenciais. O tema, que j&aacute; vinha sendo discutido de modo crescente na agenda da sustentabilidade e das possibilidades que est&atilde;o se abrindo com o advento da Ind&uacute;stria 4.0, ganha dimens&otilde;es muito mais claras nesta guerra da humanidade contra o terr&iacute;vel micro-organismo.<\/p>\n<p>O deslocamento de numerosas cadeias produtivas para a &Aacute;sia, com destaque para a China, fen&ocirc;meno que vem se aprofundando nos &uacute;ltimos 30 anos, escancara agora a vulnerabilidade das na&ccedil;&otilde;es do Ocidente, dentre elas o Brasil. V&aacute;rias j&aacute; discutem e come&ccedil;am a se organizar para retomar a fabrica&ccedil;&atilde;o local em &aacute;reas estrat&eacute;gicas, de sa&uacute;de, defesa, intelig&ecirc;ncia e tecnologia, na esteira da percep&ccedil;&atilde;o de que perderam ou tiveram muito reduzida a capacidade de produzir internamente.<\/p>\n<p>Tal consci&ecirc;ncia, que n&atilde;o precisaria de um epis&oacute;dio t&atilde;o grave para despertar, mostra o exagero ocorrido no processo de transfer&ecirc;ncia industrial &agrave; &Aacute;sia. Assim, exige-se repensar, sem uma vis&atilde;o radical de economias aut&aacute;rquicas, o desenvolvimento da manufatura, de maneira moderna, com pol&iacute;ticas industriais eficazes, que proporcionem seguran&ccedil;a e uma base estrutural para o bem-estar de cada povo.<\/p>\n<p>A ind&uacute;stria t&ecirc;xtil e de confec&ccedil;&atilde;o brasileira est&aacute; demonstrando a import&acirc;ncia dessa reorienta&ccedil;&atilde;o das cadeias globais de suprimentos. Em dois meses, teve a capacidade de converter e adaptar suas plantas para fabricar rapidamente m&aacute;scaras, jalecos, aventais e outros equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual, essenciais para atender e proporcionar mais seguran&ccedil;a aos profissionais da sa&uacute;de e &agrave; popula&ccedil;&atilde;o na guerra contra o novo coronav&iacute;rus. Ou seja, algo muito importante para n&atilde;o ficarmos &agrave; merc&ecirc; da produ&ccedil;&atilde;o externa, que foi at&eacute; sequestrada por governos no esfor&ccedil;o para cuidar de suas popula&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Uma pandemia como a que enfrentamos &eacute; dolorosa demais e acarreta muitas perdas. O Brasil n&atilde;o pode sair dela sem agregar conhecimento, aprendizado e sabedoria no tocante aos equ&iacute;vocos referentes &agrave; desindustrializa&ccedil;&atilde;o. Torna-se evidente que precisamos de uma pol&iacute;tica industrial vigorosa, fundamentada em inova&ccedil;&atilde;o, sustentabilidade e no desenvolvimento tecnol&oacute;gico inerente &agrave; Manufatura Avan&ccedil;ada, que eleve a ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o a uma participa&ccedil;&atilde;o de pelo menos 20% no PIB nacional, ante os 11% atuais, num horizonte de 20 anos.<\/p>\n<p>Ficou muito clara neste momento, embora muitos viessem h&aacute; tempos dando de ombros para a ind&uacute;stria, a import&acirc;ncia de termos este setor forte e estruturado. N&atilde;o se trata de subs&iacute;dios ou protecionismo, mas sim de trabalharmos na redu&ccedil;&atilde;o do &ldquo;custo Brasil&rdquo;, que gera &ocirc;nus adicionais de 1,5 trilh&atilde;o de reais por ano &agrave; nossa produ&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&eacute;dia da OCDE (Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico), conforme estudo do Boston Consulting Group e Movimento Brasil Competitivo (MBC), do qual participaram a Abit e outras 12 entidades.<\/p>\n<p>Em curto prazo, n&atilde;o podemos perder de vista a paralisia mundial presente e o risco de uma invas&atilde;o de produtos importados a pre&ccedil;o de liquida&ccedil;&atilde;o, devido &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es peculiares do mercado global, de muita oferta e baixa demanda. Precisamos de muito foco nessa quest&atilde;o, para que a necess&aacute;ria reindustrializa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja ainda mais dificultada pela conjuntura at&iacute;pica que vivemos neste momento.<\/p>\n<p>A ind&uacute;stria t&ecirc;xtil e de confec&ccedil;&atilde;o brasileira, uma das cinco maiores do mundo, que emprega diretamente 1,5 milh&atilde;o de pessoas, a despeito das dificuldades, mant&eacute;m-se estruturada e organizada, provando isso com sua capacidade de a&ccedil;&atilde;o e rea&ccedil;&atilde;o ante a pandemia. Est&aacute; preparada para a nova tend&ecirc;ncia de reposicionamento da produ&ccedil;&atilde;o global, que poder&aacute; ocorrer.<\/p>\n<p>Para isso, como toda a manufatura, precisa de condi&ccedil;&otilde;es adequadas a um novo salto de investimentos, combinado com inova&ccedil;&atilde;o, design, criatividade, sustentabilidade e gera&ccedil;&atilde;o intensiva de empregos, voca&ccedil;&otilde;es peculiares ao setor e sua cadeia de valor, desde a produ&ccedil;&atilde;o de fibras naturais e sint&eacute;ticas, fios, tecidos, confec&ccedil;&otilde;es, linhas e aviamentos, at&eacute; a distribui&ccedil;&atilde;o e consumo. S&atilde;o fatores decisivos para recuperarmos o enorme contingente de postos de trabalho j&aacute; perdidos e os que ainda poder&atilde;o ser fechados.<\/p>\n<p>Tem jeito sim. S&oacute; depende de n&oacute;s!<\/p>\n<hr>\n<ul>\n<li><em>Fernando Valente Pimentel &eacute; presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Ind&uacute;stria T&ecirc;xtil e de Confec&ccedil;&atilde;o (Abit).<\/em><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":10450,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,19,16],"tags":[475,1954],"class_list":{"0":"post-10449","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-insights","9":"category-tendencias-setores","10":"tag-futuro-da-industria","11":"tag-politica-industrial"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/armazem-industria-decadencia.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10449","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10449"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10449\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10450"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}