O uso de realidade virtual em processos de treinamento ganhará peso nos próximos anos
O uso de realidade virtual em processos de treinamento ganhará peso nos próximos anos

Carlos Teixeira
Jornalista I Futurista

Aposte na realidade virtual e realidade aumentada como recursos estratégicos de diferenciação em 2018. A sugestão vale para inúmeras atividades no momento em que as tecnologias avançam sobre todos os campos de trabalho. Mas serve especialmente para profissionais especializados em atividades de treinamento corporativos ou desenvolvimento de pessoas.

No cenário da concorrência de mercado sairá na frente quem der conta de olhar com atenção para a RV e a RA na aplicação de treinamentos. Passeie em algum evento que tenha tecnologia envolvida e perceba o interesse que tais tipos de sistemas sobre as pessoas. Se você imagina que realidade virtual e realidade aumentada são meras curiosidades, saiba que está muito equivocado. Elas ainda serão padrão em treinamentos.

Os custos de desenvolvimento equipamentos e produção de conteúdos tendem a cair rapidamente. Nos próximos anos, o profissional terá acesso a uma quantidade maior de alternativas de recursos, tradicionalmente entregues como simulações ou ensino eletrônico. Participantes vão demandar experiências imersivas de VR e AR.

A integração de soluções oferecidas significa a possibilidade de colocar colaboradores dentro de ambiente simulados, mais realistas. Participantes de treinamentos individuais ou coletivos terão maiores possibilidades de aprendizado com experimentação, mesmo em casos que envolvam questões conceituais.

Estratégias: integração entre especialistas

Pegue o seu melhor power point e imagine transformá-lo em um roteiro de experimentação do seu público, em que as pessoas tenham acesso a vídeos interativos ou possam apontar os smartphones para um código e abrir um vídeo explicativo de algo que você está falando. Esta pode ser uma pequena experiência a ser levada adiante em um processo de ensino.

A solução depende mais de criatividade do que de um suporte de um gênio da tecnologia. Mas parece claro que a integração com especialistas de outras áreas será um bom caminho para a identificação de estratégias que utilizem a RV e a RA como ferramentas de apoio. Especialistas já sugerem que, caso a organização tenha interesse nos sistemas de virtualização é interessante fazer uma revisão dos papéis e processos que se beneficiariam de um treinamento mais imersivo, com maior segurança, rapidez, redução de custos e erros cometidos.

O objetivo deve ser o de trabalhar juntamente com equipes de tecnologia dad informação, por exemplo, para verificar os dispositivos disponíveis e investigar os custos de se gerar um ambiente de trabalho real de forma eficaz. Também vale pensar em integração com profissionais criativos, capazes de dar apoio em estratégias simples porém poderosas.

Diferenciação de conteúdos

 

O profissional de treinamento e desenvolvimento deve levar em conta que há tendências paralelas. Exemplo importante é o de “customização de conteúdos”, processo que vai valorizar ainda mais a qualidade dos processos da educação corporativa. O futuro também estará impregnado da curadoria da informação, ação que facilita o acesso a  temas normatizados como treinamentos regulatórios, desenvolvimento de habilidades profissionais gerais e certificações externas nos lembram que não é preciso reinventar a roda.

Essas “bibliotecas de conteúdo” são particularmente úteis quando podem ser editadas e personalizadas para atender o seu próprio contexto. Quando bem integradas à plataforma de gestão de aprendizagem, podem ser o complemento perfeito para a experiência blended learning. É a integração entre o ensino presencial e a distância que vai ganhar foco.

Colaboração

Já hoje é possível realizar uma curadoria de informações, normalmente disponíveis gratuitamente em fontes online confiáveis, para manter esses temas sempre atualizados e relevantes. Considere, então, que 2018 é o ano da aprendizagem móvel.

Colaboradores dependerão cada vez mais dessa tecnologia para adquirir conhecimentos com aplicação direta no trabalho. E o Microlearning atende justamente a essa demanda, fornecendo pequenas porções de conteúdo instrucional que pode ser consumido a qualquer hora e em qualquer lugar.

Desenhar oportunidades de aprendizagem que podem ser facilmente incorporadas a um dia normal de trabalho pode acelerar a transferência e assegurar um valioso apoio à performance no exato momento de necessidade. O Microlearning é uma ponte entre programas de aprendizagem mais expansivos e o suporte ao desempenho.

Regiões como a Índia, que priorizam uma estratégia de aprendizagem móvel, entregam conteúdos curtos e precisos, normalmente em vídeos com duração de 3 a 5 minutos e quizzes rápidos. Há, por sinal, um apetite para a aprendizagem social. Empresas especializadas contam com um crescimento ainda maior da demanda por plataformas de aprendizagem colaborativas. Mas ainda há muita confusão quanto às diferenças entre o compartilhamento de informações pessoais e profissionais nas redes sociais.

As ferramentas que incentivam uma colaboração fácil e aberta como parte do fluxo normal de trabalho da empresa serão mais suscetíveis de serem incorporadas às tramas da organização. Já aquelas que se concentram no compartilhamento de aspectos meramente sociais, estarão competindo desnecessariamente com plataformas já existentes fora do mundo corporativo.