{"id":10266,"date":"2020-04-27T11:34:30","date_gmt":"2020-04-27T14:34:30","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=10266"},"modified":"2020-04-27T11:34:30","modified_gmt":"2020-04-27T14:34:30","slug":"yuval-harari-o-que-os-historiadores-dirao-sobre-o-futuro-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/yuval-harari-o-que-os-historiadores-dirao-sobre-o-futuro-global\/","title":{"rendered":"Yuval Harari: o que os historiadores dir\u00e3o sobre o futuro global"},"content":{"rendered":"<p><a style=\"text-align: center;\" href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-virus-home-office-trabalhador.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10267\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-virus-home-office-trabalhador.jpg\" alt=\"Historiador israelense acredita que resposta &agrave; crise deve ser de mais solidariedade. Foto: Pixabay\" width=\"1280\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-virus-home-office-trabalhador.jpg 1280w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-virus-home-office-trabalhador-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-virus-home-office-trabalhador-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-virus-home-office-trabalhador-768x512.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-virus-home-office-trabalhador-696x464.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\"><\/a><br>\nHistoriador israelense acredita que resposta &agrave; crise deve ser de mais solidariedade. Foto: Pixabay<br>\n<!--more--><em>Carlos Teixeira<\/em><br>\n<em>Radar do Futuro<\/em><\/p>\n<p>&ldquo;Acho que historiadores futuros ver&atilde;o este como um ponto de muta&ccedil;&atilde;o na hist&oacute;ria do s&eacute;culo 21. Mas a forma que dermos a ele depender&aacute; de nossas decis&otilde;es. N&atilde;o &eacute; inevit&aacute;vel.&rdquo; A mensagem &eacute; do historiador israelense Yuval Noah Harari, em entrevista publicada pelo site alem&atilde;o <a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/yuval-noah-harari-maior-perigo-n%C3%A3o-%C3%A9-o-v%C3%ADrus-mas-%C3%B3dio-gan%C3%A2ncia-e-ignor%C3%A2ncia\/a-53232884\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">DW<\/a>. A publica&ccedil;&atilde;o diz que, em um s&eacute;culo marcado por escassez de novos pensadores como figuras p&uacute;blicas, Harari se destaca tanto nos c&iacute;rculos intelectuais como nas listas mundiais de best-sellers: Yuval Noah Harari, de 44 anos, &eacute; o autor aclamado de&nbsp;<em>Sapiens: Uma breve hist&oacute;ria da humanidade<\/em>,&nbsp;<em>Homo Deus: Uma breve hist&oacute;ria do amanh&atilde;<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>21 li&ccedil;&otilde;es para o s&eacute;culo 21<\/em>, lan&ccedil;ados a partir de 2014.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; uma entrevista com um pessimista. Nem com um dono de certezas. O historiador reconhece a impossibilidade de uma antevis&atilde;o sobre o que ser&aacute; do <em>homo sapiens<\/em> nos pr&oacute;ximos anos, como consequ&ecirc;ncia da crise imposta pela pandemia. E se ser&aacute; preciso revisar alguns conceitos elaborados em seus livros. &ldquo;N&atilde;o sabemos, porque depende das decis&otilde;es que tomarmos agora.&rdquo;, avalia Harari. Um dos exemplos &eacute; o da previs&atilde;o do surgimento de uma &ldquo;classe in&uacute;til&rdquo;, formada por pessoas que, no capitalismo digital, n&atilde;o encontrar&atilde;o oportunidades de trabalho e alternativas de sobreviv&ecirc;ncia. A expectativa era de que o surgimento da categoria ocorreria em mais alguns anos.<\/p>\n<p>Mas a tend&ecirc;ncia da incorpora&ccedil;&atilde;o das tecnologias e dos impactos sobre o mercado de trabalho foi acelerada, com uma for&ccedil;a imprevis&iacute;vel e efeitos que, agora, come&ccedil;am at&eacute; a ficar mais claros. Na entrevista, o historiador refor&ccedil;a que o perigo para a classe in&uacute;til est&aacute;, na verdade, crescendo dramaticamente, por causa da atual crise econ&ocirc;mica. Vemos agora um aumento da automatiza&ccedil;&atilde;o, rob&ocirc;s e computadores substituindo seres humanos em cada vez mais empregos nesta crise. Porque as pessoas est&atilde;o confinadas em suas casas, e elas podem se contaminar. Mas rob&ocirc;s, n&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p>Ent&atilde;o pode ser que, tanto devido &agrave; automatiza&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; desglobaliza&ccedil;&atilde;o, especialmente os pa&iacute;ses em desenvolvimento, que dependem de trabalho manual barato, tenham de repente uma enorme classe in&uacute;til de cidad&atilde;os que perderam seus empregos, porque estes foram automatizados ou transferidos para outro lugar. A mat&eacute;ria do DW n&atilde;o diz, mas &eacute; poss&iacute;vel concluir que este ser&aacute; o caso do Brasil, tornado um estado irrelevante no cen&aacute;rio global.<\/p>\n<p>O dilema apresentado pelo historiador &eacute; sobre a capacidade de resist&ecirc;ncia das sociedades impostas pelo sistema de poder. O menor perigo talvez seja o do v&iacute;rus em si. &ldquo;A humanidade tem todo o conhecimento e as ferramentas tecnol&oacute;gicas para venc&ecirc;-lo. O problema realmente grande s&atilde;o nossos dem&ocirc;nios interiores, nosso pr&oacute;prio &oacute;dio, gan&acirc;ncia e ignor&acirc;ncia. Temo que n&atilde;o se esteja reagindo a esta crise com solidariedade global, mas com &oacute;dio, colocando a culpa em outros pa&iacute;ses, em minorias &eacute;tnicas e religiosas.&rdquo;<\/p>\n<p>Na entrevista, Harari faz quest&atilde;o de pontuar um otimismo, talvez mais necess&aacute;rio que real. Ele espera que consigamos desenvolver nossa compaix&atilde;o, e n&atilde;o nosso &oacute;dio, e reagir com solidariedade global, desenvolvendo nossa generosidade de ajudar os necessitados. E que desenvolvamos nossa capacidade de discernir a verdade, em vez de acreditar em todas essas teorias da conspira&ccedil;&atilde;o. Se fizermos isso, n&atilde;o tenho d&uacute;vida que conseguiremos superar facilmente a crise.<\/p>\n<p>Fica uma certa impress&atilde;o, na leitura da entrevista, que o historiador se ilude propositalmente, ao apostar na f&eacute; da mudan&ccedil;a da sociedade. Como ele reitera, o&nbsp;&ldquo;maior perigo n&atilde;o &eacute; o v&iacute;rus, mas &oacute;dio, gan&acirc;ncia e ignor&acirc;ncia&rdquo;. &Eacute; necess&aacute;rio reconhecer que as rela&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;as pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas est&atilde;o abaladas, mas ainda tendem a resistir. Para enfrentar, os indiv&iacute;duos e as sociedades ter&atilde;o de conscientizar e fortalecer movimentos sociais para cobrar as transforma&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias.<\/p>\n<h2>Leia abaixo trechos da entrevista ao DW<\/h2>\n<p><strong>Estamos encarando, como o senhor j&aacute; disse, a op&ccedil;&atilde;o entre a vigil&acirc;ncia totalit&aacute;ria e a potencializa&ccedil;&atilde;o da cidadania. Se n&atilde;o tomarmos cuidado, a pandemia pode ser um marco na hist&oacute;ria da vigil&acirc;ncia p&uacute;blica. Mas como ser cuidadoso com algo que est&aacute; fora do nosso controle?<\/strong><\/p>\n<p>N&atilde;o est&aacute; completamente fora de seu controle, pelo menos numa democracia. Voc&ecirc; vota em determinados pol&iacute;ticos e partidos, que determinam as pol&iacute;ticas, portanto tem algum controle sobre o sistema pol&iacute;tico. Mesmo que n&atilde;o haja elei&ccedil;&otilde;es agora, os pol&iacute;ticos ainda reagem &agrave; press&atilde;o p&uacute;blica.<\/p>\n<p>Se o p&uacute;blico est&aacute; aterrorizado e quer que um l&iacute;der forte assuma, isso torna muito mais f&aacute;cil um ditador fazer exatamente isso: assumir o poder. Se, ao contr&aacute;rio, houver rea&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico quando um pol&iacute;tico for longe demais, podemos evitar que os desdobramentos mais perigosos aconte&ccedil;am.<\/p>\n<p><strong>Como saber em quem confiar, ou em qu&ecirc;?<\/strong><\/p>\n<p>Primeiro, h&aacute; a experi&ecirc;ncia. Se h&aacute; pol&iacute;ticos que t&ecirc;m mentido para voc&ecirc; nos &uacute;ltimos anos, h&aacute; menos raz&otilde;es para confiar neles nesta emerg&ecirc;ncia. Em segundo lugar, voc&ecirc; pode fazer perguntas sobre as teorias que est&atilde;o lhe contando: se algu&eacute;m vem com uma teoria da conspira&ccedil;&atilde;o sobre a origem e o alastramento do coronav&iacute;rus, pe&ccedil;a-lhe para explicar o que &eacute; um v&iacute;rus e como causa doen&ccedil;as.<\/p>\n<p>Se a pessoa n&atilde;o tem a menor ideia, quer dizer que n&atilde;o disp&otilde;e de conhecimento cient&iacute;fico b&aacute;sico, portanto n&atilde;o acredite em mais nada do que ela est&aacute; lhe contando sobre a pandemia. N&atilde;o se precisa de um PhD em biologia, mas se precisa de alguma compreens&atilde;o cient&iacute;fica b&aacute;sica de todas essas coisas.<\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos anos, temos visto diversos pol&iacute;ticos populistas atacarem a ci&ecirc;ncia, dizerem que os cientistas s&atilde;o uma elite remota, desconectada do povo; que coisas como a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica n&atilde;o passam de uma farsa, que n&atilde;o se deve acreditar nelas. Mas neste momento de crise por todo o mundo, vemos que as pessoas confiam mais na ci&ecirc;ncia do que em qualquer outra coisa.<\/p>\n<p>Espero que lembremos disso, n&atilde;o s&oacute; durante esta crise, mas tamb&eacute;m quando ela tiver passado; que cuidemos para dar uma boa educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nas escolas sobre o que s&atilde;o os v&iacute;rus e a teoria da evolu&ccedil;&atilde;o. E tamb&eacute;m que, quando cientistas nos alertam sobre outras coisas, al&eacute;m de epidemias &ndash; como mudan&ccedil;a clim&aacute;tica e colapso ambiental &ndash; ou&ccedil;amos as advert&ecirc;ncias deles com a mesma seriedade que temos agora com o que dizem sobre a pandemia do coronav&iacute;rus.<\/p>\n<p><strong>Muitos pa&iacute;ses est&atilde;o implementando mecanismos de vigil&acirc;ncia digital para evitar o alastramento do v&iacute;rus. Como se pode controlar esses mecanismos?<\/strong><\/p>\n<p>Sempre que se intensifica a vigil&acirc;ncia dos cidad&atilde;os, isso deve vir de m&atilde;os dadas com uma maior vigil&acirc;ncia do governo. Nesta crise, os governos est&atilde;o gastando dinheiro como &aacute;gua: nos Estados Unidos, 2 trilh&otilde;es de d&oacute;lares, na Alemanha, centenas de bilh&otilde;es de euros, e assim por diante. Como cidad&atilde;o, quero saber quem est&aacute; tomando as decis&otilde;es e para onde o dinheiro vai. Ele est&aacute; sendo usado para resgatar grandes corpora&ccedil;&otilde;es que j&aacute; estavam em apuros antes mesmo da pandemia, por causa das m&aacute;s decis&otilde;es de sua chefia? Ou ele est&aacute; sendo usado para ajudar pequenas empresas, restaurantes, lojas e similares?<\/p>\n<p>Se um governo est&aacute; t&atilde;o &aacute;vido de ter mais vigil&acirc;ncia, esta deve ir nas duas dire&ccedil;&otilde;es. E se ele diz &ldquo;hei, isso &eacute; complicado demais, n&atilde;o podemos simplesmente abrir todas as transa&ccedil;&otilde;es financeiras&rdquo;, voc&ecirc; diz: &ldquo;N&atilde;o &eacute;, n&atilde;o. Do mesmo modo que voc&ecirc; pode criar um gigantesco sistema de vigil&acirc;ncia para ver aonde eu vou a cada dia, deveria ser f&aacute;cil criar um sistema que mostre o que voc&ecirc; est&aacute; fazendo com o dinheiro dos impostos.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Isso funciona distribuindo o poder, e n&atilde;o deixando que ele se concentre em uma pessoa ou autoridade?<\/strong><\/p>\n<p>Exatamente. Uma ideia com que se est&aacute; experimentando &eacute; alertar quem esteve perto de um paciente do coronav&iacute;rus. H&aacute; duas maneiras de fazer isso: um &eacute; ter uma autoridade central que coleta informa&ccedil;&otilde;es sobre todo mundo e a&iacute; descobre que voc&ecirc; esteve perto de algu&eacute;m com covid-19 e alerta voc&ecirc;.<\/p>\n<p>Outro m&eacute;todo &eacute; os celulares se comunicarem diretamente entre si, sem nenhuma autoridade central que recolha toda a informa&ccedil;&atilde;o. Se passo por algu&eacute;m que tem covid-19, os dois telefones, o meu e o dele ou dela, simplesmente falam um com o outro, e eu recebo o alerta. Mas nenhuma autoridade central est&aacute; coletando toda essa informa&ccedil;&atilde;o e seguindo todo mundo.<\/p>\n<p><strong>Poss&iacute;veis sistemas de vigil&acirc;ncia para a crise atual v&atilde;o um passo mais adiante, no que se chamaria de &ldquo;vigil&acirc;ncia subcut&acirc;nea&rdquo;. Portanto a pele, como superf&iacute;cie intoc&aacute;vel dos nossos corpos, est&aacute; se rachando. Como controlar isso?<\/strong><\/p>\n<p>Devemos ser muito, muito cuidadosos a esse respeito. Vigil&acirc;ncia sobre a pele &eacute; monitorar o que se faz no mundo exterior: aonde voc&ecirc; vai, quem encontra, ao que assiste na TV, que sites visita online. Ela n&atilde;o entra no seu corpo. Vigil&acirc;ncia subcut&acirc;nea &eacute; monitorar o que est&aacute; acontecendo dentro do seu corpo. Come&ccedil;a com coisas como a temperatura, mas a&iacute; pode partir para a press&atilde;o sangu&iacute;nea, frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca, atividade cerebral. E uma vez que se fa&ccedil;a isso, &eacute; poss&iacute;vel saber muito mais sobre cada indiv&iacute;duo do que em qualquer outra &eacute;poca: voc&ecirc; pode criar um regime totalit&aacute;rio como nunca se viu antes.<\/p>\n<p>Se voc&ecirc; sabe o que estou lendo ou ao que assisto na televis&atilde;o, isso lhe d&aacute; alguma ideia sobre meus gostos art&iacute;sticos, meus pontos de vista politicos, minha personalidade, mas ainda &eacute; limitado. Agora, pense se voc&ecirc; puder realmente monitorar minha temperatura corporal, minha press&atilde;o e frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca enquanto leio o artigo ou assisto ao programa online ou na televis&atilde;o: a&iacute; voc&ecirc; pode saber o que estou sentindo a cada momento! Isso poderia facilmente resultar na cria&ccedil;&atilde;o de regimes totalit&aacute;rios dist&oacute;picos.<\/p>\n<p>Isso n&atilde;o &eacute; inevit&aacute;vel. Podemos impedir que aconte&ccedil;a. Mas para tal, temos que primeiro tomar consci&ecirc;ncia do perigo e, em segundo lugar tomar cuidado com o que permitimos acontecer nesta emerg&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>Esta crise for&ccedil;a o senhor reajustar sua imagem do homo sapiens no s&eacute;culo 21?<\/strong><\/p>\n<p>N&atilde;o sabemos, porque depende das decis&otilde;es que tomarmos agora. O perigo de uma classe in&uacute;til est&aacute;, na verdade, crescendo dramaticamente, por causa da atual crise econ&ocirc;mica. Vemos agora um aumento da automatiza&ccedil;&atilde;o, rob&ocirc;s e computadores substituindo seres humanos em cada vez mais empregos nesta crise.<\/p>\n<p>Talvez vejamos os pa&iacute;ses decidirem trazer certas ind&uacute;strias de volta para casa, em vez de dependerem de f&aacute;bricas em outras loca&ccedil;&otilde;es. Ent&atilde;o pode ser que, tanto devido &agrave; automatiza&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; desglobaliza&ccedil;&atilde;o, especialmente os pa&iacute;ses em desenvolvimento, que dependem de trabalho manual barato, tenham de repente uma enorme classe in&uacute;til de cidad&atilde;os que perderam seus empregos, porque estes foram automatizados ou transferidos para outro lugar.<\/p>\n<p>E isso tamb&eacute;m pode acontecer nos pa&iacute;ses ricos. Esta crise est&aacute; causando mudan&ccedil;as tremendas no mercado de trabalho; as pessoas trabalham de casa, trabalham online. Se n&atilde;o tomarmos cuidado, pode resultar no colapso do trabalho organizado, pelo menos em alguns setores industriais.<\/p>\n<p>Mas isso n&atilde;o &eacute; inevit&aacute;vel: &eacute; uma decis&atilde;o pol&iacute;tica. Podemos tomar a decis&atilde;o de proteger os direitos trabalhistas em nosso pa&iacute;s, ou em todo o mundo, nesta situa&ccedil;&atilde;o. Os governos est&atilde;o resgatando financeiramente ind&uacute;strias e corpora&ccedil;&otilde;es, eles podem condicionar a ajuda &agrave; prote&ccedil;&atilde;o dos direitos dos empregados. Ent&atilde;o tudo depende das decis&otilde;es que tomemos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Historiador israelense acredita que resposta &agrave; crise deve ser de mais solidariedade. Foto: Pixabay<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10267,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,19,1121],"tags":[1529,1934,797,1935,1933,1932],"class_list":{"0":"post-10266","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-insights","9":"category-sociedade-do-futuro","10":"tag-futuro-da-humanidade","11":"tag-futuro-das-pandemias","12":"tag-futuro-do-planeta","13":"tag-pos-pandemia","14":"tag-pos-coronavirus","15":"tag-yuval-harari"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-virus-home-office-trabalhador.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10266","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10266"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10266\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}