Bancos em ambiente cognitivo até 2020

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terra com tecnologia pixabaySetor busca pessoas para viabilizar novos projetos de inteligência artificial

Radar do Futuro

Metade do setor bancário estará em um ambiente cognitivo até 2020. Isso significa que a atividade das instituições estarão inseridas em “um sistema que utiliza a capacitação e o aprendizado da máquina por meio de uma forte interação de dados e sensores para agilizar a tomada de decisões e ganho de escala das empresas”.

A avaliação sobre o aumento exponencial da presença da inteligência artificial no sistema financeiro é de Neil Isford, gerente-geral de soluções da indústria cognitiva da IBM. A perspectiva, pelo menos no atual momento, é de aumento dos investimentos e a disputa por talentos de empresas como a própria IBM e o Google.

“O desafio atual das companhias de gestão de ativos é contratar pessoas com qualificações como inteligência e aprendizado cognitivos”, diz  Armando Senra, diretor-executivo da BlackRock. “A máquina não vai, necessariamente, substituir os gerentes de carteira. Haverá uma intersecção de humanos e máquinas para dar escala à capacidade humana por meio dessas ferramentas. “Por isso, precisamos desse grupo de pessoas, precisamos transformar nossas empresas para não ficar para atrás””, afirmou Senra durante a 9ª edição do Congresso Anbima de Fundos de Investimento, em São Paulo.

 Segundo Senra, o ganho de escala leva à democratização dos serviços, taxas menores, mais transparência e concorrência, o que só é viabilizado por meio de investimentos em tecnologia e inovação. “É um ciclo que precisa ser entendido”, diz.

 Para Isford, o gerente-geral da IBM, Isford,  é uma oportunidade para países como Brasil e Índia aumentarem o número de clientes que investem em fundos. “À medida que a tecnologia cognitiva tornar as coisas mais acessíveis derrubará as barreiras para que investidores de renda fixa façam investimentos mais sofisticados e até procurem aconselhamento para ter certeza se estão investindo certo”.

 A própria crise estimula as pessoas a saírem da inércia, segundo Amin Rajan, presidente da consultoria Create-Research. “Quando há uma a crise. como a que ocorreu em 2008 e ainda deixa seus efeitos pelo caminho, as pessoas pensam: o que podemos fazer de maneira diferente?”.  Entretanto, pondera, as transformações na indústria de gestão de ativos ainda são lentas porque seus profissionais são relutantes quanto à inserção de sistemas cognitivos por não entenderem o funcionamento intuitivo dessas máquinas.

 “Para sobreviver a essa era digital, os gestores precisam ter uma boa visão do que está acontecendo no mundo principalmente a respeito dos clientes. Precisam sair da zona de conforto”, completou, afirmando que a inteligência artificial combinada à consultoria pode otimizar a gestão de riscos.

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