Notas econômicas: 22 a 26 de fevereiro de 2021

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Fotos: Marcely Gomes / Semcom - Fotospublicas
Fotos: Marcely Gomes / Semcom – Fotospublicas

A vacinação segue em ritmo lento, enquanto avança em todo o País a expectativa de saturação do sistema público e privado de saúde

Coleta de informações semanais feita pelo Economista Paulo Roberto Bretas

Maya Vujinovic: “Hoje, investidores institucionais, bancos e fundos têm bitcoin na carteira. E isso só tende a aumentar porque as funcionalidades do bitcoin são muito semelhantes a alguns atributos do ouro. Os governos não estão preparados para uma rede de comércio de quase 3 bilhões de usuários, maior que a população da China e da Índia juntas. Hoje, qualquer banco central no mundo está pensando em desenvolver sua moeda digital, ou mais especificamente uma criptomoeda específica, que deve ser o grande destaque nos próximos anos: a stablecoin. Essas inovações fazem parte de um conceito mais amplo, que deve ser cada vez mais discutido: as DeFis, as finanças descentralizadas. Trata-se da ideia de que as transações financeiras não devem depender de intermediários, como bancos, porque a tecnologia do blockchain, que usa contratos inteligentes para registrar todas essas movimentações, permite descentralizar tudo o que envolve dinheiro”. (Meio)

Perdas dos Jovens na Pandemia 1: Os números mostram que os jovens tiveram avanço expressivo no desemprego e a maior perda de renda entre as faixas etárias no ano passado, situação que ainda deve se agravar neste início de 2021. Mais do que o impacto no curto e no médio prazos, no entanto, o que preocupa os especialistas são as marcas que esta geração carregará ao longo de sua vida profissional, o chamado “efeito cicatriz”. (Valor)

Perdas dos Jovens na Pandemia 2: Levantamento feito pelo economista Marcelo Neri da FGV Social mostra que a renda dos adolescentes (15 a 19 anos) e dos jovens (tanto os mais novos, entre 20 e 24 anos, quanto os mais velhos, entre 25 e 29 anos) caiu 34%, 25% e 22%, respectivamente, entre o primeiro e o terceiro trimestres de 2020. O ritmo é bem superior ao da média dos trabalhadores (18%). (Valor)

Entendendo de Economia

CDI: CDI é um título emitido apenas entre bancos. Ele está atrelado aos empréstimos de curtíssimo prazo (geralmente 1 dia útil) que essas instituições realizam diariamente. A sua criação foi na década de 80, pelo Banco Central (BC), com o objetivo de equilibrar o sistema financeiro. Antes disso, era comum que bancos repentinamente quebrassem. Desta forma, as instituições bancárias devem fechar o dia com o caixa positivo. Assim, as que possuem mais dinheiro emprestam para as que não têm a juros CDI. O CDI funciona como um compromisso de pagamento de empréstimo de um banco para o outro. Assim, ambas as instituições utilizam o open market para fazer essa transação financeira, que, por sua vez, ocorre durante a noite (overnight). Geralmente, o dinheiro emprestado é devolvido no próximo dia útil acrescido da taxa de juros do CDI. Esse indicador serve como base para o estudo da viabilidade de investimentos. As transações relacionadas ao CDI podem gerar pequenos rendimentos aos bancos. Isso porque o dinheiro utilizado vem dos depósitos dos clientes. Do contrário, esses valores ficariam parados nas contas. Os títulos do CDI também são importantes para oferecer liquidez ao sistema financeiro no Brasil. Diariamente, a média das operações interbancárias é divulgada pela B3. Ela serve como base para indexação da rentabilidade de investimentos de renda fixa, como CDB, LC e LCA. Assim, tem-se uma relação ganha-ganha, pois, para os bancos, há diversificação dos ativos que eles podem oferecer aos clientes. Além disso, essas instituições recebem isenção de impostos sobre as negociações relacionadas ao CDI. Já do ponto de vista do investidor, são mais alternativas para fazer o dinheiro render acima da poupança. Sem contar que o CDI influencia no custo do nosso dinheiro. Geralmente, se ele aumenta, o dinheiro se torna mais caro. (Modal Mais)

Ambiente econômico

Inflação Segundo o Ibre/FGV: Apesar da perda de fôlego da atividade no começo do ano, o balanço de riscos para a inflação piorou na visão do Ibre/FGV. O pesquisador André Braz aponta que as cotações de commodities importantes para a atividade produtiva não param de subir, o que vem sustentando um maior espalhamento dos reajustes ao consumidor. (Valor)

Míriam Leitão: “A Petrobras está sob intervenção de militares. O golpe foi executado em detalhes. Ao anunciar que indicava Silva Luna também para ser um dos membros do Conselho de Administração, o governo convocou uma Assembleia Geral Extraordinária. A Lei das S/A de 2001, artigo 141, parágrafo terceiro, diz que sempre que houver a destituição de um membro do conselho todos os outros estão destituídos. Assim, o governo preparou o bote. Se houvesse resistência ao nome do general Luna, entre os seus representantes no Conselho de Administração, todos os nomes restantes seriam trocados. À noite, o governo informou que os reconduzia. Contudo, ficou sobre eles a espada. Bolsonaro é inimigo do liberalismo econômico e derrubou o valor da ação da Petrobras. Mas isso se recupera no futuro. O bem mais caro que Bolsonaro ameaça é a democracia. O país sabe o alto preço que pagou por ela.” (Globo) (Meio)

Petrobras 1: A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estuda abrir um processo para avaliar se a troca feriu as regras do mercado. Embora tenha sido anunciada somente a após o fechamento do pregão de sexta, a mudança havia sido ventilada na véspera por Bolsonaro, fazendo com o valor de mercado da companhia encolhesse em R$ 28 bilhões no último dia da semana. (Globo) (Meio)

Petrobras 2: Outro temor no mercado é que a mudança trave a venda de refinarias e da participação da Petrobras em subsidiárias. (Globo) (Meio)

Liberalismo de Fachada 1: O intervencionismo de Bolsonaro não deve parar por aí. Ele prometeu “botar o dedo o setor elétrico” e forçar a redução nas contas de luz usando R$ 70 bilhões de um fundo setorial e tributos federais. O objetivo é turbinar sua popularidade com vias à reeleição. (Folha) (Meio)

Liberalismo de Fachada 2: Mas apesar da intervenção na Petrobras ser uma afronta direta ao ideário liberal que defende, Paulo Guedes não deve deixar o governo. Pelo menos não agora. Pessoas ligadas ao ministro da Economia dizem que ele prefere aguardar a votação de medidas de ajuste fiscal. Deixar um legado de controle nos gastos públicos seria uma saída honrosa para Guedes, afirmam auxiliares. (Globo) (Meio)

Indicadores

Intenção de Consumo: Após cinco meses de alta, o indicador Intenção de Consumo das Famílias da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) caiu 0,6% em fevereiro ante janeiro, para 74,2 pontos. Na comparação com fevereiro do ano passado, o recuo foi de 25,3%. De acordo com a entidade, o resultado do indicador foi o pior para meses de fevereiro da série histórica do índice, iniciada em janeiro de 2010. (Valor)

Crescimento 2021: A Instituição Fiscal Independente (IFI) revisou para 3% sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2021. Para 2020, a estimativa é queda de 4,5%. A projeção para as receitas líquidas passou de R$ 1,311 trilhão para R$ 1,333 trilhão. As despesas, por sua vez, deverão ficar em R$ 1,580 trilhão, R$ 51 bilhões acima do projetado no relatório anterior, divulgado em novembro. (Valor)

Expectativa de Inflação do Consumidor 1: A percepção de inflação em 12 meses do consumidor atingiu em fevereiro maior patamar em quase dois anos – e a expectativa é de manutenção de projeções em patamar elevado. A análise partiu da economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Viviane Seda ao comentar a alta de 0,1 ponto percentual da expectativa mediana de inflação dos consumidores brasileiros para os próximos 12 meses entre janeiro e fevereiro, para 5,3%. Com o aumento, a projeção é a maior desde junho de 2019 (5,7%) informou. (Valor)

Expectativa de Inflação do Consumidor 2: As famílias mais pobres são as que mais sentem movimento de alimentos mais caros. Isso é perceptível na evolução do indicador de expectativas da FGV por faixas de renda. Nas quatro categorias pesquisadas, a de menor valor, com ganhos mensais de até R$ 2.100, teve alta de 5,8% para 6,1% de janeiro para fevereiro na expetativa de inflação para os 12 meses seguintes. Além de ser maior do que a média geral do indicador, para essa faixa de renda foi a mais intensa taxa desde fevereiro de 2020 (6,3). (Valor)

Pressão nos Preços de Alimentos e Bebidas: Ao detalhar o comportamento das projeções inflacionárias do consumidor em fevereiro, a especialista Viviane Seda notou a pressão consistente de alimentos e bebidas mais caros no varejo – um fator observado desde meados de 2020. Com a pandemia iniciada em março aumentou a procura por comida, devido à maior frequência de refeições dentro de casa, com menor ritmo de circulação social, para prevenir contaminação por coronavírus. (Valor)

IPCA – 15: A alta de 0,48% do IPCA-15 em fevereiro ficou praticamente em linha com as projeções do mercado e mostrou evolução mais tranquila dos serviços, mas não mudou a percepção, agora mais difundida entre analistas, de que a inflação deve superar a meta de 3,75% em 2021. A prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste mês foi divulgada pelo IBGE, dia 24-02-2021. (Valor)

Setores

Mercado Imobiliário 1: A Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC) projeta um crescimento entre 5% e 10% do mercado imobiliário em 2021 ante 2020. A estimativa considera um crescimento em torno de 3,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, avanço de reformas como a administrativa e a tributária e a manutenção das taxas de juros do financiamento imobiliário em patamares baixos, segundo o vice-presidente da área de Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci. (Valor)

Mercado Imobiliário 2: Enquanto os lançamentos de imóveis residenciais tiveram uma redução de 17,8% em 2020 na comparação com 2019, as vendas aumentaram 9,8% na mesma base de comparação, conforme pesquisa sobre Indicadores Imobiliários Nacionais divulgada nesta segunda-feira pela CBIC. Em 2020, foram lançados 151.782 imóveis, ante 184.761 de 2019. Já as vendas passaram de 172.902 unidades em 2019 para 189.857 em 2020. A pesquisa aponta que houve um aumento de 3,9% das vendas na comparação entre o 3º e o 4º trimestres. Também foi registrada elevação de 6,7% quando comparadas as vendas entre o 4º trimestre de 2019 e 2020. (Valor)

Vendas de Aço: As vendas de aço pelos distribuidores apresentaram alta de 16,2% em janeiro no comparativo com o mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (Inda), foram comercializadas 324,6 mil toneladas de produtos siderúrgicos. Com esse volume, as vendas diárias somaram 16,2 mil toneladas, um patamar semelhante ao de janeiro de 2013. No acumulado de 12 meses, as vendas somaram 3,66 milhões de toneladas, alta de 7,5%. (Valor)

Confiança do Comércio: O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), diminuiu 1,5% em fevereiro, ante o mês anterior, segunda queda consecutiva nessa comparação e que levou o indicador a 104,5 pontos. Na comparação com fevereiro de 2020, a queda no Icec foi de 18,5%. Para a entidade, o segundo recuo consecutivo do Icec no ano revela preocupação dos comerciantes com a economia, em meio à pandemia de covid-19. (Valor)Confiança do Consumidor: Após quatro quedas consecutivas, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 2,2 pontos em fevereiro ante janeiro, para 78 pontos, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi a melhor resultado desde a alta de setembro do ano passado (3,2 pontos), impulsionado pelo começo de vacinação contra covid-19, e possibilidade de novo auxílio emergencial. Mas a manutenção de alta nos próximos meses não é certeza, afirmou Viviane Seda, economista da fundação. (Valor)

Impactos da Taxação sobre Serviços: A Confederação Nacional da Indústria (CNI) dialoga com o Ministério da Economia sobre formas de evitar que a taxação sobre serviços siga impactando os preços dos produtos exportados pelo Brasil. Estima-se que de 2014 a 2019 eles tenham representado até R$ 196 bilhões nas vendas para o exterior, que somaram R$ 4,3 trilhões no período. (Valor)

Confiança do Empresário de Serviços: O agravamento recente da pandemia, com aumento de casos de covid-19 no começo de 2021, levou a confiança do empresário de serviços em fevereiro à pior queda em dez meses. O alerta partiu do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Rodolpho Tobler ao comentar a queda de 2,3 pontos no Índice de Confiança de Serviços (ICS) entre janeiro e fevereiro, para 83,2 pontos. (Valor)

Crédito para Beneficiamento do Leite: O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que autoriza a concessão de crédito de comercialização para o beneficiamento e industrialização de leite até 30 de junho. Os empréstimos poderão ser feitos por meio de Financiamentos para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP). O limite é de R$ 65 milhões por beneficiário, com taxa de 6% ao ano e prazo de reembolso de até 20 anos. (Valor)

Finanças

Boletim Focus 1: A mediana das projeções do mercado para a economia brasileira em 2021 voltou a cair, pela terceira semana consecutiva, de 3,43% para 3,29%, no Boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado dia 22-02-2021, com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

Boletim Focus 2: A mediana das projeções dos economistas do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 subiu de 3,62% para 3,82%. Para 2022, manteve-se em 3,49%. (Valor)

Boletim Focus 3: Para a taxa básica de juros (Selic), o ponto-médio das expectativas subiu de 3,75% para 4,00% ao ano no fim de 2021 e permaneceu em 5,00% ao ano no final de 2022. (Valor)Boletim Focus 4: A mediana das estimativas para o dólar no fim deste ano foi elevada de R$ 5,01 para R$ 5,05. Para 2022, o ponto-médio das projeções seguiu parado, pela quarta semana consecutiva, em R$ 5,00. (Valor)

Caos no Mercado 1: No primeiro pregão após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que deseja substituir Roberto Castello Branco pelo General Joaquim Silva e Luna no comando da estatal, os papéis da empresa caíram mais de 20%, acarretando uma perda estimada de R$ 74 bilhões no valor de mercado, que se soma à queda de R$ 28 bilhões sofrida na sexta-feira. Lembrando que “valor de mercado” é a soma do valor das ações da empresa, não tendo relação com seu patrimônio ou seu lucro. (G1) (Meio)

Caos no Mercado 2: A apreensão com a governança das estatais fez com que seus papeis, da Eletrobras e do Banco do Brasil perdessem, em dois dias, R$ 113,2 bilhões em valor de mercado. (Estadão) (Meio)

Expectativa de Aumento da Selic: Segundo economistas, a valorização de commodities no mercado internacional e a taxa de câmbio ainda depreciada seguirão como fontes de pressão nos próximos meses, ao passo que as medidas de inflação subjacente, mais sensíveis à atividade econômica e à taxa básica de juros, ainda estão em patamar incômodo para o Banco Central (BC). Por isso, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) comece a subir a Selic em breve. (Valor)

Dívida Pública Federal 2: De acordo com números divulgados pelo Tesouro Nacional, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) registrou alta 1,16% no primeiro mês de 2021, para R$ 4,821 trilhões. Já a Dívida Federal Externa somou R$ 237,88 bilhões (US$ 43,44 bilhões), o que representa uma queda de 2,29% na comparação com os números de dezembro de 2020. (Valor)

Participação na Dívida: A participação de investidores estrangeiros na dívida mobiliária subiu em termos percentuais de 9,24% em dezembro de 2020 para 9,27% no primeiro mês de 2021. Em valor absoluto, a fatia saiu de R$ 440,52 bilhões para R$ 446,94 bilhões. Os fundos de investimento tiveram participação de 25,64% (ante 25,98% em dezembro). As instituições de previdência fecharam janeiro em 22,83% (contra 22,65% em dezembro). As instituições financeiras encerraram o mês respondendo por 29,75% da DPMFi (frente a 29,62% um mês antes). O governo respondeu por 3,77% (ante 3,77% no mês anterior). Já as seguradoras ficaram com 3,68% em janeiro (após 3,68% em dezembro). (Valor)

Custo da Dívida: O custo médio acumulado nos últimos 12 meses do estoque da dívida pública fechou janeiro em 8,29%, uma queda em relação ao índice de 8,37% ao ano registrado no mês final de 2020. Já o custo médio da DPMFi fechou o mês em 7,15%, depois de marcar 7,27% ao ano em dezembro passado. No caso das emissões, o custo médio em ofertas públicas da DPMFi acumulado em 12 meses foi de 4,65% em janeiro, ante 4,44% no mês anterior. A metodologia para cálculo desse indicador foi alterada a partir de janeiro deste ano. (Valor)

Transações Correntes: O Banco Central espera um novo déficit em transações correntes no mês de fevereiro, de US$ 2,3 bilhões, disse o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, na divulgação dos dados do setor externo referentes ao mês de janeiro. O valor se compara com déficit de US$ 4,7 bilhões em fevereiro de 2020. Assim, se a previsão se confirmar, haverá nova redução do déficit acumulado de 12 meses, para US$ 7 bilhões. (Valor)

Contrato de Swap do BC com o Fed: O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou nesta sexta-feira o Banco Central (BC) a estender o seu contrato de swaps com o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O contrato estabelecido no início da pandemia se encerraria no próximo dia 31, mas foi prorrogado até 30 de setembro. O montante à disposição do BC foi mantido em US$ 60 bilhões.

Investimento Direto Estrangeiro: O investimento direto estrangeiro (IDP) em fevereiro, até o dia 19, somou ingresso líquido de US$ 5,8 bilhões, o que leva a uma estimativa de US$ 6,5 bilhões para o mês. Caso o BC acerte a estimativa para IDP de fevereiro, haverá aumento do acumulado em 12 meses, para algo ligeiramente acima de US$ 37 bilhões. Em 12 meses, permanece a trajetória de redução do IDP observada ao longo da pandemia. Nos 12 meses encerrados em janeiro de 2021, há redução acumulada de 52% sobre o período anterior. (Valor)

Dívida Pública Federal 1: A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,99% em termos nominais na passagem de dezembro de 2020 para janeiro de 2021, somando R$ 5,059 trilhões. O número ficou abaixo da meta estabelecida no Plano Anual de Financiamento (PAF), que determina uma oscilação entre R$ 5,6 trilhões e R$ 5,9 trilhões em 2021. (Valor)

Ambiente social

Registro sem Efeito Prático: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro definitivo à vacina contra Covid-19 produzida em parceria pela americana Pfizer e a alemã BioNTech. O documento, concedido após 17 dias de análise, permite que o imunizante seja aplicado em qualquer maior de 16 anos, independentemente da ordem de prioridades do Ministério da Saúde, e importado por empresas privadas, embora o laboratório diga que só vai negociar com governos. O problema é que a única vacina com registro definitivo não está disponível no Brasil. (G1) (Meio)

Esperança de Vida ao Nascer em Minas: Antes da covid-19, a esperança de vida ao nascer de Minas Gerais era de 78,2 anos, de acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dez anos, esse indicador aumentou três anos. Nove meses de pandemia, em 2020, fizeram com que recuasse 0,65 ano, ou cerca de 20% de tudo o que ganhou na década. As maiores quedas na esperança de vida ao nascer ocorreram nas regiões com maior mortalidade por covid-19: Ipatinga (redução de 0,74), Governador Valadares (-0,76) e Uberlândia (-0,70). Os dados são da Fundação João Pinheiro. (Valor)

Fim do Piso para Educação: Entidades e especialistas em educação criticaram a proposta de eliminar o piso constitucional para investimento em educação e saúde. No caso do ensino, a medida representaria a quebra de uma vinculação criada pela primeira vez em 1934. Desde então, o Brasil viveu dois períodos sem um patamar mínimo de despesa para educação: de 1937 a 1945, durante o Estado Novo de Getúlio Vargas, e na ditadura militar, de 1967 até 1985, quando foi regulamentada a Emenda Calmon. (Valor)

PEC Emergencial Retira Piso: O parecer final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial confirmou a retirada dos pisos para educação e saúde. Desde a Constituição de 1988, o governo federal é obrigado a destinar 18% da receita para educação, enquanto Estados e municípios devem aplicar 25%. Já para a saúde, o mínimo constitucional é de 12% da receita para Estados e de 15% para os municípios.  Essa medida tem um custo bastante amplo tanto para a educação como para a saúde.  (Valor)

Fundeb Ameaçado: O movimento Todos pela Educação lembrou que a medida vai na direção contrária às regras do novo Fundeb. “Importante lembrar que a Emenda Constitucional 108, aprovada de forma quase unânime no Congresso Nacional em 2020, tornou o Fundeb mais justo e eficiente na distribuição dos recursos educacionais”, diz nota da entidade. (Valor)

Relações de trabalho

Uber e a Justiça do Trabalho: No seu maior mercado na Europa, o Uber perdeu ação e terá que tratar os motoristas do Reino Unido como funcionários. Com a decisão da Suprema Corte do país, milhares de motoristas terão direito a um salário mínimo e férias pagas – algo que afeta diretamente o modelo de negócios do Uber e provavelmente o obrigaria a aumentar suas taxas. O Uber disse que essa decisão se aplica apenas ao pequeno grupo de motoristas que entraram com o processo em 2016. Porém, agora, milhares podem reivindicar o direito, e o Uber disse que vai abrir consulta nacional com motoristas para chegar ao um consenso. A medida judicial ainda deve repercutir com um todo na gig economy do país, a economia dos bicos, que cresceu durante a pandemia. E outros países estão indo na mesma linha – neste mês, a UE deve publicar recomendações para melhorar as condições para os trabalhadores autônomos como os do Uber. (Bloomberg) (Meio)

Ambiente político

Mônica Bergamo: “Um levantamento interno da Ancine (Agência Nacional do Cinema) que analisou todos os investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) entre 2018 e 2020 apontou que das dez produtoras que mais receberam recursos, nove têm potencial de conflito de interesses. Essas empresas tiveram ou ainda mantêm relação profissional com ex-diretores da agência, membros do comitê gestor do FSA e representantes do setor que atuam junto à Ancine.” (Folha) (Meio).

Fundação Renova: O Ministério Público de Minas Gerais rejeitou as contas prestadas pela Fundação Renova relativas a 2019. A organização foi criada pelas mineradoras Vale e BHP Billiton para gerir as reparações decorrentes do rompimento da barragem da Samarco, em 2015, na cidade de Mariana (MG). O MP acolheu parecer da Controladoria do Centro de Apoio Operacional do Terceiro Setor, que constatou irregularidades, incluindo falta de autonomia da entidade, salários exorbitantes e desvio de finalidade. (Valor)

Privatização dos Correios 1: O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros Paulo Guedes, da Economia, e Fábio Faria, das Comunicações, entregou na noite desta quarta-feira, 24-02-2021, ao presidente da Câmara, Arthur Lira  (PP-AL), o projeto de lei que pavimenta o caminho para a privatização dos Correios. O texto, mais uma sinalização de Bolsonaro ao mercado, autoriza que serviços postais, incluindo os que hoje são de responsabilidade dos Correios, sejam explorados pela iniciativa privada, quebrando o monopólio estatal no envio de cartas, por exemplo.(Carta Capital)

Privatização dos Correios 2: O PL ainda fará com que os Correios, empresa 100% pública, se convertam em sociedade de economia mista. Segundo comunicado do Ministério das Comunicações, “na prática, o projeto de lei possibilita a desestatização dos Correios”. A pasta informou que o governo federal ainda analisa a melhor forma de prosseguir com a “desestatização”: por venda direta, venda do controle majoritário ou venda de parte da empresa. (Carta Capital)

Alerta para Desmonte do BNDES: A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial é mais uma etapa do processo de “desmonte” do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que ocorre há anos e pode, de fato, ser um golpe mortal na instituição. O alerta é de Ernani Torres, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e funcionário aposentado do BNDES. A PEC Emergencial revoga o parágrafo do artigo 239 da Constituição Federal, que originalmente estabelecia a destinação de um mínimo de 40% da arrecadação do PIS/Pasep para financiar programas de desenvolvimento econômico por intermédio do BNDES. O percentual mínimo já havia sido reduzido para 28% em 2019. (Valor)

Governo

Pesquisa CNT/MDA 1: A avaliação do governo Jair Bolsonaro e a aprovação ao desempenho pessoal do presidente tiveram queda significativa entre outubro do ano passado e fevereiro deste ano, segundo pesquisa CNT/MDA. A queda coincide com o fim do auxílio emergencial, benefício pago a pessoas de baixíssima renda afetadas pela pandemia. De acordo com os dados, os que consideram o governo ótimo ou bom caíram de 41,2% para 32,9%. Em contraposição, os que afirmam que o governo é ruim ou péssimo subiram de 27,2% para 35,5% no período. Aqueles que classificam a atual gestão como regular oscilaram de 30,3% para 30,2%. (Valor)

Governo Militar: Com a confirmação do general Luna na presidência da Petrobras, chega a 16 o número de estatais comandadas por militares no governo Bolsonaro. Isso representa mais de um terço das 46 empresas públicas federais com controle direto da União. (Folha) (Meio)

Pesquisa CNT/MDA 2: Em relação ao desempenho pessoal do presidente, os que aprovam Bolsonaro caíram de 52% para 43,5%. Já os que desaprovam subiram de 43,2% para 51,4%. (Valor)

Auxílio Emergencial 1: O governo Bolsonaro propõe recriar auxílio emergencial de R$ 250 mensais por beneficiário, por quatro meses, para um público de cerca de 40 milhões de pessoas. O pagamento do benefício aumentaria em R$ 30 bilhões a despesa da União neste ano e os recursos seriam obtidos por meio de emissão de dívida. (Valor)

Auxílio Emergencial 2: Auxílio Emergencial não Salvará 2021: A volta do auxílio emergencial em valor e duração menores deve atenuar a desaceleração da atividade na primeira metade do ano, mas é insuficiente para melhorar o cenário para 2021, na avaliação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). A entidade passou a esperar nova rodada de políticas governamentais de compensação de renda, mas manteve a estimativa de crescimento de 3,6% para o Produto Interno Bruto (PIB) na média do ano. (Valor)

Metas de Resultado Primário: O gasto com o novo auxílio ficará de fora da meta do resultado primário (conceito fiscal que contabiliza receitas e despesas, mas não inclui o gasto com juros da dívida). Com a PEC, no futuro, o uso do auxílio, caso venha a ocorrer, ou qualquer outra medida de enfrentamento ao estado de calamidade, será definido seguindo os ritos já existentes. Poderá ser proposto tanto pelo Executivo quanto pelo Legislativo. (Valor)

Judiciário

Intervenção Externa Grave e Inconstitucional: João Bernardo Barbosa é um empresário brasileiro radicado em Miami, dono de uma holding que inclui companhias de tecnologia e alimentação. É também, segundo investigações da Polícia Federal, o suposto elo do financiamento internacional a atos contra a democracia no Brasil, revelado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. A PF identificou movimentação financeira suspeita entre Barbosa e Allan dos Santos, dono do canal bolsonarista Terça Livre. O empresário nega. (Globo) (Meio)

Acordo do Governo de MG com a Vale: O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de suspensão da homologação do acordo entre Vale e governo de Minas Gerais, feito por atingidos pelo rompimento da barragem de Córrego do Feijão na Bacia do Paraopeba, Associação Nacional dos Atingidos por Barragens (Anab), Centro de Alternativas Socioeconômicas do Cerrado (Casec).

Psol e PT. As instituições questionavam o fato das vítimas do rompimento da barragem não terem participado das negociações junto com o governo e a Vale, além de questionar o valor do acordo, de R$ 37,68 bilhões, quando o governo negociava uma indenização total de R$ 54,6 bilhões. O rompimento da barragem de Córrego do Feijão provocou a morte de 272 pessoas em 2019. Na sua decisão, o ministro considerou que as entidades não apresentaram em seus argumentos a excepcionalidade que exigiria atuação direta do STF. O ministro considerou que a decisão poderia ser questionada em outras instâncias da Justiça antes de se recorrer ao Supremo. (Valor) (Meio)

Ambiente internacional

Endividamento dos Países Ricos 1: Segundo a OCDE, os países ricos pegaram emprestado US$ 18 trilhões em 2020, numa alta de 60% em relação a 2019, para enfrentar o déficit fiscal crescente e contração das economias causadas pela pandemia de covid-19. A OCDE prevê uma recuperação gradual das economias neste ano, ao mesmo tempo em que a dívida pode atingir mais de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021. (Valor)

Endividamento dos Países Ricos 2: Em todo caso, o pagamento de juros pelos governos caiu a níveis recordes, limitando o peso do serviço da dívida. O custo médio de título de dívida em dólar declinou de cerca de 2% em 2019 para 0,7% no ano passado, e de 0,6% para menos de 0,2% nos títulos em euro. Mais de 20% dos títulos governamentais na área da OCDE foram vendidos com juro negativo. (Valor)

Ambiente tecnológico

Leilão 5G: A Anatel aprovou dia 25-02-2021 o edital do leilão do 5G. A operação deverá começar pelas principais capitais a partir de julho de 2022. A infraestrutura não poderá aproveitar as faixas de frequência já usadas pelo 4G como queriam algumas operadoras. Também foi incluída a criação de uma rede privativa para o governo federal. O texto vai seguir para avaliação do TCU e, só então, o leilão poderá ser realizado, esperado para acontecer no 1º semestre. (Poder360) (Meio)

Apoio para Startups: O Grupo Boticário escolheu 13 startups em estágio inicial (early stage) para a primeira edição do GB Ventures, sua aceleradora de startups. De novembro a fevereiro, foram 137 inscritas. As escolhas vão desde produtoras de itens orgânicos até uso de realidade aumentada para consumidoras testarem maquiagem. Serão seis meses de aceleração. Ao todo, são sete módulos estruturantes que vão garantir uma visão transversal com informações de branding, compliance, negócios e cultura da empresa, bem como conversas com nomes consagrados no mercado para troca de experiências. Nas primeiras semanas do programa, as startups se concentrarão na fase de diagnóstico e mapeamento da jornada do consumidor. (Valor)

Huawei e 5G: A Huawei Technologies assinou mais de mil contratos corporativos de tecnologia 5G, revelou o líder chinês de equipamentos de telecomunicações, enquanto a empresa expande seus negócios de rede para compensar a redução nas operações de smartphones. Os Estados Unidos têm instado os aliados a impedir a Huawei de participar de sua infraestrutura sem fio de quinta geração, citando preocupações de segurança nacional ligadas aos equipamentos de comunicação da empresa. (Valor)

Aceleração da Automação: Depois de anos em desenvolvimento, a pandemia não só acelerou, mas trouxe de vez a automação nas fábricas, nos armazéns e nas áreas administrativas. Até o fim do ano, a base instalada de robôs de fábricas em todo o mundo superará 3,2 milhões de unidades, o dobro do patamar de 2015. Segundo as previsões, o mercado global de robótica industrial crescerá de US$ 45 bilhões em 2020, para US$ 73 bilhões em 2025. Não é à toa que a General Motors lançou este ano uma nova divisão de logística de vans para entrega de mercadoria e paletes elétricos autônomos para serem usados em armazéns. Hoje, os avanços na tecnologia e modelos de negócios permitem que não só as grandes, mas também as menores empresas desfrutem dos benefícios da automação. (Folha) (Meio)

Brasil é Líder na América do Sul: O Brasil lidera o parque de robôs industriais da América do Sul. Tem mais de 15,3 mil robôs em operação. Na América Latina, só perde para o México, que está perto do mercado americano. A robotização brasileira está longe da adotada nos países desenvolvidos. Enquanto tem de 12 a 13 robôs a cada 10 mil trabalhadores, os EUA têm 1,3 mil, China 938, Japão 1,2 mil e Coreia 2,7 mil. (Valor) (Meio)

Internet das Coisas Industrial: A Internet das Coisas Industrial (IIoT) tem sido fundamental para o desenvolvimento de fábricas inteligentes. Ao integrar sensores inteligentes em máquinas de manufatura, sistemas de energia e infraestrutura, coleta continuamente dados que ajudam, por exemplo, a aumentar a eficiência energética das máquinas, seus tempos de vida etc. (Meio)

Ataques Cibernéticos: As tentativas de ataques cibernéticos no Brasil caíram de 24 bilhões em 2019 para 8,4 bilhões em 2020, segundo empresa de segurança Fortinet. Mas isso não significa uma boa notícia. Apesar do recuo, os ataques ficaram mais sofisticados, com uso de tecnologias avançadas e inteligência artificial para que, com menos tentativas, causem mais danos. E com ainda mais tecnologias em jogo, como 5G, internet das coisas e equipamentos autônomos, essa tendência só deve se acelerar. (Estadão) (Meio)Primeiro Satélite 100% Brasileiro: No dia 28 de fevereiro será lançado o primeiro satélite 100% brasileiro. O Amazônia-1 é o primeiro de observação da Terra projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. Será lançado pela agência espacial indiana Indian Space Research Organisation (ISRO) e tem como objetivo monitorar o desmatamento da região amazônica e também a agricultura em todo território nacional. O Brasil já tem em órbita outros dois satélites de sensoriamento remoto, porém foram desenvolvidos em parceria com a China. (Meio)

Big Techs em Guerra: A Microsoft lançou um projeto junto aos grupos de notícias europeus para criar uma solução legal que obrigaria as big techs a pagarem os veículos pelo conteúdo. A iniciativa é para criar um modelo semelhante ao australiano que foi apoiado pela Microsoft, mas criticado por suas rivais. Depois de resistir, o Google fechou acordo com vários grupos de comunicação, enquanto o Facebook decidiu bloquear as notícias no país. A ideia da Microsoft é explorar as dificuldades das rivais e promover sua própria ferramenta de busca Bing como uma alternativa de busca de notícias mais preocupada com os direitos autorais. A coalizão informal vai propor a inclusão do seu plano na próxima lei da UE sobre as big techs. (Valor) (Meio)

Tecnologia 5 G: Você entra em uma loja (real ou virtual) e compra um tênis. Ao fechar a venda, o sistema da loja manda um sinal para a distribuidora, que avisa o fabricante. A fábrica avisa o fornecedor de cadarços que vai precisar de mais. O fornecedor despacha os cadarços, o fabricante produz um novo tênis que logo é reposto na prateleira da loja. Tudo será feito por software, robôs e veículos autônomos, sem contato manual. Aos executivos da empresa caberá a tarefa de analisar o mapa gerado em tempo real pelas vendas de milhares de tênis, identificar tendências e tomar decisões. Além de conectar os diversos agentes da cadeia produtiva, a Indústria 4.0 alavancada pela Internet das Coisas e a conexão 5G vai gerar enormes ganhos de produtividade. Máquinas irão se auto diagnosticar e prever possíveis falhas; componentes e peças serão rastreados o tempo todo, recursos como água e eletricidade serão melhor geridos. (Meio)

Anúncios de Áudio: O Spotify anunciou um marketplace de anúncios de áudio. O Spotify Audience Network vai ser lançado nos próximos meses e permitirá que anunciantes criem propagandas para veicular nos podcasts. A empresa espera que a iniciativa seja um “divisor de águas” no mercado, com funcionalidades semelhantes às disponíveis para anunciantes no Google e Facebook — possibilitará veicular, em grande escala, anúncios de áudio digital direcionados, com base em dados demográficos, como gênero, idade e localização. (Meio)

O Rádio Repaginado: O mercado do áudio veio para ficar. No Brasil, o número de pessoas que escutam podcast regularmente aumentou 33%: já são 28 milhões de brasileiros. Ainda, 40% dos consumidores por aqui já utilizam assistentes de voz para fazer buscas na internet, segundo a Adventures. E a tendência é que até 2023, parte significativa dos consumidores globais realizem compras por meio de assistentes virtuais. (Meio)


Fontes: Jornal Valor, Folha, Estadão, Canal Meio Newsletter, Folha, Carta Capital, Site Modal Mais, Portal G1 e Globo.

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